{"id":8564,"date":"2025-12-05T06:49:55","date_gmt":"2025-12-05T05:49:55","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8564"},"modified":"2025-12-05T06:49:57","modified_gmt":"2025-12-05T05:49:57","slug":"acucares-pastilha-elastica-e-poeira-estelar-encontrados-nas-amostras-do-asteroide-bennu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/12\/05\/acucares-pastilha-elastica-e-poeira-estelar-encontrados-nas-amostras-do-asteroide-bennu\/","title":{"rendered":"A\u00e7\u00facares, &#8220;pastilha el\u00e1stica&#8221; e poeira estelar encontrados nas amostras do asteroide Bennu"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/nasa-bennu-sugars-092225.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mMADbRQP_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8565\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mMADbRQP_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mMADbRQP_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mMADbRQP_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/mMADbRQP_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma equipa de cientistas japoneses e norte-americanos descobriu os a\u00e7\u00facares bio-essenciais ribose e glicose em amostras do asteroide Bennu recolhidas pela miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA. Esta descoberta vem na sequ\u00eancia da anterior descoberta de nucleobases (os componentes gen\u00e9ticos do ADN e do ARN), fosfato e amino\u00e1cidos (os blocos de constru\u00e7\u00e3o das prote\u00ednas) nas amostras de Bennu, revelando que os ingredientes moleculares da vida podem ter chegado \u00e0 Terra primitiva atrav\u00e9s de meteoritos.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Goddard\/Universidade do Arizona\/Dan Gallagher<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O asteroide Bennu continua a fornecer novas pistas para as maiores quest\u00f5es dos cientistas acerca da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar primitivo e das origens da vida. Como parte do estudo em curso de amostras imaculadas entregues \u00e0 Terra pela nave espacial OSIRIS-REx (Origins, Spectral Interpretation, Resource Identification, and Security-Regolith Explorer) da NASA, tr\u00eas novos artigos cient\u00edficos publicados na passada ter\u00e7a-feira nas revistas Nature Geosciences e Nature Astronomy apresentam descobertas not\u00e1veis: a\u00e7\u00facares essenciais para a biologia, uma subst\u00e2ncia semelhante a pastilha el\u00e1stica nunca antes vista em astromateriais e uma abund\u00e2ncia inesperadamente elevada de poeira produzida por explos\u00f5es de supernova.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A\u00e7\u00facares essenciais \u00e0 vida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cientistas liderados por Yoshihiro Furukawa, da Universidade de Tohoku, no Jap\u00e3o, encontraram a\u00e7\u00facares essenciais para a biologia na Terra nas amostras de Bennu, detalhando as suas descobertas na revista Nature Geoscience. Foi encontrado o a\u00e7\u00facar com cinco carbonos ribose e, pela primeira vez numa amostra extraterrestre, glicose com seis carbonos. Embora estes a\u00e7\u00facares n\u00e3o constituam evid\u00eancias de vida, a sua dete\u00e7\u00e3o, juntamente com anteriores dete\u00e7\u00f5es de amino\u00e1cidos, nucleobases e \u00e1cidos carbox\u00edlicos nas amostras de Bennu, mostram que os blocos de constru\u00e7\u00e3o de mol\u00e9culas biol\u00f3gicas estavam espalhados por todo o Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a vida na Terra, os a\u00e7\u00facares desoxirribose e ribose s\u00e3o os principais blocos de constru\u00e7\u00e3o do ADN e do ARN, respetivamente. O ADN \u00e9 o principal portador de informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica nas c\u00e9lulas. O ARN desempenha in\u00fameras fun\u00e7\u00f5es e a vida, tal como a conhecemos, n\u00e3o poderia existir sem ele. A ribose no ARN \u00e9 utilizada na &#8220;espinha dorsal&#8221; da mol\u00e9cula de a\u00e7\u00facar-fosfato que liga uma cadeia de nucleobases portadoras de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As cinco nucleobases utilizadas na constru\u00e7\u00e3o do ADN e do ARN, bem como os fosfatos, j\u00e1 foram encontrados nas amostras de Bennu trazidas para a Terra pela OSIRIS-REx&#8221;, disse Furukawa. &#8220;A nova descoberta