{"id":8673,"date":"2026-01-20T07:16:35","date_gmt":"2026-01-20T06:16:35","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8673"},"modified":"2026-01-20T07:16:36","modified_gmt":"2026-01-20T06:16:36","slug":"telescopio-william-herschel-descobre-uma-misteriosa-barra-de-ferro-na-nebulosa-do-anel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/01\/20\/telescopio-william-herschel-descobre-uma-misteriosa-barra-de-ferro-na-nebulosa-do-anel\/","title":{"rendered":"Telesc\u00f3pio William Herschel descobre uma misteriosa barra de ferro na Nebulosa do Anel"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/c9NAAepf_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"929\" height=\"844\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/c9NAAepf_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8674\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/c9NAAepf_o.jpg 929w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/c9NAAepf_o-300x273.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/c9NAAepf_o-768x698.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 929px) 100vw, 929px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma imagem RGB composta da Nebulosa do Anel (tamb\u00e9m conhecida como Messier 57 ou NGC 6720) constru\u00edda a partir de quatro imagens de linhas de emiss\u00e3o WEAVE\/LIFU (ver figura abaixo). O anel exterior brilhante \u00e9 constitu\u00eddo por luz emitida por tr\u00eas i\u00f5es diferentes de oxig\u00e9nio, enquanto a \u2018barra\u2019 no meio \u00e9 devida \u00e0 luz emitida por um plasma de \u00e1tomos de ferro quatro vezes ionizados. Na imagem, o norte est\u00e1 para cima e o este est\u00e1 para a esquerda. As dimens\u00f5es angulares da imagem s\u00e3o 120\u00d7110 segundos de arco no c\u00e9u (E-O\u00d7N-S), correspondendo a dimens\u00f5es f\u00edsicas de 95.000\u00d787.000 UA (unidades astron\u00f3micas) para a dist\u00e2ncia de 787 parsecs at\u00e9 \u00e0 Nebulosa do Anel. Uma unidade astron\u00f3mica \u00e9 a dist\u00e2ncia m\u00e9dia do Sol \u00e0 Terra.<br>Cr\u00e9dito: UCL<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa europeia liderada por astr\u00f3nomos da UCL (University College London) e da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, descobriu uma misteriosa nuvem de ferro em forma de barra no interior da ic\u00f3nica Nebulosa do Anel, utilizando o instrumento WEAVE no Telesc\u00f3pio William Herschel (ou WHT, sigla de &#8220;William Herschel Telescope&#8221;).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nuvem de \u00e1tomos de ferro, descrita pela primeira vez na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, tem a forma de uma barra ou tira: cabe exatamente dentro da camada interior da nebulosa de forma el\u00edptica, conhecida de muitas imagens, incluindo as obtidas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb em comprimentos de onda infravermelhos. O comprimento da barra \u00e9 cerca de 500 vezes superior ao da \u00f3rbita de Plut\u00e3o em torno do Sol e, de acordo com a equipa, a sua massa de \u00e1tomos de ferro \u00e9 compar\u00e1vel \u00e0 massa de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Nebulosa do Anel, ou Messier 57, observada pela primeira vez em 1779 na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Lira, pelo astr\u00f3nomo franc\u00eas Charles Messier, \u00e9 uma concha colorida de g\u00e1s expelido por uma estrela quando esta termina a fase de queima de combust\u00edvel nuclear. O nosso Sol ir\u00e1 expelir as suas camadas exteriores de uma forma semelhante dentro de alguns milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nuvem de ferro foi descoberta em observa\u00e7\u00f5es obtidas utilizando o modo LIFU (Large Integral Field Unit) de um novo instrumento, o WEAVE (WHT Enhanced Area Velocity Explorer), instalado no Telesc\u00f3pio William Herschel do Grupo de Telesc\u00f3pios Isaac Newton do Observat\u00f3rio Roque de los Muchachos em La Palma, nas Ilhas Can\u00e1rias. As observa\u00e7\u00f5es foram obtidas durante a verifica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do WEAVE.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/71\/61\/WskqAmVR_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/71\/61\/WskqAmVR_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um conjunto ilustrativo de oito imagens individuais de linhas de emiss\u00e3o WEAVE LIFU da Nebulosa do Anel. A cor em cada painel indica o brilho da emiss\u00e3o, sendo o castanho-avermelhado o mais intenso, passando pelo amarelo e verde at\u00e9 ao azul para a emiss\u00e3o mais t\u00e9nue. O norte est\u00e1 para cima e o este, para a esquerda. As quatro imagens de linhas de emiss\u00e3o que est\u00e3o combinadas na imagem mais acima s\u00e3o mostradas separadamente na linha superior. Da esquerda para a direita, as linhas de emiss\u00e3o s\u00e3o: a linha [Fe V] 4227 Angstrom devido a \u00e1tomos de ferro quatro vezes ionizados; a linha auroral [O I] 6300 Angstrom devido a \u00e1tomos de oxig\u00e9nio neutros; o par de linhas [O II] 3727 Angstrom devido a \u00e1tomos de oxig\u00e9nio ionizados individualmente; a linha [O III] 4959 Angstrom devido a \u00e1tomos de oxig\u00e9nio duas vezes ionizados.<br>Cr\u00e9dito: UCL<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O LIFU \u00e9 um feixe de centenas de fibras \u00f3ticas. Permitiu \u00e0 equipa de astr\u00f3nomos obter espetros (em que a luz \u00e9 separada nos seus comprimentos de onda constituintes) em todos os pontos de toda a face da Nebulosa do Anel e em todos os comprimentos de onda \u00f3ticos ao mesmo tempo &#8211; uma nova capacidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor principal, Dr. Roger Wesson, que trabalha conjuntamente no Departamento de F\u00edsica e Astronomia da UCL e na Universidade de Cardiff, afirmou: &#8220;Embora a Nebulosa do Anel tenha sido estudada com muitos telesc\u00f3pios e instrumentos diferentes, o WEAVE permitiu-nos observ\u00e1-la de uma nova forma, fornecendo muito mais pormenores do que antes. Ao obter um espetro cont\u00ednuo de toda a nebulosa, podemos criar imagens da nebulosa em qualquer comprimento de onda e determinar a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica em qualquer posi\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando