{"id":8813,"date":"2026-03-17T07:28:23","date_gmt":"2026-03-17T06:28:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8813"},"modified":"2026-03-17T07:28:24","modified_gmt":"2026-03-17T06:28:24","slug":"o-sol-nao-esta-sozinho-escapou-do-centro-galactico-juntamente-com-as-suas-gemeas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/17\/o-sol-nao-esta-sozinho-escapou-do-centro-galactico-juntamente-com-as-suas-gemeas\/","title":{"rendered":"O Sol n\u00e3o est\u00e1 sozinho &#8211; escapou do Centro Gal\u00e1ctico juntamente com as suas &#8220;g\u00e9meas&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nao.ac.jp\/en\/contents\/news\/science\/2026\/20260313-jasmine-fig-full.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5I5FNDQx_o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8814\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5I5FNDQx_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5I5FNDQx_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5I5FNDQx_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5I5FNDQx_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma \u00eaxodo em massa de estrelas g\u00e9meas. Estrelas semelhantes ao nosso Sol formam uma migra\u00e7\u00e3o em massa a partir do centro da Via L\u00e1ctea, ocorrida h\u00e1 aproximadamente 4 a 6 mil milh\u00f5es de anos.<br>Cr\u00e9dito: NAOJ<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Investigadores descobriram evid\u00eancias de que o nosso Sol fez parte de uma migra\u00e7\u00e3o em massa de &#8220;g\u00e9meas&#8221; id\u00eanticas que abandonaram as regi\u00f5es centrais da nossa Gal\u00e1xia h\u00e1 4 a 6 mil milh\u00f5es de anos. A equipa criou e estudou um cat\u00e1logo de estrelas e das suas propriedades com uma precis\u00e3o sem precedentes, recorrendo a dados do sat\u00e9lite Gaia da ESA. Esta descoberta lan\u00e7a luz sobre a evolu\u00e7\u00e3o da nossa Gal\u00e1xia, em particular sobre o desenvolvimento da estrutura da barra girat\u00f3ria no seu centro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enquanto a arqueologia na Terra estuda o passado humano, a arqueologia gal\u00e1ctica rastreia as vastas jornadas das estrelas e das gal\u00e1xias. Por exemplo, os cientistas sabem que o nosso Sol nasceu h\u00e1 cerca de 4,6 mil milh\u00f5es de anos, mais de 10.000 anos-luz mais perto do centro da Via L\u00e1ctea do que estamos hoje. Embora os estudos sobre a composi\u00e7\u00e3o das estrelas apoiem esta teoria, h\u00e1 muito que se revela um mist\u00e9rio para os cientistas. As observa\u00e7\u00f5es revelam uma enorme estrutura em forma de barra no centro da nossa Gal\u00e1xia que cria uma &#8220;barreira de corota\u00e7\u00e3o&#8221;, o que dificulta a fuga das estrelas para t\u00e3o longe do centro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, como \u00e9 que cheg\u00e1mos aqui? Para responder a esta pergunta, uma equipa liderada pelos professores Daisuke Taniguchi, da Universidade Metropolitana de T\u00f3quio, e Takuji Tsujimoto, do NAOJ (National Astronomical Observatory of Japan), empreendeu um estudo de dimens\u00e3o sem precedentes acerca de &#8220;g\u00e9meas&#8221; solares, estrelas que t\u00eam temperatura, gravidade superficial e composi\u00e7\u00e3o muito semelhantes \u00e0s do nosso Sol. Utilizaram dados recolhidos pela miss\u00e3o do sat\u00e9lite Gaia da ESA, um vasto conjunto de observa\u00e7\u00f5es que abrange dois mil milh\u00f5es de estrelas e outros objetos. Criaram um cat\u00e1logo de 6594 &#8220;g\u00e9meas&#8221; estelares, uma cole\u00e7\u00e3o cerca de 30 vezes maior do que os levantamentos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir desta imensa lista, conseguiram obter o retrato mais preciso at\u00e9 \u00e0 data das idades destas estrelas, corrigindo cuidadosamente o enviesamento de sele\u00e7\u00e3o das estrelas que s\u00e3o mais f\u00e1ceis de observar. Ao analisar a distribui\u00e7\u00e3o das idades, notaram um pico generalizado para estrelas com cerca de 4 a 6 mil milh\u00f5es de anos: isto inclui o nosso Sol e constitui uma evid\u00eancia da exist\u00eancia de estrelas semelhantes, com idades semelhantes, localizadas a aproximadamente a mesma dist\u00e2ncia do centro da Gal\u00e1xia. Isto significa que o nosso Sol n\u00e3o se encontra na sua posi\u00e7\u00e3o atual por acaso, mas como parte de uma