{"id":8749,"date":"2026-02-20T07:31:39","date_gmt":"2026-02-20T06:31:39","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8749"},"modified":"2026-02-20T07:31:40","modified_gmt":"2026-02-20T06:31:40","slug":"os-astronomos-podem-ter-acabado-de-encontrar-um-dos-elos-que-faltavam-na-evolucao-das-galaxias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/02\/20\/os-astronomos-podem-ter-acabado-de-encontrar-um-dos-elos-que-faltavam-na-evolucao-das-galaxias\/","title":{"rendered":"Os astr\u00f3nomos podem ter acabado de encontrar um dos elos que faltavam na evolu\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.umass.edu\/sites\/default\/files\/styles\/16_9_1920x1080\/public\/2026-02\/distant_dusty_galaxies_edit_Page_2-cropped.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/G2cX1vEn_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8750\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/G2cX1vEn_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/G2cX1vEn_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/G2cX1vEn_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/G2cX1vEn_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dezoito das gal\u00e1xias poeirentas e formadoras de estrelas recentemente descobertas (a vermelho) formaram-se h\u00e1 quase 13 mil milh\u00f5es de anos.<br>Cr\u00e9dito: UMass Amherst<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de 48 astr\u00f3nomos de 14 pa\u00edses, liderada pela Universidade de Massachusetts Amherst, descobriu uma popula\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias empoeiradas e formadoras de estrelas, nos confins do Universo, que se formaram apenas mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, evento este que se pensa ter ocorrido h\u00e1 13,8 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As gal\u00e1xias podem representar um instant\u00e2neo do ciclo de vida gal\u00e1ctico, ligando gal\u00e1xias brilhantes ultradistantes recentemente descobertas, formadas h\u00e1 13,3 mil milh\u00f5es de anos, com gal\u00e1xias &#8220;quiescentes&#8221;, ou mortas, que deixaram de formar estrelas cerca de 2 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A nova descoberta desafia os modelos atuais do universo, fazendo com que os resultados, publicados na revista The Astrophysical Journal Letters, sejam um passo em frente na revis\u00e3o da hist\u00f3ria c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A minha investiga\u00e7\u00e3o envolve tentar identificar e compreender uma popula\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias raras, poeirentas e formadoras de estrelas que s\u00f3 foram descobertas no final dos anos 90&#8221;, diz Jorge Zavala, professor assistente de astronomia na UMass Amherst e principal autor do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte do que tem tornado estas gal\u00e1xias t\u00e3o dif\u00edceis de estudar \u00e9 a poeira, que absorve a luz UV e vis\u00edvel, tornando-as essencialmente invis\u00edveis para os telesc\u00f3pios que se baseiam nas partes UV e vis\u00edvel do espetro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas com a inven\u00e7\u00e3o dos telesc\u00f3pios submilim\u00e9tricos, que conseguem ver luz de comprimentos de onda mais longos, os astr\u00f3nomos puderam de repente iluminar partes empoeiradas do Universo que anteriormente permaneciam escuras. \u00c0 medida que a poeira absorve os raios UV e a luz vis\u00edvel, tamb\u00e9m cria calor &#8211; irradiando energia infravermelha vis\u00edvel para estes telesc\u00f3pios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zavala e os seus coautores basearam-se no telesc\u00f3pio ALMA (Atacama Large Millimeter\/sub millimeter Array), no Chile, para identificar uma popula\u00e7\u00e3o de cerca de 400 gal\u00e1xias brilhantes e poeirentas. Em seguida, utilizaram observa\u00e7\u00f5es no infravermelho pr\u00f3ximo feitas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA para identificar cerca de 70 gal\u00e1xias poeirentas t\u00e9nues candidatas a gal\u00e1xias nos limites do nosso Universo, a maioria das quais nunca tinha sido vista antes. Voltando aos dados do ALMA e &#8220;empilhando&#8221; as observa\u00e7\u00f5es, a equipa conseguiu confirmar que se tratam, de facto, de gal\u00e1xias poeirentas formadas h\u00e1 quase 13 mil milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o conhecimento t\u00e9cnico necess\u00e1rio para fazer esta descoberta seja em si mesmo digno de manchete, a verdadeira not\u00edcia \u00e9 o que esta descoberta significa para a nossa compreens\u00e3o da hist\u00f3ria do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As gal\u00e1xias poeirentas s\u00e3o gal\u00e1xias massivas com grandes quantidades de metais e poeira c\u00f3smica&#8221;, diz Zavala. &#8220;E estas gal\u00e1xias s\u00e3o muito antigas, o que significa que as estrelas se estavam a formar no in\u00edcio do Universo, mais cedo do que os nossos modelos atuais preveem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, parece que as gal\u00e1xias que Zavala e a sua equipa encontraram est\u00e3o relacionadas com dois outros conjuntos de gal\u00e1xias raras e an\u00f3malas: as gal\u00e1xias ultrabrilhantes, formadoras de estrelas, que se desenvolveram pouco depois do Big Bang (recentemente descobertas pelo Webb), e as gal\u00e1xias &#8220;quiescentes&#8221;, muito mais antigas e massivas, que essencialmente morreram e j\u00e1 n\u00e3o formam estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 como se tiv\u00e9ssemos agora instant\u00e2neos do ciclo de vida destas gal\u00e1xias raras&#8221;, observa Zavala. &#8220;As ultrabrilhantes s\u00e3o gal\u00e1xias jovens, as quiescentes est\u00e3o na sua velhice e as que encontr\u00e1mos s\u00e3o jovens adultas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora seja necess\u00e1ria muito mais investiga\u00e7\u00e3o para confirmar estas sugest\u00f5es, se a hip\u00f3tese de Zavala e da sua equipa estiver correta, significa que os nossos modelos astron\u00f3micos atuais da forma\u00e7\u00e3o do Universo est\u00e3o a falhar alguma coisa e que a forma\u00e7\u00e3o estelar ocorreu mais cedo na evolu\u00e7\u00e3o do Universo do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.umass.edu\/news\/article\/international-team-astronomers-led-umass-amherst-may-have-just-found-one-missing-links\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Massachusetts Amherst (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae382a\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o gal\u00e1ctica:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Galaxy_formation_and_evolution\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de 48 astr\u00f3nomos de 14 pa\u00edses, liderada pela Universidade de Massachusetts Amherst, descobriu uma popula\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias empoeiradas e formadoras de estrelas que se formaram apenas mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. 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