{"id":8777,"date":"2026-03-03T07:16:17","date_gmt":"2026-03-03T06:16:17","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8777"},"modified":"2026-03-03T07:16:18","modified_gmt":"2026-03-03T06:16:18","slug":"um-triliao-para-um-estrelas-gigantes-poeira-minuscula","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/03\/03\/um-triliao-para-um-estrelas-gigantes-poeira-minuscula\/","title":{"rendered":"Um trili\u00e3o para um: estrelas gigantes, poeira min\u00fascula"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/004-nRAO_binary_star_dust7H_lrg.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HbV8j4om_o-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8778\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HbV8j4om_o-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HbV8j4om_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HbV8j4om_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HbV8j4om_o-310x205.jpg 310w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/HbV8j4om_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica de WR 112, um sistema bin\u00e1rio que cont\u00e9m uma estrela Wolf-Rayet massiva e evolu\u00edda e uma companheira do tipo OB. \u00c0 medida que os seus ventos estelares colidem, forma-se poeira que se espalha em espiral para fora, consistindo principalmente em gr\u00e3os extremamente pequenos, de tamanho nanom\u00e9trico, juntamente com uma popula\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria cerca de 100 vezes maior.<br>Cr\u00e9dito: NSF\/AUI\/NRAO da NSF\/M. Weiss<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos que utilizam o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array) e o JWST (James Webb Space Telescope) descobriram que algumas das estrelas mais massivas da nossa Gal\u00e1xia est\u00e3o a emitir gr\u00e3os incrivelmente pequenos de poeira de carbono &#8211; poeira que um dia poder\u00e1 formar futuras estrelas e planetas. Ambos os poderosos telesc\u00f3pios foram necess\u00e1rios para esta investiga\u00e7\u00e3o, a fim de revelar toda a poeira produzida por estas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta nova investiga\u00e7\u00e3o centrou-se em WR 112, um sistema estelar bin\u00e1rio que cont\u00e9m uma estrela Wolf-Rayet muito rara, massiva, intensamente quente e moribunda, em \u00f3rbita de outra estrela companheira. Juntas, estas estrelas lan\u00e7am ventos estelares poderosos que colidem e criam regi\u00f5es densas e frias onde se forma poeira, antes que esta seja espalhada pelo espa\u00e7o interestelar pela intensa luz estelar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora imagens anteriores do JWST, no infravermelho m\u00e9dio, tenham revelado arcos espirais brilhantes de poeira em WR 112, os investigadores ficaram surpreendidos ao n\u00e3o verem poeira alguma nas sens\u00edveis observa\u00e7\u00f5es milim\u00e9tricas do ALMA. Apenas gr\u00e3os de poeira min\u00fasculos e quentes poderiam esconder-se da vis\u00e3o do ALMA, um dos telesc\u00f3pios milim\u00e9tricos mais potentes da Terra. Dados combinados do JWST e do ALMA sugeriram que os gr\u00e3os de poeira nas estruturas espirais estendidas s\u00e3o em grande parte inferiores a um micr\u00f3metro, e a maioria deles deve ter apenas alguns nan\u00f3metros de di\u00e2metro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 incr\u00edvel saber que algumas das estrelas mais massivas do Universo produzem algumas das part\u00edculas de poeira mais min\u00fasculas antes de morrerem. A diferen\u00e7a de tamanho entre a estrela e a poeira que ela produz \u00e9 de cerca de um trili\u00e3o para um&#8221;, partilhou Donglin Wu, estudante da Universidade de Yale e principal autor desta nova pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa tamb\u00e9m encontrou evid\u00eancias de que a poeira n\u00e3o \u00e9 composta uniformemente por uma variedade de tamanhos, mas sim por dois tamanhos distintos: um grupo maior de gr\u00e3os nanom\u00e9tricos e um grupo menor de gr\u00e3os com cerca de 0,1 micr\u00f3metros de di\u00e2metro. Esta descoberta conciliou d\u00e9cadas de medi\u00e7\u00f5es contradit\u00f3rias de sistemas bin\u00e1rios semelhantes: alguns revelavam apenas gr\u00e3os muito pequenos, enquanto outros viam apenas gr\u00e3os maiores. Agora, entende-se que este tipo de sistema bin\u00e1rio pode ter ambos. A equipa explorou v\u00e1rios processos f\u00edsicos que, em princ\u00edpio, podem quebrar ou evaporar gr\u00e3os de poeira perto do severo campo de radia\u00e7\u00e3o das estrelas, descobrindo que esses processos t\u00eam uma tend\u00eancia a destruir gr\u00e3os que estavam entre esses tamanhos sob certas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como o sistema WR 112 \u00e9 um dos produtores de poeira mais prol\u00edficos do seu tipo &#8211; produzindo o equivalente a tr\u00eas Luas de poeira por ano -, as novas medi\u00e7\u00f5es do tamanho dos gr\u00e3os t\u00eam grandes implica\u00e7\u00f5es para a quantidade de poeira de carbono que os bin\u00e1rios massivos podem contribuir para a Gal\u00e1xia em geral. Ao revelar que algumas das maiores estrelas do Universo s\u00e3o f\u00e1bricas de algumas das suas mais pequenas part\u00edculas s\u00f3lidas, este estudo fornece uma pe\u00e7a importante que faltava no ciclo de vida da poeira c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/a-quintillion-to-one-giant-stars-tiny-dust\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.yale.edu\/2026\/02\/26\/study-stardust-massive-binary-stars-emit-tiny-carbon-particles\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Yale (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ae31f1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Poeira espacial:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_dust\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas Wolf-Rayet:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wolf-Rayet_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos, usando o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array e o JWST (James Webb Space Telescope), descobriram que algumas das estrelas mais massivas da Via L\u00e1ctea produzem part\u00edculas de poeira de carbono extremamente pequenas &#8211; apenas alguns nan\u00f3metros de tamanho &#8211; no sistema bin\u00e1rio WR 112. 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