{"id":8444,"date":"2025-10-24T06:20:54","date_gmt":"2025-10-24T05:20:54","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8444"},"modified":"2025-10-24T06:20:55","modified_gmt":"2025-10-24T05:20:55","slug":"galaxias-desorganizadas-no-universo-jovem-tiveram-dificuldade-em-estabelecer-se","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/10\/24\/galaxias-desorganizadas-no-universo-jovem-tiveram-dificuldade-em-estabelecer-se\/","title":{"rendered":"Gal\u00e1xias &#8220;desorganizadas&#8221;, no Universo jovem, tiveram dificuldade em estabelecer-se"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IwNjKE2R_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"885\" height=\"432\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IwNjKE2R_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8445\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IwNjKE2R_o.jpg 885w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IwNjKE2R_o-300x146.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/IwNjKE2R_o-768x375.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 885px) 100vw, 885px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O raramente utilizado modo de &#8220;grisma&#8221; do instrumento NIRCam do Webb capta a luz t\u00e9nue do g\u00e1s hidrog\u00e9nio ionizado em gal\u00e1xias distantes.\nCr\u00e9dito: NASA, ESA, CSA, STScI, B. Robertson (Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz), B. Johnson (Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &#038; Smithsonian), S. Tacchella (Universidade de Cambridge), P. Cargile (Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &#038; Smithsonian)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Recorrendo ao Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, astr\u00f3nomos captaram o olhar mais detalhado de sempre sobre o modo como as gal\u00e1xias se formaram apenas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang &#8211; e descobriram que eram muito mais ca\u00f3ticas e desorganizadas do que as que vemos atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa, liderada por investigadores da Universidade de Cambridge, analisou mais de 250 gal\u00e1xias jovens que existiam quando o Universo tinha entre 800 milh\u00f5es e 1,5 mil milh\u00f5es de anos. Estudando o movimento do g\u00e1s no interior destas gal\u00e1xias, os investigadores descobriram que a maior parte delas eram sistemas turbulentos e &#8220;grumosos&#8221; que ainda n\u00e3o se tinham instalado em discos girat\u00f3rios e uniformes como a nossa Via L\u00e1ctea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As suas descobertas, publicadas na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, sugerem que as gal\u00e1xias se tornaram gradualmente mais calmas e organizadas \u00e0 medida que o Universo evolu\u00eda. Mas no in\u00edcio do Universo, a forma\u00e7\u00e3o estelar e as instabilidades gravitacionais provocaram tanta turbul\u00eancia que muitas gal\u00e1xias tiveram dificuldade em estabelecer-se.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o vemos apenas alguns espetaculares casos an\u00f3malos &#8211; esta \u00e9 a primeira vez que conseguimos olhar para uma popula\u00e7\u00e3o inteira de uma s\u00f3 vez&#8221;, disse a primeira autora Lola Danhaive do Instituto Kavli de Cosmologia de Cambridge. &#8220;Encontr\u00e1mos uma enorme varia\u00e7\u00e3o: algumas gal\u00e1xias est\u00e3o a come\u00e7ar a assentar numa rota\u00e7\u00e3o ordenada, mas a maioria ainda \u00e9 ca\u00f3tica, com g\u00e1s inchado e a mover-se em todas as dire\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores utilizaram o instrumento NIRCam do Webb num modo raramente utilizado, que capta a luz t\u00e9nue do g\u00e1s hidrog\u00e9nio ionizado em gal\u00e1xias distantes. Danhaive escreveu um novo c\u00f3digo para desvendar os dados, combinando-os com imagens de outros levantamentos Webb para medir o movimento do g\u00e1s no interior de cada gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Resultados anteriores sugeriam a forma\u00e7\u00e3o de discos massivos e bem ordenados numa fase muito precoce, o que n\u00e3o se adequava aos nossos modelos&#8221;, disse o coautor Sandro Tacchella do Instituto Kavli e do Laborat\u00f3rio Cavendish. &#8220;Mas ao olharmos para centenas de gal\u00e1xias com massas estelares mais baixas, em vez de apenas uma ou duas, vemos o quadro geral, que est\u00e1 muito mais de acordo com a teoria. As primeiras gal\u00e1xias eram mais turbulentas, menos est\u00e1veis e cresceram atrav\u00e9s de frequentes fus\u00f5es e surtos de forma\u00e7\u00e3o estelar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este trabalho ajuda a colmatar a lacuna entre a \u00e9poca da reioniza\u00e7\u00e3o e o chamado meio-dia c\u00f3smico, quando a forma\u00e7\u00e3o estelar atingiu o seu pico&#8221;, disse Danhaive, que tamb\u00e9m est\u00e1 ligada ao Laborat\u00f3rio Cavendish. &#8220;Mostra como os blocos de constru\u00e7\u00e3o das gal\u00e1xias passaram gradualmente de aglomerados ca\u00f3ticos para estruturas ordenadas e como gal\u00e1xias como a Via L\u00e1ctea se formaram&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados mostram como o Webb permite aos cientistas investigar a din\u00e2mica das gal\u00e1xias a uma escala que antes era imposs\u00edvel. Estudos futuros ter\u00e3o como objetivo combinar estas descobertas com observa\u00e7\u00f5es de g\u00e1s e poeira frios para obter uma imagem mais completa de como as primeiras gal\u00e1xias se formaram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto \u00e9 apenas o in\u00edcio&#8221;, disse Tacchella. &#8220;Com mais dados, seremos capazes de seguir o modo como estes sistemas turbulentos cresceram e se transformaram nas graciosas espirais que vemos hoje&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.cam.ac.uk\/research\/news\/messy-galaxies-in-the-early-universe-struggled-to-settle\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Cambridge (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/543\/4\/3249\/8292611?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Universo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Large-scale_structure_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Estrutura a grande-escala do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Big_Bang\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Big Bang (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chronology_of_the_universe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cronologia do Universo (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lambda-CDM_model\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Modelo Lambda-CDM (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Reionization\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Reioniza\u00e7\u00e3o (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recorrendo ao Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, astr\u00f3nomos captaram o olhar mais detalhado de sempre sobre o modo como as gal\u00e1xias se formaram apenas algumas centenas de milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang &#8211; 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