{"id":8482,"date":"2025-11-07T07:18:25","date_gmt":"2025-11-07T06:18:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8482"},"modified":"2025-11-07T07:18:51","modified_gmt":"2025-11-07T06:18:51","slug":"a-maior-e-mais-distante-erupcao-de-um-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/11\/07\/a-maior-e-mais-distante-erupcao-de-um-buraco-negro\/","title":{"rendered":"A maior e mais distante erup\u00e7\u00e3o de um buraco negro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images.www.caltech.edu\/main\/images\/AGN_TDE_copy_1660.original.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oIAMJbvP_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8483\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oIAMJbvP_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oIAMJbvP_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oIAMJbvP_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/oIAMJbvP_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta impress\u00e3o art\u00edstica mostra um buraco negro supermassivo no processo de rasgar uma estrela massiva &#8211; com pelo menos 30 vezes a massa do Sol &#8211; em peda\u00e7os. Os cientistas prop\u00f5em que foi isto que aconteceu em torno do buraco negro distante referido como J2245+3743, que, em 2018, aumentou dramaticamente de brilho para criar a erup\u00e7\u00e3o mais brilhante alguma vez registada de um buraco negro, brilhando com a luz de 10 bili\u00f5es de s\u00f3is.<br>Cr\u00e9dito: Caltech\/R. Hurt (IPAC)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As estrelas mais massivas do Universo est\u00e3o destinadas a explodir como supernovas brilhantes antes de colapsarem em buracos negros. No entanto, uma estrela enorme parece nunca ter cumprido o seu destino; em jeito de ironia, a estrela aproximou-se demasiado de um buraco negro gigantesco, que a engoliu, desfazendo-a em peda\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta \u00e9 a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel dada pelos autores de um novo artigo cient\u00edfico publicado na revista Nature Astronomy que descreve a mais poderosa e mais distante erup\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica alguma vez registada por um buraco negro supermassivo. O objeto c\u00f3smico foi observado pela primeira vez em 2018 pelo ZTF (Zwicky Transient Facility), situado no Observat\u00f3rio Palomar, e pelo CRTS (Catalina Real-Time Transient Survey). O surto aumentou rapidamente de intensidade por um fator de 40 durante um per\u00edodo de meses e, no seu pico, foi 30 vezes mais luminoso do que qualquer outra erup\u00e7\u00e3o observada at\u00e9 \u00e0 data. No seu ponto mais intenso, a erup\u00e7\u00e3o brilhou com a luz de 10 bili\u00f5es de s\u00f3is.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O buraco negro supermassivo por detr\u00e1s do evento est\u00e1 em acre\u00e7\u00e3o (ou alimenta\u00e7\u00e3o), a cujo tipo se d\u00e1 o nome n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo (NGA). Referido como J2245+3743, estima-se que este NGA seja 500 milh\u00f5es de vezes mais massivo do que o nosso Sol. Encontra-se a 10 mil milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, no Universo remoto. Como a luz tem uma velocidade finita e leva tempo a chegar at\u00e9 n\u00f3s, os astr\u00f3nomos observam eventos distantes como este no passado, quando o Universo era jovem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A energia mostra que este objeto est\u00e1 muito longe e \u00e9 muito brilhante&#8221;, diz o autor principal do estudo, Matthew Graham, professor de astronomia e investigador no Caltech (Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia), bem como cientista e coinvestigador principal do projeto ZTF. &#8220;Este \u00e9 diferente de qualquer NGA que j\u00e1 tenhamos visto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos continuam a monitorizar a erup\u00e7\u00e3o do buraco negro, embora esta esteja a desaparecer com o tempo. De facto, para al\u00e9m de testemunharem o objeto no passado, o pr\u00f3prio tempo corre mais devagar no local remoto do buraco negro, em compara\u00e7\u00e3o com a nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia do tempo. &#8220;Trata-se de um fen\u00f3meno chamado dilata\u00e7\u00e3o cosmol\u00f3gica do tempo, devido ao alongamento do espa\u00e7o e do tempo. \u00c0 medida que a luz viaja atrav\u00e9s do espa\u00e7o em expans\u00e3o para chegar at\u00e9 n\u00f3s, o seu comprimento de onda estica-se, tal como o pr\u00f3prio tempo&#8221;, explica Graham, referindo que os levantamentos de longa dura\u00e7\u00e3o como o ZTF e o CRTS s\u00e3o importantes para testemunhar plenamente acontecimentos do passado porque, neste caso, &#8220;sete anos aqui s\u00e3o dois anos l\u00e1. Estamos a assistir \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o do evento a um-quarto da velocidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para determinar o que poderia causar uma explos\u00e3o t\u00e3o dram\u00e1tica de luz no cosmos, os investigadores examinaram minuciosamente uma lista de possibilidades, concluindo que o culpado mais prov\u00e1vel \u00e9 um evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s (com a sigla inglesa &#8220;TDE&#8221;, &#8220;tidal disruption event&#8221;). Este fen\u00f3meno ocorre quando a gravidade de um buraco negro supermassivo rasga uma estrela que se aproxime demasiado, consumindo-a lentamente ao longo do tempo, \u00e0 medida que espirala para o buraco negro. O facto de a erup\u00e7\u00e3o do buraco negro J2245+3743 ainda estar em curso indica que estamos a assistir a uma estrela que ainda n\u00e3o foi totalmente devorada, mas que \u00e9 como &#8220;um peixe a meio caminho da garganta da baleia&#8221;, diz Graham.