{"id":8617,"date":"2025-12-26T07:13:51","date_gmt":"2025-12-26T06:13:51","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8617"},"modified":"2025-12-26T07:13:53","modified_gmt":"2025-12-26T06:13:53","slug":"hubble-revela-o-maior-e-mais-caotico-bercario-de-planetas-ja-encontrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/12\/26\/hubble-revela-o-maior-e-mais-caotico-bercario-de-planetas-ja-encontrado\/","title":{"rendered":"Hubble revela o maior e mais ca\u00f3tico ber\u00e7\u00e1rio de planetas j\u00e1 encontrado"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/opo2606.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"574\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/BcqvRrNa_o-1024x574.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8618\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/BcqvRrNa_o-1024x574.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/BcqvRrNa_o-300x168.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/BcqvRrNa_o-768x431.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/BcqvRrNa_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem, obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, mostra o maior disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria alguma vez observado em torno de uma estrela jovem. Estende-se por mais de 600 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros &#8211; 40 vezes a dist\u00e2ncia at\u00e9 ao limite exterior da Cintura de Kuiper do Sistema Solar.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI, Kristina Monsch (Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &#038; Smithsonian); processamento de Imagem &#8211; Joseph DePasquale (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, astr\u00f3nomos obtiveram imagens do maior disco protoplanet\u00e1rio alguma vez observado em torno de uma estrela jovem. Pela primeira vez em luz vis\u00edvel, o Hubble revelou que o disco \u00e9 inesperadamente ca\u00f3tico e turbulento, com filamentos de material que se estendem muito mais acima e abaixo do disco do que os astr\u00f3nomos viram em qualquer sistema semelhante. Estranhamente, os filamentos mais extensos s\u00f3 s\u00e3o vis\u00edveis num dos lados do disco. As descobertas, que foram publicadas na passada ter\u00e7a-feira na revista The Astrophysical Journal, constituem um novo marco para o Hubble e lan\u00e7am luz sobre a maneira como os planetas se podem formar em ambientes extremos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Localizado a cerca de 1000 anos-luz da Terra, IRAS 23077+6707, apelidado de &#8220;Chivito de Dr\u00e1cula&#8221;, estende-se por mais de 600 mil milh\u00f5es de quil\u00f3metros &#8211; 40 vezes a dist\u00e2ncia at\u00e9 ao limite exterior da Cintura de Kuiper do Sistema Solar. O disco obscurece a jovem estrela no seu interior, que os cientistas pensam poder ser uma estrela quente e massiva, ou um par de estrelas. E o enorme disco n\u00e3o \u00e9 apenas o maior disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria conhecido; est\u00e1 tamb\u00e9m a tornar-se num dos mais invulgares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O n\u00edvel de detalhe que estamos a ver \u00e9 raro em imagens de discos protoplanet\u00e1rios, e estas novas imagens do Hubble mostram que os ber\u00e7\u00e1rios de planetas podem ser muito mais ativos e ca\u00f3ticos do que esper\u00e1vamos&#8221;, disse a autora principal Kristina Monsch do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian. &#8220;Estamos a ver este disco quase de lado e as suas camadas superiores finas e caracter\u00edsticas assim\u00e9tricas s\u00e3o especialmente impressionantes. Tanto o Hubble como o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA vislumbraram estruturas semelhantes noutros discos, mas IRAS 23077+6707 oferece-nos uma perspetiva excecional &#8211; permitindo-nos rastrear as suas subestruturas no vis\u00edvel com um n\u00edvel de detalhe sem precedentes. Isto faz deste sistema um novo e \u00fanico laborat\u00f3rio para estudar a forma\u00e7\u00e3o de planetas e os ambientes onde ela ocorre&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A alcunha &#8220;Chivito de Dr\u00e1cula&#8221; reflete de forma engra\u00e7ada o legado dos seus investigadores &#8211; um da Transilv\u00e2nia e outra do Uruguai, onde o prato nacional \u00e9 uma sandu\u00edche chamada chivito. O disco, visto de lado, assemelha-se a um hamb\u00farguer, com uma faixa central escura ladeada por brilhantes camadas superiores e inferiores de poeira e g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Assimetria intrigante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A altura impressionante destas caracter\u00edsticas n\u00e3o foi a \u00fanica coisa que captou a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas. As novas imagens revelaram que as caracter\u00edsticas semelhantes a filamentos, verticalmente imponentes, aparecem apenas num dos lados do disco, enquanto o outro lado parece ter uma orla pronunciada e n\u00e3o ter filamentos vis\u00edveis. Esta estrutura peculiar e assim\u00e9trica sugere que processos din\u00e2micos, como a recente queda de poeira e g\u00e1s, ou intera\u00e7\u00f5es com os seus arredores, est\u00e3o a moldar o disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Fic\u00e1mos espantados ao ver qu\u00e3o assim\u00e9trico este disco \u00e9&#8221;, disse o coinvestigador Joshua Bennett Lovell, tamb\u00e9m astr\u00f3nomo do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian. &#8220;O Hubble deu-nos um lugar na primeira fila para os processos ca\u00f3ticos que est\u00e3o a moldar os discos \u00e0 medida que constroem novos planetas &#8211; processos que ainda n\u00e3o compreendemos completamente, mas que agora podemos estudar de uma maneira totalmente nova&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Todos os sistemas planet\u00e1rios s\u00e3o formados a partir de discos de g\u00e1s e poeira que rodeiam estrelas jovens. Com o tempo, o g\u00e1s \u00e9 acretado para a estrela e os planetas emergem do material remanescente. IRAS 23077+6707 pode representar uma vers\u00e3o ampliada do nosso Sistema Solar primitivo, com uma massa de disco estimada em 10 a 30 vezes a de J\u00fapiter &#8211; material suficiente para formar m\u00faltiplos gigantes gasosos. Este facto, juntamente com as novas descobertas, torna-o um caso excecional para estudar o nascimento de sistemas planet\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Em teoria, IRAS 23077+6707 poderia albergar um vasto sistema planet\u00e1rio&#8221;, disse Monsch. &#8220;Embora a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria possa ser diferente em ambientes t\u00e3o massivos, os processos subjacentes s\u00e3o provavelmente semelhantes. Neste momento, temos mais perguntas do que respostas, mas estas novas imagens s\u00e3o um ponto de partida para compreender como os planetas se formam ao longo do tempo e em diferentes ambientes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Spots Giant Vampire Sandwich?\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C3nrk-vA_YE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/nasas-hubble-reveals-largest-found-chaotic-birthplace-of-planets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cfa.harvard.edu\/news\/nasas-hubble-reveals-largest-found-chaotic-birthplace-planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ae247f\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>IRAS 23077+6707 (ou &#8220;Chivito de Dr\u00e1cula&#8221;):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/simbad.cds.unistra.fr\/simbad\/sim-id?Ident=IRAS+23077+6707\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dracula's_Chivito\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nebular_hypothesis#Formation_of_planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, astr\u00f3nomos obtiveram imagens do maior disco protoplanet\u00e1rio alguma vez observado em torno de uma estrela jovem. 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