{"id":8913,"date":"2026-04-24T06:26:59","date_gmt":"2026-04-24T05:26:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8913"},"modified":"2026-04-24T06:27:00","modified_gmt":"2026-04-24T05:27:00","slug":"rover-curiosity-descobre-moleculas-organicas-nunca-antes-observadas-em-marte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/04\/24\/rover-curiosity-descobre-moleculas-organicas-nunca-antes-observadas-em-marte\/","title":{"rendered":"Rover Curiosity descobre mol\u00e9culas org\u00e2nicas nunca antes observadas em Marte"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/content\/dam\/science\/psd\/photojournal\/pia\/pia24\/pia24173\/PIA24173.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SNEdAUeA_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8914\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SNEdAUeA_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SNEdAUeA_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SNEdAUeA_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/SNEdAUeA_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O rover Curiosity da NASA tirou esta &#8220;selfie&#8221; no dia 25 de outubro de 2020, depois de ter recolhido uma amostra de rocha de um local apelidado de &#8220;Mary Anning&#8221;. Ap\u00f3s anos de an\u00e1lises exaustivas, a amostra revelou a maior diversidade de mol\u00e9culas org\u00e2nicas alguma vez encontrada em Marte.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s anos de trabalho em laborat\u00f3rio, eis os resultados: uma rocha que o rover Curiosity da NASA perfurou e analisou em 2020 cont\u00e9m a cole\u00e7\u00e3o mais diversificada de mol\u00e9culas org\u00e2nicas j\u00e1 encontrada no Planeta Vermelho. Das 21 mol\u00e9culas contendo carbono identificadas na amostra, sete foram detetadas pela primeira vez em Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas n\u00e3o t\u00eam como saber se estas mol\u00e9culas org\u00e2nicas foram criadas por processos biol\u00f3gicos ou geol\u00f3gicos &#8211; ambas as hip\u00f3teses s\u00e3o poss\u00edveis -, mas a sua descoberta renovou a confirma\u00e7\u00e3o de que o antigo Marte possu\u00eda a qu\u00edmica adequada para suportar vida. Al\u00e9m disso, as mol\u00e9culas juntam-se a uma lista crescente de compostos que se sabe estarem preservados nas rochas, mesmo ap\u00f3s milhares de milh\u00f5es de anos de exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o em Marte, que pode decompor estas mol\u00e9culas ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>As descobertas foram detalhadas num novo artigo cient\u00edfico publicado na passada ter\u00e7a-feira na revista Nature Communications.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/e1-curiosity-views-a-landscape-in-the-clay-unit-pia23139.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/68\/91\/NMiB09ve_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A Mastcam do rover Curiosity captou este mosaico, no dia 3 de fevereiro de 2019, de uma regi\u00e3o do Monte Sharp com muitas rochas argilosas que se formaram quando a\u00ed existiam lagos e riachos h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. A amostra &#8220;Mary Anning 3&#8221; foi encontrada nesta regi\u00e3o rica em argilas.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A amostra rochosa, apelidada de &#8220;Mary Anning 3&#8221; em homenagem a uma colecionadora de f\u00f3sseis e paleont\u00f3loga inglesa do s\u00e9culo XIX, foi recolhida numa parte do Monte Sharp coberta, h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, por lagos e riachos. Este o\u00e1sis apareceu e desapareceu v\u00e1rias vezes no passado antigo do planeta, acabando por enriquecer a \u00e1rea com minerais argilosos, que s\u00e3o especialmente bons a preservar subst\u00e2ncias org\u00e2nicas &#8211; mol\u00e9culas contendo carbono que s\u00e3o os blocos de constru\u00e7\u00e3o da vida e que se encontram por todo o Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as mol\u00e9culas recentemente identificadas encontra-se um heteroc\u00edclico de azoto, um anel de \u00e1tomos de carbono que inclui azoto. Este tipo de estrutura molecular \u00e9 considerado um precursor do ARN e do ADN, dois \u00e1cidos nucleicos fundamentais para a informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa dete\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante