{"id":8486,"date":"2025-11-11T07:14:10","date_gmt":"2025-11-11T06:14:10","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8486"},"modified":"2025-11-11T07:14:11","modified_gmt":"2025-11-11T06:14:11","slug":"novo-estudo-reve-a-nossa-imagem-dos-planetas-mais-comuns-na-galaxia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/11\/11\/novo-estudo-reve-a-nossa-imagem-dos-planetas-mais-comuns-na-galaxia\/","title":{"rendered":"Novo estudo rev\u00ea a nossa imagem dos planetas mais comuns na Gal\u00e1xia"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ethz.ch\/en\/news-and-events\/eth-news\/news\/2024\/08\/planets-contain-more-water-than-thought\/_jcr_content\/articleLeadImage\/image.imageformat.carousel.2143610452.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"512\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Wgj0x0sB_o-1024x512.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8487\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Wgj0x0sB_o-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Wgj0x0sB_o-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Wgj0x0sB_o-768x384.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Wgj0x0sB_o-660x330.jpg 660w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Wgj0x0sB_o-1050x525.jpg 1050w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/Wgj0x0sB_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Um novo estudo conclui que muitos &#8220;mini-Neptunos&#8221; &#8211; talvez os planetas mais comuns na nossa Gal\u00e1xia &#8211; est\u00e3o sob tanta press\u00e3o das suas atmosferas pesadas que a superf\u00edcie \u00e9 provavelmente comprimida para um estado s\u00f3lido.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/R. Hurt (IPAC)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que os telesc\u00f3pios se tornaram mais potentes, verificou-se que o nosso Sistema Solar n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico: existem milh\u00f5es de outros planetas na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ainda estamos a tentar descobrir pistas sobre como eles realmente s\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos quebra-cabe\u00e7as \u00e9 um tipo de planeta que parece ser um dos mais comuns no Universo. Conhecidos como &#8220;mini-Neptunos&#8221;, porque s\u00e3o um pouco mais pequenos do que Neptuno do nosso Sistema Solar, estes planetas s\u00e3o feitos de uma mistura de rocha e metal, com atmosferas espessas feitas principalmente de hidrog\u00e9nio, h\u00e9lio e talvez \u00e1gua. Estranhamente, apesar da sua abund\u00e2ncia noutros locais, n\u00e3o t\u00eam qualquer an\u00e1logo no nosso Sistema Solar, tornando a sua popula\u00e7\u00e3o uma esp\u00e9cie de enigma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas um novo estudo publicado no passado dia 5 de novembro, liderado pela professora Eliza Kempton da Universidade de Chicago, acrescenta uma nova &#8220;ruga&#8221; \u00e0 melhor imagem que j\u00e1 temos destes mundos distantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora anteriormente se pensasse que estes planetas estavam geralmente cobertos por oceanos de magma derretido, Kempton descobriu que as superf\u00edcies de muitos deles podem ser de facto s\u00f3lidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, estes planetas n\u00e3o seriam muito divertidos para um ser humano: a superf\u00edcie rochosa s\u00f3 \u00e9 s\u00f3lida porque est\u00e1 sob uma enorme press\u00e3o devido ao peso de uma atmosfera espessa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto altera realmente um paradigma sobre estes planetas, o que \u00e9 interessante porque h\u00e1 tantos no Universo&#8221;, disse Kempton. &#8220;No fundo, estamos literalmente a tentar perceber o que estes objetos s\u00e3o, porque n\u00e3o existem no nosso Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Massa e magma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora saibamos que existem planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar &#8211; conhecidos como exoplanetas &#8211; est\u00e3o t\u00e3o distantes que mesmo os nossos telesc\u00f3pios mais potentes s\u00f3 conseguem captar sinais indiretos, como a queda de luz quando um planeta passa em frente da sua estrela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, os cientistas descobriram formas criativas de interpretar os dados de que dispomos. Por exemplo, podem ter uma ideia das mol\u00e9culas nas atmosferas dos planetas, analisando a luz que \u00e9 filtrada atrav\u00e9s delas, e medir os efeitos gravitacionais dos planetas nas suas estrelas hospedeiras para descobrir as suas massas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta de tantos mini-Neptunos surpreendeu os cientistas que os viram \u00e0 volta de estrelas pr\u00f3ximas, dada a sua total aus\u00eancia