{"id":8801,"date":"2026-03-13T07:24:03","date_gmt":"2026-03-13T06:24:03","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8801"},"modified":"2026-03-13T07:24:04","modified_gmt":"2026-03-13T06:24:04","slug":"astronomos-observam-o-nascimento-de-um-magnetar-numa-supernova-superluminosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/13\/astronomos-observam-o-nascimento-de-um-magnetar-numa-supernova-superluminosa\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos observam o nascimento de um magnetar numa supernova superluminosa"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/wrpBJ6Ci_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"585\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/wrpBJ6Ci_o-1024x585.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8802\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/wrpBJ6Ci_o-1024x585.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/wrpBJ6Ci_o-300x171.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/wrpBJ6Ci_o-768x439.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/wrpBJ6Ci_o.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista de um magnetar rodeado por um disco de acre\u00e7\u00e3o que est\u00e1 a oscilar, ou sob o efeito de precess\u00e3o, devido aos efeitos da relatividade geral. Alguns modelos de magnetares sugerem que jatos velozes de part\u00edculas carregadas emanam do magnetar ao longo do seu eixo de rota\u00e7\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: Joseph Farah e Curtis McCully\/LCO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos observaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar &#8211; uma estrela de neutr\u00f5es altamente magnetizada &#8211; e confirmaram que \u00e9 a fonte de energia por tr\u00e1s de algumas das estrelas explosivas mais brilhantes do cosmos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta corrobora uma teoria proposta por um f\u00edsico da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley h\u00e1 16 anos e estabelece um novo fen\u00f3meno nas estrelas em explos\u00e3o: supernovas com um &#8220;chilrear&#8221; na sua curva de luz causado pela relatividade geral. O artigo cient\u00edfico que descreve o fen\u00f3meno foi publicado dia 11 de mar\u00e7o na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As supernovas superluminosas &#8211; que podem ser 10 ou mais vezes mais brilhantes do que as supernovas comuns &#8211; intrigam os astr\u00f3nomos desde a sua descoberta no in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000. Pensava-se que resultavam da explos\u00e3o de estrelas muito massivas, talvez com 25 vezes a massa do nosso sol, mas elas permanecem brilhantes por muito mais tempo do que seria de esperar quando o n\u00facleo de ferro de uma estrela colapsa e as suas camadas externas s\u00e3o subsequentemente expelidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 2010, Dan Kasen, agora astrof\u00edsico te\u00f3rico e professor de f\u00edsica na Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley, foi o primeiro a propor que um magnetar estava a alimentar o brilho duradouro. De acordo com a teoria, coautoria de Lars Bildsten e sugerida independentemente por Stanford Woosley, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz, quando uma estrela massiva entra em colapso no final da sua vida, esmaga grande parte da sua massa numa estrela de neutr\u00f5es muito compacta &#8211; um destino que fica um pouco aqu\u00e9m do colapso num buraco negro. Se a estrela tivesse originalmente um campo magn\u00e9tico muito forte, este teria sido ampliado durante a forma\u00e7\u00e3o do magnetar, produzindo um campo 100 a 1000 vezes mais forte do que o das normais estrelas de neutr\u00f5es com elevada rota\u00e7\u00e3o &#8211; os chamados pulsares. Os pulsares e os seus irm\u00e3os e altamente magnetizados, os magnetares, t\u00eam apenas cerca de 16 km de di\u00e2metro, mas, na sua juventude, podem girar mais de 1000 vezes por segundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que o magnetar gira, o campo magn\u00e9tico pode acelerar part\u00edculas carregadas que colidem com os detritos da supernova em expans\u00e3o, aumentando o seu brilho. Pensa-se tamb\u00e9m que os magnetares sejam a fonte das FRBs (&#8220;fast radio bursts&#8221;, o que em portugu\u00eas significa rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudante Joseph Farah, da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Barbara e do LCO (Las Cumbres Observatory), confirmou a liga\u00e7\u00e3o entre os magnetares e as supernovas superluminosas do Tipo I (SLSNe-I) ap\u00f3s analisar dados de uma supernova de 2024 chamada SN 2024afav. No artigo cient\u00edfico da Nature, Farah e os seus colegas propuseram uma explica\u00e7\u00e3o relativ\u00edstica para os invulgares picos na curva de luz desta supernova &#8211; o que eles chamam de &#8220;chilrear&#8221; &#8211; que a ligam conclusivamente a um magnetar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que \u00e9 realmente empolgante \u00e9 que esta \u00e9 uma evid\u00eancia definitiva da forma\u00e7\u00e3o de um magnetar como resultado do colapso do n\u00facleo de uma supernova superluminosa&#8221;, disse Alex Filippenko, ilustre professor de astronomia da UC Berkeley, coautor do artigo cient\u00edfico. &#8220;A base do modelo de Dan Kasen e Stan Woosley \u00e9 que tudo o que precisamos \u00e9 da energia do magnetar nas profundezas e uma boa parte dela ser\u00e1 absorvida, e isso explica a raz\u00e3o do objeto ser superluminoso. O que n\u00e3o havia sido demonstrado era