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o surto for de facto um TDE, os cientistas estimam que o buraco negro supermassivo devorou uma estrela com uma massa pelo menos 30 vezes superior \u00e0 do nosso Sol. O anterior detentor do recorde de maior candidato a TDE, um evento apelidado de &#8220;Scary Barbie&#8221; ap\u00f3s a sua classifica\u00e7\u00e3o ZTF inicial como ZTF20abrbeie, n\u00e3o foi t\u00e3o intenso. Esse TDE, que tamb\u00e9m se pensa ter tido origem num NGA, foi 30 vezes mais fraco do que o de J2245+3743, e estima-se que a sua estrela condenada tivesse entre tr\u00eas e 10 massas solares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lanche estelar no disco de um buraco negro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria dos cerca de 100 TDEs observados at\u00e9 \u00e0 data n\u00e3o ocorre em torno de NGAs &#8211; estruturas massivas que consistem em buracos negros supermassivos rodeados por grandes discos de material que alimentam o buraco negro central. O NGA fervilha com a acre\u00e7\u00e3o, o que pode mascarar as explos\u00f5es de TDEs e torn\u00e1-las mais dif\u00edceis de encontrar. A recente supererup\u00e7\u00e3o J2245+3743, por outro lado, foi t\u00e3o grande que at\u00e9 foi mais f\u00e1cil de observar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, ao in\u00edcio, J2245+3743 n\u00e3o parecia ser nada de especial. Em 2018, depois de o objeto ter sido avistado pela primeira vez, os investigadores utilizaram o Telesc\u00f3pio Hale de 200 polegadas do Observat\u00f3rio Palomar para obter um espetro da luz do objeto, mas este n\u00e3o revelou nada de invulgar. Em 2023, a equipa notou que o surto estava a decair mais lentamente do que o esperado, pelo que obtiveram outro espetro pelo Observat\u00f3rio W. M. Keck, no Hawaii, que indicou o brilho extremo deste NGA em particular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Inicialmente, era importante estabelecer que este objeto extremo era realmente t\u00e3o brilhante&#8221;, explica a coautora K. E. Saavik Ford, professora na BMCC (Borough of Manhattan Community College) da CUNY (City University of New York) e tamb\u00e9m do AMNH (American Museum of Natural History). Era poss\u00edvel, diz ela, que o objeto estivesse a emitir luz na nossa dire\u00e7\u00e3o, em vez de brilhar em todas as dire\u00e7\u00f5es, mas os dados da aposentada miss\u00e3o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA ajudaram a excluir essa hip\u00f3tese. No final, depois de terem sido exclu\u00eddos outros cen\u00e1rios, os investigadores conclu\u00edram que J2245+3743 era, de facto, a erup\u00e7\u00e3o mais brilhante alguma vez registada num buraco negro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se convertermos o nosso Sol inteiro em energia, usando a famosa f\u00f3rmula de Albert Einstein E=mc^2, \u00e9 essa a quantidade de energia que tem sa\u00eddo deste surto desde que o come\u00e7\u00e1mos a observar&#8221;, diz Ford.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez estabelecido o brilho sem precedentes do evento, a equipa analisou o que o poderia ter causado. &#8220;As supernovas n\u00e3o s\u00e3o suficientemente brilhantes para explicar isto&#8221;, diz Ford, referindo-se a uma possibilidade. Ao inv\u00e9s, a explica\u00e7\u00e3o preferida da equipa \u00e9 um buraco negro supermassivo que rasga lentamente uma estrela enorme at\u00e9 \u00e0 morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Estrelas t\u00e3o massivas s\u00e3o raras&#8221;, diz Ford, &#8220;mas pensamos que as estrelas dentro do disco de um NGA podem crescer ainda mais. A mat\u00e9ria do disco \u00e9 despejada sobre as estrelas, fazendo-as crescer em massa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontrar &#8220;refei\u00e7\u00f5es&#8221; de buracos negros com propor\u00e7\u00f5es t\u00e3o grandes indica que \u00e9 prov\u00e1vel que outros eventos como este estejam a ocorrer no cosmos. Os investigadores esperam poder explorar mais dados do ZTF para encontrar outros e o Observat\u00f3rio Vera C. Rubin pode tamb\u00e9m encontrar TDEs invulgarmente grandes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nunca ter\u00edamos encontrado este evento raro se n\u00e3o fosse o ZTF&#8221;, diz Graham. &#8220;H\u00e1 sete anos que observamos o c\u00e9u com o ZTF e, por isso, quando vemos uma erup\u00e7\u00e3o ou uma mudan\u00e7a, podemos ver o que fez no passado e como vai evoluir&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/black-hole-flare-is-biggest-and-most-distant-seen\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.bmcc.cuny.edu\/news\/bmcc-astronomy-professors-find-black-hole-flare-is-biggest-and-most-distant-ever-seen\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ BMCC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02699-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2511.02178\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (arXiv)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NGAs (N\u00facleos Gal\u00e1cticos Ativos):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Active_galactic_nucleus\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evento de perturba\u00e7\u00e3o de mar\u00e9s (sigla inglesa &#8220;TDE&#8221;, &#8220;tidal disruption event&#8221;):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Tidal_disruption_event\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ZTF (Zwicky Transient Facility):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.ztf.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ipac.caltech.edu\/project\/ztf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Zwicky_Transient_Facility\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>CRTS (Catalina Real-Time Transient Survey):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/nesssi.cacr.caltech.edu\/CRTS\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Catalina_Real-time_Transient_Survey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Palomar:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.astro.caltech.edu\/palomar\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Palomar_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>WISE (ou NEOWISE):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/neowise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/neowise.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide-field_Infrared_Survey_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estrelas mais massivas do Universo est\u00e3o destinadas a explodir como supernovas brilhantes antes de colapsarem em buracos negros. 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