{"id":8466,"date":"2025-10-31T07:26:44","date_gmt":"2025-10-31T06:26:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8466"},"modified":"2025-10-31T07:26:45","modified_gmt":"2025-10-31T06:26:45","slug":"uma-nova-e-ampla-visao-radio-da-via-lactea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/10\/31\/uma-nova-e-ampla-visao-radio-da-via-lactea\/","title":{"rendered":"Uma nova e ampla vis\u00e3o r\u00e1dio da Via L\u00e1ctea"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1qyJZ2mW-tCxp50L_GrqOJOWarPReZIY-\/view?usp=sharing\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"158\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/OuIJxwIY_o-1024x158.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8467\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/OuIJxwIY_o-1024x158.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/OuIJxwIY_o-300x46.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/OuIJxwIY_o-768x118.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/OuIJxwIY_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Em cima, a vista GLEAM\/GLEAM-X da Via L\u00e1ctea. Em baixo, a mesma \u00e1rea da Via L\u00e1ctea em luz vis\u00edvel para efeitos de compara\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1fqdCi4liLaFz6-e-LWP6hHEUP4cdfF3Z\/view?usp=sharing\">Clique aqui<\/a> para ver apenas a imagem r\u00e1dio; <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1an9Wj5_rh8bnv4IYAHZU8S35-5CyFRMW\/view?usp=sharing\">aqui<\/a> para fazer download da imagem com resolu\u00e7\u00e3o total (nota: este ficheiro PNG tem 233,4 MB).<br>Cr\u00e9dito: cima &#8211; S. Mantovanini e equipa GLEAM-X; baixo &#8211; Axel Mellinger, milkywaysky.com<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta nova e espetacular imagem capta a vista do hemisf\u00e9rio sul da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, revelando-a atrav\u00e9s de uma vasta gama de comprimentos de onda r\u00e1dio, ou &#8220;cores&#8221; da luz r\u00e1dio. Esta imagem oferece aos astr\u00f3nomos novas formas de explorar o nascimento, a evolu\u00e7\u00e3o e a morte das estrelas na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Silvia Mantovanini, estudante de doutoramento no polo do ICRAR (International Centre of Radio Astronomy Research) da Universidade Curtin, dedicou 18 meses e cerca de 1 milh\u00e3o de horas de CPU \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da imagem, utilizando os supercomputadores do Centro de Supercomputa\u00e7\u00e3o Pawsey para processar e compilar os dados de dois levantamentos exaustivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os levantamentos foram efetuados com o telesc\u00f3pio MWA (Murchison Widefield Array) do MRO (Murchison Radio-astronomy Observatory) da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), situado na Austr\u00e1lia Ocidental. Estes foram os levantamentos GLEAM (GaLactic and Extragalactic All-sky MWA) e GLEAM-X (GLEAM eXtended), respetivamente realizados durante 28 noites em 2013 e 2014, e 113 noites de 2018 a 2020.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova imagem, que se concentra na nossa pr\u00f3pria Gal\u00e1xia, oferece o dobro da resolu\u00e7\u00e3o, dez vezes a sensibilidade e cobre o dobro da \u00e1rea em compara\u00e7\u00e3o com a imagem anterior do GLEAM divulgada em 2019. Esta melhoria significativa na resolu\u00e7\u00e3o, sensibilidade e cobertura do c\u00e9u permite um estudo mais detalhado e compreensivo da Via L\u00e1ctea, proporcionando aos astr\u00f3nomos uma riqueza de novos dados e conhecimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Esta imagem vibrante oferece uma perspetiva sem paralelo da nossa Gal\u00e1xia a baixas frequ\u00eancias de r\u00e1dio&#8221;, afirmou Mantovanini. &#8220;Fornece informa\u00e7\u00f5es valiosas sobre a evolu\u00e7\u00e3o das estrelas, incluindo a sua forma\u00e7\u00e3o em v\u00e1rias regi\u00f5es da Gal\u00e1xia, o modo como interagem com outros objetos celestes e, finalmente, o seu desaparecimento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o de Mantovanini centra-se nos remanescentes de supernova, as nuvens em expans\u00e3o de g\u00e1s e energia deixadas para tr\u00e1s quando uma estrela explode no fim da sua vida. Embora at\u00e9 agora tenham sido descobertas centenas destes remanescentes, os astr\u00f3nomos suspeitam que existam milhares de outros \u00e0 espera de serem encontrados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem permite-lhes distinguir entre o g\u00e1s que rodeia as novas estrelas e o que \u00e9 deixado pelas estrelas que morreram, revelando padr\u00f5es mais claros na paisagem c\u00f3smica. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel identificar claramente os restos de estrelas que explodiram, representados por grandes c\u00edrculos vermelhos. As regi\u00f5es azuis mais pequenas indicam ber\u00e7\u00e1rios estelares onde se est\u00e3o a formar ativamente novas estrelas&#8221;, disse Mantovanini.