{"id":8324,"date":"2025-09-12T06:08:48","date_gmt":"2025-09-12T05:08:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8324"},"modified":"2025-09-12T06:09:12","modified_gmt":"2025-09-12T05:09:12","slug":"astronomos-detetam-explosao-de-raios-gama-misteriosa-diferente-de-qualquer-outra-observada-ate-a-data","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/09\/12\/astronomos-detetam-explosao-de-raios-gama-misteriosa-diferente-de-qualquer-outra-observada-ate-a-data\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos detetam explos\u00e3o de raios gama misteriosa, diferente de qualquer outra observada at\u00e9 \u00e0 data"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2514a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"424\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/khUN75yU_o-1024x424.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8325\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/khUN75yU_o-1024x424.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/khUN75yU_o-300x124.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/khUN75yU_o-768x318.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/khUN75yU_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">O ponto laranja que vemos no centro desta imagem trata-se de uma poderosa explos\u00e3o que se repetiu v\u00e1rias vezes ao longo de um dia, um evento diferente de tudo o que j\u00e1 tinha sido observado anteriormente. Esta imagem, capturada pelo VLT do ESO, permitiu aos astr\u00f3nomos determinar que a explos\u00e3o n\u00e3o ocorreu na Via L\u00e1ctea, mas sim noutra gal\u00e1xia.\nEsta explos\u00e3o de raios gama, denominada GRB 250702B, foi observada pela primeira vez no dia 2 de julho por telesc\u00f3pios que capturam fot\u00f5es de alta energia, mas a sua localiza\u00e7\u00e3o era incerta. A imagem que aqui vemos foi capturada no dia 3 de julho com a c\u00e2mara infravermelha HAWK-I montada no VLT, e ajudou a localizar com precis\u00e3o a origem da explos\u00e3o. A explos\u00e3o parecia ter origem no seio doutra gal\u00e1xia, facto que foi posteriormente confirmado pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA.\nForam propostos diferentes cen\u00e1rios para explicar este evento, tais como o colapso de uma estrela massiva ou uma estrela destru\u00edda por um buraco negro. No entanto, nenhum deles consegue explicar totalmente todas as propriedades observadas durante a explos\u00e3o, a menos que os objetos envolvidos sejam bastante invulgares.\nCr\u00e9dito: ESO\/A. Levan, A. Martin-Carrillo et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os astr\u00f3nomos detetaram uma explos\u00e3o de raios gama que se repetiu v\u00e1rias vezes ao longo de um dia, um evento diferente de tudo o que j\u00e1 tinha sido observado anteriormente. Descobriu-se que a fonte que deu origem a esta poderosa explos\u00e3o de radia\u00e7\u00e3o se encontra fora da nossa Gal\u00e1xia, tendo a sua localiza\u00e7\u00e3o sido identificada pelo VLT (Very Large Telescope) do ESO. As explos\u00f5es de raios gama s\u00e3o as mais poderosas do Universo, normalmente causadas pela destrui\u00e7\u00e3o catastr\u00f3fica de estrelas. No entanto, nenhum cen\u00e1rio conhecido consegue explicar completamente esta nova explos\u00e3o agora observada, cuja verdadeira natureza permanece um mist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta explos\u00e3o de raios gama \u00e9 &#8220;diferente de qualquer outra observada durante os 50 anos em que temos observado este fen\u00f3meno&#8221;, segundo Antonio Martin-Carrillo, astr\u00f3nomo da UCD (University College Dublin), Irlanda, coautor principal deste estudo publicado recentemente na revista da especialidade The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As explos\u00f5es de raios gama s\u00e3o as mais energ\u00e9ticas do Universo e t\u00eam origem em eventos catastr\u00f3ficos, como estrelas massivas que morrem em explos\u00f5es poderosas ou s\u00e3o destru\u00eddas por buracos negros, entre outros. Geralmente duram entre alguns mil\u00e9simos de segundos e alguns minutos, mas o sinal agora capturado, GRB 250702B (tamb\u00e9m conhecida como GRB 250702BDE. As explos\u00f5es de raios gama, ou GRBs, sigla do ingl\u00eas para &#8220;Gamma-ray Bursts&#8221;, s\u00e3o nomeadas com um n\u00famero que indica a data