{"id":8606,"date":"2025-12-23T07:29:40","date_gmt":"2025-12-23T06:29:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8606"},"modified":"2025-12-23T07:29:42","modified_gmt":"2025-12-23T06:29:42","slug":"hubble-ve-pela-primeira-vez-colisoes-de-asteroides-numa-estrela-proxima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/12\/23\/hubble-ve-pela-primeira-vez-colisoes-de-asteroides-numa-estrela-proxima\/","title":{"rendered":"Hubble v\u00ea, pela primeira vez, colis\u00f5es de asteroides numa estrela pr\u00f3xima"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/heic2512a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"770\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jXaArl2e_o-1024x770.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8608\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jXaArl2e_o-1024x770.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jXaArl2e_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jXaArl2e_o-768x577.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/jXaArl2e_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem composta, obtida pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble, mostra o anel de detritos e as nuvens de poeira cs1 e cs2 em torno da estrela Fomalhaut. A pr\u00f3pria Fomalhaut est\u00e1 mascarada para permitir que as caracter\u00edsticas mais t\u00e9nues sejam vistas. A sua localiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 marcada pela estrela branca.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, Paul Kalas (Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley); processamento de imagem &#8211; Joseph DePasquale (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Tal como uns carrinhos de choque c\u00f3smicos, os cientistas pensam que os primeiros tempos do nosso Sistema Solar foram uma \u00e9poca de violenta desordem, com planetesimais, asteroides e cometas a chocarem entre si e a bombardearem a Terra, a Lua e os outros planetas interiores com detritos. Agora, num marco hist\u00f3rico, o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble captou diretamente imagens de colis\u00f5es catastr\u00f3ficas semelhantes num sistema planet\u00e1rio pr\u00f3ximo em torno de outra estrela, Fomalhaut.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 certamente a primeira vez que vejo um ponto de luz aparecer do nada num sistema exoplanet\u00e1rio&#8221;, disse o investigador principal Paul Kalas da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley. &#8220;Est\u00e1 ausente em todas as imagens anteriores do Hubble, o que significa que acab\u00e1mos de testemunhar uma colis\u00e3o violenta entre dois objetos massivos e uma enorme nuvem de detritos, diferente de tudo o que existe atualmente no nosso Sistema Solar. Espantoso!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A apenas 25 anos-luz da Terra, Fomalhaut \u00e9 uma das estrelas mais brilhantes do c\u00e9u noturno. Localizada na constela\u00e7\u00e3o do Peixe Austral, \u00e9 mais massiva e mais brilhante do que o Sol e est\u00e1 rodeada por v\u00e1rias cinturas de detritos poeirentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2008, os cientistas usaram o Hubble para descobrir um candidato a planeta em torno de Fomalhaut, tornando-o o primeiro sistema estelar com um poss\u00edvel planeta encontrado usando luz vis\u00edvel. Esse objeto, chamado Fomalhaut b, parece agora ser uma nuvem de poeira disfar\u00e7ada de planeta &#8211; o resultado da colis\u00e3o de planetesimais. Enquanto procuravam Fomalhaut b em observa\u00e7\u00f5es recentes do Hubble, os cientistas ficaram surpreendidos ao encontrar um segundo ponto de luz num local semelhante \u00e0 volta da estrela. Chamam a este objeto &#8220;fonte circunstelar 2&#8221; ou &#8220;cs2&#8221; (do ingl\u00eas &#8220;circumstellar source 2&#8221;), enquanto o primeiro objeto \u00e9 agora conhecido como &#8220;cs1&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Resolvendo os mist\u00e9rios da colis\u00e3o de planetesimais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A raz\u00e3o pela qual os astr\u00f3nomos est\u00e3o a ver estas duas nuvens de detritos t\u00e3o pr\u00f3ximas uma da outra \u00e9 um mist\u00e9rio. Se as colis\u00f5es entre asteroides e planetesimais fossem aleat\u00f3rias, cs1 e cs2 deveriam aparecer por acaso em locais n\u00e3o relacionados. No entanto, est\u00e3o posicionadas intrigantemente perto uma da outra ao longo da por\u00e7\u00e3o interior do disco de detritos exterior de Fomalhaut.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro mist\u00e9rio \u00e9 a raz\u00e3o pela qual os cientistas testemunharam estes dois eventos num per\u00edodo t\u00e3o curto. &#8220;A teoria anterior sugeria que deveria haver uma colis\u00e3o a cada 100.000 anos, ou mais. Aqui, em 20 anos, vimos duas&#8221;, explicou Kalas. &#8220;Se tiv\u00e9ssemos um filme dos \u00faltimos 3000 anos e o aceler\u00e1ssemos de modo que cada ano fosse uma fra\u00e7\u00e3o de segundo, imaginem quantos flashes ver\u00edamos ao longo desse tempo. O sistema planet\u00e1rio de Fomalhaut estaria a brilhar com estas colis\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>As colis\u00f5es s\u00e3o fundamentais para a evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas planet\u00e1rios, mas s\u00e3o raras e dif\u00edceis de estudar.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esahubble.org\/archives\/images\/large\/heic2512c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b6\/f5\/uUgAUrsc_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este conceito art\u00edstico mostra a sequ\u00eancia de eventos que levaram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da nuvem de poeira cs2 em torno da estrela Fomalhaut. No Painel 1, a estrela Fomalhaut aparece no canto superior esquerdo. Dois pontos brancos, localizados no canto inferior direito, representam os dois objetos massivos em \u00f3rbita de Fomalhaut. No Painel 2, os objetos aproximam-se um do outro. O painel 3 mostra a violenta colis\u00e3o destes dois objetos. No Painel 4, a nuvem de poeira resultante, cs2, torna-se vis\u00edvel e a luz estelar empurra os gr\u00e3os de poeira para longe da estrela.