{"id":8910,"date":"2026-04-24T06:24:02","date_gmt":"2026-04-24T05:24:02","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8910"},"modified":"2026-04-24T06:24:04","modified_gmt":"2026-04-24T05:24:04","slug":"neste-exoplaneta-semelhante-a-jupiter-podem-existir-nuvens-de-gelo-de-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/04\/24\/neste-exoplaneta-semelhante-a-jupiter-podem-existir-nuvens-de-gelo-de-agua\/","title":{"rendered":"Neste exoplaneta semelhante a J\u00fapiter podem existir nuvens de gelo de \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/3o3jw3Nx_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/3o3jw3Nx_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8911\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/3o3jw3Nx_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/3o3jw3Nx_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/3o3jw3Nx_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/3o3jw3Nx_o.jpg 1378w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica do planeta Epsilon Indi Ab, com nuvens de \u00e1gua na sua atmosfera rica em amon\u00edaco.<br>Cr\u00e9dito: E. C. Matthews, Instituto Max Planck de Astronomia\/T. M\u00fcller, HdA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de astr\u00f3nomos liderada por Elisabeth Matthews, do Instituto Max Planck de Astronomia, fez uma descoberta que destaca os limites da maioria dos modelos atuais das atmosferas dos exoplanetas: nuvens de gelo de \u00e1gua num exoplaneta distante semelhante a J\u00fapiter, denominado Epsilon Indi Ab. A forma como as observa\u00e7\u00f5es foram realizadas tem implica\u00e7\u00f5es mais amplas para a investiga\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria: constitui um passo imediato e interessante no caminho para, eventualmente, encontrar e caracterizar um exoplaneta an\u00e1logo \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Passo a passo rumo a uma segunda Terra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria tem um objetivo ambicioso a longo prazo: em algum momento nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, os astr\u00f3nomos esperam ser capazes de detetar vest\u00edgios de vida num exoplaneta. A caminho desse objetivo, a investiga\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria passou por v\u00e1rias fases. Na primeira fase da investiga\u00e7\u00e3o, de 1995 a cerca de 2022, o foco principal dos investigadores de exoplanetas era a dete\u00e7\u00e3o de cada vez mais exoplanetas, utilizando m\u00e9todos indiretos que lhes forneciam informa\u00e7\u00f5es sobre as massas de alguns exoplanetas, os di\u00e2metros de outros e, em alguns casos, tanto a massa como o di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb come\u00e7ou em s\u00e9rio funcionamento em 2022, a investiga\u00e7\u00e3o exoplanet\u00e1ria entrou numa segunda fase: tornaram-se dispon\u00edveis informa\u00e7\u00f5es detalhadas e de alta qualidade sobre as atmosferas de muitos exoplanetas, e os investigadores come\u00e7aram a reconstruir as propriedades dessas atmosferas com algum detalhe. Isto ainda est\u00e1, pelo menos, a uma etapa de dist\u00e2ncia de buscas realistas por vida em exoplanetas, que se espera que exijam a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios espaciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com este novo estudo, os astr\u00f3nomos est\u00e3o a explorar alguns aspetos destes m\u00e9todos de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o \u2013 embora ainda n\u00e3o para um planeta como a Terra. Elisabeth Matthews (Instituto Max Planck de Astronomia), autora principal do estudo, afirma: &#8220;O JWST est\u00e1 finalmente a permitir-nos estudar em pormenor planetas an\u00e1logos aos do Sistema Solar. Se f\u00f4ssemos alien\u00edgenas, a v\u00e1rios anos-luz de dist\u00e2ncia, e olh\u00e1ssemos para o Sol, o JWST seria o primeiro telesc\u00f3pio que nos permitiria estudar J\u00fapiter em detalhe. Para estudar a Terra em detalhe, precisar\u00edamos, no