{"id":8509,"date":"2025-11-18T07:19:29","date_gmt":"2025-11-18T06:19:29","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8509"},"modified":"2025-11-18T07:19:30","modified_gmt":"2025-11-18T06:19:30","slug":"as-pleiades-tem-milhares-de-irmas-ha-muito-perdidas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/11\/18\/as-pleiades-tem-milhares-de-irmas-ha-muito-perdidas\/","title":{"rendered":"As Pl\u00eaiades t\u00eam milhares de &#8220;irm\u00e3s&#8221; h\u00e1 muito perdidas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/g9x0W9Tj_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/g9x0W9Tj_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8510\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica das outras &#8220;irm\u00e3s&#8221; das Pl\u00eaiades vistas do &#8220;Old Well&#8221;, um marco hist\u00f3rico no campus da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, com base na figura 15 do artigo cient\u00edfico de Boyle et al.\nCr\u00e9dito: Ana Isabel Lopez Murillo<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, EUA, descobriram que o famoso enxame estelar das Pl\u00eaiades, as &#8220;Sete Irm\u00e3s&#8221; ou M45, frequentemente avistado nas noites de inverno, \u00e9 apenas a ponta brilhante de uma fam\u00edlia estelar muito maior. Combinando dados do sat\u00e9lite TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA e do telesc\u00f3pio espacial Gaia da ESA, a equipa descobriu milhares de irm\u00e3s escondidas espalhadas pelo c\u00e9u, uma estrutura em expans\u00e3o a que chamaram Grande Complexo das Pl\u00eaiades. A descoberta mostra que as Pl\u00eaiades s\u00e3o 20 vezes maiores do que se pensava anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria das estrelas, incluindo o nosso Sol, nascem em grupos. Com o passar do tempo, estas irm\u00e3s estelares afastam-se, o que dificulta a identifica\u00e7\u00e3o das suas origens. Usando as taxas de rota\u00e7\u00e3o estelar como um &#8220;rel\u00f3gio c\u00f3smico&#8221;, as estrelas jovens giram rapidamente, enquanto as estrelas mais velhas giram mais lentamente. A equipa da UNC-Chapel Hill identificou membros das Pl\u00eaiades h\u00e1 muito perdidas, espalhadas pelo c\u00e9u. Ao combinar medi\u00e7\u00f5es de rota\u00e7\u00e3o pelo TESS da NASA com dados precisos de posi\u00e7\u00e3o e movimento do Gaia da ESA, os investigadores redefiniram as Pl\u00eaiades n\u00e3o como um pequeno enxame de estrelas, mas como o cora\u00e7\u00e3o denso de uma vasta associa\u00e7\u00e3o estelar em dissolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este estudo muda a forma como vemos as Pl\u00eaiades &#8211; n\u00e3o apenas sete estrelas brilhantes, mas milhares de irm\u00e3s h\u00e1 muito perdidas espalhadas por todo o c\u00e9u&#8221;, disse Andrew Boyle, autor principal e estudante em f\u00edsica e astronomia na UNC-Chapel Hill.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As descobertas t\u00eam implica\u00e7\u00f5es vastas. As Pl\u00eaiades n\u00e3o s\u00e3o apenas uma refer\u00eancia astrof\u00edsica para estrelas jovens e exoplanetas, mas tamb\u00e9m uma refer\u00eancia cultural e mundial, mencionada no Antigo Testamento e no Talmude, celebrada como Matariki na Nova Zel\u00e2ndia e at\u00e9 representada pelo log\u00f3tipo da Subaru no Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estamos a aperceber-nos de que muitas estrelas pr\u00f3ximas do Sol fazem parte de fam\u00edlias estelares alargadas e massivas com estruturas complexas&#8221;, disse Andrew Mann, coautor e professor de f\u00edsica e astronomia na UNC-Chapel Hill. &#8220;O nosso trabalho fornece uma nova maneira de descobrir estas rela\u00e7\u00f5es ocultas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao rastrear a rota\u00e7\u00e3o estelar, a abordagem da equipa oferece uma nova estrutura para mapear a nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica. Os investigadores preveem que muitos enxames estelares aparentemente independentes s\u00e3o, de facto, partes de fam\u00edlias estelares em grande expans\u00e3o. Estudos futuros que utilizem este m\u00e9todo poder\u00e3o at\u00e9 ajudar os astr\u00f3nomos a descobrir as origens do pr\u00f3prio Sol, revelando se tamb\u00e9m ele nasceu numa fam\u00edlia estelar muito maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao medir a rota\u00e7\u00e3o das estrelas, podemos identificar grupos estelares demasiado dispersos para serem detetados com os m\u00e9todos tradicionais &#8211; abrindo uma nova janela para a arquitetura oculta da nossa Gal\u00e1xia&#8221;, disse Boyle.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta investiga\u00e7\u00e3o ajuda a reconstruir os ambientes de nascimento de estrelas e planetas, um passo essencial para compreender como os sistemas solares, incluindo o nosso, se formam e evoluem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/uncnews.unc.edu\/2025\/11\/12\/the-seven-sisters-just-found-thousands-of-long-lost-siblings\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/ae0724\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pl\u00eaiades (&#8220;Sete Irm\u00e3s&#8221; ou M45):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/science\/explore-the-night-sky\/hubble-messier-catalog\/messier-45\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/m\/m045.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pleiades\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxames abertos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Open_cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina da ESA para a comunidade cient\u00edfica<\/a><br><a href=\"https:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia (ESA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, EUA, descobriram que o famoso enxame estelar das Pl\u00eaiades, as &#8220;Sete Irm\u00e3s&#8221; 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