{"id":8928,"date":"2026-05-01T06:16:52","date_gmt":"2026-05-01T05:16:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8928"},"modified":"2026-05-01T06:20:28","modified_gmt":"2026-05-01T05:20:28","slug":"dois-sois-sao-melhores-do-que-um-os-planetas-prosperam-em-torno-de-estrelas-binarias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/05\/01\/dois-sois-sao-melhores-do-que-um-os-planetas-prosperam-em-torno-de-estrelas-binarias\/","title":{"rendered":"Dois s\u00f3is s\u00e3o melhores do que um &#8211; os planetas prosperam em torno de estrelas bin\u00e1rias"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b3\/b3\/gNILCQP9_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b3\/b3\/gNILCQP9_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O p\u00f4r-do-Sol duplo no planeta Tatooine da saga &#8220;Star Wars&#8221;.<br>Cr\u00e9dito: Lucasfilm Ltd.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com uma nova investiga\u00e7\u00e3o realizada por astrof\u00edsicos da Universidade de Lancashire, os planetas podem, na verdade, formar-se mais facilmente em torno de estrelas duplas do que em torno de estrelas individuais, como o nosso Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas bin\u00e1rias s\u00e3o comuns na nossa Gal\u00e1xia; no entanto, durante muito tempo, os astr\u00f3nomos pensaram que a disputa gravitacional entre duas estrelas dificultaria a forma\u00e7\u00e3o de planetas circumbin\u00e1rios, ou seja, mundos que orbitam ambas as estrelas. Famosos mundos fict\u00edcios, como Tatooine da saga &#8220;Star Wars&#8221;, com o seu ic\u00f3nico p\u00f4r-do-sol duplo, eram considerados curiosidades c\u00f3smicas, em vez de algo que a natureza produz habitualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, uma nova investiga\u00e7\u00e3o publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere que o oposto pode ser verdade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/JJywroay_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"388\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/JJywroay_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8929\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/JJywroay_o.jpg 750w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/JJywroay_o-300x155.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Simula\u00e7\u00e3o por computador da forma\u00e7\u00e3o de planetas em torno de uma estrela bin\u00e1ria.<br>Cr\u00e9dito: Universidade de Lancashire<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando simula\u00e7\u00f5es computacionais de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o, a equipa modelou a evolu\u00e7\u00e3o dos discos de g\u00e1s que rodeiam estrelas bin\u00e1rias jovens. As simula\u00e7\u00f5es mostram que as regi\u00f5es internas desses discos constituem uma &#8220;zona proibida&#8221;, onde fortes efeitos gravitacionais impedem a forma\u00e7\u00e3o de planetas. Mas, para al\u00e9m desta regi\u00e3o, o disco torna-se um terreno f\u00e9rtil para a forma\u00e7\u00e3o de planetas gigantes, fragmentando-se sob a sua pr\u00f3pria gravidade para produzir m\u00faltiplos planetas jovens.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Perto de uma estrela bin\u00e1ria, o ambiente \u00e9 simplesmente demasiado violento para que os planetas se formem&#8221;, afirmou o Dr. Matthew Teasdale, que liderou a investiga\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do seu projeto de doutoramento. &#8220;Mas, \u00e0 medida que nos afastamos, o disco torna-se um ambiente ideal para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa descobriu que os discos em torno de estrelas bin\u00e1rias podem formar mais planetas atrav\u00e9s da fragmenta\u00e7\u00e3o do que os discos em torno de estrelas individuais, e que uma maior propor\u00e7\u00e3o destes objetos acaba por se tornar planetas gigantes gasosos maiores do que J\u00fapiter. Alguns planetas tamb\u00e9m podem ser ejetados dos seus sistemas, tornando-se planetas errantes que vagueiam pelo espa\u00e7o interestelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Dimitris Stamatellos, que orientou o projeto, acrescentou: &#8220;As estrelas bin\u00e1rias eram outrora vistas como ambientes hostis para a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. O que estamos a descobrir \u00e9 que, na verdade, podem ser extremamente produtivos. Assim que se ultrapassa a zona de perigo, os planetas podem formar-se rapidamente e em grande n\u00famero&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas sugerem que os planetas circumbin\u00e1rios que orbitam mais do que uma estrela podem ser mais comuns do que se pensava anteriormente e que a instabilidade gravitacional, em que discos massivos se fragmentam sob a sua pr\u00f3pria gravidade, pode ser uma via importante para a forma\u00e7\u00e3o destes planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com mais de 50 exoplanetas circumbin\u00e1rios j\u00e1 descobertos, incluindo v\u00e1rios em \u00f3rbitas largas, os resultados ajudam a explicar como estes mundos se podem formar e sobreviver. Tamb\u00e9m abrem novas possibilidades para futuras observa\u00e7\u00f5es com instala\u00e7\u00f5es como o ALMA, o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e o futuro ELT (Extremely Large Telescope).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Stamatellos acrescentou: &#8220;Embora os planetas possam ter dificuldade em sobreviver perto dos seus s\u00f3is g\u00e9meos, mais longe, estes sistemas transformam-se em ambientes din\u00e2micos prop\u00edcios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de planetas, o que sugere que os &#8216;Tatooines&#8217; da vida real podem ser muito menos raros do que outrora imagin\u00e1vamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.lancashire.ac.uk\/news\/two-suns-are-better-than-one\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Lancashire (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/548\/3\/stag476\/8661676?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Planeta circumbin\u00e1rio:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Circumbinary_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela bin\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Binary_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo indica que os planetas podem formar-se mais facilmente em sistemas com duas estrelas do que em torno de estrelas individuais. Embora a regi\u00e3o mais interna seja inst\u00e1vel, as zonas mais afastadas tornam-se ideais para a forma\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos planetas, incluindo gigantes gasosos, sugerindo que mundos com &#8220;dois s\u00f3is&#8221; podem ser comuns.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8929,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72],"tags":[1714,147,2099],"class_list":["post-8928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","tag-estrela-binaria","tag-exoplaneta","tag-planeta-circumbinario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8928"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8928\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8930,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8928\/revisions\/8930"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}