{"id":8798,"date":"2026-03-13T07:20:55","date_gmt":"2026-03-13T06:20:55","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8798"},"modified":"2026-03-13T07:20:56","modified_gmt":"2026-03-13T06:20:56","slug":"estranha-explosao-cosmica-causada-pela-colisao-de-galaxias-lanca-luz-sobre-elementos-pesados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/13\/estranha-explosao-cosmica-causada-pela-colisao-de-galaxias-lanca-luz-sobre-elementos-pesados\/","title":{"rendered":"Estranha explos\u00e3o c\u00f3smica, causada pela colis\u00e3o de gal\u00e1xias, lan\u00e7a luz sobre elementos pesados"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/nsmerger.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"686\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5AyC8xpe_o-1024x686.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8799\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5AyC8xpe_o-1024x686.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5AyC8xpe_o-300x201.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5AyC8xpe_o-768x514.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5AyC8xpe_o-110x75.jpg 110w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/5AyC8xpe_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra a colis\u00e3o de dois grupos de gal\u00e1xias, com caudas de g\u00e1s e poeira azuis a estender-se no espa\u00e7o e pequenas gal\u00e1xias alaranjadas ao longo dessas caudas. Na inser\u00e7\u00e3o do Chandra e do Hubble, uma gal\u00e1xia muito t\u00e9nue aparece envolta numa corrente de g\u00e1s, enquanto um brilho azul indica raios X produzidos pela colis\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es, evento que gerou elementos pesados como ouro e platina.<br>Cr\u00e9dito: raios X &#8211; NASA\/CXC\/Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia\/S. Dichiara; infravermelho &#8211; NASA\/ESA\/STScI; ilustra\u00e7\u00e3o &#8211; ERC BHianca 2026\/Fortuna e Dichiara; processamento &#8211; NASA\/CXC\/SAO\/P. Edmonds<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com uma equipa internacional de astr\u00f3nomos liderada por cientistas da Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia, EUA, um flash de energia recentemente detetado parece ter sido emanado dos destro\u00e7os de gal\u00e1xias em colis\u00e3o. A explos\u00e3o, conhecida como GRB 230906A, foi provavelmente causada pela colis\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es h\u00e1 centenas de milh\u00f5es de anos e agora est\u00e1 a lan\u00e7ar luz sobre como o Universo cria alguns dos seus elementos mais pesados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O sinal, detetado pela primeira vez pelo sat\u00e9lite Fermi da NASA em setembro de 2023, pertencia a uma classe peculiar de explos\u00f5es curtas de raios gama, explos\u00f5es t\u00e3o poderosas que ofuscam brevemente gal\u00e1xias inteiras. Estas explos\u00f5es ocorrem quando duas estrelas de neutr\u00f5es &#8211; remanescentes mortos de estrelas massivas &#8211; espiralam uma em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 outra e colidem, libertando uma grande quantidade de energia e forjando elementos pesados como ouro e platina, explicou Simone Dichiara, professor assistente de astronomia e astrof\u00edsica na Penn State e autor principal de um artigo cient\u00edfico acerca da descoberta publicado no passado dia 10 de mar\u00e7o na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando o Observat\u00f3rio de Raios X Chandra e o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, os investigadores localizaram a explos\u00e3o numa gal\u00e1xia fraca que parece fazer parte de um grupo maior a cerca de 8,5 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Este grupo est\u00e1 a passar por uma fus\u00e3o c\u00f3smica &#8211; gal\u00e1xias colidindo e interagindo, estimulando a forma\u00e7\u00e3o estelar. A explos\u00e3o ocorreu no campo de detritos desta colis\u00e3o gal\u00e1ctica, um longo e fino fluxo de estrelas e g\u00e1s que se estende pelo espa\u00e7o. Quando as gal\u00e1xias interagem, a gravidade faz com que se atraiam mutuamente com tanta for\u00e7a que material como estrelas, poeira e g\u00e1s s\u00e3o esticados para o espa\u00e7o, formando uma estrutura semelhante a uma cauda que os cientistas chamam de &#8220;cauda de mar\u00e9&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto pode ser uma indica\u00e7\u00e3o de que a intera\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s entre gal\u00e1xias pode desencadear a forma\u00e7\u00e3o estelar e duas estrelas de neutr\u00f5es que evoluem a partir das novas estrelas podem acabar por se fundir, desencadeando estas grandes explos\u00f5es e emiss\u00f5es energ\u00e9ticas que observamos&#8221;, afirmou Dichiara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acrescentou que tais explos\u00f5es, tamb\u00e9m chamadas fus\u00f5es de estrelas bin\u00e1rias compactas, geram emiss\u00f5es de quilonovas: halos