{"id":8771,"date":"2026-02-27T07:17:45","date_gmt":"2026-02-27T06:17:45","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8771"},"modified":"2026-02-27T07:17:46","modified_gmt":"2026-02-27T06:17:46","slug":"webb-localiza-antiga-estrela-que-explodiu-como-supernova","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/02\/27\/webb-localiza-antiga-estrela-que-explodiu-como-supernova\/","title":{"rendered":"Webb localiza antiga estrela que explodiu como supernova"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2604a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"859\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/7X6UrQOk_o-1024x859.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8772\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/7X6UrQOk_o-1024x859.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/7X6UrQOk_o-300x252.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/7X6UrQOk_o-768x644.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/7X6UrQOk_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A imagem principal \u00e0 esquerda mostra uma vis\u00e3o combinada do Webb e do Hubble da gal\u00e1xia espiral NGC 1637, com a regi\u00e3o de interesse no canto superior direito. Os tr\u00eas pain\u00e9is restantes mostram uma vis\u00e3o detalhada de uma estrela supergigante vermelha antes e depois de explodir. A estrela n\u00e3o \u00e9 vis\u00edvel na imagem do Hubble antes da explos\u00e3o, mas aparece na imagem do Webb. A observa\u00e7\u00e3o de julho de 2025 do Hubble mostra as consequ\u00eancias brilhantes da explos\u00e3o.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, STScI, C. Kilpatrick (Northwestern University), A. Suresh (Northwestern University); processamento de imagem &#8211; J. DePasquale (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 quarenta milh\u00f5es de anos, uma estrela numa gal\u00e1xia pr\u00f3xima explodiu, espalhando material pelo espa\u00e7o e produzindo um brilhante clar\u00e3o. Essa luz viajou pelo cosmos, chegando \u00e0 Terra no dia 29 de junho de 2025, onde foi detetada pelo levantamento ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae). Os astr\u00f3nomos imediatamente viraram os seus instrumentos para esta nova supernova, designada 2025pht, no intuito de aprender mais sobre ela. Mas uma equipa de cientistas voltou-se ao inv\u00e9s para os arquivos, procurando usar imagens pr\u00e9-supernova para identificar exatamente qual a estrela, entre tantas, havia explodido. E tiveram sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Imagens da gal\u00e1xia NGC 1637 tiradas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA mostraram uma \u00fanica estrela supergigante vermelha localizada exatamente onde a supernova agora brilha. Isto representa a primeira dete\u00e7\u00e3o publicada da progenitora de uma supernova pelo Webb. Os resultados foram publicados na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Est\u00e1vamos \u00e0 espera de que isto acontecesse \u2013 que uma supernova explodisse numa gal\u00e1xia que o Webb j\u00e1 tinha observado. Combin\u00e1mos os conjuntos de dados do Hubble e do Webb para caracterizar completamente esta estrela pela primeira vez&#8221;, disse o autor principal Charlie Kilpatrick, da Northwestern University.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O caso das supergigantes vermelhas desaparecidas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao alinhar cuidadosamente as imagens de NGC 1637 obtidas pelo Hubble e pelo Webb, a equipa conseguiu identificar a estrela progenitora nas imagens tiradas pelos instrumentos MIRI (Mid-Infrared Instrument) e NIRCam (Near-Infrared Camera) do Webb em 2024. Descobriram que a estrela parecia surpreendentemente vermelha \u2013 uma indica\u00e7\u00e3o de que estava rodeada por poeira que bloqueava os comprimentos de onda mais curtos e azuis da luz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 a supergigante vermelha mais vermelha e empoeirada que j\u00e1 vimos explodir como supernova&#8221;, disse o estudante e coautor Aswin Suresh, da Northwestern University.