{"id":8822,"date":"2026-03-20T07:28:56","date_gmt":"2026-03-20T06:28:56","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8822"},"modified":"2026-03-20T07:28:58","modified_gmt":"2026-03-20T06:28:58","slug":"o-hubble-capta-inesperadamente-um-cometa-a-fragmentar-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/20\/o-hubble-capta-inesperadamente-um-cometa-a-fragmentar-se\/","title":{"rendered":"O Hubble capta, inesperadamente, um cometa a fragmentar-se"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2026\/03\/comet_c_2025_k1_atlas_november_2025\/27155959-1-eng-GB\/Comet_C_2025_K1_ATLAS_November_2025.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"281\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/INfRA0ZZ_o-1024x281.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8823\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/INfRA0ZZ_o-1024x281.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/INfRA0ZZ_o-300x82.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/INfRA0ZZ_o-768x211.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/INfRA0ZZ_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">S\u00e9rie de imagens do cometa em processo de fragmenta\u00e7\u00e3o, C\/2025 K1 (ATLAS), ou K1 para abreviar, obtidas pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA ao longo de tr\u00eas dias consecutivos (8, 9 e 10 de novembro de 2025). Captada pelo instrumento STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) do Hubble, a sequ\u00eancia mostra a desintegra\u00e7\u00e3o progressiva do cometa ao longo deste breve per\u00edodo. Esta \u00e9 a primeira vez que o Hubble testemunha um cometa numa fase t\u00e3o precoce do processo de fragmenta\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, D. Bodewits (Auburn); processamento &#8211; J. DePasquale (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cometa K1, cujo nome completo \u00e9 Cometa C\/2025 K1 (ATLAS), acabara de passar pela sua maior aproxima\u00e7\u00e3o ao Sol e dirigia-se para fora do Sistema Solar. Embora estivesse intacto apenas alguns dias antes, o K1 fragmentou-se em pelo menos quatro peda\u00e7os enquanto o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA o observava. As probabilidades de isso acontecer enquanto o Hubble observava o cometa s\u00e3o extraordinariamente reduzidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cometa K1, cujo nome completo \u00e9 Cometa C\/2025 K1 (ATLAS) &#8211; a n\u00e3o confundir com o cometa interestelar 3I\/ATLAS &#8211; n\u00e3o era o alvo original de um estudo recente do Hubble. As descobertas foram publicadas na revista Icarus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c0s vezes, a melhor ci\u00eancia acontece por acaso&#8221;, disse o coinvestigador John Noonan, professor investigador no Departamento de F\u00edsica da Universidade de Auburn, no estado do Alabama, EUA. &#8220;Este cometa foi observado porque o nosso cometa original n\u00e3o estava vis\u00edvel devido a algumas novas restri\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas depois de termos ganho a nossa proposta. Tivemos de encontrar um novo alvo &#8211; e, precisamente quando o observ\u00e1mos, ele fragmentou-se, o que \u00e9 extremamente improv\u00e1vel de acontecer&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">John n\u00e3o sabia que o K1 se estava a fragmentar at\u00e9 ver as imagens no dia seguinte ao da sua captura pelo Hubble. &#8220;Enquanto dava uma primeira olhadela nos dados, reparei que havia quatro cometas nessas imagens, quando s\u00f3 t\u00ednhamos proposto observar um&#8221;, disse John. &#8220;Por isso, percebemos que se tratava de algo realmente muito especial&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00e9 uma experi\u00eancia que os investigadores sempre quiseram realizar com o Hubble. Tinham proposto muitas observa\u00e7\u00f5es com o Hubble para captar um cometa a fragmentar-se. Infelizmente, estas s\u00e3o muito dif\u00edceis de agendar e nunca tiveram sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A ironia \u00e9 que estamos apenas a estudar um cometa comum e ele desintegra-se diante dos nossos olhos&#8221;, disse o investigador principal Dennis Bodewits, tamb\u00e9m professor no Departamento de F\u00edsica da Universidade de Auburn.