<br>Cr\u00e9dito: NASA, ESA, STScI, Ralf Crawford (STScI)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O aspeto excitante desta observa\u00e7\u00e3o \u00e9 que permite aos investigadores estimar o tamanho dos corpos em colis\u00e3o e quantos deles existem no disco, informa\u00e7\u00e3o que \u00e9 quase imposs\u00edvel de obter por qualquer outro meio&#8221;, disse o coautor Mark Wyatt da Universidade de Cambridge em Inglaterra. &#8220;As nossas estimativas colocam os planetesimais que foram destru\u00eddos para criar cs1 e cs2 com apenas 60 quil\u00f3metros de di\u00e2metro, e inferimos que existem 300 milh\u00f5es de objetos deste tipo a orbitar no sistema Fomalhaut&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O sistema \u00e9 um laborat\u00f3rio natural para sondar como os planetesimais se comportam quando sofrem colis\u00f5es, o que por sua vez nos diz de que s\u00e3o feitos e como se formaram&#8221;, explicou Wyatt.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Li\u00e7\u00e3o de cautela<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A natureza transiente de Fomalhaut cs1 e cs2 coloca desafios a futuras miss\u00f5es espaciais que pretendam obter imagens diretas de exoplanetas. Esses telesc\u00f3pios podem confundir nuvens de poeira como cs1 e cs2 com planetas reais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fomalhaut cs2 parece-se exatamente como um exoplaneta que reflete a luz estelar&#8221;, disse Kalas. &#8220;O que aprendemos com o estudo de cs1 \u00e9 que uma grande nuvem de poeira pode disfar\u00e7ar-se de planeta durante muitos anos. Isto \u00e9 uma li\u00e7\u00e3o de cautela para futuras miss\u00f5es que pretendam detetar exoplanetas na luz refletida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Olhando para o futuro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Kalas e a sua equipa receberam tempo do Hubble para monitorizar cs2 durante os pr\u00f3ximos tr\u00eas anos. Querem ver como evolui &#8211; desvanece-se ou fica mais brilhante? Estando mais perto da cintura de poeira do que cs1, a nuvem cs2 em expans\u00e3o tem mais probabilidades de come\u00e7ar a encontrar outro material na cintura. Isto poderia levar a uma s\u00fabita avalanche de mais poeira no sistema, o que poderia fazer com que toda a \u00e1rea circundante ficasse mais brilhante.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vamos acompanhar cs2 para detetar quaisquer altera\u00e7\u00f5es na sua forma, brilho e \u00f3rbita ao longo do tempo&#8221;, disse Kalas, &#8220;\u00c9 poss\u00edvel que cs2 comece a ter uma forma mais oval ou comet\u00e1ria \u00e0 medida que os gr\u00e3os de poeira s\u00e3o empurrados para fora pela press\u00e3o da luz estelar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa tamb\u00e9m vai usar o instrumento NIRCam (Near-Infrared Camera) do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA para observar cs2. O NIRCam do Webb tem a capacidade de fornecer informa\u00e7\u00e3o de cor que pode revelar o tamanho dos gr\u00e3os de poeira da nuvem e a sua composi\u00e7\u00e3o. Pode at\u00e9 determinar se a nuvem cont\u00e9m \u00e1gua gelada.<\/p>\n\n\n\n<p>O Hubble e o Webb s\u00e3o os \u00fanicos observat\u00f3rios capazes de obter este tipo de imagens. Enquanto o Hubble v\u00ea principalmente em comprimentos de onda vis\u00edveis, o Webb pode ver cs2 no infravermelho. Estes comprimentos de onda diferentes e complementares s\u00e3o necess\u00e1rios para fornecer uma ampla investiga\u00e7\u00e3o multiespetral e uma imagem mais completa do misterioso sistema Fomalhaut e da sua r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na edi\u00e7\u00e3o de 18 de dezembro da revista Science.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hubble Captures Destruction of Worlds\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/KV-jgE7PIlc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/hubble\/nasas-hubble-sees-asteroids-colliding-at-nearby-star-for-first-time\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/esahubble.org\/news\/heic2512\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Hubble (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Hubble_sees_asteroids_colliding_around_nearby_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2025\/12\/18\/astronomers-see-fireworks-from-violent-collisions-around-nearby-star\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.ucsb.edu\/2025\/022295\/astronomers-discover-huge-dust-clouds-violent-collisions-around-nearby-star\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Barbara (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/24357906\/fomalhaut-dust-clouds-through-collisions\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto Max Planck (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.northwestern.edu\/stories\/2025\/12\/cosmic-crash-caught-on-camera\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Northwestern (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adu6266\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Science)<\/a><br><a href=\"https:\/\/assets.science.nasa.gov\/content\/dam\/science\/missions\/hubble\/releases\/2025\/12\/STScI-01KCM22YQSZ96V3ZFB2XRTWFJK.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Fomalhaut:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fomalhaut\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Disco de detritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Debris_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tal como uns carrinhos de choque c\u00f3smicos, os cientistas pensam que os primeiros tempos do nosso Sistema Solar foram uma \u00e9poca de violenta desordem, com planetesimais, asteroides e cometas a chocarem entre si e a bombardearem a Terra, a Lua e os outros planetas interiores com detritos. 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