de ribose significa que todos os componentes para formar a mol\u00e9cula de RNA est\u00e3o presentes em Bennu&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de ribose em amostras de asteroides n\u00e3o \u00e9 uma total surpresa. A ribose j\u00e1 tinha sido encontrada em dois meteoritos recuperados c\u00e1 na Terra. O que \u00e9 importante nas amostras de Bennu \u00e9 o facto de os investigadores n\u00e3o terem encontrado desoxirribose. Se Bennu for uma indica\u00e7\u00e3o, isto significa que a ribose pode ter sido mais comum do que a desoxirribose em ambientes do Sistema Solar primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores pensam que a presen\u00e7a de ribose e a aus\u00eancia de desoxirribose apoiam a &#8220;hip\u00f3tese do mundo do ARN&#8221;, segundo a qual as primeiras formas de vida dependiam do ARN como mol\u00e9cula prim\u00e1ria para armazenar informa\u00e7\u00e3o e para realizar as rea\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas necess\u00e1rias \u00e0 sobreviv\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A vida atual baseia-se num sistema complexo organizado principalmente por tr\u00eas tipos de biopol\u00edmeros funcionais: ADN, ARN e prote\u00ednas&#8221;, explica Furukawa. &#8220;No entanto, a vida primitiva pode ter sido mais simples. O ARN \u00e9 o principal candidato a primeiro biopol\u00edmero funcional porque pode armazenar informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica e catalisar muitas rea\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As amostras de Bennu tamb\u00e9m continham uma das formas mais comuns de &#8220;alimento&#8221; (ou energia) utilizada pela vida na Terra, o a\u00e7\u00facar glicose, o que constitui a primeira evid\u00eancia de que uma importante fonte de energia para a vida, tal como a conhecemos, tamb\u00e9m estava presente nos prim\u00f3rdios do Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Misteriosa e antiga &#8220;pastilha el\u00e1stica&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um segundo artigo cient\u00edfico, publicado na revista Nature Astronomy, liderado por Scott Sandford, do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Ames da NASA, em Silicon Valley, na Calif\u00f3rnia, e por Zack Gainsforth, da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Berkeley, revela um material semelhante a pastilha el\u00e1stica nas amostras de Bennu, nunca visto em rochas espaciais &#8211; algo que poder\u00e1 ter ajudado a &#8220;preparar o terreno&#8221; na Terra para o aparecimento dos ingredientes da vida. A surpreendente subst\u00e2ncia ter\u00e1 sido formada nos prim\u00f3rdios do Sistema Solar, \u00e0 medida que o jovem asteroide progenitor de Bennu aquecia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outrora macia e flex\u00edvel, mas, entretanto, endurecida, esta antiga &#8220;pastilha el\u00e1stica espacial&#8221; \u00e9 constitu\u00edda por materiais semelhantes a pol\u00edmeros, extremamente ricos em azoto e oxig\u00e9nio. Estas mol\u00e9culas complexas podem ter fornecido alguns dos precursores qu\u00edmicos que ajudaram a desencadear a vida na Terra, e encontr\u00e1-los nas amostras imaculadas de Bennu \u00e9 importante para os cientistas que estudam como a vida come\u00e7ou e se existe para al\u00e9m do nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O asteroide ancestral de Bennu formou-se a partir de materiais da nebulosa solar &#8211; a nuvem girat\u00f3ria de g\u00e1s e poeira que deu origem ao Sistema Solar &#8211; e continha uma variedade de minerais e gelos. Quando o asteroide come\u00e7ou a aquecer, devido \u00e0 radia\u00e7\u00e3o natural, foi formado um composto chamado carbamato, atrav\u00e9s de um processo que envolveu amon\u00edaco e di\u00f3xido de carbono. O carbamato \u00e9 sol\u00favel em \u00e1gua, mas sobreviveu o tempo suficiente para polimerizar, reagindo consigo pr\u00f3prio e com outras mol\u00e9culas para formar cadeias maiores e mais complexas, imperme\u00e1veis \u00e0 \u00e1gua. Este facto sugere que se formou antes de o corpo-m\u00e3e ter aquecido o suficiente para se tornar um ambiente aquoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Com esta estranha subst\u00e2ncia, estamos a olhar, muito possivelmente, para uma das primeiras altera\u00e7\u00f5es de materiais que ocorreram nesta rocha&#8221;, disse