{"id":8880,"date":"2026-04-14T06:16:19","date_gmt":"2026-04-14T05:16:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8880"},"modified":"2026-04-14T06:16:20","modified_gmt":"2026-04-14T05:16:20","slug":"um-nucleo-galactico-ativo-cujo-brilho-esta-a-desvanecer-a-um-ritmo-extraordinariamente-elevado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/04\/14\/um-nucleo-galactico-ativo-cujo-brilho-esta-a-desvanecer-a-um-ritmo-extraordinariamente-elevado\/","title":{"rendered":"Um n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo cujo brilho est\u00e1 a desvanecer a um ritmo extraordinariamente elevado"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/subarutelescope.org\/en\/results\/2026\/03\/24\/fig1e-20260324-science.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"503\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WqMQ0cwr_o-1024x503.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8881\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WqMQ0cwr_o-1024x503.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WqMQ0cwr_o-300x147.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WqMQ0cwr_o-768x377.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WqMQ0cwr_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagens, no vis\u00edvel, da gal\u00e1xia J0218\u22120036 (desvio para o vermelho de 1,8; a cerca de 10 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia), indicada pelas setas amarelas. A imagem \u00e0 esquerda foi captada pelo SDSS (Sloan Digital Sky Survey) e a imagem \u00e0 direita pela HSC (Hyper Suprime-Cam) no Telesc\u00f3pio Subaru. Como a HSC tem maior sensibilidade do que o SDSS, muitos objetos fracos adicionais s\u00e3o vis\u00edveis na imagem. A compara\u00e7\u00e3o dos brilhos nas duas imagens mostra que a gal\u00e1xia diminuiu drasticamente de brilho entre cerca de 2002 (SDSS) e 2018 (HSC). Uma imagem sem as setas est\u00e1 dispon\u00edvel aqui.<br>Cr\u00e9dito: SDSS, HSC-SSP\/NAOJ<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional descobriu um fen\u00f3meno extremamente raro: uma gal\u00e1xia a cerca de 10 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia cujo brilho diminuiu para um-vig\u00e9simo do seu n\u00edvel original em apenas 20 anos. Ao combinar observa\u00e7\u00f5es em v\u00e1rios comprimentos de onda com dados de arquivo que abrangem v\u00e1rias d\u00e9cadas, os investigadores conclu\u00edram que o enfraquecimento foi causado por uma r\u00e1pida diminui\u00e7\u00e3o do g\u00e1s que flu\u00eda para o buraco negro supermassivo no centro da gal\u00e1xia. A descoberta mostra que a atividade dos buracos negros supermassivos pode mudar drasticamente em escalas de tempo curtas o suficiente para serem observadas durante a vida de um ser humano.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um decl\u00ednio repentino na atividade do buraco negro supermassivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das gal\u00e1xias alberga no seu centro um buraco negro supermassivo, com uma massa centenas de milh\u00f5es de vezes superior \u00e0 do Sol. Em alguns casos, o g\u00e1s circundante \u00e9 atra\u00eddo para dentro pela forte gravidade do buraco negro. \u00c0 medida que o g\u00e1s espirala em dire\u00e7\u00e3o ao buraco negro, forma uma estrutura conhecida como disco de acre\u00e7\u00e3o. O atrito no disco aquece o g\u00e1s a temperaturas extremamente elevadas, produzindo enormes quantidades de energia. Como resultado, o centro da gal\u00e1xia brilha intensamente. Essas regi\u00f5es luminosas s\u00e3o conhecidas como n\u00facleos gal\u00e1cticos ativos (NGAs).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, se o fluxo de g\u00e1s para o disco de acre\u00e7\u00e3o enfraquecer por alguma raz\u00e3o, a radia\u00e7\u00e3o emitida diminui e o centro gal\u00e1ctico torna-se mais fraco. As novas observa\u00e7\u00f5es sugerem que esta gal\u00e1xia entrou exatamente nessa fase &#8211; uma fase em que a atividade do seu buraco negro central diminuiu rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Dados revelam um enfraquecimento dram\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa internacional &#8211; incluindo investigadores do Instituto Tecnologia de Chiba (Jap\u00e3o), da Universidade de Potsdam (Alemanha), da Universidade de Toyama (Jap\u00e3o), do Instituto de Astrof\u00edsica das Can\u00e1rias (Espanha), do Observat\u00f3rio Astron\u00f3mico Nacional do Jap\u00e3o e da Universidade Ritsumeikan &#8211; comparou imagens do SDSS (Sloan Digital Sky Survey) com as da HSC (Hyper Suprime-Cam) no Telesc\u00f3pio Subaru. Descobriram que o brilho aparente da gal\u00e1xia diminuiu para cerca de um-vig\u00e9simo do seu n\u00edvel original ao longo de aproximadamente 20 anos. Os NGAs variam normalmente cerca de 30% em termos de brilho, pelo que um decl\u00ednio desta magnitude \u00e9 extremamente raro. A equipa realizou imediatamente observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento com o GTC (Gran Telescopio Canarias) e lan\u00e7ou uma investiga\u00e7\u00e3o abrangente do objeto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Realizaram novas observa\u00e7\u00f5es \u00f3ticas e no infravermelho pr\u00f3ximo com o Telesc\u00f3pio Subaru e com o Observat\u00f3rio W. M. Keck, bem como observa\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio. Al\u00e9m disso, analisaram dados de arquivo de raios X e no infravermelho, juntamente com placas fotogr\u00e1ficas tiradas h\u00e1 cerca de 70 anos, combinando informa\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios comprimentos de onda e per\u00edodos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/subarutelescope.org\/en\/results\/2026\/03\/24\/fig2e-20260324-science.