{"id":8288,"date":"2025-08-29T06:24:04","date_gmt":"2025-08-29T05:24:04","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8288"},"modified":"2025-08-29T06:24:04","modified_gmt":"2025-08-29T05:24:04","slug":"webb-investiga-o-complexo-coracao-de-uma-borboleta-cosmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/08\/29\/webb-investiga-o-complexo-coracao-de-uma-borboleta-cosmica\/","title":{"rendered":"Webb investiga o complexo cora\u00e7\u00e3o de uma borboleta c\u00f3smica"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2517a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"334\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/H3y8POlA_o-1024x334.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8289\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/H3y8POlA_o-1024x334.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/H3y8POlA_o-300x98.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/H3y8POlA_o-768x250.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/H3y8POlA_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Este conjunto mostra tr\u00eas imagens da Nebulosa Borboleta, tamb\u00e9m chamada NGC 6302.<br>A primeira e a segunda das tr\u00eas imagens aqui apresentadas real\u00e7am a natureza bipolar da Nebulosa Borboleta no vis\u00edvel e no infravermelho pr\u00f3ximo pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA. A nova imagem do Webb, \u00e0 direita, amplia o centro da Nebulosa Borboleta e o seu toro poeirento, proporcionando uma vis\u00e3o sem precedentes da sua complexa estrutura. Os dados do Webb s\u00e3o complementados com dados do ALMA.<br><a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2517d.jpg\">Ver apenas a primeira imagem<\/a>; <a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2517e.jpg\">ver apenas a segunda imagem<\/a>; <a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2517b.jpg\">ver apenas a terceira imagem<\/a><br>Cr\u00e9dito: ESA\/Webb, NASA e CSA, M. Matsuura, J. Kastner, K. Noll, ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), N. Hirano, J. Kastner, M. Zamani (ESA\/Webb)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA revelou novos pormenores do n\u00facleo da Nebulosa Borboleta, NGC 6302. Desde o toro denso e poeirento que rodeia a estrela escondida no centro da nebulosa at\u00e9 aos seus jatos, as observa\u00e7\u00f5es do Webb revelam muitas novas descobertas que pintam um retrato nunca antes visto de uma nebulosa planet\u00e1ria din\u00e2mica e estruturada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Nebulosa Borboleta, localizada a cerca de 3400 anos-luz de dist\u00e2ncia na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o de Escorpi\u00e3o, \u00e9 uma das nebulosas planet\u00e1rias mais bem estudadas da nossa Gal\u00e1xia. Esta espantosa nebulosa foi anteriormente fotografada pelo Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA. Agora, o Webb captou uma nova imagem desta nebulosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As nebulosas planet\u00e1rias est\u00e3o entre as &#8220;criaturas&#8221; mais belas e mais elusivas do zoo c\u00f3smico. Estas nebulosas formam-se quando estrelas com massas entre 0,8 e 8 vezes a massa do Sol perdem a maior parte da sua massa no final das suas vidas. A fase de nebulosa planet\u00e1ria \u00e9 ef\u00e9mera, durando apenas cerca de 20.000 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao contr\u00e1rio do que o nome indica, as nebulosas planet\u00e1rias n\u00e3o t\u00eam nada a ver com planetas: a confus\u00e3o de nomes come\u00e7ou h\u00e1 v\u00e1rias centenas de anos, quando os astr\u00f3nomos referiram que estas nebulosas pareciam redondas, como os planetas. O nome pegou, apesar de muitas nebulosas planet\u00e1rias n\u00e3o serem redondas de todo &#8211; e a Nebulosa Borboleta \u00e9 um excelente exemplo das formas fant\u00e1sticas que estas nebulosas podem assumir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">NGC 6302 \u00e9 uma nebulosa bipolar, o que significa que tem dois l\u00f3bulos que se estendem em dire\u00e7\u00f5es opostas, formando as &#8220;asas&#8221; da borboleta. Uma banda escura de g\u00e1s poeirento constitui o &#8220;corpo&#8221; da borboleta. Esta banda \u00e9 na realidade um toro em forma de donut que est\u00e1 a ser visto de lado, escondendo a estrela central da nebulosa &#8211; o n\u00facleo antigo de uma estrela semelhante ao Sol que d\u00e1 energia \u00e0 