{"id":8890,"date":"2026-04-17T06:23:39","date_gmt":"2026-04-17T05:23:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8890"},"modified":"2026-04-17T06:23:41","modified_gmt":"2026-04-17T05:23:41","slug":"a-maioria-dos-pares-de-estrelas-nascem-como-gemeas-cosmicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/04\/17\/a-maioria-dos-pares-de-estrelas-nascem-como-gemeas-cosmicas\/","title":{"rendered":"A maioria dos pares de estrelas nascem como g\u00e9meas c\u00f3smicas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Twin_Outflows_Sponzill.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"614\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IryJ8hQn_o-1024x614.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8891\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IryJ8hQn_o-1024x614.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IryJ8hQn_o-300x180.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IryJ8hQn_o-768x461.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/IryJ8hQn_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista do nascimento de um par de estrelas g\u00e9meas no sistema HOPS-312, em Or\u00edon.<br>Cr\u00e9dito: NSF\/AUI\/NRAO da NSF\/B. Saxton<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um novo estudo sobre estrelas rec\u00e9m-nascidas nas regi\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o estelar de Perseu e Or\u00edon sugere que a maioria dos pares de estrelas nascem como g\u00e9meas no mesmo disco, em vez de se aproximarem posteriormente a partir de dist\u00e2ncias maiores. Ao observar poderosos jatos de g\u00e1s a sair das estrelas rec\u00e9m-nascidas, uma equipa de investigadores demonstrou que a maioria dos pares de estrelas pr\u00f3ximas provavelmente se forma lado a lado no mesmo disco girat\u00f3rio de g\u00e1s e poeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas estrelas na nossa Gal\u00e1xia n\u00e3o vivem sozinhas como o Sol. Cerca de metade das estrelas semelhantes ao Sol fazem parte de um par ou mesmo de uma pequena fam\u00edlia de estrelas que se orbitam umas \u00e0s outras. As estrelas jovens s\u00e3o ainda mais propensas a ter companheiras, o que indica aos astr\u00f3nomos que a forma\u00e7\u00e3o em sistemas m\u00faltiplos \u00e9 uma parte normal do processo de nascimento das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que n\u00e3o estava claro era como os pares de estrelas pr\u00f3ximas &#8211; separadas por apenas algumas vezes a largura do nosso Sistema Solar &#8211; de facto, se unem. Formam-se juntas no mesmo disco de g\u00e1s e poeira, ou come\u00e7am distantes e aproximam-se lentamente ao longo do tempo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta nova investiga\u00e7\u00e3o, liderada pelo estudante universit\u00e1rio Ryan Sponzilli, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, testa duas ideias principais sobre como as protoestrelas companheiras pr\u00f3ximas se formam:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Um \u00fanico e enorme disco de g\u00e1s e poeira em torno de uma estrela rec\u00e9m-nascida torna-se inst\u00e1vel e fragmenta-se em dois ou mais aglomerados, cada um dos quais colapsa para formar uma estrela. Esta fragmenta\u00e7\u00e3o do disco tende a produzir pares pr\u00f3ximos numa configura\u00e7\u00e3o organizada e alinhada;<\/li>\n\n\n\n<li>A turbul\u00eancia num n\u00facleo de nuvem maior faz com que este se divida em aglomerados amplamente separados que formam estrelas distantes umas das outras, as quais s\u00e3o posteriormente atra\u00eddas para dentro atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es gravitacionais complexas. Este turbulento processo de fragmenta\u00e7\u00e3o e migra\u00e7\u00e3o dever\u00e1 deixar as rota\u00e7\u00f5es e \u00f3rbitas estelares em orienta\u00e7\u00f5es mais aleat\u00f3rias.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Descobrir qual o processo mais comum na forma\u00e7\u00e3o destas &#8216;g\u00e9meas&#8217; ir\u00e1 ajudar-nos a compreender melhor n\u00e3o s\u00f3 as estrelas, mas tamb\u00e9m que tipos de sistemas planet\u00e1rios se poder\u00e3o formar \u00e0 sua volta&#8221;, partilha Sponzilli.