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a9\/37\/zMl6Wrq0_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de um n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo durante uma fase brilhante (\u00e0 esquerda) e uma fase fraca (\u00e0 direita). Os pain\u00e9is superiores mostram a gal\u00e1xia na sua totalidade, enquanto os pain\u00e9is inferiores ampliam a regi\u00e3o central. Na fase brilhante, o disco de acre\u00e7\u00e3o em torno do buraco negro supermassivo (a regi\u00e3o escura no centro) e um anel espesso em forma de donut, composto por g\u00e1s e poeira, brilham intensamente. Quando o fluxo de g\u00e1s para o buraco negro diminui, a regi\u00e3o central torna-se muito mais fraca.<br>Cr\u00e9dito: Instituto de Tecnologia de Chiba<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ficando sem combust\u00edvel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao comparar as altera\u00e7\u00f5es observadas no brilho \u00f3tico e infravermelho com modelos te\u00f3ricos, os investigadores estimaram que o ritmo de acre\u00e7\u00e3o &#8211; a taxa \u00e0 qual o g\u00e1s flui do disco de acre\u00e7\u00e3o para o buraco negro &#8211; caiu para cerca de um-quinquag\u00e9simo do seu n\u00edvel anterior em apenas cerca de sete anos (embora as observa\u00e7\u00f5es abranjam cerca de 20 anos, o efeito da dilata\u00e7\u00e3o do tempo significa que isto corresponde a cerca de 7 anos no referencial da gal\u00e1xia com desvio para o vermelho de 1,8; o brilho observado inclui luz tanto do n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo como da gal\u00e1xia hospedeira. Ao analisar dados de v\u00e1rias \u00e9pocas e comprimentos de onda, desde o \u00f3tico ao infravermelho, os investigadores conseguiram separar estes componentes e demonstrar que o pr\u00f3prio NGA enfraqueceu num fator de cerca de 50). Isto sugere que o fornecimento de material que alimenta o buraco negro pode estar a esgotar-se rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma explica\u00e7\u00e3o alternativa era que uma nuvem de poeira \u00e0 frente do disco de acre\u00e7\u00e3o tinha bloqueado temporariamente a luz. No entanto, esta possibilidade foi descartada, uma vez que n\u00e3o consegue explicar as altera\u00e7\u00f5es observadas numa ampla gama de comprimentos de onda, desde o \u00f3tico ao infravermelho. Em vez disso, os resultados indicam que o pr\u00f3prio estado f\u00edsico do disco de acre\u00e7\u00e3o provavelmente foi alterado drasticamente. O mecanismo exato que poderia causar uma altera\u00e7\u00e3o t\u00e3o r\u00e1pida permanece incerto, sendo necess\u00e1rias mais observa\u00e7\u00f5es e estudos te\u00f3ricos para o compreender.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mais r\u00e1pido do que o esperado: repensando os modelos de acre\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta mostra que a atividade dos buracos negros supermassivos nos centros gal\u00e1cticos pode mudar drasticamente em escalas de tempo que v\u00e3o de apenas alguns anos a algumas d\u00e9cadas &#8211; um per\u00edodo suficientemente curto para ser observado durante a vida de um ser humano. At\u00e9 agora, pensava-se geralmente que a acre\u00e7\u00e3o de massa nos buracos negros supermassivos dos NGAs variava lentamente ao longo de dezenas de milhares de anos ou mais. O novo resultado desafia esta vis\u00e3o de longa data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tomoki Morokuma, cientista do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Astron\u00f3mica do Instituto de Tecnologia de Chiba, que liderou o estudo, afirma: &#8220;\u00c9 fascinante que um n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo possa alterar o seu brilho de forma t\u00e3o dram\u00e1tica num per\u00edodo t\u00e3o curto, e que este enfraquecimento pare\u00e7a ser causado por uma grande altera\u00e7\u00e3o no ritmo de acre\u00e7\u00e3o para o buraco negro supermassivo. Utilizando dados de levantamentos de campo largo, como os da HSC, esperamos descobrir mais objetos como este e compreender como a atividade dos buracos negros supermassivos se desativa e reinicia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coautor Toshihiro Kawaguchi, da Universidade de Toyama, que trabalhou principalmente na interpreta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, acrescenta: &#8220;Este objeto apresenta uma variabilidade r\u00e1pida que n\u00e3o pode ser explicada pelos modelos padr\u00e3o. Constitui um importante caso de teste para o desenvolvimento de novos modelos te\u00f3ricos. N\u00f3s vamos investigar quais as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas que poderiam reproduzir o comportamento observado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/subarutelescope.org\/en\/results\/2026\/03\/24\/3688.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Telesc\u00f3pio Subaru (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/iac-and-gran-telescopio-canarias-participate-discovery-supermassive-black-hole-fading-extraordinarily-rapid\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/pasj\/article\/77\/6\/1350\/8313806?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Publications of the Astronomical Society of Japan)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGAs (N\u00facleos Gal\u00e1cticos Ativos):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Active_galactic_nucleus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Subaru:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.naoj.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NAOJ<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Subaru_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SDSS (Sloan Digital Sky Survey):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.sdss.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sloan_Digital_Sky_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GTC (Gran Telescopio Canarias):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gtc.iac.es\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gran_Telescopio_Canarias\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos observaram uma gal\u00e1xia distante cujo n\u00facleo ativo (buraco negro supermassivo) diminuiu drasticamente o seu brilho, cerca de 50 vezes, indicando uma r\u00e1pida redu\u00e7\u00e3o no fluxo de mat\u00e9ria que o alimenta. 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