significativa, pois estas estruturas podem ser precursoras qu\u00edmicas de mol\u00e9culas mais complexas contendo azoto&#8221;, afirmou a autora principal do artigo, Amy Williams, da Universidade da Fl\u00f3rida, em Gainesville, EUA. &#8220;Os heteroc\u00edclicos de azoto nunca antes tinham sido encontrados na superf\u00edcie marciana nem confirmados em meteoritos marcianos&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/48\/d4\/Mhsq8TaR_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/48\/d4\/Mhsq8TaR_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta \u00e9 uma imagem ampliada e anotada de tr\u00eas furos que o Curiosity da NASA perfurou na rocha marciana num local apelidado de &#8220;Mary Anning&#8221;, em outubro de 2020. A amostra onde o rover encontrou uma grande variedade de mol\u00e9culas org\u00e2nicas provinha de &#8220;Mary Anning 3&#8221; (um local pr\u00f3ximo, apelidado de &#8220;Mary Anning 2&#8221;, n\u00e3o foi utilizado).<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Outra descoberta excitante foi o benzotiofeno, uma mol\u00e9cula contendo carbono e enxofre que tem sido encontrada em muitos meteoritos. Alguns cientistas pensam que estes meteoritos, juntamente com as mol\u00e9culas org\u00e2nicas que cont\u00eam, semearam a qu\u00edmica pr\u00e9-bi\u00f3tica no in\u00edcio do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qu\u00edmica marciana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O novo artigo cient\u00edfico complementa a descoberta do ano passado das maiores mol\u00e9culas org\u00e2nicas alguma vez encontradas em Marte: hidrocarbonetos de cadeia longa, incluindo decano, undecano e dodecano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isto \u00e9 o rover Curiosity e a nossa equipa no seu melhor. Foram necess\u00e1rios dezenas de cientistas e engenheiros para localizar este local, perfurar a amostra e fazer estas descobertas com o nosso fant\u00e1stico rob\u00f4&#8221;, afirmou o cientista respons\u00e1vel pelo projeto da miss\u00e3o, Ashwin Vasavada, do JPL da NASA, no sul da Calif\u00f3rnia. &#8220;Esta cole\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas org\u00e2nicas refor\u00e7a, mais uma vez, a hip\u00f3tese de que Marte tenha sido um lar para a vida num passado remoto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos os conjuntos de descobertas foram feitos com um minilaborat\u00f3rio sofisticado chamado SAM (Sample Analysis at Mars), localizado na parte inferior do Curiosity. Uma broca na extremidade do bra\u00e7o rob\u00f3tico do rover pulveriza uma amostra de rocha cuidadosamente selecionada, transformando-a em p\u00f3, e depois f\u00e1-la &#8220;escorrer&#8221; para o SAM, onde um forno de alta temperatura aquece o material, libertando gases que os instrumentos do laborat\u00f3rio analisam para revelar a composi\u00e7\u00e3o da rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o SAM pode realizar &#8220;qu\u00edmica h\u00famida&#8221;, colocando amostras num pequeno copo com solvente. As rea\u00e7\u00f5es resultantes podem decompor mol\u00e9culas maiores que, de outra forma, seriam dif\u00edceis de detetar e identificar. Embora o instrumento tenha v\u00e1rios copos deste tipo, apenas dois cont\u00eam hidr\u00f3xido de tetrametilam\u00f3nio (TMAH), uma solu\u00e7\u00e3o potente reservada para as amostras de maior valor. A amostra Mary Anning 3 foi a primeira a ser exposta ao TMAH.<\/p>\n\n\n\n<p>Para verificar as rea\u00e7\u00f5es do TMAH com materiais extraterrestres, os autores do artigo cient\u00edfico tamb\u00e9m testaram a t\u00e9cnica na Terra com um fragmento do meteorito Murchison, um dos meteoritos mais estudados de todos os tempos. Com mais de 4 mil milh\u00f5es de anos, Murchison cont\u00e9m mol\u00e9culas org\u00e2nicas que foram espalhadas pelo Sistema Solar primitivo. Verificou-se que uma amostra de Murchison exposta ao TMAH decompunha mol\u00e9culas muito maiores em algumas das observadas na amostra Mary Anning 3, incluindo o benzotiofeno. Esse resultado confirma que as mol\u00e9culas marcianas encontradas na amostra Mary Anning 3 podem ter sido geradas a partir da decomposi\u00e7\u00e3o de compostos ainda mais complexos, relevantes para a vida.