que um magnetar realmente se formou no meio da supernova, e \u00e9 isso que o artigo cient\u00edfico do Joseph mostra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Durante anos, a ideia do magnetar parecia quase um truque de magia por parte dos te\u00f3ricos &#8211; esconder um motor poderoso por tr\u00e1s de camadas de detritos de uma supernova&#8221;, disse Kasen. &#8220;Era uma explica\u00e7\u00e3o natural para o brilho extraordin\u00e1rio destas explos\u00f5es, mas n\u00e3o pod\u00edamos v\u00ea-lo diretamente. O &#8216;chilrear&#8217; neste sinal da supernova \u00e9 como se esse motor abrisse a cortina e revelasse que realmente existe&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Descoberta distante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s a descoberta de SN 2024afav em dezembro de 2024, o LCO &#8211; uma rede de 27 telesc\u00f3pios espalhados por todo o mundo &#8211; rastreou-a e mediu o seu brilho por mais de 200 dias. A estrela em explos\u00e3o estava localizada a cerca de mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Farah, trabalhando com o astr\u00f3nomo Andy Howell da UCSB, percebeu que, ap\u00f3s atingir o pico do brilho cerca de 50 dias ap\u00f3s a explos\u00e3o, n\u00e3o desapareceu gradualmente como as supernovas t\u00edpicas. Em vez disso, o seu brilho oscilou lentamente para baixo, com o per\u00edodo das oscila\u00e7\u00f5es a encurtar gradualmente, produzindo uma s\u00e9rie de quatro picos. Ele comparou isto a um som que aumenta gradualmente em frequ\u00eancia, muito parecido com o chilrear de um p\u00e1ssaro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabia-se que as supernovas superluminosas anteriores apresentavam alguns picos na sua curva de luz em decaimento, o que alguns interpretaram como o choque da supernova a colidir com camadas de g\u00e1s acumuladas em torno da estrela, iluminando-a brevemente. Mas ningu\u00e9m tinha observado quatro picos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o modelo de Farah, algum material da explos\u00e3o de SN 2024afav caiu de volta em dire\u00e7\u00e3o ao magnetar, formando um disco de mat\u00e9ria chamado disco de acre\u00e7\u00e3o. Como \u00e9 improv\u00e1vel que o material em redor do magnetar seja sim\u00e9trico, o disco de acre\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o seria sim\u00e9trico em torno da estrela de neutr\u00f5es, levando a um desalinhamento do eixo de rota\u00e7\u00e3o do magnetar e do eixo de rota\u00e7\u00e3o do disco de acre\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tendo em conta que a relatividade geral afirma que uma massa em rota\u00e7\u00e3o arrasta o espa\u00e7o-tempo consigo, o magnetar em rota\u00e7\u00e3o produziria um efeito conhecido como precess\u00e3o de Lense-Thirring, ou seja, faria com que o disco desalinhado oscilasse. Um disco oscilante poderia bloquear e refletir periodicamente a luz do magnetar, transformando todo o sistema num farol c\u00f3smico intermitente. O tempo para que isso se repita diminui com o raio do disco, de modo que, \u00e0 medida que o disco se desloca em dire\u00e7\u00e3o ao magnetar, ele oscila mais rapidamente, fazendo com que a luz oscile mais rapidamente \u00e0 medida que se desvanece, criando o &#8220;chilrear&#8221; observado pelos telesc\u00f3pios na Terra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/27\/89\/ffx6wSIW_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/27\/89\/ffx6wSIW_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O brilho da supernova SN 2024afav, conforme registado ao longo do tempo por tr\u00eas telesc\u00f3pios diferentes, incluindo o LCO. Ap\u00f3s atingir o pico de brilho, a supernova ficou mais fraca, mas apresentou v\u00e1rios picos de brilho com per\u00edodos cada vez mais curtos. Os investigadores referiram-se a esta frequ\u00eancia crescente como um chilrear. O modelo de um magnetar com um disco de acre\u00e7\u00e3o que oscila devido a efeitos relativ\u00edsticos \u00e9 o que melhor se ajusta \u00e0s curvas de luz (linhas coloridas s\u00f3lidas que ligam os pontos, pontos estes que representam medi\u00e7\u00f5es individuais do brilho).<br>Cr\u00e9dito: Joseph Farah et al<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Test\u00e1mos v\u00e1rias ideias, incluindo efeitos puramente newtonianos e precess\u00e3o impulsionada pelos campos magn\u00e9ticos do magnetar, mas apenas a precess\u00e3o de Lense-Thirring correspondia perfeitamente ao ritmo&#8221;, disse Farah. &#8220;\u00c9 a primeira vez que a relatividade geral \u00e9 necess\u00e1ria para descrever a mec\u00e2nica de uma supernova&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos tamb\u00e9m usaram dados observacionais para estimar o per\u00edodo de rota\u00e7\u00e3o da estrela de neutr\u00f5es &#8211; 4,2 milissegundos &#8211; e o campo magn\u00e9tico: cerca de 300 bili\u00f5es de vezes o da Terra. Ambos s\u00e3o caracter\u00edsticas marcantes de um magnetar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Acho que o Joseph encontrou a prova irrefut\u00e1vel&#8221;, disse Howell, cientista s\u00e9nior do LCO e professor adjunto de f\u00edsica da UCSB. &#8220;Ele relacionou as oscila\u00e7\u00f5es com o modelo do magnetar e explicou tudo com a teoria mais comprovada da astrof\u00edsica &#8211; a relatividade geral. \u00c9 incrivelmente elegante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filippenko acrescentou: &#8220;\u00c9 sempre emocionante ver um efeito claro da teoria da relatividade geral de Einstein, mas v\u00ea-lo pela primeira vez numa supernova \u00e9 