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os cometas s\u00e3o resqu\u00edcios da era da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar, por isso s\u00e3o feitos de &#8216;material antigo&#8217; &#8211; os materiais primordiais que formaram o nosso Sistema Solar&#8221;, explicou Dennis. &#8220;Mas n\u00e3o s\u00e3o pristinos &#8211; foram aquecidos, foram irradiados pelo Sol e pelos raios c\u00f3smicos. Por isso, ao analisar a composi\u00e7\u00e3o de um cometa, a quest\u00e3o que sempre nos colocamos \u00e9: &#8216;Ser\u00e1 esta uma propriedade primitiva ou deve-se \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o?&#8217; Ao &#8216;partir&#8217; um cometa, \u00e9 poss\u00edvel ver o material antigo que n\u00e3o foi processado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Hubble captou o K1 a fragmentar-se em pelo menos quatro peda\u00e7os, cada um com uma cabeleira distinta, o inv\u00f3lucro difuso de g\u00e1s e poeira que envolve o n\u00facleo gelado de um cometa. O Hubble conseguiu distinguir claramente os fragmentos, mas, para os telesc\u00f3pios terrestres, na altura, estes apenas pareciam manchas dificilmente distingu\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As imagens do Hubble foram captadas apenas um m\u00eas ap\u00f3s a maior aproxima\u00e7\u00e3o do K1 ao Sol, o chamado peri\u00e9lio. O peri\u00e9lio do cometa situava-se dentro da \u00f3rbita de Merc\u00fario, a cerca de um ter\u00e7o da dist\u00e2ncia da Terra ao Sol. Durante o peri\u00e9lio, um cometa sofre o seu aquecimento mais intenso e a tens\u00e3o m\u00e1xima. \u00c9 logo ap\u00f3s o peri\u00e9lio que alguns cometas de longo per\u00edodo, como o K1, tendem a desintegrar-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de se fragmentar, o K1 era provavelmente um pouco maior do que um cometa m\u00e9dio, com cerca de 8 km de di\u00e2metro. A equipa estima que o cometa come\u00e7ou a desintegrar-se oito dias antes de o Hubble o ter observado. O Hubble captou tr\u00eas exposi\u00e7\u00f5es de 20 segundos, uma por dia, entre 8 e 10 de novembro de 2025. Enquanto observava o cometa, um dos fragmentos mais pequenos do K1 tamb\u00e9m se desintegrou.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2026\/03\/illustration_path_of_comet_c_2025_k1_atlas\/27156006-1-eng-GB\/Illustration_Path_of_comet_C_2025_K1_ATLAS.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/38\/5a\/HPeXh6ho_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este diagrama mostra a trajet\u00f3ria que o cometa de longo per\u00edodo C\/2025 K1 (ATLAS), ou K1 para abreviar, seguiu ao passar pelo Sol e ao iniciar a sua viagem para fora do Sistema Solar. A 10 de novembro de 2025, o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA captou a imagem do cometa em fragmenta\u00e7\u00e3o vis\u00edvel na inser\u00e7\u00e3o. O Hubble captou a imagem apenas um m\u00eas ap\u00f3s a aproxima\u00e7\u00e3o m\u00e1xima do K1 ao Sol, chamada peri\u00e9lio.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, R. Crawford (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como a vis\u00e3o n\u00edtida do Hubble consegue distinguir detalhes extremamente finos, a equipa conseguiu tra\u00e7ar a hist\u00f3ria dos fragmentos at\u00e9 ao momento em que eram uma \u00fanica pe\u00e7a. Isso permitiu-lhes reconstruir a linha temporal. Mas, ao faz\u00ea-lo, descobriram um mist\u00e9rio: por que raz\u00e3o houve um atraso entre o momento em que o cometa se fragmentou e o momento em que foram observadas explos\u00f5es brilhantes a partir do solo? Quando o cometa se fragmentou e exp\u00f4s gelo fresco, por que raz\u00e3o n\u00e3o brilhou quase instantaneamente?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tem algumas teorias. A maior parte do brilho de um cometa deve-se \u00e0 luz solar refletida nos gr\u00e3os de poeira. Mas quando um cometa se parte, revela gelo puro. Talvez seja necess\u00e1rio que se forme uma camada de poeira seca sobre o gelo puro e que esta depois seja soprada para longe. Ou talvez seja necess\u00e1rio que o calor penetre abaixo da superf\u00edcie, acumule press\u00e3o e, em seguida, ejete uma camada de poeira em expans\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNunca o Hubble tinha captado um cometa fraturado t\u00e3o perto do momento em que se desintegrou. Na maioria das vezes, isso acontece algumas semanas a um m\u00eas depois. E, neste caso, conseguimos v\u00ea-lo apenas alguns dias depois&#8221;, disse John. &#8220;Isto est\u00e1 a dizer-nos algo muito importante sobre a f\u00edsica do que est\u00e1 a acontecer na superf\u00edcie