{"id":8845,"date":"2026-03-31T06:15:11","date_gmt":"2026-03-31T05:15:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8845"},"modified":"2026-03-31T06:15:12","modified_gmt":"2026-03-31T05:15:12","slug":"xrism-mede-o-vento-quente-da-galaxia-m82","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/31\/xrism-mede-o-vento-quente-da-galaxia-m82\/","title":{"rendered":"XRISM mede o vento quente da gal\u00e1xia M82"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2dbw5qCb_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2dbw5qCb_o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8846\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2dbw5qCb_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2dbw5qCb_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2dbw5qCb_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/2dbw5qCb_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O vento frio da gal\u00e1xia M82 impulsiona g\u00e1s e poeira at\u00e9 40.000 anos-luz do seu n\u00facleo, como se pode ver aqui atrav\u00e9s de dados do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA e dos telesc\u00f3pios espaciais Hubble e Spitzer. A inser\u00e7\u00e3o mostra uma imagem Chandra da regi\u00e3o central da gal\u00e1xia, onde um &#8220;caldeir\u00e3o&#8221; de atividade estelar d\u00e1 in\u00edcio ao fluxo em grande escala.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA; raios X &#8211; NASA\/CXC\/JHU\/D.Strickland; \u00f3tico &#8211; NASA\/ESA\/STScI\/AURA\/Equipa do Legado Hubble; infravermelho &#8211; NASA\/JPL-Caltech\/Universidade do Arizona\/C. Engelbracht; Colabora\u00e7\u00e3o XRISM et al. 2026<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pela primeira vez, os astr\u00f3nomos mediram diretamente a velocidade do g\u00e1s superaquecido que se expande a partir de um &#8220;caldeir\u00e3o&#8221; de atividade estelar no cora\u00e7\u00e3o de M82, uma gal\u00e1xia pr\u00f3xima que est\u00e1 a passar por um extraordin\u00e1rio surto de forma\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O material move-se a mais de 3 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora e parece ser a principal for\u00e7a motriz de um vento mais frio, bem estudado e \u00e0 escala da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores fizeram os c\u00e1lculos utilizando dados do instrumento Resolve a bordo da nave espacial XRISM (X-ray Imaging and Spectroscopy Mission).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O modelo cl\u00e1ssico de gal\u00e1xias com surtos de forma\u00e7\u00e3o estelar, como M82, sugere que as ondas de choque provenientes da forma\u00e7\u00e3o estelar e das supernovas perto do centro aquecem o g\u00e1s, dando in\u00edcio a um vento poderoso&#8221;, afirmou Erin Boettcher, astrof\u00edsica da Universidade de Maryland, em College Park, e do Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, em Greenbelt, Maryland. &#8220;Antes do XRISM, por\u00e9m, n\u00e3o t\u00ednhamos a capacidade de medir as velocidades necess\u00e1rias para testar essa hip\u00f3tese. Agora vemos o g\u00e1s a mover-se ainda mais depressa do que alguns modelos preveem, mais do que o suficiente para impulsionar o vento at\u00e9 \u00e0 orla da gal\u00e1xia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um artigo cient\u00edfico acerca do resultado, liderado por Boettcher, foi publicado na passada quarta-feira, 25 de mar\u00e7o, na revista Nature. A miss\u00e3o XRISM \u00e9 liderada pela JAXA (Japan Aerospace Exploration Agency) em colabora\u00e7\u00e3o com a NASA, com contribui\u00e7\u00f5es da ESA. A NASA e a JAXA tamb\u00e9m desenvolveram em conjunto o instrumento Resolve.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/dynamicimage\/assets\/science\/missions\/webb\/science\/2024\/04\/STScI-01HRD5591YGCDZ4YWZNHZX4BMK.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/96\/14\/3gFw5V0h_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem de M82, captada pelo instrumetno NIRCam (Near-Infrared Camera) a bordo do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA, mostra o centro da gal\u00e1xia com tal n\u00edvel de detalhe que os astr\u00f3nomos conseguem distinguir pequenas fontes luminosas que s\u00e3o estrelas individuais ou enxames estelares.