da sua dete\u00e7\u00e3o, seguido de uma letra, no caso de mais de uma explos\u00e3o ser encontrada nesse dia; as explos\u00f5es B, D e E est\u00e3o todas ligadas ao mesmo objeto), durou cerca de um dia, o que \u00e9 &#8220;100 a 1000 vezes mais longo do que a maioria das explos\u00f5es de raios gama observadas at\u00e9 \u00e0 data&#8221;, explica Andrew Levan, astr\u00f3nomo da Universidade Radboud, nos Pa\u00edses Baixos, tamb\u00e9m coautor principal deste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Mais importante ainda, as explos\u00f5es de raios gama nunca se repetem, uma vez que o evento que as produz \u00e9 catastr\u00f3fico&#8221;, afirma Martin-Carrillo. O alerta inicial desta explos\u00e3o surgiu a 2 de julho, proveniente do Telesc\u00f3pio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA. O Fermi detetou n\u00e3o apenas uma, mas tr\u00eas explos\u00f5es vindas desta fonte ao longo de v\u00e1rias horas. Posteriormente, e em retrospetiva, descobriu-se que a fonte tinha estado ativa quase um dia antes, conforme observou a Einstein Probe, um telesc\u00f3pio espacial de raios X da Academia de Ci\u00eancias Chinesa em conjunto com a ES) e com o Instituto Max Planck de F\u00edsica Extraterrestre. Nunca se tinha visto uma explos\u00e3o de raios gama t\u00e3o longa e repetitiva.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2514c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/9e\/95\/0DPOAYNc_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta sequ\u00eancia de imagens mostra a evolu\u00e7\u00e3o ao longo de v\u00e1rios dias da explos\u00e3o de raios gama GRB 250702B. Esta explos\u00e3o foi observada pela primeira vez no dia 2 de julho com telesc\u00f3pios que recolhem fot\u00f5es de alta energia e que detetaram v\u00e1rios surtos de raios gama ao longo de um dia.<br>Os astr\u00f3nomos utilizaram ent\u00e3o o VLT do ESO para localizar com precis\u00e3o o local exato da explos\u00e3o e monitorizar como \u00e9 que o seu brilho p\u00f3s-explos\u00e3o se foi desvanescendo ao longo de v\u00e1rios dias.<br>As primeiras cinco imagens aqui apresentadas foram capturadas com a c\u00e2mara infravermelha HAWK-I montada no VLT. A explos\u00e3o, marcada com c\u00edrculos vermelhos, parece ter ocorrido no seio de uma gal\u00e1xia alongada, o que foi confirmado com o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA no dia 15 de julho (imagem no canto inferior direito). Esta gal\u00e1xia \u00e9 vista de lado, com uma faixa de poeira escura a atravess\u00e1-la.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/A. Levan, A. Martin-Carrillo et al.\/NASA\/ESA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As observa\u00e7\u00f5es deram-nos apenas uma localiza\u00e7\u00e3o aproximada desta explos\u00e3o de raios gama, a qual se encontrava na dire\u00e7\u00e3o do plano da nossa Gal\u00e1xia, uma regi\u00e3o repleta de estrelas. Assim, a equipa recorreu ao VLT do ESO para identificar a fonte real dentro dessa \u00e1rea. &#8220;Antes das observa\u00e7\u00f5es, a opini\u00e3o geral na comunidade era de que esta explos\u00e3o teria tido origem no interior da nossa Gal\u00e1xia, no entanto, o VLT mudou fundamentalmente esse paradigma&#8221;, diz Levan, tamb\u00e9m com afilia\u00e7\u00e3o \u00e0 Universidade de Warwick, no Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o aux\u00edlio da c\u00e2mara HAWK-I montada no VLT, a equipa encontrou evid\u00eancias de que esta fonte poderia estar, de facto, localizada noutra gal\u00e1xia, o que foi posteriormente confirmado pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA. &#8220;A nossa descoberta \u00e9 bastante entusiasmante: o facto deste objeto ser extragal\u00e1tico significa que \u00e9 consideravelmente mais potente&#8221;, explica Martin-Carrillo. O tamanho e o brilho da gal\u00e1xia hospedeira sugerem que esta pode estar localizada a alguns milhares de milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra, no entanto s\u00e3o necess\u00e1rios mais dados para refinar esta dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A natureza do evento que deu origem a esta explos\u00e3o de raios gama \u00e9 ainda desconhecida. Um dos cen\u00e1rios poss\u00edveis corresponde a uma estrela massiva a colapsar sobre si mesma, um processo que liberta enormes quantidades de