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para testar estas ideias, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o estudou 51 sistemas protoestelares muito jovens que albergam estrelas companheiras pr\u00f3ximas nas nuvens moleculares de Perseu e de Or\u00edon, alguns dos ber\u00e7\u00e1rios estelares mais pr\u00f3ximos da Terra. As observa\u00e7\u00f5es do ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) mapearam tanto a poeira que rodeia as estrelas como os jatos de g\u00e1s molecular que delas se libertam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 38 dos sistemas, foram claramente observados fluxos velozes e estreitos de g\u00e1s. Estes fluxos revelam o sentido em que o sistema gira. S\u00e3o geralmente disparados em \u00e2ngulos retos em rela\u00e7\u00e3o ao disco de material em torno de cada estrela, pelo que a sua dire\u00e7\u00e3o \u00e9 um bom indicador da orienta\u00e7\u00e3o do sistema no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores compararam a dire\u00e7\u00e3o de cada fluxo com a linha que liga as duas estrelas de um par. Isto permitiu-lhes determinar se o sistema parecia organizado &#8211; como seria de esperar se as estrelas se tivessem formado juntas num disco &#8211; ou mais aleat\u00f3rio &#8211; como seria de esperar se se tivessem formado separadamente e se tivessem aproximado posteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m construiu modelos computacionais simples do que deveriam observar no c\u00e9u para cada um dos dois cen\u00e1rios de forma\u00e7\u00e3o. Quando compararam estes modelos com as suas 42 medi\u00e7\u00f5es de fluxos, os dados reais corresponderam melhor a um cen\u00e1rio em que os fluxos tendem a alinhar-se em \u00e2ngulos retos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 linha entre as estrelas, o que seria de esperar se as estrelas se tivessem formado juntas num \u00fanico disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os resultados apontam para a fragmenta\u00e7\u00e3o do disco como o principal modo de forma\u00e7\u00e3o de pares pr\u00f3ximos de estrelas rec\u00e9m-nascidas, pelo menos nas regi\u00f5es jovens aqui estudadas&#8221;, acrescenta a coautora Leslie Looney, professora de Sponzilli na Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao demonstrar que muitos pares de estrelas pr\u00f3ximas provavelmente nascem juntas num \u00fanico disco girat\u00f3rio, este estudo refor\u00e7a a liga\u00e7\u00e3o entre as fases mais iniciais da forma\u00e7\u00e3o estelar e a evolu\u00e7\u00e3o posterior dos sistemas planet\u00e1rios em torno de estrelas m\u00faltiplas. Compreender estes alinhamentos iniciais ajudar\u00e1 os astr\u00f3nomos a prever qu\u00e3o comuns as \u00f3rbitas planet\u00e1rias alinhadas podem ser em sistemas bin\u00e1rios e qu\u00e3o est\u00e1veis esses sistemas planet\u00e1rios podem tornar-se ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/most-close-pairs-of-stars-are-born-as-cosmic-twins\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ae4a29\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sistema estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_system\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o estelar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Star_formation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvem molecular de Perseu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Perseus_molecular_cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nuvem molecular de Or\u00edon:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Orion_molecular_cloud_complex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo com observa\u00e7\u00f5es ALMA de estrelas muito jovens indica que a maioria dos pares pr\u00f3ximos de estrelas nasce junta no mesmo disco de g\u00e1s e poeira, em vez de se formar separadamente e aproximar-se depois. Estas &#8220;g\u00e9meas c\u00f3smicas&#8221; resultam da fragmenta\u00e7\u00e3o do disco e ajudam a explicar a forma\u00e7\u00e3o de sistemas planet\u00e1rios.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8891,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,1],"tags":[305,281,332,345,646,618],"class_list":["post-8890","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-chara","tag-formacao-estelar","tag-nuvem-molecular-de-orionte","tag-nuvem-molecular-de-perseu","tag-sistemas-estelares"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8890","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8890"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8890\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8892,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8890\/revisions\/8892"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8891"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8890"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8890"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8890"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}