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, STScI, Alberto Bolatto (UMD)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por vezes chamada de &#8220;Gal\u00e1xia do Charuto&#8221;, M82 est\u00e1 localizada a 12 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o setentrional da Ursa Maior. Os astr\u00f3nomos classificam-na como uma gal\u00e1xia &#8220;starburst&#8221;, pois est\u00e1 a formar estrelas a um ritmo muito superior ao habitual para o seu tamanho &#8211; cerca de 10 vezes mais depressa do que a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">M82 \u00e9 bem conhecida pelo seu vento extenso e frio, que se estende por 40.000 anos-luz e impulsiona enormes quantidades de g\u00e1s e poeira. Os cientistas t\u00eam-na estudado atrav\u00e9s de v\u00e1rias miss\u00f5es, incluindo os telesc\u00f3pios espaciais Chandra, Webb, Hubble e o j\u00e1 aposentado Spitzer, tentando estabelecer uma liga\u00e7\u00e3o entre a atividade estelar e o fluxo em grande escala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores pretendem, em particular, compreender o papel dos raios c\u00f3smicos. Estas part\u00edculas carregadas e velozes encontram-se por todo o cosmos e s\u00e3o aceleradas por alguns dos mesmos eventos que os cientistas acreditam produzirem ventos como os de M82. Existe a possibilidade de serem a principal fonte de press\u00e3o exterior sobre o g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alta resolu\u00e7\u00e3o e sensibilidade do instrumento Resolve do XRISM permitiram a Boettcher e aos seus colegas medir com precis\u00e3o a velocidade do vento quente, observando um sinal de raios X proveniente de ferro superaquecido no centro da gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A intensidade dos raios X provenientes do ferro e de outros elementos revelou-lhes a temperatura &#8211; exatamente dentro das previs\u00f5es, a 25 milh\u00f5es de graus Celsius. O calor exerce press\u00e3o sobre o g\u00e1s e empurra-o para fora. Esta fuga da alta press\u00e3o para baixa press\u00e3o forma o vento &#8211; a mesma raz\u00e3o pela qual os ventos sopram na atmosfera terrestre.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/13\/72\/hjqGSZjD_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/13\/72\/hjqGSZjD_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O instrumento Resolve, a bordo da nave espacial XRISM (X-ray Imaging and Spectroscopy Mission), captou dados que revelam a velocidade do vento quente no centro da gal\u00e1xia &#8220;starburst&#8221; M82. A faixa de energia das linhas de emiss\u00e3o do ferro mostra que o g\u00e1s se move a cerca de 3 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora.<br>Cr\u00e9dito: inser\u00e7\u00e3o &#8211; Imagem de M82 captada pelo instrumento Xtend do XRISM; Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, JAXA\/NASA, Colabora\u00e7\u00e3o XRISM et al. 2026<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A largura das linhas espetrais do ferro revelou a velocidade do vento quente. Isto funciona atrav\u00e9s do efeito Doppler, o mesmo fen\u00f3meno que faz com que um som, como o de uma sirene, aumente ou diminua de tom devido ao movimento da fonte em dire\u00e7\u00e3o a n\u00f3s ou para longe de n\u00f3s. No caso de M82, o material quente perto do centro move-se rapidamente em ambas as dire\u00e7\u00f5es, alongando a linha espetral do ferro. A extens\u00e3o do alongamento revela a velocidade do ferro. Os investigadores descobriram que o vento \u00e9 um pouco mais r\u00e1pido do que o esperado. Combinado com a alta temperatura, \u00e9 potente o suficiente para produzir o vento frio sem raios c\u00f3smicos, embora estes possam ainda estar a contribuir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores calculam que o centro de M82 expele g\u00e1s suficiente todos os anos para formar sete estrelas com a massa do nosso Sol. Isto representa outro enigma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se o vento soprar de forma constante \u00e0 velocidade que medimos, pensamos que pode alimentar o vento maior e mais frio, expelindo quatro massas solares de g\u00e1s por ano. Mas o XRISM indica-nos que h\u00e1 muito mais g\u00e1s a mover-se para fora&#8221;, afirmou o coautor Edmund Hodges-Kluck, astr\u00f3nomo e membro da equipa do XRISM no Centro Goddard da NASA. &#8220;Para onde v\u00e3o as tr\u00eas massas solares adicionais? Ser\u00e1 que escapam da gal\u00e1xia como g\u00e1s