Sandford. &#8220;Neste asteroide primitivo que se formou nos prim\u00f3rdios do Sistema Solar, estamos a observar acontecimentos perto do &#8216;in\u00edcio do in\u00edcio'&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Utilizando um microsc\u00f3pio de infravermelhos, a equipa de Sandford selecionou gr\u00e3os invulgares, ricos em carbono, contendo azoto e oxig\u00e9nio em abund\u00e2ncia. Come\u00e7aram ent\u00e3o o que Sandford chama de &#8220;ferraria a n\u00edvel molecular&#8221;, utilizando o Molecular Foundry do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Berkeley (Berkeley Lab) em Berkeley, na Calif\u00f3rnia. Aplicando camadas ultrafinas de platina, refor\u00e7aram uma part\u00edcula, soldaram uma agulha de tungst\u00e9nio para levantar o gr\u00e3o min\u00fasculo e rasparam o fragmento utilizando um feixe focalizado de part\u00edculas carregadas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/orex-017-022-aligned.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i.imgur.com\/UZJqyCm.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma part\u00edcula microsc\u00f3pica do asteroide Bennu, trazida para a Terra pela miss\u00e3o OSIRIS-REx da NASA, \u00e9 manipulada num microsc\u00f3pio eletr\u00f3nico de transmiss\u00e3o. Para mover o fragmento para an\u00e1lise posterior, os investigadores come\u00e7aram por refor\u00e7\u00e1-lo com tiras finas de platina (a forma de &#8220;L&#8221; na superf\u00edcie da part\u00edcula) e depois soldaram-lhe uma microagulha de tungst\u00e9nio. O fragmento de asteroide tem 30 micr\u00f3metros de di\u00e2metro.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a part\u00edcula se tornou mil vezes mais fina do que um cabelo humano, analisaram a sua composi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de microscopia eletr\u00f3nica no Molecular Foundry e espetroscopia de raios X no ALS (Advanced Light Source) do Laborat\u00f3rio de Berkeley. A elevada resolu\u00e7\u00e3o espacial e os feixes de raios X sens\u00edveis do ALS permitiram uma an\u00e1lise qu\u00edmica sem precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Sab\u00edamos que t\u00ednhamos algo not\u00e1vel a partir do momento em que as imagens come\u00e7aram a aparecer no monitor&#8221;, disse Gainsforth. &#8220;Era como nada que alguma vez tiv\u00e9ssemos visto e, durante meses, fomos consumidos por dados e teorias enquanto tent\u00e1vamos compreender o que era e como poderia ter surgido&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa realizou uma s\u00e9rie de experi\u00eancias para examinar as caracter\u00edsticas do material. \u00c0 medida que os pormenores iam surgindo, as evid\u00eancias sugeriam que a estranha subst\u00e2ncia tinha sido depositada em camadas sobre gr\u00e3os de gelo e minerais presentes no asteroide.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Era tamb\u00e9m flex\u00edvel &#8211; um material male\u00e1vel, semelhante a uma pastilha el\u00e1stica usada ou mesmo a um pl\u00e1stico macio. De facto, durante o seu trabalho com as amostras, os investigadores notaram que o estranho material era flex\u00edvel e fazia covinhas quando se aplicava press\u00e3o. O material era transl\u00facido e a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 radia\u00e7\u00e3o tornava-o quebradi\u00e7o, como uma cadeira de jardim deixada demasiadas temporadas ao Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Olhando para a sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica, vemos os mesmos tipos de grupos qu\u00edmicos que ocorrem no poliuretano na Terra&#8221;, disse Sandford, &#8220;tornando este material de Bennu algo semelhante a um &#8216;pl\u00e1stico espacial'&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas o material do antigo asteroide n\u00e3o \u00e9 simplesmente poliuretano, que \u00e9 um pol\u00edmero bem ordenado. Este tem mais &#8220;liga\u00e7\u00f5es aleat\u00f3rias e uma composi\u00e7\u00e3o de elementos que difere de part\u00edcula para part\u00edcula&#8221;, disse Sandford. Mas a compara\u00e7\u00e3o sublinha a natureza surpreendente do material org\u00e2nico descoberto nas amostras da NASA do asteroide, e a equipa de investiga\u00e7\u00e3o pretende realizar ainda mais estudos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao procurar pistas sobre o que se passou h\u00e1 muito tempo, nas