{"id":8883,"date":"2026-04-14T06:18:56","date_gmt":"2026-04-14T05:18:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8883"},"modified":"2026-04-14T06:18:58","modified_gmt":"2026-04-14T05:18:58","slug":"colaboracao-global-atinge-uma-precisao-de-1-no-ritmo-de-expansao-do-universo-local","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/04\/14\/colaboracao-global-atinge-uma-precisao-de-1-no-ritmo-de-expansao-do-universo-local\/","title":{"rendered":"Colabora\u00e7\u00e3o global atinge uma precis\u00e3o de 1% no ritmo de expans\u00e3o do Universo local"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2611a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/5fdJxVM4_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8884\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/5fdJxVM4_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/5fdJxVM4_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/5fdJxVM4_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/5fdJxVM4_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Interpreta\u00e7\u00e3o art\u00edstica da escada de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas &#8211; uma sucess\u00e3o de m\u00e9todos sobrepostos utilizados para medir dist\u00e2ncias no Universo, em que cada degrau da escada fornece informa\u00e7\u00f5es que podem ser usadas para determinar as dist\u00e2ncias no degrau imediatamente superior. Os m\u00e9todos incluem observa\u00e7\u00f5es de estrelas vari\u00e1veis Cefeidas pulsantes, estrelas gigantes vermelhas que brilham com uma luminosidade conhecida, supernovas do Tipo Ia e certos tipos de gal\u00e1xias.<br>Nesta ilustra\u00e7\u00e3o, a escada de dist\u00e2ncias come\u00e7a no Enxame de Coma, que \u00e9 o enxame de gal\u00e1xias extremamente rico mais pr\u00f3ximo de n\u00f3s. A dist\u00e2ncia at\u00e9 ao Enxame de Coma pode ser medida diretamente atrav\u00e9s de observa\u00e7\u00f5es de supernovas do Tipo Ia dentro do enxame. As supernovas do Tipo Ia t\u00eam uma luminosidade previs\u00edvel que as torna objetos fi\u00e1veis para c\u00e1lculos de dist\u00e2ncia.<br>Cr\u00e9dito: CTIO\/NOIRLab\/DOE\/NSF\/AURA\/J. Pollard<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos produziu uma das medi\u00e7\u00f5es mais precisas at\u00e9 \u00e0 data da velocidade de expans\u00e3o do Universo local. O resultado aprofunda um dos desafios mais significativos da cosmologia moderna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos t\u00eam procurado medir o ritmo de expans\u00e3o do Universo utilizando duas abordagens fundamentalmente diferentes. Um m\u00e9todo baseia-se na medi\u00e7\u00e3o de dist\u00e2ncias a estrelas e gal\u00e1xias no Universo pr\u00f3ximo. O outro utiliza medi\u00e7\u00f5es do fundo c\u00f3smico de micro-ondas para prever qual seria o ritmo de expans\u00e3o atual, de acordo com o modelo padr\u00e3o da cosmologia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Espera-se que estas duas abordagens produzam o mesmo resultado, mas isso n\u00e3o acontece. As medi\u00e7\u00f5es baseadas no Universo pr\u00f3ximo indicam consistentemente um ritmo de expans\u00e3o mais elevado &#8211; cerca de 73 quil\u00f3metros por segundo por megaparsec &#8211; enquanto as previs\u00f5es derivadas do Universo primitivo apresentam um valor mais baixo, perto de 67 ou 68. Embora a diferen\u00e7a num\u00e9rica seja modesta, \u00e9 muito maior do que aquilo que pode ser explicado pela incerteza estat\u00edstica. Esta discrep\u00e2ncia persistente, conhecida como tens\u00e3o de Hubble, foi agora observada em v\u00e1rios estudos e t\u00e9cnicas independentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao reunir d\u00e9cadas de observa\u00e7\u00f5es independentes num \u00fanico quadro unificado, uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de astr\u00f3nomos conseguiu a medi\u00e7\u00e3o direta mais precisa at\u00e9 \u00e0 data do ritmo de expans\u00e3o do Universo pr\u00f3ximo. Num artigo cient\u00edfico publicado no passado dia 10 de abril na revista Astronomy &amp; Astrophysics, a colabora\u00e7\u00e3o H0DN (H0 Distance Network) apresenta um valor da constante de Hubble de 73,50 \u00b1 0,81 quil\u00f3metros por segundo por megaparsec, correspondendo a uma precis\u00e3o de pouco mais de 1%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo \u00e9 o resultado de um amplo esfor\u00e7o da comunidade lan\u00e7ado no Workshop Breakthrough do ISSI (International Space Science Institute), &#8220;What\u2019s under the H0od?&#8221;, realizado no ISSI em Berna, Su\u00ed\u00e7a, em mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este n\u00e3o \u00e9 apenas um novo valor da constante de Hubble&#8221;, observa a colabora\u00e7\u00e3o, &#8220;\u00e9 uma estrutura constru\u00edda pela comunidade que re\u00fane d\u00e9cadas de medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncia independentes, de forma transparente e acess\u00edvel&#8221;.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2611b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/69\/5f\/VFmWxi87_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este gr\u00e1fico representa a tens\u00e3o existente entre as medi\u00e7\u00f5es do ritmo de expans\u00e3o do Universo pr\u00f3ximo e o que seria de esperar com base nas medi\u00e7\u00f5es do Universo primitivo, nomeadamente do fundo c\u00f3smico de micro-ondas. De acordo com o modelo padr\u00e3o da cosmologia, espera-se que estas duas abordagens levem ao mesmo resultado, mas isso n\u00e3o acontece. Esta discrep\u00e2ncia \u00e9 conhecida como a tens\u00e3o de Hubble e \u00e9 representada neste gr\u00e1fico pelo desalinhamento entre as &#8220;pontes&#8221; da Rota Primitiva e da Rota Moderna.