quente por alguma outra via? N\u00e3o sabemos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video aligncenter\"><video controls src=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/content\/dam\/science\/missions\/xrism\/News\/2026\/m82\/m82_Fe25_line.mp4\"><\/video><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta anima\u00e7\u00e3o mostra a diferen\u00e7a entre a linha espetral do ferro-25 em condi\u00e7\u00f5es laboratoriais e as observa\u00e7\u00f5es do centro de M82 pelo XRISM. A linha de M82 \u00e9 mais larga do que a vers\u00e3o de laborat\u00f3rio devido ao efeito Doppler, que \u00e9 o mesmo fen\u00f3meno que faz com que um som aumente ou diminua de tom devido ao movimento da fonte em dire\u00e7\u00e3o a n\u00f3s ou para longe de n\u00f3s. No caso de M82, o material quente perto do centro move-se rapidamente em ambas as dire\u00e7\u00f5es, alongando a linha espetral do ferro. A extens\u00e3o desse alongamento indica aos cientistas a velocidade do ferro.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voos Espaciais Goddard da NASA, JAXA\/NASA, Colabora\u00e7\u00e3o XRISM et al. 2026<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es de M82 pelo sat\u00e9lite XRISM ajudar\u00e3o a melhorar os modelos das gal\u00e1xias &#8220;starburst&#8221;, o que poder\u00e1 ajudar os cientistas a responder a este tipo de perguntas no futuro. As contribui\u00e7\u00f5es da NASA para projetos internacionais como o XRISM fazem parte dos esfor\u00e7os da ag\u00eancia para inovar com miss\u00f5es cient\u00edficas ambiciosas que nos ajudar\u00e3o a compreender melhor como funciona o nosso cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Alguns dos nossos primeiros modelos de gal\u00e1xias com surtos de forma\u00e7\u00e3o estelar foram desenvolvidos na d\u00e9cada de 1980, e finalmente conseguimos test\u00e1-los de formas que n\u00e3o eram poss\u00edveis antes do XRISM&#8221;, disse a coautora Skylar Grayson, estudante na Universidade do Estado do Arizona, em Tempe. &#8220;Oferece oportunidades para descobrir porque \u00e9 que o modelo pode n\u00e3o estar a captar tudo o que se passa no Universo real&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/xrism\/nasa-jaxas-xrism-telescope-clocks-hot-wind-of-galaxy-m82\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-026-10231-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Messier 82 (ou M82):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m082.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Messier_82\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gal\u00e1xia &#8220;starburst&#8221; (ou com forma\u00e7\u00e3o estelar explosiva):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Starburst_galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Raios c\u00f3smicos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_ray\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>XRISM (X-Ray Imaging and Spectroscopy Mission):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.xrism.jaxa.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/xrism\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/XRISM_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/X-Ray_Imaging_and_Spectroscopy_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O telesc\u00f3pio espacial XRISM mediu pela primeira vez a velocidade do g\u00e1s extremamente quente expelido do centro da gal\u00e1xia M82, onde ocorre intensa forma\u00e7\u00e3o estelar. O vento atinge milh\u00f5es de km\/h e parece ser o principal motor do fluxo gal\u00e1ctico, ajudando a explicar como estas gal\u00e1xias expulsam mat\u00e9ria e evoluem.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8846,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[60,16,1],"tags":[2077,367,247,1813],"class_list":["post-8845","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-galaxias","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-galaxias-starburst","tag-m82","tag-raios-cosmicos","tag-xrism"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8845","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8845"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8847,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8845\/revisions\/8847"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8846"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}