na nossa pr\u00f3pria vizinhan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Devido \u00e0s altas temperaturas e atmosferas pesadas, pensou-se que estes planetas teriam provavelmente mares globais de magma derretido nas suas superf\u00edcies, tal como a Terra teve brevemente. Edwin Kite, professor associado da Universidade de Chicago, previu anteriormente que estes oceanos de magma podem mesmo come\u00e7ar a &#8220;comer&#8221; os seus pr\u00f3prios c\u00e9us, limitando o tamanho do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ao aprofundar os dados, uma equipa de investigadores que inclu\u00eda Kempton, o ent\u00e3o estudante Bodie Breza, primeiro autor do artigo cient\u00edfico, e o investigador p\u00f3s-doutorado Matthew Nixon (agora bolseiro na Universidade do Estado do Arizona) aperceberam-se de que a hist\u00f3ria poderia ser mais complicada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O grupo apercebeu-se pela primeira vez da potencial reviravolta ao analisar um planeta chamado GJ 1214 b, que orbita uma estrela distante na constela\u00e7\u00e3o de Ofi\u00faco. Dados recentes do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb sugerem que a atmosfera deste planeta pode conter mol\u00e9culas maiores do que o simples hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio, o que implica que a atmosfera seria mais pesada do que se pensava anteriormente &#8211; muito, muito maior do que a fina concha da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse manto de atmosfera pesada criaria condi\u00e7\u00f5es de temperaturas extremamente elevadas e de alta press\u00e3o. De facto, a press\u00e3o seria t\u00e3o elevada que os dados sugerem que a rocha passaria de magma fundido a rocha s\u00f3lida novamente &#8211; tal como o carbono se condensa em diamante nas profundezas da superf\u00edcie da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Surpreendida, a equipa questionou-se sobre o que isto significaria para outros planetas. Ao criar uma s\u00e9rie de planetas simulados com diferentes condi\u00e7\u00f5es, descobriram que uma parte substancial destes mini-Neptunos, que anteriormente se supunha serem mundos de lava, podem, de facto, ter superf\u00edcies s\u00f3lidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 uma quest\u00e3o de &#8220;ou um ou outro&#8221;, disse Kempton. &#8220;Podemos ter um cen\u00e1rio em que o ch\u00e3o \u00e9 lava ou uma superf\u00edcie s\u00f3lida, e temos de ter em conta uma s\u00e9rie de outros fatores acerca da atmosfera do planeta para tentar descobrir em que regime se enquadra&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Revendo a hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes mini-Neptunos s\u00e3o de especial interesse para os cientistas devido ao seu grande n\u00famero e ao que implicam sobre o modo como os planetas se formam.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Antes de encontrarmos exoplanetas, t\u00ednhamos uma hist\u00f3ria interessante sobre a forma\u00e7\u00e3o dos sistemas solares, baseada no modo como o nosso Sistema Solar se formou. Pens\u00e1mos que isso se aplicaria a outros sistemas solares&#8221;, explicou Nixon. &#8220;Seguindo essa l\u00f3gica, os outros sistemas solares deveriam ser parecidos com o nosso. Mas n\u00e3o s\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, os cientistas querem perceber como os mini-Neptunos se formam e qual o seu aspeto, para terem uma ideia mais completa de como os planetas em geral se formam. Isto pode orientar, entre outras coisas, a procura de planetas habit\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Voltamos \u00e0 quest\u00e3o de saber porque \u00e9 que estamos aqui &#8211; como \u00e9 que a Terra surgiu?&#8221;, disse Nixon. &#8220;Trata-se de uma pe\u00e7a fundamental para compreendermos os outros planetas e o nosso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.uchicago.edu\/story\/new-study-revises-our-picture-most-common-planets-galaxy\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Chicago (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/ae0c07\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mini-Neptunos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mini-Neptune\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GJ 1214 b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/6557\/gj-1214-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/gj_1214_b--619\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GJ_1214_b\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c0 medida que os telesc\u00f3pios se tornaram mais potentes, verificou-se que o nosso Sistema Solar n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico: existem milh\u00f5es de outros planetas na nossa Gal\u00e1xia. 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