{"id":8648,"date":"2026-01-09T07:23:55","date_gmt":"2026-01-09T06:23:55","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8648"},"modified":"2026-01-09T07:23:57","modified_gmt":"2026-01-09T06:23:57","slug":"video-mostra-evolucao-do-remanescente-da-supernova-de-kepler-ao-longo-de-decadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2026\/01\/09\/video-mostra-evolucao-do-remanescente-da-supernova-de-kepler-ao-longo-de-decadas\/","title":{"rendered":"V\u00eddeo mostra evolu\u00e7\u00e3o do remanescente da Supernova de Kepler ao longo de d\u00e9cadas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/i.imgur.com\/Gtrrujy.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/Gtrrujy.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um novo v\u00eddeo mostra as altera\u00e7\u00f5es no remanescente da Supernova de Kepler, utilizando dados do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA, captados ao longo de mais de duas d\u00e9cadas e meia, com observa\u00e7\u00f5es efetuadas em 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025. Neste v\u00eddeo, que \u00e9 o mais abrangente alguma vez divulgado pelo Chandra, os raios X (azul) do telesc\u00f3pio foram combinados com uma imagem \u00f3tica (vermelho, verde e azul) do Pan-STARRS.<br>Cr\u00e9dito: raios X &#8211; NASA\/CXC\/SAO; \u00f3tico &#8211; Pan-STARRS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Um novo v\u00eddeo mostra a evolu\u00e7\u00e3o do remanescente da Supernova de Kepler utilizando dados do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA captados ao longo de mais de duas d\u00e9cadas e meia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Supernova de Kepler, cujo nome honra o astr\u00f3nomo alem\u00e3o Johannes Kepler, foi observada pela primeira vez no c\u00e9u noturno em 1604. Atualmente, os astr\u00f3nomos sabem que uma estrela an\u00e3 branca explodiu quando excedeu uma massa cr\u00edtica, depois de ter retirado material de uma estrela companheira ou de se ter fundido com outra an\u00e3 branca. Este tipo de supernova \u00e9 conhecido como Tipo Ia, e os cientistas utilizam-no para medir a expans\u00e3o do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os remanescentes de supernova, os campos de detritos deixados para tr\u00e1s depois de uma explos\u00e3o estelar, brilham frequentemente em raios X, porque o material foi aquecido a milh\u00f5es de graus devido \u00e0 explos\u00e3o. O remanescente est\u00e1 localizado na nossa Gal\u00e1xia, a cerca de 17.000 anos-luz da Terra, permitindo ao Chandra obter imagens detalhadas dos detritos e da forma como muda com o tempo. Este \u00faltimo v\u00eddeo inclui dados de raios X de 2000, 2004, 2006, 2014 e 2025. Isto faz com que seja o v\u00eddeo mais abrangente alguma vez divulgado pelo Chandra, o que \u00e9 poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 longevidade do observat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O enredo da hist\u00f3ria de Kepler est\u00e1 agora a come\u00e7ar a ser revelado&#8221;, disse Jessye Gassel, estudante da Universidade George Mason, no estado norte-americano da Virg\u00ednia, que liderou o trabalho. &#8220;\u00c9 incr\u00edvel que possamos ver como os destro\u00e7os desta estrela estilha\u00e7ada chocam com material j\u00e1 lan\u00e7ado para o espa\u00e7o&#8221;. Gassel apresentou o novo v\u00eddeo do Chandra e a investiga\u00e7\u00e3o associada na 247.\u00aa reuni\u00e3o da Sociedade Astron\u00f3mica Americana em Phoenix.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Tour: Supernova Remnant Video From NASA&#039;s Chandra Is Decades in Making\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Nvq59gmhX2w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores usaram o v\u00eddeo para mostrar que as partes mais r\u00e1pidas do remanescente est\u00e3o a viajar a cerca de 22,2 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora (2% da velocidade da luz), movendo-se em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 parte inferior da imagem. Entretanto, as partes mais lentas est\u00e3o a viajar em dire\u00e7\u00e3o ao topo a cerca de 6,4 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora (0,5% da velocidade da luz). Esta grande diferen\u00e7a de velocidade deve-se ao facto de o g\u00e1s no qual o remanescente est\u00e1 a penetrar, na parte superior da imagem, ser mais denso do que o g\u00e1s na parte inferior. Este facto d\u00e1 aos cientistas informa\u00e7\u00e3o sobre os ambientes em que esta estrela explodiu.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As explos\u00f5es de supernova e os elementos que lan\u00e7am para o espa\u00e7o s\u00e3o a for\u00e7a vital de novas estrelas e planetas&#8221;, disse Brian Williams do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, EUA, e investigador principal das novas observa\u00e7\u00f5es de SN 1604 pelo Chandra. &#8220;Compreender exatamente como se comportam \u00e9 crucial para conhecer a nossa hist\u00f3ria c\u00f3smica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa tamb\u00e9m examinou a largura das orlas que formam a onda de choque da explos\u00e3o. A onda de choque \u00e9 a borda principal da explos\u00e3o e a primeira a encontrar material fora da estrela. Ao medir a sua largura e a velocidade a que se desloca, os astr\u00f3nomos obt\u00eam mais informa\u00e7\u00f5es sobre a explos\u00e3o estelar e sobre os seus arredores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Quick Look: Supernova Remnant Video From NASA&#039;s Chandra Is Decades in Making\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FsLJg6MntBU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/chandra\/supernova-remnant-video-from-nasas-chandra-is-decades-in-making\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/26_releases\/press_010626.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Supernova de Kepler (SN 1604):<br><\/strong><a href=\"http:\/\/spider.seds.org\/spider\/Vars\/sn1604.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler's_Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supernova:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Type_Ia_supernova\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Supernova do Tipo Ia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo v\u00eddeo mostra a evolu\u00e7\u00e3o do remanescente da Supernova de Kepler utilizando dados do Observat\u00f3rio de raios X Chandra da NASA captados ao longo de mais de duas d\u00e9cadas e meia. 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