do cometa. Podemos estar a ver o tempo que leva para formar uma camada substancial de poeira que pode, em seguida, ser ejetada pelo g\u00e1s&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais emocionantes que estas descobertas sejam, o melhor ainda est\u00e1 para vir. A equipa est\u00e1 ansiosa por concluir a an\u00e1lise dos gases provenientes do cometa. As an\u00e1lises terrestres j\u00e1 revelam que o K1 \u00e9 quimicamente muito estranho \u2013 apresenta uma escassez significativa de carbono, em compara\u00e7\u00e3o com outros cometas. \u00c9 prov\u00e1vel que a an\u00e1lise espetrosc\u00f3pica dos instrumentos STIS (Space Telescope Imaging Spectrograph) e COS (Cosmic Origins Spectrograph) do Hubble revele muito mais sobre a composi\u00e7\u00e3o do K1 e as pr\u00f3prias origens do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O cometa K1 \u00e9 agora um conjunto de fragmentos a cerca de 400 milh\u00f5es de km da Terra. Localizado na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Peixes, est\u00e1 a afastar-se do Sistema Solar, sendo improv\u00e1vel que alguma vez regresse. Os astr\u00f3nomos observam que os cometas de longo per\u00edodo, como o K1, s\u00e3o mais propensos a fragmentar-se do que os seus primos de curto per\u00edodo, como o 67P\/Churyumov-Gerasimenko, que foi visitado pela miss\u00e3o Rosetta da ESA, mas n\u00e3o se sabe porqu\u00ea. Com lan\u00e7amento previsto para o final da d\u00e9cada, a Comet Interceptor da ESA ser\u00e1 a primeira miss\u00e3o a visitar um cometa de longo per\u00edodo. &#8220;A observa\u00e7\u00e3o fortuita do K1 pelo Hubble ir\u00e1 ajudar-nos a compreender por que raz\u00e3o alguns cometas de longo per\u00edodo se fragmentam e dar-nos-\u00e1 uma primeira vis\u00e3o do seu interior&#8221;, afirmou o coautor professor Colin Snodgrass, da Universidade de Edimburgo, na Esc\u00f3cia, e cientista interdisciplinar da miss\u00e3o Comet Interceptor. &#8220;Estes novos resultados v\u00e3o complementar a vis\u00e3o detalhada de um cometa de longo per\u00edodo que vamos obter atrav\u00e9s da Comet Interceptor, al\u00e9m de ajudar os astr\u00f3nomos a selecionar o alvo da miss\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Accidentally Catches Comet Breaking Up\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qc0dfrlA-ew?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Hubble_unexpectedly_catches_comet_breaking_up\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/esahubble.org\/news\/heic2606\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/nasas-hubble-unexpectedly-catches-comet-breaking-up\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.icarus.2026.116996\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Icarus)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometa C\/2025 K1 (ATLAS):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/C\/2025_K1_(ATLAS)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cometas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Comet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Comet Interceptor:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Comet_Interceptor\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Comet_Interceptor\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble captou, por acaso, o cometa C\/2025 K1 (ATLAS) a desintegrar-se em v\u00e1rios fragmentos, apenas dias ap\u00f3s a sua maior aproxima\u00e7\u00e3o do Sol. Imagens obtidas ao longo de tr\u00eas dias mostram o n\u00facleo a dividir-se e os peda\u00e7os a afastarem-se. Esta observa\u00e7\u00e3o rara oferece uma vis\u00e3o in\u00e9dita do interior e da fragilidade dos cometas de longo per\u00edodo.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,16,1],"tags":[577,139,2071,150],"class_list":["post-8822","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-comet-interceptor","tag-cometa","tag-cometa-c-2025-k1-atlas","tag-hubble"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8822","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8822"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8822\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8824,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8822\/revisions\/8824"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8822"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8822"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8822"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}