process\u00e1mos os dados e percorremos as imagens, uma coisa saltou \u00e0 vista &#8211; esta &#8216;barra&#8217; de \u00e1tomos de ferro ionizados, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida, no meio do familiar e ic\u00f3nico anel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores dizem que a maneira como a barra de ferro se formou \u00e9 atualmente um mist\u00e9rio. Para desvendar o que se est\u00e1 a passar, ser\u00e3o necess\u00e1rias observa\u00e7\u00f5es mais detalhadas. H\u00e1 dois cen\u00e1rios potenciais: a barra de ferro pode revelar algo de novo sobre a forma como a eje\u00e7\u00e3o da nebulosa pela estrela central progrediu, ou (o que \u00e9 mais intrigante) o ferro pode ser um arco de plasma altamente esticado resultante da vaporiza\u00e7\u00e3o de um planeta rochoso apanhado na expans\u00e3o anterior da estrela central. A coautora, a professora Janet Drew, tamb\u00e9m da UCL, aconselha prud\u00eancia: &#8220;Precisamos definitivamente de saber mais &#8211; em particular, se outros elementos qu\u00edmicos coexistem com o ferro recentemente detetado, pois isso indicar-nos-ia provavelmente a classe certa de modelo a seguir. Neste momento, n\u00e3o temos esta informa\u00e7\u00e3o importante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa est\u00e1 a trabalhar num estudo de seguimento e planeia obter dados utilizando o LIFU do WEAVE com uma resolu\u00e7\u00e3o espetral mais elevada para compreender melhor como a barra se poder\u00e1 ter formado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O WEAVE ir\u00e1 levar a cabo oito levantamentos nos pr\u00f3ximos cinco anos, visando tudo, desde an\u00e3s brancas pr\u00f3ximas a gal\u00e1xias muito distantes. A vertente de F\u00edsica Estelar, Circumstelar e Interestelar do levantamento WEAVE, liderada pelo professor Drew, est\u00e1 a observar muitas mais nebulosas ionizadas na Via L\u00e1ctea norte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Seria muito surpreendente se a barra de ferro no Anel fosse \u00fanica&#8221;, explica o Dr. Wesson. &#8220;Esperamos que, ao observarmos e analisarmos mais nebulosas criadas da mesma forma, possamos descobrir mais exemplos deste fen\u00f3meno, o que nos ajudar\u00e1 a compreender de onde vem o ferro&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Scott Trager, cientista do projeto WEAVE na Universidade de Groninga, Pa\u00edses Baixos, acrescentou: &#8220;A descoberta desta estrutura fascinante, anteriormente desconhecida, numa joia do c\u00e9u noturno, adorada pelos observadores do c\u00e9u em todo o hemisf\u00e9rio norte, demonstra as capacidades espantosas do WEAVE. Aguardamos com expetativa muitas outras descobertas com este novo instrumento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ing.iac.es\/PR\/press\/ringnebula.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ING (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cardiff.ac.uk\/news\/view\/3005580-mysterious-iron-bar-discovered-in-famous-nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Cardiff (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ucl.ac.uk\/news\/2026\/jan\/mysterious-iron-bar-discovered-famous-nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ UCL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/mysterious-iron-bar-discovered-famous-nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Real Sociedade Astron\u00f3mica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.manchester.ac.uk\/about\/news\/mysterious-mars-bar-discovered-in-famous-ring-nebula\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Manchester (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.astronomie.nl\/nieuws\/ontdekking-van-een-ijzeren-balk-in-de-ringnevel-4793\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOVA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/es\/divulgacion\/noticias\/el-telescopio-william-herschel-del-observatorio-del-roque-de-los-muchachos-halla-una-misteriosa-barra\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/546\/1\/staf2139\/8425243\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa do Anel (Messier 57 ou M57 ou NGC 6720):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/goddard\/2017\/messier-57-the-ring-nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ring_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/m\/m057.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa planet\u00e1ria:<\/strong><br><a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Planetary_nebula\" target=\"_blank\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio William Herschel:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.ing.iac.es\/\/Astronomy\/telescopes\/wht\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ING<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/William_Herschel_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa europeia de astr\u00f3nomos, liderada por investigadores da UCL (University College London) e da Universidade de Cardiff, descobriu uma estrutura misteriosa em forma de barra, feita de ferro, no interior da famosa Nebulosa do Anel (Messier 57). A an\u00e1lise com o instrumento WEAVE no Telesc\u00f3pio William Herschel revelou esta barra extensa de ferro, cuja origem ainda n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecida e que at\u00e9 pode estar ligada ao que resta de um planeta vaporizado.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8674,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,1],"tags":[1590,1591,1864,407],"class_list":["post-8673","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-m57","tag-nebulosa-do-anel","tag-nebulosa-planetaria","tag-wht"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8673","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8673"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8673\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8675,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8673\/revisions\/8675"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8674"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8673"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8673"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8673"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}