{"id":8407,"date":"2025-10-14T06:25:15","date_gmt":"2025-10-14T05:25:15","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8407"},"modified":"2025-10-14T06:25:16","modified_gmt":"2025-10-14T05:25:16","slug":"astronomos-detetam-o-objeto-escuro-ate-agora-de-menor-massa-no-universo-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/10\/14\/astronomos-detetam-o-objeto-escuro-ate-agora-de-menor-massa-no-universo-distante\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos detetam o objeto escuro, at\u00e9 agora, de menor massa no Universo distante"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5vPwqUJ0_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"461\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5vPwqUJ0_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8408\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5vPwqUJ0_o.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/5vPwqUJ0_o-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O &#8220;belisc\u00e3o&#8221; no arco de uma lente gravitacional, sinal de um aglomerado de mat\u00e9ria escura.\nCr\u00e9dito: NSF\/AUI\/NRAO da NSF\/B. Saxton<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de investigadores, utilizando uma rede mundial de radiotelesc\u00f3pios, incluindo o VLBA (Very Long Baseline Array) e o GBT (Green Bank Telescope), detetou um enigm\u00e1tico objeto escuro com uma massa cerca de um milh\u00e3o de vezes superior \u00e0 do nosso Sol, sem observar qualquer emiss\u00e3o de luz. Este \u00e9 o objeto escuro de menor massa alguma vez detetado a uma dist\u00e2ncia cosmol\u00f3gica usando apenas a sua influ\u00eancia gravitacional, constituindo um marco importante na tentativa de desvendar a natureza da mat\u00e9ria escura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta utiliza uma t\u00e9cnica conhecida como interferometria de longa linha de base para formar um telesc\u00f3pio global, do tamanho da Terra, que capta imagens extremamente n\u00edtidas de fen\u00f3menos c\u00f3smicos. A equipa observou um sistema de gal\u00e1xias distantes, JVAS B1938+666, onde a luz de uma gal\u00e1xia de fundo sofre o efeito de lente gravitacional de uma gal\u00e1xia em primeiro plano, produzindo belos arcos e imagens m\u00faltiplas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Vimos imediatamente um &#8216;belisc\u00e3o&#8217; no arco gravitacional&#8221;, disse o professor John McKean, autor principal do artigo que apresenta a bela imagem da lente gravitacional. &#8220;Apenas um pequeno aglomerado de massa &#8211; um objeto escuro de outro modo invis\u00edvel &#8211; poderia explicar esta anomalia no arco da lente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objeto recentemente caracterizado \u00e9 indetet\u00e1vel nos comprimentos de onda do infravermelho ou no r\u00e1dio e foi encontrado a cerca de 10 mil milh\u00f5es de anos-luz da Terra, cerca de 6,5 mil milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang. A sua dete\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao m\u00e9todo de imagem gravitacional, que mapeia sensivelmente a forma como a luz de fontes de fundo \u00e9 deformada por uma massa invis\u00edvel. A concentra\u00e7\u00e3o de massa, designada por &#8220;V&#8221; no estudo, tem uma massa cil\u00edndrica equivalente a 1,13 milh\u00f5es de s\u00f3is num raio de 80 parsecs. Trata-se de um n\u00edvel de precis\u00e3o e de dist\u00e2ncia nunca antes alcan\u00e7ado para objetos t\u00e3o pequenos e t\u00e9nues.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Encontrar aglomerados de mat\u00e9ria escura como este \u00e9 um teste cr\u00edtico \u00e0 nossa compreens\u00e3o de como as gal\u00e1xias se formam&#8221;, disse o Dr. Devon Powell (Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica), autor principal do artigo cient\u00edfico que acompanha a publica\u00e7\u00e3o na revista Nature Astronomy. &#8220;A descoberta enquadra-se perfeitamente no n\u00famero de objetos escuros que esper\u00e1vamos encontrar, mas cada nova dete\u00e7\u00e3o ajuda a refinar ou a desafiar as nossas teorias&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o conseguir, a equipa desenvolveu algoritmos computacionais avan\u00e7ados e utilizou supercomputadores para processar e modelar vastos conjuntos de dados. &#8220;Esperamos que todas as gal\u00e1xias, incluindo a nossa Via L\u00e1ctea, estejam cheias de aglomerados de mat\u00e9ria escura, mas encontr\u00e1-los e convencer a comunidade de que existem requer uma grande quantidade de c\u00e1lculos num\u00e9ricos&#8221;, disse a Dra. Simona Vegetti (Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica). A sua abordagem permitir\u00e1 aos astr\u00f3nomos sondar a estrutura da mat\u00e9ria escura ao longo do tempo c\u00f3smico, abrindo a porta \u00e0 descoberta de mais objetos deste tipo e examinando se as teorias atuais sobre a forma\u00e7\u00e3o de gal\u00e1xias resistem ao escrut\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es real\u00e7am ainda mais o poder de reunir radiotelesc\u00f3pios de todo o mundo para ultrapassar os limites da sensibilidade e da resolu\u00e7\u00e3o angular. O GBT e o VLBA, ambos operados pelo NRAO (National Radio Astronomy Observatory) da NSF (National Science Foundation) ao abrigo de um acordo de coopera\u00e7\u00e3o com a Associated Universities, Inc., desempenharam um papel crucial nesta descoberta hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0 medida que a equipa continua a estudar outros sistemas de lentes, quaisquer descobertas futuras ajudar\u00e3o a determinar se a abund\u00e2ncia e a natureza destes objetos escuros s\u00e3o consistentes com as teorias fundamentais que governam o nosso Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/34025-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/25518363\/1007-asph-astronomers-image-a-mysterious-dark-object-in-the-distant-universe-155031-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto Max Planck de Astrof\u00edsica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02651-2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnrasl\/article\/544\/1\/L24\/8262431?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mat\u00e9ria escura:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Dark_matter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Lentes gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_lensing\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Interferometria de longa linha de base:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very-long-baseline_interferometry\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLBA (Very Long Baseline Array):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nrao.edu\/facilities\/vlba\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Long_Baseline_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GBT (Green Bank Telescope):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/greenbankobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Green_Bank_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de investigadores, utilizando uma rede mundial de radiotelesc\u00f3pios, incluindo o VLBA (Very Long Baseline Array) e o GBT (Green Bank Telescope), detetou um enigm\u00e1tico objeto escuro com uma massa cerca de um milh\u00e3o de vezes superior \u00e0 do nosso Sol, sem observar qualquer emiss\u00e3o de 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