migra\u00e7\u00e3o estelar muito mais vasta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta descoberta lan\u00e7a luz n\u00e3o s\u00f3 sobre a natureza do nosso Sistema Solar, mas tamb\u00e9m sobre a evolu\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Gal\u00e1xia. A barreira de corota\u00e7\u00e3o criada pela estrutura em barra no Centro Gal\u00e1ctico n\u00e3o permitiria tal \u00eaxodo em massa. No entanto, a hist\u00f3ria muda se a barra ainda estivesse, na altura, a ser formada. As idades das nossas &#8220;g\u00e9meas&#8221; estelares revelam n\u00e3o s\u00f3 quando o \u00eaxodo em massa ocorreu, mas tamb\u00e9m o intervalo de tempo durante o qual a barra se formou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O centro da Gal\u00e1xia \u00e9 um ambiente muito menos hospitaleiro para a evolu\u00e7\u00e3o da vida do que as regi\u00f5es exteriores. As descobertas da equipa esclarecem, assim, um fator-chave na forma como o nosso Sistema Solar, e por sua vez o nosso planeta, se encontrou numa regi\u00e3o da Gal\u00e1xia onde os organismos puderam desenvolver-se e evoluir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No futuro, a equipa espera utilizar observa\u00e7\u00f5es precisas de estrelas com idades semelhantes \u00e0 do Sol para procurar estrelas nascidas aproximadamente na mesma altura e no mesmo local que o Sol, a fim de determinar o ponto de origem e a rota de viagem da migra\u00e7\u00e3o em massa. Espera-se que a miss\u00e3o do sat\u00e9lite de astrometria japon\u00eas, JASMINE, que est\u00e1 a ser desenvolvida pelo NAOJ, contribua para esta investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video controls src=\"https:\/\/www.nao.ac.jp\/en\/contents\/news\/science\/2026\/20260313-jasmine-movie.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nao.ac.jp\/en\/news\/science\/2026\/20260313-jasmine.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NAOJ (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/jasmine.nao.ac.jp\/en\/release\/2026\/0313\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Projeto JASMINE do NAOJ (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2026\/03\/aa58913-26\/aa58913-26.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/abs\/2026\/03\/aa58914-26\/aa58914-26.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sol:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Irm\u00e3s solares:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Solar_sibling\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina da ESA para a comunidade cient\u00edfica<\/a><br><a href=\"https:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia (ESA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JASMINE (Japan Astrometry Satellite Mission for Infrared Exploration):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/jasmine.nao.ac.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina do projeto (NAOJ)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos analisaram milhares de \u201cg\u00e9meas solares\u201d &#8211; estrelas muito semelhantes ao Sol &#8211; usando dados do sat\u00e9lite Gaia. Descobriram que o Sol provavelmente nasceu muito mais perto do centro da Via L\u00e1ctea e que esta popula\u00e7\u00e3o migrou para mais longe h\u00e1 cerca de 4 a 6 mil milh\u00f5es de anos. A migra\u00e7\u00e3o ajuda a explicar a evolu\u00e7\u00e3o da estrutura em barra do centro da Gal\u00e1xia.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8814,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,9,16,1],"tags":[311,124,180],"class_list":["post-8813","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sistema-solar","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-gaia","tag-sol","tag-via-lactea"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8813","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8813"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8813\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8815,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8813\/revisions\/8815"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8814"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8813"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8813"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8813"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}