<br>Atualmente, a melhor estimativa para a constante de Hubble com base nas medi\u00e7\u00f5es do fundo c\u00f3smico de micro-ondas \u00e9 de cerca de 67,2 quil\u00f3metros por segundo por megaparsec. Em 2026, a Colabora\u00e7\u00e3o H0DN apresentou a medi\u00e7\u00e3o direta mais precisa da constante de Hubble local at\u00e9 \u00e0 data, divulgando um valor de 73,50 \u00b1 0,81 quil\u00f3metros por segundo por megaparsec, correspondendo a uma precis\u00e3o de pouco mais de 1%.<br>Cr\u00e9dito: NOIRLab\/NSF\/AURA\/J. da Silva\/J. Pollard<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez de se basear num \u00fanico m\u00e9todo, a equipa construiu uma &#8220;rede de dist\u00e2ncias&#8221; que interliga v\u00e1rias t\u00e9cnicas sobrepostas para medir dist\u00e2ncias no Universo local. Estas incluem observa\u00e7\u00f5es de estrelas vari\u00e1veis Cefeidas pulsantes, estrelas gigantes vermelhas que brilham com uma luminosidade conhecida, supernovas do Tipo Ia e certos tipos de gal\u00e1xias. Esta abordagem permite m\u00faltiplas vias independentes para o mesmo resultado final e possibilita um teste cr\u00edtico: ser\u00e1 que a discrep\u00e2ncia \u00e9 causada por um erro num \u00fanico m\u00e9todo? Os resultados indicam que isso \u00e9 improv\u00e1vel. Mesmo quando t\u00e9cnicas individuais s\u00e3o removidas da an\u00e1lise, o resultado global altera-se apenas minimamente. As medi\u00e7\u00f5es independentes permanecem consistentes entre si, refor\u00e7ando a robustez do ritmo de expans\u00e3o medido localmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este trabalho exclui efetivamente as explica\u00e7\u00f5es para a tens\u00e3o de Hubble que se baseiam num \u00fanico erro ignorado nas medi\u00e7\u00f5es de dist\u00e2ncia locais&#8221;, concluem os autores. &#8220;Se a tens\u00e3o for real, como sugere o crescente conjunto de evid\u00eancias, pode apontar para uma nova f\u00edsica al\u00e9m do modelo cosmol\u00f3gico padr\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As implica\u00e7\u00f5es s\u00e3o significativas. O ritmo de expans\u00e3o mais baixo inferido a partir do Universo primitivo depende do modelo padr\u00e3o da cosmologia, que descreve como o Universo evoluiu desde o Big Bang. Se esse modelo estiver incompleto &#8211; por exemplo, se n\u00e3o explicar totalmente o comportamento da energia escura, de novas part\u00edculas ou de modifica\u00e7\u00f5es na gravidade &#8211; as suas previs\u00f5es para o ritmo de expans\u00e3o atual seriam afetadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nesse caso, a tens\u00e3o de Hubble pode n\u00e3o ser resultado de um erro de medi\u00e7\u00e3o, mas sim uma indica\u00e7\u00e3o de que falta um componente essencial ao modelo atual do Universo. A rede de dist\u00e2ncias locais tamb\u00e9m estabelece um quadro para investiga\u00e7\u00f5es futuras. Ao disponibilizar abertamente os seus m\u00e9todos e dados, a colabora\u00e7\u00e3o criou uma base que pode ser alargada com novas observa\u00e7\u00f5es. Com os observat\u00f3rios de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o a fornecerem medi\u00e7\u00f5es ainda mais precisas, os astr\u00f3nomos pretendem determinar se esta discrep\u00e2ncia ser\u00e1, em \u00faltima an\u00e1lise, resolvida ou se continuar\u00e1 a apontar para uma nova f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2611\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.issibern.ch\/hubble-constant-press-release\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ISSI (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/sheffield.ac.uk\/mps\/news\/global-astronomical-collaboration-achieves-1-precision-measurement-universes-local-expansion-rate\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Sheffield (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/web.ub.edu\/en\/web\/actualitat\/w\/expansion-rate-of-the-univers?referer=news\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Barcelona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/scientists-report-most-precise-measurement-yet-universes-expansion\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2026\/04\/aa57993-25\/aa57993-25.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law#Determining_the_Hubble_constant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cEscada\u201d de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional obteve a medi\u00e7\u00e3o mais precisa do ritmo de expans\u00e3o do Universo local (constante de Hubble), cerca de 73,5 km\/s\/Mpc. O valor continua incompat\u00edvel com estimativas do Universo primitivo, refor\u00e7ando a \u201ctens\u00e3o de Hubble\u201d e sugerindo uma poss\u00edvel nova f\u00edsica al\u00e9m dos modelos atuais.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8884,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62],"tags":[327,329],"class_list":["post-8883","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","tag-constante-de-hubble","tag-expansao-do-universo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8883","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8883"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8883\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8885,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8883\/revisions\/8885"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8884"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8883"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8883"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8883"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}