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1FKmlrubRBry_N1ykhGKbl8QZE-lYuAgv\/view?usp=sharing\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/b7\/4e\/5FlaHL45_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O telesc\u00f3pio MWA consiste em 4096 antenas em forma de aranha, localizadas em Inyarrimanha Ilgari Bundara, no MRO (Murchison Radio-astronomy Observatory) da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation), Austr\u00e1lia Ocidental.<br>Cr\u00e9dito: ICRAR<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imagem pode tamb\u00e9m ajudar a desvendar os mist\u00e9rios que rodeiam os pulsares na nossa Gal\u00e1xia. Ao medir o brilho dos pulsares em diferentes frequ\u00eancias do GLEAM-X, os astr\u00f3nomos esperam obter uma compreens\u00e3o mais profunda da forma como estes enigm\u00e1ticos objetos emitem ondas de r\u00e1dio e onde existem na nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A professora Natasha Hurley-Walker, da mesma equipa do ICRAR, que \u00e9 a investigadora principal do levantamento GLEAM-X, sublinhou que este \u00e9 um grande passo em frente no estudo da estrutura da Via L\u00e1ctea. &#8220;Esta imagem de baixa frequ\u00eancia permite-nos desvendar grandes estruturas astrof\u00edsicas na nossa Gal\u00e1xia que s\u00e3o dif\u00edceis de visualizar a frequ\u00eancias mais elevadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Nenhuma imagem r\u00e1dio a baixa frequ\u00eancia de todo o Plano Gal\u00e1ctico Meridional tinha publicada anteriormente, o que torna este facto um marco emocionante na astronomia. S\u00f3 o maior radiotelesc\u00f3pio do mundo, o telesc\u00f3pio SKA-Low do Observat\u00f3rio SKA, que dever\u00e1 estar conclu\u00eddo na pr\u00f3xima d\u00e9cada, na Austr\u00e1lia Ocidental, ter\u00e1 capacidade para ultrapassar esta imagem em termos de sensibilidade e resolu\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu a professora Hurley-Walker.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os levantamentos envolveram centenas de horas de recolha de dados. Os investigadores do ICRAR catalogaram umas impressionantes 98.000 fontes de r\u00e1dio em todo o Plano Gal\u00e1ctico vis\u00edvel a partir do hemisf\u00e9rio sul, apresentando uma mistura diversificada de pulsares, nebulosas planet\u00e1rias, regi\u00f5es HII compactas &#8211; que s\u00e3o nuvens de g\u00e1s densas e ionizadas no espa\u00e7o &#8211; e gal\u00e1xias distantes n\u00e3o relacionadas com a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Astronomers reveal an incredible new radio view of our Galaxy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/1121451741?h=fa4bff1616&amp;dnt=1&amp;app_id=122963\" width=\"618\" height=\"348\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.icrar.org\/gleam-x-galactic-plane\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ICRAR (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.curtin.edu.au\/news\/media-release\/a-new-expansive-view-of-the-milky-way-reveals-our-galaxy-in-unprecedented-radio-colour\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade Curtin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/publications-of-the-astronomical-society-of-australia\/article\/galactic-and-extragalactic-allsky-murchison-widefield-array-survey-extended-gleamx-iii-galactic-plane\/C95F9B7DC74EC3F9D3DDCD1C43A905BD\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Publications of the Astronomical Society of Australia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GLEAM (GaLactic and Extragalactic All-sky MWA):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mwatelescope.org\/science\/galactic-science\/gleam\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MWA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GLEAM-X (GLEAM eXtended):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.mwatelescope.org\/science\/galactic-science\/gleam-x\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MWA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>MWA (Murchison Widefield Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.mwatelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Murchison_Widefield_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>SKA-Low:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.skao.int\/en\/explore\/telescopes\/ska-low\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta nova e espetacular imagem capta a vista do hemisf\u00e9rio sul da nossa Gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea, revelando-a atrav\u00e9s de uma vasta gama de comprimentos de onda r\u00e1dio, ou &#8220;cores&#8221; da luz r\u00e1dio. 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