{"id":8344,"date":"2025-09-19T06:17:11","date_gmt":"2025-09-19T05:17:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8344"},"modified":"2025-09-19T06:17:27","modified_gmt":"2025-09-19T05:17:27","slug":"xrism-descobre-um-misterio-nos-ventos-cosmicos-da-mudanca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/09\/19\/xrism-descobre-um-misterio-nos-ventos-cosmicos-da-mudanca\/","title":{"rendered":"XRISM descobre um mist\u00e9rio nos ventos c\u00f3smicos da mudan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/08\/cosmic_winds_of_change\/26826982-1-eng-GB\/Cosmic_winds_of_change.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/K7k1Yx5u_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8345\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/K7k1Yx5u_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/K7k1Yx5u_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/K7k1Yx5u_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/K7k1Yx5u_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica dos poderosos ventos que sopram da brilhante fonte de raios X GX13+1. Os raios X prov\u00eam de um disco de mat\u00e9ria quente, conhecido como disco de acre\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 gradualmente a espiralar para atingir a superf\u00edcie de uma estrela de neutr\u00f5es.<br>Cr\u00e9dito: ESA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O XRISM (X-Ray Imaging and Spectroscopy Mission) revelou uma diferen\u00e7a inesperada entre os poderosos ventos lan\u00e7ados de um disco em torno de uma estrela de neutr\u00f5es e os ventos da mat\u00e9ria que rodeia os buracos negros supermassivos. O vento surpreendentemente denso que sopra do sistema estelar desafia a nossa compreens\u00e3o de como tais ventos se formam e promovem mudan\u00e7as no seu ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No dia 25 de fevereiro de 2024, o telesc\u00f3pio espacial XRISM usou o seu instrumento Resolve para observar a estrela de neutr\u00f5es GX13+1, o n\u00facleo queimado de uma estrela outrora maior. GX13+1 \u00e9 uma brilhante fonte de raios X. Os raios X prov\u00eam de um disco de mat\u00e9ria quente, conhecido como disco de acre\u00e7\u00e3o, que est\u00e1 gradualmente a espiralar para atingir a superf\u00edcie da estrela de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes fluxos tamb\u00e9m alimentam outros fluxos [de sa\u00edda] que influenciam e transformam o ambiente c\u00f3smico. No entanto, os pormenores de como s\u00e3o produzidos continuam a ser objeto de investiga\u00e7\u00e3o. Por isso, o XRISM estava a observar GX13+1.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dado o poder sem precedentes do Resolve para revelar a energia dos fot\u00f5es de raios X que chegam, a equipa do XRISM esperava ver esses detalhes como nunca antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando vimos pela primeira vez a riqueza de detalhes nos dados, sentimos que est\u00e1vamos a testemunhar um resultado revolucion\u00e1rio&#8221;, diz Matteo Guainazzi, cientista do projeto XRISM da ESA. &#8220;Para muitos de n\u00f3s, foi a realiza\u00e7\u00e3o de um sonho que perseguimos durante d\u00e9cadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estes ventos c\u00f3smicos s\u00e3o muito mais do que curiosidades cient\u00edficas &#8211; s\u00e3o os ventos que impulsionam a mudan\u00e7a c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aparecem tamb\u00e9m em sistemas de buracos negros supermassivos que se encontram no centro das gal\u00e1xias e podem provocar a forma\u00e7\u00e3o de estrelas, desencadeando o colapso de nuvens moleculares gigantes, ou podem impedir a forma\u00e7\u00e3o de estrelas, aquecendo e soprando essas nuvens para longe. Os astr\u00f3nomos chamam a isto &#8220;feedback&#8221;, e pode ser t\u00e3o poderoso que os ventos de um buraco negro supermassivo podem controlar o crescimento de toda a sua gal\u00e1xia-m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que os mecanismos que geram os ventos dos buracos negros supermassivos podem ser fundamentalmente os mesmos que os que atuam em torno de GX13+1, a equipa optou por olhar para GX13+1 porque est\u00e1 mais pr\u00f3xima e, por isso, parece mais brilhante do que as variedades de buracos negros supermassivos, o que significa que os ventos podem ser estudados com mais pormenor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve uma surpresa. Alguns dias antes da data prevista para as observa\u00e7\u00f5es, GX13+1 ficou inesperadamente mais brilhante &#8211; atingindo ou mesmo ultrapassando um limite te\u00f3rico conhecido como limite de Eddington.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O princ\u00edpio subjacente a este limite \u00e9 que, \u00e0 medida que mais mat\u00e9ria cai sobre um objeto compacto, como um buraco negro ou uma estrela de neutr\u00f5es, mais energia \u00e9 libertada. Quanto mais rapidamente a energia \u00e9 libertada, maior \u00e9 a press\u00e3o que exerce sobre a mat\u00e9ria em queda, empurrando-a para o espa\u00e7o. No limite de Eddington, a quantidade de luz altamente energ\u00e9tica que est\u00e1 a ser produzida \u00e9 essencialmente suficiente para transformar quase toda a mat\u00e9ria em queda num vento c\u00f3smico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o Resolve estava a observar GX13+1 quando este acontecimento espantoso teve lugar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;N\u00e3o pod\u00edamos ter programado isto se tiv\u00e9ssemos tentado&#8221;, disse Chris Done, da Universidade de Durham, no Reino Unido, investigador principal do estudo. &#8220;O sistema passou de cerca