{"id":8810,"date":"2026-03-17T07:25:54","date_gmt":"2026-03-17T06:25:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8810"},"modified":"2026-03-17T07:25:55","modified_gmt":"2026-03-17T06:25:55","slug":"os-astronomos-recolheram-evidencias-raras-da-colisao-entre-dois-planetas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/17\/os-astronomos-recolheram-evidencias-raras-da-colisao-entre-dois-planetas\/","title":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos recolheram evid\u00eancias raras da colis\u00e3o entre dois planetas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/NrxqaykY_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"559\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/NrxqaykY_o-1024x559.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8811\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/NrxqaykY_o-1024x559.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/NrxqaykY_o-300x164.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/NrxqaykY_o-768x419.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/NrxqaykY_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o do autor principal, Andy Tzanidakis, da colis\u00e3o planet\u00e1ria que ele suspeita ter ocorrido, em 2021, em torno da estrela Gaia20ehk.<br>Cr\u00e9dito: Andy Tzanidakis<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Anastasios (Andy) Tzanidakis estava a analisar dados telesc\u00f3picos obtidos em 2020 quando descobriu uma estrela, de outra forma nada de especial, com um comportamento muito estranho. A estrela, denominada Gaia20ehk, encontra-se a cerca de 11.000 anos-luz da Terra, perto da constela\u00e7\u00e3o da Popa. \u00c9 uma estrela est\u00e1vel de &#8220;sequ\u00eancia principal&#8221;, muito semelhante ao nosso Sol, o que significa que deveria emitir uma luz constante e previs\u00edvel. No entanto, esta estrela come\u00e7ou a piscar descontroladamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A emiss\u00e3o de luz estelar era regular e constante, mas a partir de 2016 apresentou estas tr\u00eas quedas de brilho. E depois, por volta de 2021, enlouqueceu completamente&#8221;, disse Tzanidakis, doutorando em astronomia na Universidade de Washington, EUA. &#8220;Nunca \u00e9 demais salientar que estrelas como o nosso Sol n\u00e3o fazem isso. Por isso, quando vimos esta, fic\u00e1mos tipo &#8216;Ol\u00e1, o que se passa aqui?'&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A causa do cintilar n\u00e3o tinha nada a ver com a pr\u00f3pria estrela: enormes quantidades de rocha e poeira &#8211; aparentemente vindas do nada &#8211; passavam \u00e0 frente da estrela distante enquanto o material orbitava o sistema, ofuscando de forma irregular a luz que chegava \u00e0 Terra. A prov\u00e1vel origem de todos esses detritos era ainda mais not\u00e1vel: uma colis\u00e3o catastr\u00f3fica entre dois planetas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 incr\u00edvel que v\u00e1rios telesc\u00f3pios tenham captado este impacto em tempo real&#8221;, disse Tzanidakis. &#8220;Existem apenas algumas outras colis\u00f5es planet\u00e1rias de qualquer tipo registadas, e nenhuma que apresente tantas semelhan\u00e7as com o impacto que criou a Terra e a Lua. Se conseguirmos observar mais momentos como este noutros locais da Gal\u00e1xia, isso ensinar-nos-\u00e1 muito sobre a forma\u00e7\u00e3o do nosso planeta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise da estrela foi publicada a 11 de mar\u00e7o na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planetas formam-se quando a gravidade agrupa a mat\u00e9ria &#8211; poeira, g\u00e1s, gelo ou detritos rochosos, por exemplo &#8211; que orbita uma nova estrela. Os sistemas solares em fase inicial s\u00e3o ca\u00f3ticos &#8211; os planetas colidem e explodem frequentemente ou s\u00e3o lan\u00e7ados para o espa\u00e7o exterior. Atrav\u00e9s deste processo, e ao longo de talvez 100 milh\u00f5es de anos, sistemas solares como o nosso reduzem o n\u00famero de planetas e estabelecem-se num equil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por mais comuns que estas colis\u00f5es provavelmente sejam, observar uma num sistema solar distante requer paci\u00eancia e sorte. As \u00f3rbitas dos planetas t\u00eam de os levar diretamente entre n\u00f3s e a sua estrela, para que os detritos resultantes obscure\u00e7am parte da luz estelar. O cintilar revelador demora ent\u00e3o anos a manifestar-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O trabalho excecional de Andy aproveita d\u00e9cadas de dados para encontrar coisas que est\u00e3o a acontecer lentamente &#8211; hist\u00f3rias astron\u00f3micas que se desenrolam ao longo de uma d\u00e9cada&#8221;, disse o autor s\u00e9nior James Davenport, professor assistente de astronomia na Universidade de Washington. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 muitos investigadores a procurar fen\u00f3menos desta forma, o que significa que todo o tipo de descobertas est\u00e1 potencialmente ao nosso alcance&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tzanidakis, o principal autor do estudo, estuda a variabilidade extrema das estrelas ao longo do tempo. O seu trabalho anterior na Universidade de Washington identificou um sistema com uma estrela bin\u00e1ria e uma grande nuvem de poeira que causou um eclipse com a dura\u00e7\u00e3o de sete anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O comportamento de Gaia20ehk, no entanto, representou um novo mist\u00e9rio. A flutua\u00e7\u00e3o particular da estrela &#8211; breves quedas no brilho seguidas de caos &#8211; nunca tinha sido observada antes. A equipa ficou perplexa, at\u00e9 que Davenport sugeriu que usassem dados de um telesc\u00f3pio diferente para procurar luz infravermelha em vez de luz vis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A curva de luz infravermelha era o oposto completo da luz vis\u00edvel&#8221;, disse Tzanidakis. &#8220;\u00c0 medida que a luz vis\u00edvel come\u00e7ava a cintilar e a enfraquecer, a luz infravermelha atingia picos. O que poderia significar que o material a bloquear a estrela era quente &#8211; t\u00e3o quente que brilha no infravermelho&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma colis\u00e3o catacl\u00edsmica entre planetas produziria certamente calor suficiente para explicar a energia infravermelha. Al\u00e9m disso, o tipo certo de colis\u00e3o poderia tamb\u00e9m explicar aquelas quedas iniciais de luminosidade.