{"id":8479,"date":"2025-11-07T07:15:23","date_gmt":"2025-11-07T06:15:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8479"},"modified":"2025-11-07T07:15:24","modified_gmt":"2025-11-07T06:15:24","slug":"estrelas-envelhecidas-podem-estar-a-destruir-os-seus-planetas-mais-proximos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/11\/07\/estrelas-envelhecidas-podem-estar-a-destruir-os-seus-planetas-mais-proximos\/","title":{"rendered":"Estrelas envelhecidas podem estar a destruir os seus planetas mais pr\u00f3ximos"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/large\/noirlab2311a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5bdCDGuR_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8480\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5bdCDGuR_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5bdCDGuR_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5bdCDGuR_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/5bdCDGuR_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta impress\u00e3o art\u00edstica mostra uma estrela moribunda semelhante ao Sol a engolir um exoplaneta. Uma nova investiga\u00e7\u00e3o publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society sugere que as estrelas envelhecidas podem estar a destruir os planetas gigantes que orbitam mais perto delas.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Internacional Gemini\/NOIRLab\/NSF\/AURA\/M. Garlick\/M. Zamani<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com um novo estudo realizado por astr\u00f3nomos da UCL (University College London) e da Universidade de Warwick, as estrelas velhas parecem estar a destruir os planetas gigantes que orbitam mais perto delas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando uma estrela como o Sol fica sem hidrog\u00e9nio, arrefece e expande-se at\u00e9 se tornar uma gigante vermelha. No caso do Sol, isto acontecer\u00e1 dentro de cerca de cinco mil milh\u00f5es de anos e os cientistas pensam que esta expans\u00e3o causar\u00e1 a destrui\u00e7\u00e3o de Merc\u00fario, de V\u00e9nus e talvez da Terra, mas faltam evid\u00eancias de como ou se isto acontecer\u00e1 definitivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num novo estudo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, os investigadores analisaram cerca de meio milh\u00e3o de estrelas que tinham acabado de entrar nesta fase &#8220;p\u00f3s-sequ\u00eancia principal&#8221; das suas vidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa identificou 130 planetas e candidatos a planeta (ou seja, que ainda precisam de ser confirmados), incluindo 33 que eram previamente desconhecidos, a orbitar em torno destas estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Descobriram que esses planetas eram menos prov\u00e1veis de ocorrer em torno de estrelas que se tinham expandido e arrefecido o suficiente para serem classificadas como gigantes vermelhas (ou seja, que estavam mais avan\u00e7adas na sua evolu\u00e7\u00e3o p\u00f3s-sequ\u00eancia principal), o que sugere que muitos desses planetas podem j\u00e1 ter sido destru\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Edward Bryant, autor principal e bolseiro da Universidade de Warwick, que realizou a maior parte deste trabalho enquanto esteve no MSSL (Mullard Space Science Laboratory) da UCL, afirmou: &#8220;Esta \u00e9 uma forte evid\u00eancia de que, \u00e0 medida que as estrelas evoluem para l\u00e1 da sua sequ\u00eancia principal, podem rapidamente fazer com que os planetas entrem em espiral e sejam destru\u00eddos. Isto tem sido objeto de debate e de teoria h\u00e1 j\u00e1 algum tempo, mas agora podemos ver o seu impacto direto e medi-lo ao n\u00edvel de uma grande popula\u00e7\u00e3o de estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;J\u00e1 esper\u00e1vamos ver este efeito, mas mesmo assim fic\u00e1mos surpreendidos com a efic\u00e1cia com que estas estrelas parecem engolir os seus planetas pr\u00f3ximos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pensamos que a destrui\u00e7\u00e3o ocorre devido ao &#8216;jogo da corda&#8217; gravitacional entre o planeta e a estrela, a chamada for\u00e7a de mar\u00e9. \u00c0 medida que a estrela evolui e se expande, esta intera\u00e7\u00e3o torna-se mais forte. Tal como a Lua puxa os oceanos da Terra para criar mar\u00e9s, o planeta puxa a estrela. Estas intera\u00e7\u00f5es abrandam o planeta e fazem com que a sua \u00f3rbita diminua, fazendo-o espiralar para o interior at\u00e9 se fragmentar ou cair na estrela&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O coautor Dr. Vincent Van Eylen, do MSSL da UCL, afirmou: &#8220;Dentro de alguns milhares de milh\u00f5es de anos, o nosso Sol aumentar\u00e1 de tamanho e tornar-se-\u00e1 uma gigante vermelha. Quando isso acontecer, ser\u00e1 que os planetas do Sistema Solar sobreviver\u00e3o? Estamos a descobrir que, em alguns casos, os planetas n\u00e3o sobrevivem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A Terra est\u00e1 