{"id":8931,"date":"2026-05-01T06:19:12","date_gmt":"2026-05-01T05:19:12","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8931"},"modified":"2026-05-01T06:19:13","modified_gmt":"2026-05-01T05:19:13","slug":"novas-descobertas-sobre-exoplanetas-desafiam-as-teorias-da-formacao-planetaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/05\/01\/novas-descobertas-sobre-exoplanetas-desafiam-as-teorias-da-formacao-planetaria\/","title":{"rendered":"Novas descobertas sobre exoplanetas desafiam as teorias da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Q5aVegGP_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"604\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Q5aVegGP_o-1024x604.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8932\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Q5aVegGP_o-1024x604.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Q5aVegGP_o-300x177.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Q5aVegGP_o-768x453.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/Q5aVegGP_o.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00f5es art\u00edsticas que contrastam as super-Terras e os sub-Neptunos, os dois tipos de planetas mais comuns na nossa Gal\u00e1xia.<br>Cr\u00e9dito: Centro Ames da NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos estimam que exista pelo menos um planeta por cada estrela na nossa Gal\u00e1xia. Denominados exoplanetas, orbitam estrelas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar. Mas uma nova investiga\u00e7\u00e3o da Universidade McMaster revela uma reviravolta surpreendente: os planetas mais comuns na nossa Gal\u00e1xia n\u00e3o existem em torno das estrelas mais comuns.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em torno de estrelas como o nosso Sol, os planetas mais comuns s\u00e3o os sub-Neptunos &#8211; mundos que se pensa serem semelhantes a Neptuno, mas de tamanho menor &#8211; e as super-Terras, planetas rochosos que s\u00e3o at\u00e9 10 vezes mais massivos do que a Terra. H\u00e1 quase uma d\u00e9cada que os astr\u00f3nomos sabem que estes dois tipos de planetas est\u00e3o amplamente espalhados em torno de estrelas semelhantes ao Sol por toda a Gal\u00e1xia. Mas as estrelas semelhantes ao Sol constituem apenas uma minoria das estrelas da nossa Gal\u00e1xia, deixando uma lacuna na nossa compreens\u00e3o de como os planetas se formam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para preencher essa lacuna, os investigadores de McMaster examinaram planetas em \u00f3rbita de an\u00e3s M de idade interm\u00e9dia a avan\u00e7ada. Estas pequenas estrelas, com apenas 8 a 40 por cento do tamanho do nosso Sol, constituem a maioria das estrelas da Via L\u00e1ctea. Devido \u00e0 sua fraca luminosidade, t\u00eam sido historicamente dif\u00edceis de estudar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA mudou isso, proporcionando uma vis\u00e3o sem paralelo destas estrelas e dos seus sistemas planet\u00e1rios. Ao observar uma nova \u00e1rea do c\u00e9u a cada 28 dias, o sat\u00e9lite estuda todo o c\u00e9u ao longo de 26 meses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com base nos dados do TESS, a equipa de McMaster descobriu que as an\u00e3s M em idade interm\u00e9dia a avan\u00e7ada albergam muitas super-Terras, mas praticamente nenhum sub-Neptuno, uma descoberta que desafia as teorias existentes acerca da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o nos limit\u00e1mos a aperfei\u00e7oar a imagem &#8211; alter\u00e1mo-la. Em torno destas estrelas, os sub-Neptunos efetivamente desaparecem, o que significa que os mecanismos que moldam os planetas aqui s\u00e3o diferentes&#8221;, afirma Erik Gillis, estudante de doutoramento no Departamento de F\u00edsica e Astronomia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gillis realizou o trabalho sob a supervis\u00e3o de Ryan Cloutier, professor assistente de F\u00edsica e Astronomia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos h\u00e1 muito que atribuem a distin\u00e7\u00e3o entre super-Terras e sub-Neptunos \u00e0 fotoevapora\u00e7\u00e3o, um processo em que a intensa luz estelar despoja um planeta da sua atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As an\u00e3s M em idade interm\u00e9dia a avan\u00e7ada s\u00e3o extremamente ativas e deveriam ser capazes de evaporar atmosferas planet\u00e1rias de forma eficaz, mas n\u00e3o ao ponto que estamos a observar aqui, explica Gillis. O facto de os sub-Neptunos existirem em n\u00fameros t\u00e3o reduzidos em torno destas estrelas sugere que a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria aqui pode favorecer mundos ricos em \u00e1gua, em vez de sub-Neptunos envoltos em g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se queremos compreender as origens dos planetas e as origens da vida, precisamos de uma vis\u00e3o completa de como os planetas se formam e de que s\u00e3o feitos. Esta investiga\u00e7\u00e3o aproxima-nos desse objetivo&#8221;, afirma Gillis. As descobertas, publicadas na revista The Astronomical Journal, surgem numa altura em que a ci\u00eancia exoplanet\u00e1ria est\u00e1 a crescer rapidamente. Os primeiros exoplanetas foram descobertos h\u00e1 apenas 30 anos &#8211; um piscar de olhos em compara\u00e7\u00e3o com alguns outros campos da astronomia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde ent\u00e3o, os investigadores estudaram apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios, muitas vezes assumindo que os mesmos padr\u00f5es se aplicam em todo o lado, porque os mesmos processos f\u00edsicos moldam os planetas em toda a Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O nosso Sistema Solar era outrora o \u00fanico exemplo que t\u00ednhamos. Agora, gra\u00e7as a miss\u00f5es como a TESS, podemos comparar milhares de sistemas e descobrir padr\u00f5es que reescrevem as nossas suposi\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Cloutier.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;J\u00e1 era surpreendente saber que os planetas mais comuns na nossa Gal\u00e1xia n\u00e3o existem no nosso pr\u00f3prio Sistema Solar. Agora, com este trabalho recente, estamos a desenvolver uma imagem mais clara da origem destas super-Terras e sub-Neptunos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.mcmaster.ca\/new-findings-about-exoplanets-challenge-theories-of-planet-formation\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade McMaster (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-3881\/ae5810\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astronomical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigadores revelaram uma estat\u00edstica curiosa: os planetas mais comuns da Gal\u00e1xia tendem a n\u00e3o orbitar as estrelas mais comuns da Gal\u00e1xia. Em torno de an\u00e3s vermelhas pequenas, quase que n\u00e3o existem os chamados sub-Neptunos. Esta discrep\u00e2ncia desafia os modelos atuais e sugere que a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria depende mais do tipo de estrela do que se pensava.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8932,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[147,309],"class_list":["post-8931","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-exoplaneta","tag-tess"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8931","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8931"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8931\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8933,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8931\/revisions\/8933"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8932"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8931"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8931"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8931"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}