{"id":8335,"date":"2025-09-16T06:11:31","date_gmt":"2025-09-16T05:11:31","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8335"},"modified":"2025-09-16T06:11:32","modified_gmt":"2025-09-16T05:11:32","slug":"acidente-celeste-lanca-luz-sobre-enigma-de-jupiter-e-saturno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/09\/16\/acidente-celeste-lanca-luz-sobre-enigma-de-jupiter-e-saturno\/","title":{"rendered":"&#8220;Acidente&#8221; celeste lan\u00e7a luz sobre enigma de J\u00fapiter e Saturno"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1-the-accident-silane-ac-web.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"512\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fG2MQlpR_o-1024x512.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8336\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fG2MQlpR_o-1024x512.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fG2MQlpR_o-300x150.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fG2MQlpR_o-768x384.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fG2MQlpR_o-660x330.jpg 660w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fG2MQlpR_o-1050x525.jpg 1050w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/fG2MQlpR_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta ilustra\u00e7\u00e3o mostra uma an\u00e3 castanha &#8211; um objeto maior do que um planeta, mas n\u00e3o suficientemente massivo para iniciar a fus\u00e3o no seu n\u00facleo, como uma estrela. As an\u00e3s castanhas s\u00e3o quentes quando se formam e podem brilhar como esta na imagem, mas com o tempo aproximam-se, em temperatura, dos planetas gigantes gasosos como J\u00fapiter.\nCr\u00e9dito: NOIRLab\/NSF\/AURA\/R. Proctor<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Porque \u00e9 que o sil\u00edcio, um dos elementos mais comuns no Universo, passou praticamente despercebido nas atmosferas de J\u00fapiter, Saturno e de planetas de g\u00e1s que orbitam outras estrelas? Um novo estudo que utiliza observa\u00e7\u00f5es do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA lan\u00e7a luz sobre esta quest\u00e3o, centrando-se num objeto peculiar que os astr\u00f3nomos descobriram por acaso em 2020 e a que chamaram &#8220;O Acidente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados foram publicados no passado dia 4 de setembro na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>O Acidente \u00e9 uma an\u00e3 castanha, uma bola de g\u00e1s que n\u00e3o \u00e9 bem um planeta nem uma estrela. Mesmo entre as suas cong\u00e9neres j\u00e1 dif\u00edceis de classificar, O Acidente tem uma mistura intrigante de caracter\u00edsticas f\u00edsicas, algumas das quais s\u00f3 se viam anteriormente em an\u00e3s castanhas jovens e outras s\u00f3 em an\u00e3s antigas. Devido a essas caracter\u00edsticas, escapou aos t\u00edpicos m\u00e9todos de dete\u00e7\u00e3o antes de ser descoberta h\u00e1 cinco anos por um cidad\u00e3o cientista que participava no programa Backyard Worlds: Planet 9. O programa permite que pessoas de todo o mundo procurem novas descobertas nos dados do NEOWISE (Near-Earth Object Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, que foi gerido pelo JPL da NASA no sul do estado da Calif\u00f3rnia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Acidente \u00e9 t\u00e3o t\u00e9nue e estranha que os investigadores precisaram do mais poderoso observat\u00f3rio espacial da NASA, o Telesc\u00f3pio James Webb, para estudar a sua atmosfera. Entre v\u00e1rias surpresas, encontraram ind\u00edcios de uma mol\u00e9cula que n\u00e3o conseguiram identificar inicialmente. Trata-se de uma simples mol\u00e9cula de sil\u00edcio chamada silano (SiH4). H\u00e1 muito que os investigadores esperavam &#8211; mas n\u00e3o conseguiam &#8211; encontrar silano n\u00e3o s\u00f3 nos gigantes gasosos do nosso Sistema Solar, mas tamb\u00e9m nos milhares de atmosferas pertencentes \u00e0s an\u00e3s castanhas e aos gigantes gasosos que orbitam outras estrelas. O Acidente \u00e9 o primeiro objeto onde esta mol\u00e9cula foi identificada.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pia23685-e3-16.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/ef\/32\/9Mo6b5FV_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Como se pode ver nesta imagem, as an\u00e3s castanhas podem ser muito mais massivas do que os grandes planetas gasosos como J\u00fapiter e Saturno. No entanto, tendem a n\u00e3o ter a massa que d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 fus\u00e3o nuclear nos n\u00facleos das estrelas, fazendo-as brilhar.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas est\u00e3o bastante confiantes de que o sil\u00edcio existe nas atmosferas de J\u00fapiter e Saturno, mas que est\u00e1 escondido. Ligado ao oxig\u00e9nio, o sil\u00edcio forma \u00f3xidos, como o quartzo, que podem semear nuvens em gigantes gasosos quentes, \u00e0 semelhan\u00e7a das tempestades de poeira na Terra. Em gigantes gasosos mais frios como J\u00fapiter e Saturno, este tipo de nuvens afundar-se-ia muito abaixo das camadas mais leves de vapor de \u00e1gua e de nuvens de amon\u00edaco, at\u00e9 que quaisquer mol\u00e9culas contendo sil\u00edcio estivessem nas profundezas da atmosfera, invis\u00edveis at\u00e9 \u00e0s naves espaciais que estudaram estes dois planetas de perto.