{"id":8586,"date":"2025-12-16T07:12:38","date_gmt":"2025-12-16T06:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8586"},"modified":"2025-12-16T07:12:40","modified_gmt":"2025-12-16T06:12:40","slug":"urano-e-neptuno-podem-ser-gigantes-rochosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/12\/16\/urano-e-neptuno-podem-ser-gigantes-rochosos\/","title":{"rendered":"\u00darano e Neptuno podem ser gigantes rochosos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.news.uzh.ch\/dam\/jcr:06d9b094-8d10-41fb-9b7b-3e1ba7ff657e\/20251210_UranusRockIce.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"633\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/z1RBl0lS_o-1024x633.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8587\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/z1RBl0lS_o-1024x633.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/z1RBl0lS_o-300x185.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/z1RBl0lS_o-768x475.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/z1RBl0lS_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00darano pode ser um gigante de gelo (\u00e0 esquerda) ou um gigante de rocha (\u00e0 direita), dependendo dos pressupostos do modelo, dizem os investigadores.<br>Cr\u00e9dito: Instituto Keck para Estudos Espaciais\/Chuck Carter<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Uma equipa de investigadores da Universidade de Zurique e do NCCR PlanetS (National Centre of Competence in Research PlanetS) est\u00e1 a desafiar a nossa compreens\u00e3o do interior dos planetas do Sistema Solar. A composi\u00e7\u00e3o de \u00darano e Neptuno, os dois planetas mais exteriores, pode ser mais rochosa e menos gelada do que se pensava.<\/p>\n\n\n\n<p>Os planetas do Sistema Solar s\u00e3o tipicamente divididos em tr\u00eas categorias com base na sua composi\u00e7\u00e3o: os quatro planetas terrestres rochosos (Merc\u00fario, V\u00e9nus, Terra e Marte), seguidos pelos dois gigantes gasosos (J\u00fapiter e Saturno) e, finalmente, pelos dois gigantes gelados (\u00darano e Neptuno). De acordo com o trabalho realizado pela equipa cient\u00edfica da Universidade de Zurique, \u00darano e Neptuno poder\u00e3o ser mais rochosos do que gelados. O novo estudo n\u00e3o afirma que os dois planetas azuis sejam de um tipo ou de outro, ricos em \u00e1gua ou em rocha, mas desafia a ideia de que ricos em gelo seja a \u00fanica possibilidade. Esta interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m consistente com a descoberta de que o planeta an\u00e3o Plut\u00e3o tem uma composi\u00e7\u00e3o predominantemente rochosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa desenvolveu um processo de simula\u00e7\u00e3o \u00fanico para o interior de \u00darano e Neptuno. &#8220;A classifica\u00e7\u00e3o de gigante de gelo est\u00e1 demasiado simplificada, uma vez que \u00darano e Neptuno ainda s\u00e3o pouco conhecidos&#8221;, explica Luca Morf, estudante de doutoramento na Universidade de Zurique e principal autor do estudo. &#8220;Os modelos baseados na f\u00edsica eram demasiado fundamentados em pressupostos, enquanto os modelos emp\u00edricos s\u00e3o demasiado simplistas. Combin\u00e1mos ambas as abordagens para obter modelos interiores que s\u00e3o simultaneamente &#8220;agn\u00f3sticos&#8221; ou imparciais e, no entanto, s\u00e3o fisicamente consistentes&#8221;. Para tal, come\u00e7am por criar um perfil de densidade aleat\u00f3rio para o interior do planeta. Depois, calculam o campo gravitacional planet\u00e1rio que \u00e9 consistente com os dados observacionais e inferem uma poss\u00edvel composi\u00e7\u00e3o. Finalmente, o processo \u00e9 repetido para obter a melhor correspond\u00eancia poss\u00edvel entre os modelos e os dados observacionais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma nova gama de possibilidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com o seu novo modelo agn\u00f3stico, mas totalmente f\u00edsico, a equipa da Universidade de Zurique descobriu que a potencial composi\u00e7\u00e3o interna dos &#8220;gigantes de gelo&#8221; do nosso Sistema Solar n\u00e3o se limita apenas ao gelo (tipicamente representado pela \u00e1gua). &#8220;\u00c9 algo que sugerimos pela primeira vez h\u00e1 quase 15 anos e agora temos a estrutura num\u00e9rica para o demonstrar&#8221;, revela Ravit Helled, professor na Universidade de Zurique e criador do projeto. A nova gama de composi\u00e7\u00f5es internas mostra que ambos os planetas podem ser ricos em \u00e1gua ou em rocha.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo traz tamb\u00e9m novas perspetivas sobre os intrigantes campos magn\u00e9ticos de \u00darano e Neptuno. Ao passo que a Terra tem polos magn\u00e9ticos norte e sul bem definidos, os campos magn\u00e9ticos de \u00darano e Neptuno s\u00e3o mais complexos, com mais de dois polos. &#8220;Os nossos modelos t\u00eam as chamadas camadas de &#8220;\u00e1gua i\u00f3nica&#8221; que geram d\u00ednamos magn\u00e9ticos em locais que explicam os campos magn\u00e9ticos n\u00e3o-dipolares observados. Tamb\u00e9m descobrimos que o campo magn\u00e9tico de \u00darano tem origem mais profunda do que o de Neptuno&#8221;, explica Ravit Helled.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A necessidade de novas miss\u00f5es espaciais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Embora os resultados sejam prometedores, subsistem algumas incertezas. &#8220;Uma das principais quest\u00f5es \u00e9 o facto de os f\u00edsicos ainda n\u00e3o compreenderem como os materiais se comportam nas condi\u00e7\u00f5es ex\u00f3ticas de press\u00e3o e temperatura que se encontram no cora\u00e7\u00e3o de um planeta, o que pode ter impacto nos nossos resultados&#8221;, diz Luca Morf, que planeia expandir os modelos no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das incertezas, os novos resultados tamb\u00e9m abrem caminho a novos cen\u00e1rios potenciais de composi\u00e7\u00e3o interior, desafiam pressupostos de d\u00e9cadas e orientam a futura investiga\u00e7\u00e3o em ci\u00eancia dos materiais em condi\u00e7\u00f5es planet\u00e1rias. &#8220;Tanto \u00darano como Neptuno podem ser gigantes rochosos ou gigantes de gelo, dependendo dos pressupostos do modelo. Os dados atuais s\u00e3o insuficientes para distinguir os dois e, por isso, precisamos de miss\u00f5es dedicadas a \u00darano e Neptuno que possam revelar a sua verdadeira natureza&#8221;, conclui Ravit Helled.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.news.uzh.ch\/en\/articles\/media\/2025\/Uranus-Neptune.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Zurique (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2025\/12\/aa56911-25\/aa56911-25.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Astronomy &amp; Astrophysics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>\u00darano:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/uranus\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/uranus\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Uranus_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Neptuno:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/planets\/neptune\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/neptune\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neptune_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de investigadores da Universidade de Zurique e do NCCR PlanetS (National Centre of Competence in Research PlanetS) est\u00e1 a desafiar a nossa compreens\u00e3o do interior dos planetas do Sistema Solar. 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