profundezas de um asteroide, os cientistas podem compreender melhor o jovem Sistema Solar &#8211; revelando os precursores e os ingredientes da vida que j\u00e1 continha, e at\u00e9 onde essas mat\u00e9rias-primas podem ter sido espalhadas, gra\u00e7as a asteroides como Bennu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Abundante poeira de supernovas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um outro artigo cient\u00edfico publicado na revista Nature Astronomy, liderado por Ann Nguyen, do Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston, analisou gr\u00e3os pr\u00e9-solares &#8211; poeira de estrelas anteriores ao nosso Sistema Solar &#8211; encontrados em dois tipos diferentes de rochas nas amostras de Bennu, para saber mais sobre a forma\u00e7\u00e3o do seu corpo progenitor e como foi alterado por processos geol\u00f3gicos. Pensa-se que a poeira pr\u00e9-solar estava geralmente bem misturada aquando da forma\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar. As amostras continham seis vezes mais poeira de supernovas do que qualquer outro astromaterial estudado, o que sugere que o corpo progenitor do asteroide se formou numa regi\u00e3o do disco protoplanet\u00e1rio enriquecida com poeira de estrelas moribundas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo revela tamb\u00e9m que, embora o asteroide progenitor de Bennu tenha sofrido uma altera\u00e7\u00e3o extensiva por fluidos, existem ainda bolsas de materiais menos alterados dentro das amostras que oferecem informa\u00e7\u00f5es acerca da sua origem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estes fragmentos ret\u00eam uma maior abund\u00e2ncia de mat\u00e9ria org\u00e2nica e gr\u00e3os de silicato pr\u00e9-solares, que s\u00e3o conhecidos por serem facilmente destru\u00eddos pela altera\u00e7\u00e3o aquosa em asteroides&#8221;, disse Nguyen. &#8220;A sua preserva\u00e7\u00e3o nas amostras de Bennu foi uma surpresa e ilustra que algum material escapou \u00e0 altera\u00e7\u00e3o no corpo progenitor. O nosso estudo revela a diversidade de materiais pr\u00e9-solares que o progenitor acretou durante a sua forma\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Bio-Essential Sugars Discovered in Samples from Asteroid Bennu\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9LyH6jTefU8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/osiris-rex\/sugars-gum-stardust-found-in-nasas-asteroid-bennu-samples\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41561-025-01838-6\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #1 (Nature Geoscience)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02694-5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02688-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #3 (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ribose:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ribose\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Glicose:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Glucose\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Hip\u00f3tese do mundo do ARN:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/RNA_world\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Asteroide Bennu:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/asteroids-comets-and-meteors\/asteroids\/101955-bennu\/overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/ssd.jpl.nasa.gov\/tools\/sbdb_lookup.html#\/?sstr=bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a>&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/101955_Bennu\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>OSIRIS-REx:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.asteroidmission.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/osiris-rex\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nasasolarsystem\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/OSIRISREx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YouTube<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/osiris_rex\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/OSIRIS-REx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O asteroide Bennu continua a fornecer novas pistas para as maiores quest\u00f5es dos cientistas acerca da forma\u00e7\u00e3o do Sistema Solar primitivo e das origens da vida. 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