{"id":8807,"date":"2026-03-17T07:23:23","date_gmt":"2026-03-17T06:23:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8807"},"modified":"2026-03-17T07:23:25","modified_gmt":"2026-03-17T06:23:25","slug":"novo-metodo-revela-uma-expansao-mais-lenta-na-nossa-vizinhanca-cosmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/17\/novo-metodo-revela-uma-expansao-mais-lenta-na-nossa-vizinhanca-cosmica\/","title":{"rendered":"Novo m\u00e9todo revela uma expans\u00e3o mais lenta na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/www.aip.de\/media\/images\/hubbleflows.original.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"750\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/KiU4OgQa_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8808\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/KiU4OgQa_o.jpg 1000w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/KiU4OgQa_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/KiU4OgQa_o-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As velocidades das gal\u00e1xias em grupos em fun\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia. No Universo em expans\u00e3o, as for\u00e7as gravitacionais atraem os membros dos grupos uns para os outros, enquanto a expans\u00e3o c\u00f3smica afasta as gal\u00e1xias mais distantes. Este equil\u00edbrio determina conjuntamente a massa do grupo ligado gravitacionalmente e a constante de Hubble, que representa a for\u00e7a de expans\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam\/D. Benisty\/J. Fohlmeister<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois novos estudos mediram a expans\u00e3o do Universo na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica imediata, utilizando um m\u00e9todo inovador que analisa o movimento de dois grupos pr\u00f3ximos de gal\u00e1xias no fluxo c\u00f3smico que as rodeia. Os resultados indicam que o Universo local est\u00e1 a expandir-se mais lentamente do que se estimava anteriormente, o que aproxima as medi\u00e7\u00f5es das gal\u00e1xias pr\u00f3ximas das observa\u00e7\u00f5es do Universo primitivo. As descobertas sugerem tamb\u00e9m que \u00e9 necess\u00e1ria menos mat\u00e9ria escura do que se supunha anteriormente para explicar a din\u00e2mica das gal\u00e1xias dentro destes grupos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dois estudos foram recentemente publicados na revista Astronomy &amp; Astrophysics por uma equipa internacional que inclui David Benisty, do Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam. Cada artigo cient\u00edfico analisa dados observacionais de um grupo de gal\u00e1xias pr\u00f3ximas diferente &#8211; o grupo Centaurus A e o grupo M81 &#8211; para determinar tanto as suas massas como o valor da constante de Hubble.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constante de Hubble descreve a velocidade a que o Universo se expande, expressa como a rela\u00e7\u00e3o entre a velocidade de recess\u00e3o e a dist\u00e2ncia a que uma gal\u00e1xia se encontra de n\u00f3s. A constante de Hubble \u00e9 medida em km\/s por megaparsec, sendo 1 megaparsec igual a 3,3 milh\u00f5es de anos-luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir da primeira luz no Universo primitivo, a chamada radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo em micro-ondas, foi inferida uma medi\u00e7\u00e3o precisa da constante de Hubble com o valor de 68 km\/s\/Mpc. Utilizando explos\u00f5es de estrelas em gal\u00e1xias em recess\u00e3o para medir as suas dist\u00e2ncias, foi poss\u00edvel estabelecer outra medi\u00e7\u00e3o muito precisa da constante de Hubble a partir do nosso Universo local. No entanto, o valor \u00e9 de 73 km\/s\/Mpc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta discrep\u00e2ncia entre os ritmos de expans\u00e3o do Universo primitivo e do Universo local \u00e9 conhecida como a &#8220;tens\u00e3o de Hubble&#8221;. Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, observa\u00e7\u00f5es cada vez mais precisas transformaram esta tens\u00e3o num dos principais desafios da cosmologia. P\u00f5e em causa a nossa compreens\u00e3o da cosmologia e da f\u00edsica fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os novos estudos lan\u00e7am luz sobre esta tens\u00e3o a partir de uma perspetiva mais hol\u00edstica, em contraste com a abordagem baseada nas explos\u00f5es estelares. Enquanto o m\u00e9todo das explos\u00f5es estelares visa acompanhar diretamente a expans\u00e3o c\u00f3smica, os novos estudos analisam o movimento das gal\u00e1xias em grupos imersos no Universo em expans\u00e3o. As for\u00e7as atrativas da gravidade agregam estes grupos, enquanto a expans\u00e3o c\u00f3smica separa as gal\u00e1xias que os comp\u00f5em. Este equil\u00edbrio restringe conjuntamente a massa do grupo ligado gravitacionalmente e a constante de Hubble, que representa a for\u00e7a de expans\u00e3o. Surpreendentemente, David Benisty e os seus colaboradores obtiveram uma constante de Hubble de cerca de 64 km\/s\/Mpc. O resultado sugere que pelo menos parte da tens\u00e3o de Hubble pode decorrer das observa\u00e7\u00f5es e dos m\u00e9todos que escolhemos para inferir a constante de Hubble.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.aip.de\/media\/images\/local_groups_2.original.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a5\/1a\/ttA35NNi_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A distribui\u00e7\u00e3o dos grupos de gal\u00e1xias na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica local. Os estudos centraram-se nos grupos de Centaurus A e M81.