{"id":8598,"date":"2025-12-19T07:14:41","date_gmt":"2025-12-19T06:14:41","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8598"},"modified":"2025-12-19T07:14:42","modified_gmt":"2025-12-19T06:14:42","slug":"o-que-e-que-esta-a-alimentar-estes-misteriosos-e-brilhantes-claroes-azuis-os-astronomos-encontraram-uma-pista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/12\/19\/o-que-e-que-esta-a-alimentar-estes-misteriosos-e-brilhantes-claroes-azuis-os-astronomos-encontraram-uma-pista\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 que est\u00e1 a alimentar estes misteriosos e brilhantes clar\u00f5es azuis? Os astr\u00f3nomos encontraram uma pista"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/xcDo5KMF_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"572\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/xcDo5KMF_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8599\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/xcDo5KMF_o.jpg 1000w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/xcDo5KMF_o-300x172.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/xcDo5KMF_o-768x439.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">AT 2024wpp, um LFBOT (Luminous Fast Blue Optical Transient), \u00e9 o ponto azul brilhante no canto superior direito da sua gal\u00e1xia hospedeira, que fica a 1,1 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra.<br>Cr\u00e9dito: Aidan Martas\/UC Berkeley<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os fen\u00f3menos c\u00f3smicos mais intrigantes descobertos nas \u00faltimas d\u00e9cadas encontram-se breves e muito brilhantes clar\u00f5es de luz azul e ultravioleta que desvanecem gradualmente, deixando para tr\u00e1s t\u00e9nues emiss\u00f5es de raios X e r\u00e1dio. Com pouco mais de uma d\u00fazia de surtos descobertos at\u00e9 agora, os astr\u00f3nomos t\u00eam debatido se estes s\u00e3o produzidos por um tipo invulgar de supernova ou por g\u00e1s interestelar que cai num buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A an\u00e1lise do surto mais brilhante at\u00e9 \u00e0 data, descoberto no ano passado, mostra que n\u00e3o se trata de nenhuma destas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em vez disso, uma equipa de astr\u00f3nomos liderada por investigadores da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, concluiu que estes chamados LFBOTs (Luminous Fast Blue Optical Transients) s\u00e3o causados por um evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s extremo, em que um buraco negro com uma massa at\u00e9 100 vezes superior \u00e0 do nosso Sol destr\u00f3i completamente a sua estrela massiva companheira em poucos dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta resolve um enigma de uma d\u00e9cada, mas tamb\u00e9m ilustra as muitas variedades de calamidades estelares que os astr\u00f3nomos encontram, cada uma com o seu espetro caracter\u00edstico de luz &#8211; diferentes comprimentos de onda, diferentes intensidades &#8211; que evolui ao longo do tempo. A descoberta dos processos que produzem estas assinaturas de luz \u00fanicas testa os conhecimentos atuais sobre a f\u00edsica dos buracos negros e ajuda os astr\u00f3nomos a compreender a evolu\u00e7\u00e3o das estrelas no nosso Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A massa inferida do buraco negro &#8211; numa gama por vezes designada por buracos negros de massa interm\u00e9dia &#8211; \u00e9 tamb\u00e9m intrigante para os astr\u00f3nomos. Embora se saiba que existem buracos negros com mais de 100 massas solares, porque as suas fus\u00f5es foram detetadas por experi\u00eancias de ondas gravitacionais como o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory), nunca foram observados diretamente e a forma como atingem esta dimens\u00e3o \u00e9 ainda um mist\u00e9rio. O estudo deste fen\u00f3meno e de outros semelhantes poder\u00e1 esclarecer o ambiente estelar em que os grandes buracos negros evoluem juntamente com uma companheira estelar massiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os te\u00f3ricos criaram muitas formas de explicar como \u00e9 que estes grandes buracos negros surgem, para explicar o que o LIGO v\u00ea&#8221;, disse Raffaella Margutti, professora associada de astronomia e f\u00edsica da Universidade de Berkeley. &#8220;Os LFBOTs permitem-nos abordar esta quest\u00e3o de um \u00e2ngulo completamente diferente. Tamb\u00e9m nos permitem caracterizar o local exato onde estas coisas se encontram dentro da sua gal\u00e1xia hospedeira, o que acrescenta mais contexto na tentativa de compreender como acabamos por ter esta configura\u00e7\u00e3o &#8211; um buraco negro muito grande e uma companheira&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os