entanto, de telesc\u00f3pios muito mais avan\u00e7ados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exo-J\u00fapiteres esquivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, por mais surpreendentes que sejam os resultados do JWST sobre as atmosferas dos exoplanetas, estudar os an\u00e1logos de J\u00fapiter revelou-se surpreendentemente dif\u00edcil. Quase todos os gigantes gasosos estudados com o Webb at\u00e9 agora diferem de J\u00fapiter por serem muito, muito mais quentes \u2013 para que o m\u00e9todo mais comum de estudar as atmosferas dos exoplanetas funcione, o planeta precisa de passar \u00e0 frente da sua estrela hospedeira, da perspetiva de um observador na Terra, e a probabilidade dessa configura\u00e7\u00e3o \u00e9 muito maior quando o planeta est\u00e1 mais pr\u00f3ximo da sua estrela, o que, por sua vez, torna o planeta comparativamente mais quente. O novo estudo de Elisabeth Matthews e dos seus colegas utiliza uma t\u00e9cnica diferente. Nunca os observadores se aproximaram tanto de estudar um an\u00e1logo de J\u00fapiter \u2013 e h\u00e1 pelo menos uma surpresa!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Matthews e colegas utilizaram o instrumento MIRI (Mid-Infrared Instrument) do Webb para obter imagens diretas do planeta Epsilon Indi Ab. As conven\u00e7\u00f5es de nomenclatura para exoplanetas s\u00e3o tais que esta designa\u00e7\u00e3o indica o primeiro planeta descoberto a orbitar a estrela Epsilon Indi A, na constela\u00e7\u00e3o do \u00cdndio (no c\u00e9u do hemisf\u00e9rio sul). Bhavesh Rajpoot, estudante de doutoramento no Instituto Max Planck de Astronomia que contribuiu para o estudo, afirma: &#8220;Este planeta tem uma massa consideravelmente maior do que J\u00fapiter &#8211; o novo estudo fixa a sua massa em 7,6 massas de J\u00fapiter &#8211; mas o di\u00e2metro \u00e9 aproximadamente o mesmo que o do seu primo do Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um J\u00fapiter mais massivo e ligeiramente mais quente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Epsilon Indi Ab est\u00e1 a uma dist\u00e2ncia da sua estrela central cerca de quatro vezes superior \u00e0 dist\u00e2ncia de J\u00fapiter ao Sol. A pr\u00f3pria estrela Epsilon Indi A \u00e9 um pouco menos massiva e um pouco menos quente do que o nosso Sol. Isto torna a temperatura superficial de Epsilon Indi Ab muito baixa, situando-se entre os 200 e os 300 Kelvin (entre -70 e 20 graus Celsius). A raz\u00e3o pela qual o planeta \u00e9 ligeiramente mais quente do que J\u00fapiter (140 K) \u00e9 que ainda existe muito calor remanescente da fase de forma\u00e7\u00e3o do planeta. Ao longo dos pr\u00f3ximos milhares de milh\u00f5es de anos, Epsilon Indi Ab ir\u00e1 arrefecer progressivamente, acabando por se tornar mais frio do que J\u00fapiter.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos utilizaram o coron\u00f3grafo do instrumento MIRI para bloquear a luz da estrela central, que, de outra forma, ofuscaria a luz muito mais fraca do planeta. Em seguida, captaram uma imagem atrav\u00e9s de um filtro muito espec\u00edfico: 11,3 \u03bcm, que se situa logo a seguir \u00e0 regi\u00e3o de comprimento de onda pr\u00f3xima dos 10,6 \u03bcm, caracter\u00edstica das mol\u00e9culas de amon\u00edaco NH3. A compara\u00e7\u00e3o com imagens a 10,6 \u03bcm que Matthews e a sua equipa j\u00e1 tinham captado em 2024 permitiu aos astr\u00f3nomos estimar a quantidade de amon\u00edaco presente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evid\u00eancia surpreendente de nuvens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de J\u00fapiter, tanto o g\u00e1s amon\u00edaco como as nuvens de amon\u00edaco dominam as camadas superiores da atmosfera vis\u00edveis nas observa\u00e7\u00f5es. Dadas as suas propriedades, pensava-se que Epsilon Indi Ab tamb\u00e9m tivesse quantidades massivas de g\u00e1s amon\u00edaco, embora n\u00e3o nuvens de amon\u00edaco. Surpreendentemente, a compara\u00e7\u00e3o fotom\u00e9trica revelou uma quantidade de amon\u00edaco ligeiramente inferior \u00e0 esperada. A melhor explica\u00e7\u00e3o que Matthews e os seus colegas encontraram para este d\u00e9fice foi a presen\u00e7a de espessas nuvens de gelo de \u00e1gua, mas irregulares, semelhantes \u00e0s nuvens cirros de alta altitude na atmosfera da Terra \u2013 uma complica\u00e7\u00e3o inesperada!