brilhantes de luz que s\u00e3o um dos principais locais de produ\u00e7\u00e3o de elementos pesados no Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto pode fornecer uma explica\u00e7\u00e3o natural para o motivo pelo qual vemos uma taxa superior de produ\u00e7\u00e3o de elementos pesados no halo das gal\u00e1xias em intera\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Quick Look: NASA Discovers Crash of Extreme Stars in Unexpected Site\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/5M7DZ3eF2VY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa afirma suspeitar que as estrelas de neutr\u00f5es que colidiram nasceram durante uma onda de forma\u00e7\u00e3o estelar desencadeada pela fus\u00e3o gal\u00e1ctica h\u00e1 cerca de 700 milh\u00f5es de anos. A sua eventual colis\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 produziu a poderosa explos\u00e3o de raios gama detetada pelos investigadores, como tamb\u00e9m espalhou elementos pesados rec\u00e9m-formados para o espa\u00e7o circundante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00f3s tivemos uma rara oportunidade de ver como a destrui\u00e7\u00e3o pode ser catalisador da cria\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Jane Charlton, professora de astronomia e astrof\u00edsica na Penn State e coautora do artigo cient\u00edfico. &#8220;O ouro que temos na Terra foi produzido num evento explosivo desta natureza. Os elementos pesados no nosso corpo, como o ferro, por exemplo, v\u00eam de cerca de 10.000 estrelas da nossa Gal\u00e1xia que morreram. Demorou milhares de milh\u00f5es de anos, mas esse ferro persistiu na Terra e, \u00e0 medida que os nossos corpos se formaram e evolu\u00edram, utilizaram esse material&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Charlton disse que os resultados da equipa sublinham como as intera\u00e7\u00f5es violentas entre gal\u00e1xias podem preparar o terreno para eventos c\u00f3smicos poderosos que podem alterar a composi\u00e7\u00e3o dos elementos no Universo. Ela tamb\u00e9m salientou a import\u00e2ncia das imagens de raios X. Sem o Observat\u00f3rio de Raios X Chandra, a t\u00e9nue gal\u00e1xia hospedeira poderia ter sido totalmente ignorada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por agora, a dist\u00e2ncia exata da explos\u00e3o permanece incerta. Pode estar ainda mais distante, tornando-se uma das explos\u00f5es curtas de raios gama mais distantes j\u00e1 registadas. Observa\u00e7\u00f5es futuras com telesc\u00f3pios de pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o podem resolver a quest\u00e3o, disse Charlton.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 muito comum que as gal\u00e1xias tenham vizinhas. Isso n\u00e3o \u00e9 nada invulgar, mas que elas colidam, \u00e9&#8221;, disse. &#8220;A nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, tem uma vizinha, a gal\u00e1xia de Andr\u00f3meda, e daqui a quatro ou cinco mil milh\u00f5es de anos vai fundir-se com a Via L\u00e1ctea. Estas colis\u00f5es entre estrelas de neutr\u00f5es poder\u00e3o acontecer, e poder\u00e3o formar-se caudas de mar\u00e9, espalhando elementos pesados e enriquecendo o Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.psu.edu\/news\/research\/story\/strange-cosmic-burst-colliding-galaxies-shines-light-heavy-elements\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade do Estado da Pensilv\u00e2nia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/chandra\/nasa-discovers-crash-of-extreme-stars-in-unexpected-site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/26_releases\/press_031026.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae2a2f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GRB (&#8220;gamma ray burst&#8221;, em portugu\u00eas explos\u00e3o de raios gama):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma_ray_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma-ray_burst#Short_gamma-ray_bursts\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Explos\u00f5es curtas de raios gama (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.astro.umd.edu\/~miller\/nstar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Maryland<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quilonova:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kilonova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Elementos pesados (metais):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Heavy_metals\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi identificada uma explos\u00e3o c\u00f3smica invulgar, associada a gal\u00e1xias em colis\u00e3o, e localizada numa gal\u00e1xia muito t\u00e9nue dentro de um grupo de gal\u00e1xias a cerca de 8,5 mil milh\u00f5es de anos-luz. O fen\u00f3meno \u00e9 provavelmente causado pela fus\u00e3o de duas estrelas de neutr\u00f5es, produzindo uma explos\u00e3o de raios gama e criando elementos pesados como ouro e platina. 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