energia. &#8220;Se a origem desta explos\u00e3o for de facto uma estrela massiva, tratar-se-\u00e1 de um colapso diferente de tudo o que j\u00e1 testemunh\u00e1mos at\u00e9 \u00e0 data&#8221;, afirma Levan, pois, nesse caso, a explos\u00e3o deveria durar apenas alguns segundos. Alternativamente, uma estrela a ser dilacerada por um buraco negro poder\u00e1 produzir uma explos\u00e3o de raios gama com dura\u00e7\u00e3o de um dia, mas para explicar outras propriedades observadas na explos\u00e3o, ter\u00edamos de ter uma estrela bastante invulgar a ser destru\u00edda por um buraco negro ainda mais invulgar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os autores favorecem um cen\u00e1rio em que uma an\u00e3 branca foi destru\u00edda por um buraco negro de massa interm\u00e9dia. Uma an\u00e3 branca \u00e9 o n\u00facleo pequeno e em lento arrefecimento que resta ap\u00f3s a morte de uma estrela como o nosso Sol. Os buracos negros de massa interm\u00e9dia t\u00eam entre 100 e 100 mil vezes mais massa do que o Sol. A maioria dos buracos negros conhecidos tem massas significativamente maiores ou mais pequenas do que estes valores e, por isso, os buracos negros de massa interm\u00e9dia continuam a ser um tipo de objeto pouco compreendido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para saber mais sobre esta explos\u00e3o de raios gama, a equipa tem monitorizado os resultados da explos\u00e3o com diferentes telesc\u00f3pios e instrumentos, incluindo o espetr\u00f3grafo X-shooter do VLT e o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, um projeto conjunto da NASA, da ESA e da Ag\u00eancia Espacial Canadiana. Ter descoberto que esta explos\u00e3o ocorreu noutra gal\u00e1xia \u00e9 fundamental para tentar descobrir a sua causa. &#8220;Ainda n\u00e3o temos a certeza do fen\u00f3meno que deu origem a esta explos\u00e3o, mas com este trabalho de investiga\u00e7\u00e3o demos um grande passo em frente na compreens\u00e3o deste objeto extremamente interessante e invulgar&#8221;, conclui Martin-Carrillo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Time-lapse of the gamma-ray burst GRB 250702B\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/u0odXgFxXQY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2514\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/adf8e1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>GRB:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gamma_ray_burst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/sci\/facilities\/paranal\/instruments\/hawki.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">HAWK-I (ESO)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/x-shooter\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X-shooter (ESO)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Fermi:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/GLAST\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GLAST_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Einstein Probe:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ep.bao.ac.cn\/ep\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Academia Chinesa de Ci\u00eancias<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Einstein_Probe_factsheet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Einstein_Probe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Hubble:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/hubble\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Hubble, NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/esaSC\/SEM106WO4HD_index_0_m.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.stsci.edu\/hst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"http:\/\/archive.stsci.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Base de dados do Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais<\/a><br><a href=\"https:\/\/hst.esac.esa.int\/ehst\/#\/pages\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de Ci\u00eancias do eHST<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Hubble_Space_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os astr\u00f3nomos detetaram uma explos\u00e3o de raios gama que se repetiu v\u00e1rias vezes ao longo de um dia, um evento diferente de tudo o que j\u00e1 tinha sido observado anteriormente. 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