<\/p>\n\n\n\n<p>O Curiosity utilizou recentemente o seu segundo e \u00faltimo copo de TMAH enquanto explorava cristas em forma de teia, que foram formadas por antigas \u00e1guas subterr\u00e2neas. A equipa da miss\u00e3o ir\u00e1 analisar esses resultados para um futuro artigo cient\u00edfico sujeito a revis\u00e3o por pares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desbravando caminho para futuras miss\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Constru\u00eddo pelo Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, o SAM baseia-se em instrumentos de laborat\u00f3rio de maior dimens\u00e3o e de n\u00edvel comercial. Para integrar equipamento t\u00e3o complexo no rover, foi necess\u00e1rio que os engenheiros o reduzissem drasticamente e desenvolvessem uma forma de o fazer funcionar com menos energia. Os cientistas tiveram de aprender a aquecer o forno do SAM mais lentamente durante per\u00edodos mais longos, a fim de realizar algumas destas experi\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;S\u00f3 o facto de termos descoberto como realizar este tipo de an\u00e1lises qu\u00edmicas pela primeira vez em Marte foi um grande feito&#8221;, afirmou Charles Malespin, investigador principal do instrumento em Goddard e coautor do estudo. &#8220;Mas agora que j\u00e1 temos alguma experi\u00eancia, estamos preparados para realizar experi\u00eancias semelhantes em miss\u00f5es futuras&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>De facto, Goddard forneceu v\u00e1rios componentes, incluindo o espectr\u00f3metro de massa, para uma vers\u00e3o de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o do SAM, denominada MOMA (Mars Organic Molecular Analyzer), destinada ao rover Rosalind Franklin da ESA. Um instrumento semelhante, o DraMS (Dragonfly Mass Spectrometer), ir\u00e1 explorar Tit\u00e3, lua de Saturno, a bordo do helic\u00f3ptero Dragonfly da NASA. Ambos os instrumentos ser\u00e3o capazes de realizar qu\u00edmica h\u00famida com o solvente TMAH.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/mars-science-laboratory\/curiosity-rover\/nasas-curiosity-finds-organic-molecules-never-seen-before-on-mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.ufl.edu\/2026\/04\/mars-rover-\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Fl\u00f3rida (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-026-70656-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Communications)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Composto heteroc\u00edclico:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heterocyclic_compound\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Benzotiofeno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Benzothiophene\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hidr\u00f3xido de tetrametilam\u00f3nio (TMAH):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tetramethylammonium_hydroxide\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Meteorito Murchison:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Murchison_meteorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rover Curiosity:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/msl\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MarsCuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/x.com\/NASAMars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Curiosity_(rover)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O rover Curiosity da NASA identificou mais de 20 mol\u00e9culas org\u00e2nicas em rochas antigas de Marte, incluindo v\u00e1rias nunca antes observadas no planeta. Embora n\u00e3o provem a exist\u00eancia de vida, estas subst\u00e2ncias mostram que Marte teve condi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas favor\u00e1veis e que compostos complexos podem ser preservados durante milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8914,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16],"tags":[964,4,336],"class_list":["post-8913","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","tag-cratera-gale","tag-marte","tag-rover-curiosity"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8913","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8913"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8913\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8915,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8913\/revisions\/8915"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}