certamente mais segura do que os planetas gigantes do nosso estudo, que est\u00e3o muito mais pr\u00f3ximos da sua estrela. Mas n\u00f3s s\u00f3 analis\u00e1mos a parte inicial da fase p\u00f3s-sequ\u00eancia principal, os primeiros um ou dois milh\u00f5es de anos &#8211; as estrelas t\u00eam muito mais evolu\u00e7\u00e3o pela frente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ao contr\u00e1rio dos planetas gigantes desaparecidos no nosso estudo, a pr\u00f3pria Terra pode sobreviver \u00e0 fase de gigante vermelha do Sol. Mas a vida na Terra provavelmente n\u00e3o sobreviveria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o seu estudo, os investigadores utilizaram dados do TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA. Utilizaram um algoritmo inform\u00e1tico para procurar as repetidas quedas de brilho que indicam que um planeta em \u00f3rbita est\u00e1 a passar em frente da estrela, concentrando-se em planetas gigantes com per\u00edodos orbitais curtos (isto \u00e9, que n\u00e3o demoraram mais de 12 dias a orbitar a sua estrela).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa come\u00e7ou com mais de 15.000 sinais poss\u00edveis e aplicou testes rigorosos para excluir sinais falsos, acabando por reduzir este n\u00famero para 130 planetas e candidatos a planeta. Destes, 48 j\u00e1 eram conhecidos, 49 j\u00e1 tinham sido identificados como candidatos a planeta (ainda precisam de ser confirmados) e 33 eram novos candidatos detetados pela primeira vez.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa descobriu que quanto mais avan\u00e7ada era a evolu\u00e7\u00e3o de uma estrela, menor era a probabilidade de albergar um planeta gigante pr\u00f3ximo. A taxa global de ocorr\u00eancia de tais planetas foi medida em apenas 0,28%, com as estrelas mais jovens de p\u00f3s-sequ\u00eancia principal a apresentarem uma taxa mais elevada (0,35%), semelhante \u00e0 das estrelas da sequ\u00eancia principal, e as estrelas mais evolu\u00eddas, que arrefeceram e incharam o suficiente para serem classificadas como gigantes vermelhas, a descerem para 0,11% (para esta an\u00e1lise, os investigadores exclu\u00edram os 12 planetas mais pequenos dos 130 identificados).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A partir dos dados do TESS, os investigadores podem estimar o tamanho (raio) destes poss\u00edveis planetas. Para os confirmar como planetas e n\u00e3o como candidatos a planetas, os astr\u00f3nomos t\u00eam de excluir a possibilidade de estes corpos serem estrelas de baixa massa ou an\u00e3s castanhas (&#8220;estrelas falhadas&#8221; cuja press\u00e3o no n\u00facleo n\u00e3o \u00e9 suficientemente elevada para iniciar a fus\u00e3o nuclear), calculando a sua massa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto pode ser feito medindo com precis\u00e3o os movimentos das suas estrelas hospedeiras e inferindo a for\u00e7a gravitacional dos planetas (e, portanto, a sua massa) a partir de oscila\u00e7\u00f5es nestes movimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Dr. Bryant acrescentou: &#8220;Quando tivermos as massas destes planetas, isso ajudar-nos-\u00e1 a compreender exatamente o que faz com que estes planetas entrem em espiral e sejam destru\u00eddos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora este estudo tenha conclu\u00eddo que a taxa de ocorr\u00eancia de planetas gigantes diminui com a idade da estrela, h\u00e1 muito a aprender com o pequeno n\u00famero de planetas que ainda se encontram em \u00f3rbita pr\u00f3xima de uma estrela gigante vermelha. No entanto, s\u00e3o necess\u00e1rios mais dados para perceber porque \u00e9 que alguns, mas n\u00e3o todos os planetas, s\u00e3o v\u00edtimas do envelhecimento das estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.ucl.ac.uk\/news\/2025\/nov\/ageing-stars-may-be-destroying-their-closest-planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ UCL (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/warwick.ac.uk\/news\/pressreleases\/ageing_stars_likely_destroy_their_closest_planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Warwick (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/ageing-stars-may-be-destroying-their-closest-planets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Real Sociedade Astron\u00f3mica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/544\/1\/1186\/8286899?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Gigante vermelha:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_giant\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O futuro do Sistema Solar:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Formation_and_evolution_of_the_Solar_System#Future\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com um novo estudo realizado por astr\u00f3nomos da UCL (University College London) e da Universidade de Warwick, as estrelas velhas parecem estar a destruir os planetas gigantes que orbitam mais perto 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