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/66\/60\/5CQrYCpW_o.png\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/66\/60\/5CQrYCpW_o.png\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O gr\u00e1fico de cima mostra medi\u00e7\u00f5es de brilho (pontos verdes e amarelos) de Gaia20ehk no espetro da luz \u00f3tica. S\u00e3o vis\u00edveis tr\u00eas pequenas quedas no brilho, seguidas de um decl\u00ednio geral mais ca\u00f3tico. O gr\u00e1fico de baixo mostra medi\u00e7\u00f5es (pontos rosa, pretos e azuis) do brilho da estrela no infravermelho. As medi\u00e7\u00f5es revelam um aumento acentuado no infravermelho \u00e0 medida que o brilho \u00f3tico da estrela diminui.<br>Cr\u00e9dito: Tzanidakis et al.\/The Astrophysical Journal Letters<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isso pode ter sido causado pelo facto de os dois planetas se aproximarem cada vez mais um do outro numa trajet\u00f3ria espiral&#8221;, afirmou Tzanidakis. &#8220;No in\u00edcio, ocorreram uma s\u00e9rie de impactos tangenciais, que n\u00e3o produziriam muita energia infravermelha. Depois, tiveram a sua grande colis\u00e3o catastr\u00f3fica, e a radia\u00e7\u00e3o infravermelha aumentou consideravelmente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existem tamb\u00e9m ind\u00edcios de que a colis\u00e3o se assemelha \u00e0quela que criou a Terra e a Lua h\u00e1 cerca de quatro mil milh\u00f5es e meio de anos. A nuvem de poeira est\u00e1 a orbitar Gaia20ehk a cerca de uma unidade astron\u00f3mica, a mesma dist\u00e2ncia que separa o Sol da Terra. A essa dist\u00e2ncia, o material pode eventualmente arrefecer o suficiente para se solidificar em algo semelhante ao nosso sistema Terra-Lua. Cientistas como Tzanidakis e Davenport n\u00e3o podem ter a certeza at\u00e9 que a poeira assente &#8211; literalmente &#8211; no sistema. Isso pode demorar alguns anos, ou alguns milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entretanto, a sua descoberta \u00e9 um apelo \u00e0 a\u00e7\u00e3o para encontrar mais colis\u00f5es. O potente Simonyi Survey Telescope, do Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, ser\u00e1 ideal para a tarefa quando iniciar o seu LSST (Legacy Survey of Space and Time) ainda este ano; alguns c\u00e1lculos r\u00e1pidos de Davenport sugerem que o Rubin poder\u00e1 encontrar 100 novos impactos nos pr\u00f3ximos 10 anos. Isso poder\u00e1, em \u00faltima an\u00e1lise, ajudar a restringir a busca por mundos habit\u00e1veis fora do nosso Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Qu\u00e3o raro foi o evento que deu origem \u00e0 Terra e \u00e0 Lua? Essa quest\u00e3o \u00e9 fundamental para a astrobiologia&#8221;, afirmou Davenport. &#8220;Parece que a Lua \u00e9 um dos ingredientes m\u00e1gicos que tornam a Terra um local prop\u00edcio \u00e0 vida. Pode ajudar a proteger a Terra de alguns asteroides, produz as mar\u00e9s oce\u00e2nicas e as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas que permitem a intera\u00e7\u00e3o global entre a qu\u00edmica e a biologia, e pode at\u00e9 desempenhar um papel na atividade das placas tect\u00f3nicas. Neste momento, n\u00e3o sabemos qu\u00e3o comuns s\u00e3o estas din\u00e2micas. Mas se observarmos mais destas colis\u00f5es, come\u00e7aremos a perceber&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.washington.edu\/news\/2026\/03\/11\/uw-astronomers-spot-planet-collision-evidence\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Washington (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae3ddc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Vera C. Rubin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/rubinobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Vera_C._Rubin_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<br><\/a><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rubin_observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/x.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Rede social X<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos da Universidade de Washington encontraram evid\u00eancias de uma colis\u00e3o entre dois planetas num sistema estelar a cerca de 11.000 anos-luz de dist\u00e2ncia, em torno de uma estrela chamada Gaia20ehk. A pista surgiu quando o brilho da estrela come\u00e7ou a variar de forma invulgar. Os investigadores conclu\u00edram que uma nuvem quente de poeira e rocha, produzida pelo impacto, est\u00e1 a passar em frente da estrela e a bloquear parte da sua luz.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8811,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[72],"tags":[147,2070],"class_list":["post-8810","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-exoplanetas","tag-exoplaneta","tag-gaia20ehk"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8810","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8810"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8810\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8812,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8810\/revisions\/8812"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8811"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8810"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8810"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8810"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}