de metade da sua emiss\u00e3o m\u00e1xima de radia\u00e7\u00e3o para algo muito mais intenso, criando um vento mais espesso do que alguma vez t\u00ednhamos visto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, misteriosamente, o vento n\u00e3o estava a viajar \u00e0 velocidade que os cientistas do XRISM esperavam. Mantinha-se a cerca de 1 milh\u00e3o de quil\u00f3metros por hora. Apesar de ser r\u00e1pido para qualquer padr\u00e3o terrestre, \u00e9 decididamente lento quando comparado com os ventos c\u00f3smicos produzidos perto do limite de Eddington em torno de um buraco negro supermassivo. Nessa situa\u00e7\u00e3o, os ventos podem atingir 20 a 30 por cento da velocidade da luz, mais de 200 milh\u00f5es de quil\u00f3metros por hora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Ainda me surpreende o qu\u00e3o &#8216;lento&#8217; \u00e9 este vento&#8221;, diz Chris, &#8220;bem como a sua densidade. \u00c9 como olhar para o Sol atrav\u00e9s de nevoeiro que vem na nossa dire\u00e7\u00e3o. Tudo fica mais escuro quando o nevoeiro \u00e9 espesso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta n\u00e3o foi a \u00fanica diferen\u00e7a que a equipa observou. O XRISM tinha anteriormente revelado um vento de um buraco negro supermassivo no limite de Eddington. Nesse caso, o vento era ultrarr\u00e1pido e irregular, ao passo que o vento de GX13+1 \u00e9 lento e flui de modo uniforme.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Os ventos eram completamente diferentes, mas provinham de sistemas que s\u00e3o praticamente iguais em termos do limite de Eddington. Portanto, se estes ventos s\u00e3o realmente alimentados apenas pela press\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o, porque \u00e9 que s\u00e3o diferentes?&#8221;, pergunta Chris.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa prop\u00f4s que isso se deve \u00e0 temperatura do disco de acre\u00e7\u00e3o formado em torno do objeto central. Contra-intuitivamente, os buracos negros supermassivos tendem a ter discos de acre\u00e7\u00e3o com temperaturas mais baixas do que os que rodeiam sistemas bin\u00e1rios de massa estelar com buracos negros ou estrelas de neutr\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isto deve-se ao facto de os discos de acre\u00e7\u00e3o em torno de buracos negros supermassivos serem maiores. S\u00e3o tamb\u00e9m mais luminosos, mas a sua pot\u00eancia est\u00e1 espalhada por uma \u00e1rea maior &#8211; tudo \u00e9 maior \u00e0 volta de um buraco negro grande. Assim, o tipo t\u00edpico de radia\u00e7\u00e3o libertada por um disco de acre\u00e7\u00e3o de um buraco negro supermassivo \u00e9 radia\u00e7\u00e3o ultravioleta, que tem menos energia do que os raios X libertados pelos discos de acre\u00e7\u00e3o dos bin\u00e1rios estelares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma vez que a luz ultravioleta interage com a mat\u00e9ria muito mais facilmente do que os raios X, Chris e os seus colegas especulam que isso pode empurrar a mat\u00e9ria de forma mais eficiente, criando os ventos mais r\u00e1pidos observados nos sistemas de buracos negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se assim for, a descoberta promete reformular a nossa compreens\u00e3o da forma como a energia e a mat\u00e9ria interagem nalguns dos ambientes mais extremos do Universo, fornecendo uma janela mais completa para os mecanismos complexos que moldam as gal\u00e1xias e impulsionam a evolu\u00e7\u00e3o c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A resolu\u00e7\u00e3o sem precedentes do XRISM permite-nos investigar estes objetos &#8211; e muitos outros &#8211; com muito maior detalhe, abrindo caminho para a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de telesc\u00f3pios de raios X de alta resolu\u00e7\u00e3o, como o NewAthena&#8221;, afirma Camille Diez, investigadora da ESA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/XRISM_uncovers_a_mystery_in_the_cosmic_winds_of_change\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.xrism.jaxa.jp\/en\/topics\/science\/1182\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ JAXA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.durham.ac.uk\/news-events\/latest-news\/2025\/09\/scientists-discover-unexpected-twist-in-cosmic-wind-speeds-\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Durham (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09495-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela de neutr\u00f5es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Neutron_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Disco de acre\u00e7\u00e3o:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Accretion_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Limite de Eddington:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Eddington_luminosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>XRISM (X-Ray Imaging and Spectroscopy Mission):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.xrism.jaxa.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">JAXA<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/xrism\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/XRISM_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/X-Ray_Imaging_and_Spectroscopy_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NewAthena (New Advanced Telescope for High-ENergy Astrophysics):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/NewAthena_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impress\u00e3o art\u00edstica dos poderosos ventos que sopram da brilhante fonte de raios X GX13+1. 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