{"id":8317,"date":"2025-09-09T06:23:25","date_gmt":"2025-09-09T05:23:25","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8317"},"modified":"2025-09-09T06:23:42","modified_gmt":"2025-09-09T05:23:42","slug":"anel-deformado-de-estrela-vizinha-moldado-por-planetas-em-evolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/09\/09\/anel-deformado-de-estrela-vizinha-moldado-por-planetas-em-evolucao\/","title":{"rendered":"Anel deformado de estrela vizinha moldado por planetas em evolu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Fomalhaut-with-planet.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"614\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/SR3bzRrm_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8318\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/SR3bzRrm_o.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/SR3bzRrm_o-300x180.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/SR3bzRrm_o-768x461.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A estrela brilhante no centro, Fomalhaut, est\u00e1 rodeada por um antigo disco de detritos de brilho desigual. O disco est\u00e1 mais perto da estrela a sul, onde o disco \u00e9 mais largo e mais t\u00e9nue, e mais longe da estrela a norte, onde o disco \u00e9 mais estreito e mais brilhante. O anel a tracejado mostra a poss\u00edvel \u00f3rbita de um planeta sugerida por Lovell et al.<br>Cr\u00e9dito: NSF\/AUI\/NSF NRAO\/B.Saxton<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Astr\u00f3nomos, recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), obtiveram a imagem de maior resolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 data, revelando novos conhecimentos sobre a invulgar e misteriosa arquitetura do disco de detritos que rodeia Fomalhaut, uma das estrelas mais brilhantes e mais estudadas da nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica. Os discos de detritos s\u00e3o vastas cinturas de poeira e corpos rochosos, semelhantes \u00e0 cintura de asteroides do nosso Sistema Solar &#8211; mas muito maiores. A excentricidade do disco de Fomalhaut tem fascinado os astr\u00f3nomos h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa internacional de investigadores, liderada por astr\u00f3nomos do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian e da Universidade Johns Hopkins, publicou dois artigos cient\u00edficos que analisam estas novas observa\u00e7\u00f5es nas revistas The Astrophysical Journal\/The Astrophysical Journal Letters. Descobriram agora que o disco de Fomalhaut n\u00e3o \u00e9 apenas exc\u00eantrico &#8211; a sua excentricidade muda com a dist\u00e2ncia da estrela. Ao contr\u00e1rio de modelos anteriores que assumiam uma excentricidade uniforme ou &#8220;fixa&#8221;, o seu novo modelo baseado em dados mostra que a forma do disco se torna menos esticada (ou menos exc\u00eantrica) quanto mais longe um segmento est\u00e1 de Fomalhaut. Esta morfologia \u00e9 conhecida como um gradiente de excentricidade negativo. \u00c9 poss\u00edvel imaginar os desvios entre a estrela e o centro do anel, muito parecidos com os an\u00e9is de Saturno, se Saturno n\u00e3o estivesse bem no meio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As nossas observa\u00e7\u00f5es mostram, pela primeira vez, que a excentricidade do disco n\u00e3o \u00e9 constante&#8221;, disse o autor principal de um dos artigos cient\u00edficos, Joshua Bennett Lovell, do Centro de Astrof\u00edsica | Harvard &amp; Smithsonian. &#8220;Diminui com a dist\u00e2ncia de forma constante, uma descoberta que nunca antes tinha sido demonstrada de forma conclusiva em qualquer disco de detritos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Usando imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o do ALMA em comprimentos de onda de 1,3 mm, a equipa ajustou um novo modelo aos dados, um modelo que tem em conta o raio, a largura e as assimetrias do disco, com um modelo de anel exc\u00eantrico que pode alterar a sua excentricidade com a dist\u00e2ncia da estrela. O modelo que melhor se ajustava apontava para um decl\u00ednio acentuado da excentricidade com a dist\u00e2ncia, tal como previsto pelas teorias din\u00e2micas sobre a forma como os planetas podem moldar os discos de detritos, mas ainda n\u00e3o observado em qualquer parte do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este gradiente negativo fornece pistas sobre planetas escondidos, atualmente n\u00e3o vistos pelos astr\u00f3nomos, em \u00f3rbita de Fomalhaut. O novo modelo sugere que um planeta massivo a orbitar no interior do disco de Fomalhaut pode ter esculpido o seu perfil de excentricidade no in\u00edcio da hist\u00f3ria deste sistema. A forma invulgar do disco de detritos pode ter sido moldada na juventude do sistema, durante a fase de disco protoplanet\u00e1rio, e manteve-se assim durante mais de 400 milh\u00f5es de anos, gra\u00e7as aos empurr\u00f5es e \u00e0 atra\u00e7\u00e3o cont\u00ednua deste planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No segundo artigo cient\u00edfico, liderado pelo estudante Jay Chittidi da Universidade Johns Hopkins, a equipa esgotou a possibilidade de a excentricidade do anel ser fixada com a dist\u00e2ncia \u00e0 estrela. &#8220;Embora a mudan\u00e7a de brilho do lado do pericentro do disco, o mais pr\u00f3ximo da estrela, para o lado do apocentro, o mais afastado da estrela, entre os dados do JWST e do ALMA, fosse esperada, as mudan\u00e7as precisas que medimos no brilho do disco e na largura do anel n\u00e3o podiam ser explicadas pelos modelos antigos&#8221;, disse Jay. &#8220;Simplificando: n\u00e3o conseguimos encontrar um modelo com uma excentricidade fixa que pudesse explicar estas caracter\u00edsticas peculiares no disco de Fomalhaut. Comparando os modelos antigos e os novos, somos agora capazes de interpretar melhor este disco e reconstruir a hist\u00f3ria e o estado atual deste sistema din\u00e2mico&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores esperam que este novo modelo seja testado com mais observa\u00e7\u00f5es do ALMA, que foram recentemente aprovadas, &#8220;e esperamos encontrar novas pistas que nos ajudem a descobrir o planeta!&#8221; acrescenta Lovell. A equipa partilhou o c\u00f3digo do modelo de excentricidade desenvolvido para esta investiga\u00e7\u00e3o recentemente publicada, para permitir que outros astr\u00f3nomos o apliquem a sistemas semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/news\/neighboring-stars-warped-ring-shaped-by-evolving-planets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NRAO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.almaobservatory.org\/en\/press-releases\/neighboring-stars-warped-ring-shaped-by-evolving-planets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio ALMA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/adfadc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/adfadb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico #2 (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Fomalhaut:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Fomalhaut\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Disco de detritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Debris_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f3nomos, recorrendo ao ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), obtiveram a imagem de maior resolu\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 data, revelando novos conhecimentos sobre a invulgar e misteriosa arquitetura do disco de detritos que rodeia Fomalhaut, uma das estrelas mais brilhantes e mais estudadas da nossa vizinhan\u00e7a c\u00f3smica.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8318,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,1],"tags":[305,1969,759],"class_list":["post-8317","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-telescopios-profissionais","tag-alma","tag-disco-de-detritos","tag-fomalhaut"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8317"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8317\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8320,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8317\/revisions\/8320"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8318"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}