LFBOTs receberam este nome porque s\u00e3o brilhantes &#8211; s\u00e3o vis\u00edveis a dist\u00e2ncias de centenas de milh\u00f5es a milhares de milh\u00f5es de anos-luz &#8211; e duram apenas alguns dias, produzindo luz altamente energ\u00e9tica que vai desde o azul do espetro \u00f3tico at\u00e9 ao ultravioleta e aos raios X. O primeiro foi visto em 2014, mas o primeiro com dados suficientes para an\u00e1lise foi registado em 2018 e, de acordo com a conven\u00e7\u00e3o de nomenclatura padr\u00e3o, foi chamado AT2018cow. O nome levou os investigadores a referirem-se a ele como &#8220;A Vaca&#8221;, e os LFBOTs subsequentes receberam as alcunhas de &#8220;O Coala&#8221; (ZTF18abvkwla), &#8220;Diabo da Tasm\u00e2nia&#8221; (AT2022tsd) e &#8220;O Finch&#8221; (AT2023fhn).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mais recente LFBOT, denominado AT 2024wpp (&#8220;O Pica-pau&#8221;, talvez?), \u00e9 analisado em dois artigos cient\u00edficos recentemente aceites pela revista The Astrophysical Journal Letters. Nayana A.J., p\u00f3s-doutorada da UC Berkeley, \u00e9 a primeira autora de uma an\u00e1lise das emiss\u00f5es de raios X e r\u00e1dio de AT 2024wpp, enquanto Natalie LeBaron, aluna de Berkeley, \u00e9 a primeira autora de uma an\u00e1lise das emiss\u00f5es \u00f3ticas, ultravioleta e no infravermelho pr\u00f3ximo. Margutti \u00e9 a autora s\u00e9nior de ambos os artigos cient\u00edficos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2533c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/7b\/fb\/kqoHokho_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Os LFBOTs s\u00e3o verdadeiros monstros c\u00f3smicos, alimentados pela destrui\u00e7\u00e3o de uma estrela massiva por um buraco negro com a massa de 100 s\u00f3is. Um LFBOT descoberto no ano passado, AT 2024wpp, forneceu os dados de que os astr\u00f3nomos necessitavam para determinar a origem destes surtos. Este gr\u00e1fico explica como a estrela destru\u00edda interagiu com o disco de acre\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente \u00e0 volta do buraco negro para produzir as enormes quantidades de energia irradiadas em comprimentos de onda altamente energ\u00e9ticos.<br>Cr\u00e9dito: Raffaella Margutti\/UC Berkeley<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A constata\u00e7\u00e3o de que o surto transiente n\u00e3o poderia ter resultado de uma supernova veio depois de os investigadores terem calculado a energia emitida. A energia emitida foi 100 vezes superior \u00e0 que seria produzida numa supernova normal, que exigiria a convers\u00e3o de cerca de 10% da massa restante da estrela em energia numa escala de tempo muito curta, meras semanas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A quantidade de energia irradiada por estes surtos \u00e9 t\u00e3o grande que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aliment\u00e1-las com o colapso e com a explos\u00e3o de uma estrela massiva &#8211; ou qualquer outro tipo de explos\u00e3o estelar normal&#8221;, disse LeBaron. &#8220;A principal mensagem de AT 2024wpp \u00e9 que o modelo com que come\u00e7\u00e1mos est\u00e1 errado. N\u00e3o \u00e9 definitivamente causado pela explos\u00e3o de uma estrela&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores colocam a hip\u00f3tese de que a luz intensa e altamente energ\u00e9tica emitida durante este evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s extremo foi uma consequ\u00eancia da longa hist\u00f3ria parasit\u00e1ria do sistema bin\u00e1rio com buraco negro. De acordo com a reconstru\u00e7\u00e3o desta hist\u00f3ria, o buraco negro tem estado a sugar material da sua companheira h\u00e1 muito tempo, envolvendo-se completamente num halo de material demasiado distante do buraco negro para este poder engolir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ent\u00e3o, quando a estrela companheira finalmente se aproximou demasiado e foi despeda\u00e7ada, o novo material foi arrastado para um disco girat\u00f3rio de detritos, chamado disco de acre\u00e7\u00e3o, e bateu contra o material existente, gerando raios X, radia\u00e7\u00e3o UV e luz azul. Grande parte do g\u00e1s da companheira tamb\u00e9m acabou por rodopiar em dire\u00e7\u00e3o aos polos do buraco negro, onde foi ejetado como um jato de material. Os investigadores calcularam que os jatos viajavam a cerca de 40% da velocidade da luz e geravam ondas de r\u00e1dio quando encontravam o g\u00e1s circundante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A massa estimada da estrela companheira que foi destru\u00edda era mais de 10 vezes superior \u00e0 massa do Sol. Pode ter sido o que \u00e9 conhecido como uma estrela Wolf-Rayet, que s\u00e3o muito quentes e evolu\u00eddas, tendo j\u00e1 usado muito do seu hidrog\u00e9nio. Isto explicaria a fraca emiss\u00e3o de hidrog\u00e9nio de AT 2024wpp.