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns investigadores tamb\u00e9m postularam que mol\u00e9culas mais leves de sil\u00edcio, como o silano, deveriam ser encontradas mais acima nestas camadas atmosf\u00e9ricas, deixadas para tr\u00e1s como vest\u00edgios de farinha na mesa de um padeiro. O facto de tais mol\u00e9culas n\u00e3o terem aparecido em lado nenhum, exceto numa \u00fanica e peculiar an\u00e3 castanha, sugere algo sobre a qu\u00edmica que ocorre nestes ambientes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Por vezes, s\u00e3o os objetos extremos que nos ajudam a compreender o que se passa nos objetos mais comuns&#8221;, disse Faherty, investigador do Museu Americano de Hist\u00f3ria Natural, em Nova Iorque, e principal autor do novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Feliz Acidente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Localizada a cerca de 50 anos-luz da Terra, O Acidente formou-se provavelmente h\u00e1 10 a 12 mil milh\u00f5es de anos, o que a torna uma das an\u00e3s castanhas mais antigas j\u00e1 descobertas. O Universo tem cerca de 14 mil milh\u00f5es de anos e, na altura em que O Acidente se desenvolveu, o cosmos continha sobretudo hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio, com vest\u00edgios de outros elementos, incluindo o sil\u00edcio. Ao longo dos \u00e9ones, elementos como o carbono, o azoto e o oxig\u00e9nio foram-se formando nos n\u00facleos das estrelas, pelo que os planetas e as estrelas que se formaram mais recentemente possuem mais desses elementos.<\/p>\n\n\n\n<p>As observa\u00e7\u00f5es do Acidente pelo Webb confirmam que o silano se pode formar nas atmosferas de an\u00e3s castanhas e de planetas. O facto de o silano parecer estar ausente noutras an\u00e3s castanhas e planetas gigantes gasosos sugere que, quando o oxig\u00e9nio est\u00e1 dispon\u00edvel, liga-se ao sil\u00edcio a uma taxa t\u00e3o elevada e t\u00e3o facilmente que praticamente n\u00e3o sobra sil\u00edcio para se ligar ao hidrog\u00e9nio e formar silano.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/40\/65\/VziJ3JlR_o.gif\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/40\/65\/VziJ3JlR_o.gif\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A an\u00e3 castanha, apelidada de &#8220;O Acidente&#8221;, pode ser vista em movimento no canto inferior esquerdo deste v\u00eddeo, que mostra dados do NEOWISE (Near-Earth Object Wide-Field Infrared Survey Explorer) da NASA, agora aposentado, lan\u00e7ado em 2009 com o nome de WISE.<br>Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/Dan Caselden<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, porque \u00e9 que existe silano n&#8217;O Acidente? Os autores do estudo sup\u00f5em que \u00e9 porque havia muito menos oxig\u00e9nio no Universo quando a antiga an\u00e3 castanha se formou, resultando em menos oxig\u00e9nio na sua atmosfera para absorver todo o sil\u00edcio. O sil\u00edcio dispon\u00edvel ter-se-ia ligado ao hidrog\u00e9nio, dando origem ao silano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o procur\u00e1vamos resolver um mist\u00e9rio sobre J\u00fapiter e Saturno com estas observa\u00e7\u00f5es&#8221;, disse Peter Eisenhardt do JPL, cientista de projeto da miss\u00e3o WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer), que mais tarde foi readaptada como NEOWISE. &#8220;Uma an\u00e3 castanha \u00e9 uma bola de g\u00e1s como uma estrela, mas sem um reator de fus\u00e3o interno, fica cada vez mais fria, com uma atmosfera como a dos planetas gigantes gasosos. Quer\u00edamos ver porque \u00e9 que esta an\u00e3 castanha \u00e9 t\u00e3o estranha, mas n\u00e3o est\u00e1vamos \u00e0 espera de silano. O Universo continua a surpreender-nos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e3s castanhas s\u00e3o muitas vezes mais f\u00e1ceis de estudar do que os exoplanetas gigantes gasosos, porque a luz de um planeta distante \u00e9 normalmente abafada pela estrela que orbita, ao passo que as an\u00e3s castanhas geralmente est\u00e3o sozinhas. E as li\u00e7\u00f5es aprendidas com estes objetos estendem-se a todos os tipos de planetas, incluindo os que se encontram fora do nosso Sistema Solar e que podem apresentar potenciais sinais de habitabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para ser claro, n\u00e3o estamos a encontrar vida nas an\u00e3s castanhas&#8221;, disse Faherty. &#8220;Mas a um n\u00edvel elevado, ao estudar toda esta variedade e complexidade de atmosferas planet\u00e1rias, estamos a preparar os cientistas que um dia ter\u00e3o de fazer este tipo de an\u00e1lise qu\u00edmica para planetas rochosos, potencialmente semelhantes \u00e0 Terra. Pode n\u00e3o envolver especificamente o sil\u00edcio, mas eles v\u00e3o obter dados complicados e confusos que n\u00e3o encaixam nos seus modelos, tal como n\u00f3s. Ter\u00e3o de analisar todas essas complexidades se quiserem responder a essas grandes quest\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/missions\/webb\/nasa-study-celestial-accident-sheds-light-on-jupiter-saturn-riddle\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2526\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/rdcu.be\/eDWlO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>O Acidente (WISEA J153429.75-104303.3):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/WISE_1534%E2%80%931043\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Silano:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Silane\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>WISE (ou NEOWISE):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/neowise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/neowise.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide-field_Infrared_Survey_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque \u00e9 que o sil\u00edcio, um dos elementos mais comuns no Universo, passou praticamente despercebido nas atmosferas de J\u00fapiter, Saturno e de planetas de g\u00e1s que orbitam outras estrelas? 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