{"id":8301,"date":"2025-09-05T06:18:44","date_gmt":"2025-09-05T05:18:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8301"},"modified":"2025-09-05T06:18:45","modified_gmt":"2025-09-05T05:18:45","slug":"as-estrelas-massivas-preferem-viver-em-pares-mesmo-em-galaxias-com-baixa-metalicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/09\/05\/as-estrelas-massivas-preferem-viver-em-pares-mesmo-em-galaxias-com-baixa-metalicidade\/","title":{"rendered":"As estrelas massivas preferem viver em pares mesmo em gal\u00e1xias com baixa metalicidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2401c.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/PzdaOM6I_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8302\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/PzdaOM6I_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/PzdaOM6I_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/PzdaOM6I_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/PzdaOM6I_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o de artista de um sistema bin\u00e1rio no qual uma estrela compacta rouba mat\u00e9ria da sua companheira.\nCr\u00e9dito: ESO\/L. Cal\u00e7ada<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Estrelas massivas em gal\u00e1xias pobres em metais t\u00eam frequentemente parceiras pr\u00f3ximas, tal como as estrelas massivas da nossa Via L\u00e1ctea, rica em metais. Os astr\u00f3nomos utilizaram o VLT (Very Large Telescope) no Chile para monitorizar a velocidade de estrelas massivas na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es. A investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na revista Nature Astronomy.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabe-se h\u00e1 j\u00e1 20 anos que muitas estrelas massivas da Via L\u00e1ctea, gal\u00e1xia esta rica em metais, t\u00eam um parceiro. Nos \u00faltimos anos, tornou-se claro que a intera\u00e7\u00e3o entre estas parceiras \u00e9 importante para a evolu\u00e7\u00e3o das estrelas massivas. No entanto, at\u00e9 agora, os astr\u00f3nomos n\u00e3o tinham a certeza se as estrelas massivas em gal\u00e1xias pobres em metais poderiam tamb\u00e9m fazer parte de um sistema bin\u00e1rio. Agora, verifica-se que \u00e9 de facto esse o caso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>M\u00e1quina do tempo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Us\u00e1mos a Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es como uma m\u00e1quina do tempo&#8221;, explica Hugues Sana da KU Leuven (B\u00e9lgica). &#8220;A Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es tem um ambiente de metalicidade representativo do das gal\u00e1xias distantes, quando o Universo tinha apenas alguns milhares de milh\u00f5es de anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O estudo de estrelas massivas fora da Via L\u00e1ctea \u00e9 dif\u00edcil porque as estrelas est\u00e3o muito longe e recebemos pouca luz delas&#8221;, dizem Tomer Shenar e Julia Bodensteiner, que lideram em conjunto o projeto BLOeM (Binarity at LOw Metallicity), das Universidades de Amesterd\u00e3o (Pa\u00edses Baixos) e Tel-Aviv (Israel), do qual este trabalho deriva. Os investigadores utilizaram o espetr\u00f3grafo FLAMES no VLT do ESO, no Chile. O FLAMES tem 132 fibras \u00f3ticas, cada uma das quais pode ser direcionada para uma estrela diferente, que pode ent\u00e3o ser observada simultaneamente.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/3a\/82\/4HUv9VJx_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/3a\/82\/4HUv9VJx_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Estrelas massivas na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es. Das estrelas estudadas, 70 por cento (os diamantes cor-de-laranja) parecem acelerar e desacelerar. Isto indica a presen\u00e7a de uma parceira.<br>Cr\u00e9dito: ESO\/Sana et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Acelerar e desacelerar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante um per\u00edodo de 3 meses, os investigadores observaram a acelera\u00e7\u00e3o e a desacelera\u00e7\u00e3o de 139 estrelas massivas do tipo O em 9 momentos diferentes. Estas estrelas t\u00eam entre 15 e 60 vezes a massa do nosso Sol. S\u00e3o quentes, brilham intensamente e terminam as suas vidas em explos\u00f5es de supernova. No processo, o n\u00facleo da estrela colapsa num buraco negro. Os resultados mostram que mais de 70 por cento das estrelas observadas aceleram e desaceleram. Este \u00e9 um sinal de uma parceira pr\u00f3xima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O facto de as estrelas massivas da Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es terem uma parceira sugere que as primeiras estrelas do Universo, que suspeitamos serem tamb\u00e9m massivas, tamb\u00e9m tinham parceiras&#8221;, diz Gonzalo Holgado, investigador de p\u00f3s-doutoramento no IAC (Instituto de Astrof\u00edsica de Canarias) e coautor do artigo cient\u00edfico. &#8220;Talvez alguns desses sistemas acabem como dois buracos negros a orbitarem-se um ao outro. \u00c9 um pensamento excitante&#8221;, diz Michael Abdul-Masih, p\u00f3s-doutorado que em breve se juntar\u00e1 ao Departamento de Astrof\u00edsica da ULL (Universidad de La Laguna).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores planearam observar as mesmas estrelas mais dezasseis vezes num futuro pr\u00f3ximo. O seu objetivo \u00e9 reconstruir as \u00f3rbitas precisas das estrelas bin\u00e1rias, determinar as massas dos seus componentes e estudar a natureza e as propriedades da estrela companheira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Utilizando as nossas medi\u00e7\u00f5es, os cosm\u00f3logos e astrof\u00edsicos que estudam o Universo jovem e pobre em metais poder\u00e3o ent\u00e3o basear-se no nosso conhecimento das estrelas bin\u00e1rias massivas com maior confian\u00e7a&#8221;, conclui Sara R. Berlanas, investigadora de p\u00f3s-doutoramento na ULL, que tamb\u00e9m participou no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.iac.es\/en\/outreach\/news\/team-participation-iac-and-ull-discovers-massive-stars-prefer-live-pairs-even-galaxies-low-metallicity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ IAC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/icc.ub.edu\/news\/massive-stars-in-metal-poor-environment-often-have-close-partners\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Barcelona (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ncl.ac.uk\/press\/articles\/latest\/2025\/09\/massivestarsclosepartners\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Newscastle (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02610-x\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrelas do tipo O:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/O-type_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estrela bin\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Binary_star\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Small_Magellanic_Cloud\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/xtra\/ngc\/smc.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Via L\u00e1ctea:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Milky_Way\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.seds.org\/more\/mw.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLT (Very Large Telescope):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/paranal-observatory\/vlt\/vlt-instr\/flames\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">FLAMES (ESO)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estrelas massivas em gal\u00e1xias pobres em metais t\u00eam frequentemente parceiras pr\u00f3ximas, tal como as estrelas massivas da nossa Via L\u00e1ctea, rica em metais. Os astr\u00f3nomos utilizaram o VLT (Very Large Telescope) no Chile para monitorizar a velocidade de estrelas massivas na Pequena Nuvem de Magalh\u00e3es.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8302,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50,60,1],"tags":[1714,1968,624,180,107],"class_list":["post-8301","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","","category-estrelas","category-galaxias","category-telescopios-profissionais","tag-estrela-binaria","tag-estrelas-tipo-o","tag-pequena-nuvem-de-magalhaes","tag-via-lactea","tag-vlt"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8301","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8301"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8303,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8301\/revisions\/8303"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}