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como a maioria dos LFBOTs, AT 2024wpp est\u00e1 localizado numa gal\u00e1xia com forma\u00e7\u00e3o estelar ativa, pelo que s\u00e3o esperadas estrelas grandes e jovens como estas. AT 2024wpp est\u00e1 a 1,1 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia e \u00e9 entre cinco e 10 vezes mais luminosa do que AT2018cow.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi utilizada uma grande cole\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios para medir os v\u00e1rios comprimentos de onda da luz emitida pelo LFBOT. Estes incluem tr\u00eas telesc\u00f3pios de raios X, o Chandra, o Swift e o NuSTAR; radiotelesc\u00f3pios como o ALMA e o ATCA (Australia Telescope Compact Array); e telesc\u00f3pios \u00f3ticos terrestres, incluindo os Observat\u00f3rios Keck, Lick e Gemini.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que os LFBOTs produzem grandes quantidades de radia\u00e7\u00e3o UV, os investigadores aguardam com expetativa o lan\u00e7amento de dois telesc\u00f3pios UV planeados &#8211; ULTRASAT e UVEX &#8211; nos pr\u00f3ximos anos. Estes telesc\u00f3pios ser\u00e3o fundamentais para descobrir e caracterizar rapidamente mais LFBOTs antes de atingirem o pico de brilho, permitindo aos astr\u00f3nomos sondar sistematicamente a diversidade dos seus ambientes e sistemas progenitores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Atualmente, encontramos apenas cerca de um LFBOT por ano. Mas quando tivermos telesc\u00f3pios UV no espa\u00e7o, ent\u00e3o encontrar LFBOTs tornar-se-\u00e1 rotina, tal como acontece atualmente com a dete\u00e7\u00e3o de surtos de raios gama&#8221;, disse Nayana A.J.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.berkeley.edu\/2025\/12\/16\/whats-powering-these-mysterious-bright-blue-cosmic-flashes-astronomers-find-a-clue\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/chandra.harvard.edu\/press\/25_releases\/press_121625.html\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Chandra\/Harvard (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2533\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/alma-helps-unmask-monster-black-hole-behind-record-breaking-cosmic-burst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae0b4d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2509.00951\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>AT 2024wpp:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.wis-tns.org\/object\/2024wpp\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Transient Name Server<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>LFBOTs (Luminous Fast Blue Optical Transient):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fast_blue_optical_transient\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buracos negros:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Intermediate-mass_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Buraco negro de massa interm\u00e9dia (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tidal_disruption_event\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Neil Gehrels Swift:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/swift\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Swift_Gamma-Ray_Burst_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NuSTAR (Nuclear Spectroscopic Telescope Array):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/nustar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nustar.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NuSTAR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ATCA (Australia Telescope Compact Array):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.narrabri.atnf.csiro.au\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Australia_Telescope_Compact_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Lick:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mthamilton.ucolick.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lick_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Internacional Gemini:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.gemini.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gemini_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os fen\u00f3menos c\u00f3smicos mais intrigantes descobertos nas \u00faltimas d\u00e9cadas encontram-se breves e muito brilhantes clar\u00f5es de luz azul e ultravioleta que desvanecem gradualmente, deixando para tr\u00e1s t\u00e9nues emiss\u00f5es de raios X e r\u00e1dio. 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