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao interpretar observa\u00e7\u00f5es deste tipo, os astr\u00f3nomos comparam os seus dados com simula\u00e7\u00f5es de atmosferas planet\u00e1rias. No entanto, a maioria dos modelos publicados n\u00e3o inclui as nuvens, uma vez que a presen\u00e7a destas torna os c\u00e1lculos muito mais complexos &#8211; algo que os te\u00f3ricos ter\u00e3o claramente de resolver! James Mang (Universidade do Texas em Austin), coautor do estudo, afirma: &#8220;\u00c9 um \u00f3timo problema para se ter, e demonstra o imenso progresso que estamos a fazer gra\u00e7as ao JWST. O que antes parecia imposs\u00edvel de detetar est\u00e1 agora ao nosso alcance, permitindo-nos investigar a estrutura destas atmosferas, incluindo a presen\u00e7a de nuvens. Isto revela novas camadas de complexidade que os nossos modelos est\u00e3o agora a come\u00e7ar a captar e abre a porta a uma caracteriza\u00e7\u00e3o ainda mais detalhada destes mundos frios e distantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma oportunidade para o Telesc\u00f3pio Espacial Roman<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Do lado positivo, h\u00e1 uma oportunidade iminente para observar as nuvens de gelo de \u00e1gua, que s\u00e3o muito refletoras: o Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA tem lan\u00e7amento previsto para 2026-2027 e dever\u00e1 ser adequado exatamente para esse tipo de observa\u00e7\u00e3o. Entretanto, Matthews e os seus colegas est\u00e3o a candidatar-se a tempo de observa\u00e7\u00e3o com o Webb para estudar outros an\u00e1logos frios de J\u00fapiter. E, enquanto Matthews e outros astr\u00f3nomos est\u00e3o a aprender mais sobre exo-J\u00fapiteres frios, as suas t\u00e9cnicas de observa\u00e7\u00e3o est\u00e3o a lan\u00e7ar as bases que, se tudo correr bem, ajudar\u00e3o futuros observadores a procurar planetas semelhantes \u00e0 Terra, em busca de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/26402475\/0420-astr-cool-jupiter-150980-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Sociedade Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2603.08780\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Epsilon Indi Ab:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/epsilon-indi-a-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/eps_ind_ab--6731\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Epsilon_Indi_Ab\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos usaram o Telesc\u00f3pio Webb para estudar o exoplaneta gigante Epsilon Indi Ab, semelhante a J\u00fapiter mas mais massivo e quente. Descobriram nuvens de gelo de \u00e1gua na sua atmosfera, algo ausente nos modelos atuais. O resultado revela maior complexidade atmosf\u00e9rica e melhora t\u00e9cnicas para estudar planetas tipo Terra no futuro.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8911,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72,16,1],"tags":[2098,147,387],"class_list":["post-8910","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-epsilon-indi-ab","tag-exoplaneta","tag-jwst"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8910","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8910"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8910\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8912,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8910\/revisions\/8912"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8911"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8910"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8910"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8910"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}