especialmente gratificante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Filippenko alertou que a conclus\u00e3o de Farah n\u00e3o significa que todas as supernovas superluminosas sejam alimentadas por magnetares. H\u00e1 tamb\u00e9m uma teoria alternativa: que a onda de choque da explos\u00e3o estelar atinge o material que a rodeia, aumentando um pouco o seu brilho. Al\u00e9m disso, Kasen prop\u00f4s que, se o colapso do n\u00facleo de uma estrela resultar num buraco negro, isso tamb\u00e9m poderia alimentar uma supernova mais brilhante e, se tivesse um disco de acre\u00e7\u00e3o desalinhado, produzir oscila\u00e7\u00f5es na curva de luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o sabemos que fra\u00e7\u00e3o das supernovas superluminosas do tipo I pode ser alimentada por material circunstelar, mas \u00e9 definitivamente uma fra\u00e7\u00e3o mais pequena do que pens\u00e1vamos anteriormente, porque esta descoberta explica claramente algumas delas&#8221;, disse Filippenko.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Farah espera encontrar d\u00fazias destas supernovas &#8220;chilreantes&#8221; \u00e0 medida que o Observat\u00f3rio Vera C. Rubin se prepara para entrar em opera\u00e7\u00e3o e dar in\u00edcio ao mais compreensivo levantamento do c\u00e9u noturno at\u00e9 \u00e0 data.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta \u00e9 a coisa mais excitante da qual j\u00e1 tive o privil\u00e9gio de fazer parte &#8211; \u00e9 a ci\u00eancia com que sonhei quando era crian\u00e7a&#8221;, disse Farah. &#8220;\u00c9 o Universo a dizer-nos, em voz alta e cara a cara, que ainda n\u00e3o o compreendemos totalmente, e a desafiar-nos para o explicar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2026\/03\/11\/astronomers-capture-birth-of-a-magnetar-confirming-link-to-some-of-universes-brightest-exploding-stars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.ucsb.edu\/2026\/022435\/ucsb-researcher-bridges-worlds-general-relativity-and-supernova-astrophysics\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Barbara (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/lco.global\/news\/mysterious-power-source-for-superluminous-supernovae-revealed-by-general-relativity\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ LCO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-026-10151-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2509.08051\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SN 2024afav:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.wis-tns.org\/object\/2024afav\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Transient Name Server<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernova superluminosa:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Superluminous_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Magnetar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Magnetar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pulsares:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pulsar\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>FRB (Fast Radio Burst, em portugu\u00eas \u201crajada r\u00e1pida de r\u00e1dio\u201d):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fast_radio_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Teoria da Relatividade Geral:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/General_theory_of_relativity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Introduction_to_general_relativity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Relatividade Geral (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Precess\u00e3o de Lense-Thirring:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lense%E2%80%93Thirring_precession\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LCO (Las Cumbres Observatory):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/lco.global\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Las_Cumbres_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos observaram pela primeira vez o nascimento de um magnetar, uma estrela de neutr\u00f5es extremamente magnetizada e em r\u00e1pida rota\u00e7\u00e3o, durante uma supernova superluminosa a cerca de mil milh\u00f5es de anos-luz. O fen\u00f3meno confirma uma teoria proposta em 2010: a energia libertada por estes magnetares rec\u00e9m-formados alimenta algumas das explos\u00f5es estelares mais brilhantes do Universo, produzindo padr\u00f5es caracter\u00edsticos na luz da supernova.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8802,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[62,50,1],"tags":[313,573,282,485,1760,264,149,2067,477],"class_list":["post-8801","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-cosmologia","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-estrelas-de-neutroes","tag-frb","tag-magnetares","tag-observatorio-las-cumbres","tag-precessao-de-lense-thirring","tag-pulsar","tag-relatividade-geral","tag-sn-2024afav","tag-supernova-superluminosa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8801","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8801"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8801\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8803,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8801\/revisions\/8803"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8802"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8801"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8801"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8801"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}