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este excesso de poeira pode ajudar a explicar um problema de longa data na astronomia que poderia ser descrito como o caso das supergigantes vermelhas desaparecidas. Os astr\u00f3nomos esperam que a maioria das estrelas mais massivas, que explodem como supernovas, tamb\u00e9m sejam as mais brilhantes e luminosas. Portanto, deveriam ser f\u00e1ceis de identificar em imagens pr\u00e9-supernova. No entanto, n\u00e3o tem sido esse o caso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel \u00e9 que as estrelas mais massivas e envelhecidas tamb\u00e9m s\u00e3o as mais empoeiradas. Se estiverem rodeadas por grandes quantidades de poeira, a sua luz pode ser atenuada a ponto de se tornar indetet\u00e1vel. As observa\u00e7\u00f5es Webb da supernova 2025pht apoiam essa hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Eu tenho defendido essa interpreta\u00e7\u00e3o, mas nem eu esperava v\u00ea-la t\u00e3o extrema como foi no caso da supernova 2025pht. Explicaria por que essas supergigantes mais massivas est\u00e3o ausentes, pois tendem a ser mais empoeiradas&#8221;, disse Kilpatrick.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>&#8220;Arrotos&#8221; de carbono<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa n\u00e3o ficou surpresa apenas com a quantidade de poeira, mas tamb\u00e9m com a sua composi\u00e7\u00e3o. A aplica\u00e7\u00e3o de modelos computacionais \u00e0s observa\u00e7\u00f5es do Webb indicou que a poeira \u00e9 provavelmente rica em carbono, quando os astr\u00f3nomos esperavam que fosse mais rica em silicatos. A equipa especula que este carbono pode ter sido &#8220;dragado&#8221; do interior da estrela pouco antes de ela explodir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ter observa\u00e7\u00f5es no infravermelho m\u00e9dio foi fundamental para restringir o tipo de poeira que est\u00e1vamos a ver&#8221;, disse Suresh.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa est\u00e1 agora a trabalhar para procurar supergigantes vermelhas semelhantes que possam explodir como supernovas no futuro. As observa\u00e7\u00f5es do futuro Telesc\u00f3pio Espacial Nancy Grace Roman da NASA podem ajudar nesta busca. O Roman ter\u00e1 a resolu\u00e7\u00e3o, sensibilidade e cobertura de comprimento de onda infravermelho para n\u00e3o s\u00f3 ver estas estrelas, mas tamb\u00e9m potencialmente testemunhar a sua variabilidade \u00e0 medida que elas &#8220;arrotam&#8221; grandes quantidades de poeira perto do fim das suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/webb\/nasas-webb-telescope-locates-former-star-that-exploded-as-supernova\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/news\/weic2604\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Webb (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae04de\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supernova:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_II_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Supernova do Tipo II (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGC 1637:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_1637\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ASAS-SN (All-Sky Automated Survey for Supernovae):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.astronomy.ohio-state.edu\/asassn\/index.shtml\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Estado do Ohio<\/a><br><a href=\"https:\/\/asas-sn.osu.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade do Estado do Ohio #2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/All_Sky_Automated_Survey_for_SuperNovae\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb localizou, pela primeira vez, a estrela progenitora de uma supernova detetada em 2025 (designada SN 2025pht) na gal\u00e1xia espiral NGC 1637. As imagens de arquivo obtidas pelo Hubble e pelo Webb mostram uma supergigante vermelha muito poeirenta no local onde a supernova agora brilha, explicando porque \u00e9 que estrelas assim eram normalmente invis\u00edveis a observat\u00f3rios anteriores.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8772,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,16,1],"tags":[317,150,387,1987,1986,1254],"class_list":["post-8771","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-sondas-missoes-espaciais","category-telescopios-profissionais","tag-asas-sn","tag-hubble","tag-jwst","tag-ngc-1637","tag-sn-2025pht","tag-supernova-do-tipo-ii"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8771","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8771"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8771\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8773,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8771\/revisions\/8773"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8772"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8771"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8771"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8771"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}