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam\/D. Benisty\/J. Fohlmeister<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores centraram-se em dois grupos de gal\u00e1xias: o grupo Centaurus A \u00e9 um dos grupos gal\u00e1cticos mais pr\u00f3ximos para al\u00e9m do pr\u00f3prio Grupo Local da Via L\u00e1ctea. Presumia-se que fosse dominado pela gigantesca gal\u00e1xia el\u00edptica Centaurus A e que contivesse d\u00fazias de gal\u00e1xias sat\u00e9lites mais pequenas. A nova an\u00e1lise revelou que o grupo Centaurus A n\u00e3o est\u00e1 centrado em torno de Centaurus A, mas forma um sistema bin\u00e1rio com a gal\u00e1xia M83. A equipa determinou assim o primeiro valor da constante de Hubble a partir deste grupo como um sistema bin\u00e1rio e uma estimativa de massa mais precisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 se sabia que o grupo M81 tem duas gal\u00e1xias, M81 e M82, no seu centro. Gra\u00e7as ao conjunto alargado de dados, verificou-se que as gal\u00e1xias em torno deste bin\u00e1rio continuam a formar uma estrutura plana, tal como j\u00e1 tinha sido estabelecido. O estudo da din\u00e2mica turbulenta revela que esta estrutura n\u00e3o \u00e9, afinal, t\u00e3o ordenada: a regi\u00e3o plana interior, com dist\u00e2ncias inferiores a 1 milh\u00e3o de anos-luz, est\u00e1 inclinada cerca de 34 graus em rela\u00e7\u00e3o ao ambiente de maior escala. A uma dist\u00e2ncia de 10 milh\u00f5es de anos-luz, a orienta\u00e7\u00e3o mudou para se alinhar com a estrutura em forma de folha de maior escala que tamb\u00e9m se estende at\u00e9 ao grupo Centaurus A.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais intrigante \u00e9 que os dois grupos de gal\u00e1xias n\u00e3o partilham apenas um ambiente semelhante. T\u00eam tamb\u00e9m em comum o facto de as massas das gal\u00e1xias mais luminosas constitu\u00edrem quase na totalidade a massa total do grupo e de os movimentos de todas as gal\u00e1xias nas suas proximidades serem igualmente bem descritos pela intera\u00e7\u00e3o entre a atra\u00e7\u00e3o gravitacional das gal\u00e1xias e a atra\u00e7\u00e3o c\u00f3smica. Assim, em contraste com grupos de gal\u00e1xias simuladas que est\u00e3o sempre imersos num halo global de mat\u00e9ria escura, as observa\u00e7\u00f5es de ambos os grupos de gal\u00e1xias podem ser bem explicadas sem esta massa escura adicional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa vai utilizar este m\u00e9todo, que proporciona uma compreens\u00e3o abrangente das estruturas na nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica, e transferi-lo para um volume c\u00f3smico maior. Com novas observa\u00e7\u00f5es a dist\u00e2ncias maiores, provenientes, por exemplo, do 4MOST (4-metre Multi-Object Spectroscopic Telescope), os pr\u00f3ximos lan\u00e7amentos de dados poder\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 resolver a tens\u00e3o de Hubble, mas tamb\u00e9m fornecer um censo mais preciso da quantidade desta intrigante mat\u00e9ria escura que existe no nosso Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.aip.de\/en\/news\/slower-expansion-cosmic-neighborhood\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2026\/01\/aa56283-25\/aa56283-25.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2026\/02\/aa57876-25\/aa57876-25.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accelerating_expansion_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A expans\u00e3o acelerada do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lei de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble's_law#Determining_the_Hubble_constant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Determinando a constante de Hubble (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Age_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Idade do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Timeline_of_the_Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder#Galactic_distance_indicators\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Indicadores de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_distance_ladder\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\u201cEscada\u201d de dist\u00e2ncias c\u00f3smicas (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo em micro-ondas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_microwave_background\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernovas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_Ia_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Tipo Ia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grupo Centaurus A:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Centaurus_A\/M83_Group\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Grupo M81:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/M81_Group\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>4MOST (4-metre Multi-Object Spectroscopic Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/develop\/instruments\/4MOST.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.4most.eu\/cms\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aip.de\/en\/research\/projects\/4most\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instituto Leibniz de Astrof\u00edsica de Potsdam<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois estudos analisaram o movimento de grupos pr\u00f3ximos de gal\u00e1xias, os grupos Centaurus A e M81, usando um novo m\u00e9todo que combina a gravidade interna desses sistemas com o ritmo de expans\u00e3o do Universo. Os resultados indicam que o Universo local pode estar a expandir-se mais lentamente do que as estimativas anteriores, aproximando as medi\u00e7\u00f5es locais das observa\u00e7\u00f5es do Universo primordial e ajudando a esclarecer a chamada &#8220;tens\u00e3o de Hubble&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8808,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,60],"tags":[1799,327,329,2068,2069],"class_list":["post-8807","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-galaxias","tag-4most","tag-constante-de-hubble","tag-expansao-do-universo","tag-grupo-centaurus-a","tag-grupo-m81"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8807","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8807"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8807\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8809,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8807\/revisions\/8809"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}