nebulosa e a faz brilhar. O donut poeirento pode ser respons\u00e1vel pela forma insect\u00f3ide da nebulosa, impedindo o g\u00e1s de sair para fora da estrela, igualmente, em todas as dire\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta nova imagem do Webb faz zoom at\u00e9 ao centro da Nebulosa Borboleta e at\u00e9 ao seu toro poeirento, proporcionando uma vis\u00e3o sem precedentes da sua complexa estrutura. A imagem utiliza dados do MIRI (Mid-InfraRed Instrument) do Webb, funcionando em modo de unidade de campo integral. Este modo combina uma c\u00e2mara e um espetr\u00f3grafo para obter imagens em muitos comprimentos de onda diferentes em simult\u00e2neo, revelando como a apar\u00eancia de um objeto muda com o comprimento de onda. A equipa de investiga\u00e7\u00e3o complementou as observa\u00e7\u00f5es do Webb com dados do ALMA (Atacama Large Millimetre\/submillimetre Array), uma poderosa rede de antenas de r\u00e1dio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.esawebb.org\/archives\/images\/large\/weic2517c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/33\/1b\/NLO56aLv_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">No centro da Nebulosa Borboleta est\u00e1 o n\u00facleo antigo de uma estrela semelhante ao Sol, que energiza a nebulosa circundante e a faz brilhar. Esta estrela central escaldante est\u00e1 escondida de vista em comprimentos de onda \u00f3ticos, mas as capacidades infravermelhas do Webb revelaram a estrela e os seus arredores em grande pormenor.<br>Esta imagem, que combina dados infravermelhos do Webb com observa\u00e7\u00f5es submilim\u00e9tricas do ALMA (Atacama Large Millimetre\/submillimetre Array), mostra o toro em forma de donut e as bolhas interligadas de g\u00e1s poeirento que rodeiam a estrela central da nebulosa. O toro est\u00e1 orientado verticalmente, \u00e9 visto quase de lado da nossa perspetiva e interseta as bolhas de g\u00e1s que envolvem a estrela. As bolhas aparecem a vermelho vivo nesta imagem, iluminadas pela luz do g\u00e1s h\u00e9lio e n\u00e9on. Fora das bolhas, jatos definidos pela emiss\u00e3o de ferro ionizado disparam em dire\u00e7\u00f5es opostas.<br>Cr\u00e9dito: ESA\/Webb, NASA &amp; CSA, M. Matsuura, ALMA (ESO\/NAOJ\/NRAO), N. Hirano, M. Zamani (ESA\/Webb)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os investigadores que analisaram estes dados do Webb identificaram cerca de 200 linhas espetrais, cada uma das quais cont\u00e9m informa\u00e7\u00e3o sobre os \u00e1tomos e as mol\u00e9culas da nebulosa. Estas linhas revelam estruturas aninhadas e interligadas definidas por diferentes subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A equipa de investiga\u00e7\u00e3o identificou a posi\u00e7\u00e3o da estrela central da Nebulosa Borboleta, que aquece uma nuvem de poeira anteriormente n\u00e3o detetada \u00e0 sua volta, fazendo com que esta brilhe intensamente nos comprimentos de onda do infravermelho m\u00e9dio a que o MIRI \u00e9 sens\u00edvel. A localiza\u00e7\u00e3o da estrela central da nebulosa tem permanecido incerta at\u00e9 agora, porque a poeira que a envolve torna-a invis\u00edvel em comprimentos de onda \u00f3ticos. As pesquisas anteriores para encontrar a estrela n\u00e3o tinham a combina\u00e7\u00e3o de sensibilidade infravermelha e resolu\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para detetar a nuvem de poeira quente que a obscurece. Com uma temperatura de 220.000 K, esta \u00e9 uma das estrelas centrais mais quentes conhecidas numa nebulosa planet\u00e1ria da nossa Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este motor estelar em chamas \u00e9 respons\u00e1vel pelo brilho deslumbrante da nebulosa, mas o seu poder total pode ser canalizado pela densa banda de g\u00e1s poeirento que a rodeia: o toro. Os novos dados do Webb mostram que o toro \u00e9 composto por silicatos cristalinos como o quartzo, bem como por gr\u00e3os de poeira de forma irregular. Os gr\u00e3os de poeira t\u00eam tamanhos da ordem de um milion\u00e9simo de metro &#8211; grandes, se considerarmos a poeira c\u00f3smica &#8211; indicando que t\u00eam estado a crescer h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fora do toro, a emiss\u00e3o de diferentes \u00e1tomos e mol\u00e9culas assume uma estrutura em v\u00e1rias camadas. Os i\u00f5es que requerem a maior quantidade de energia para se formarem est\u00e3o concentrados perto do centro, enquanto os que requerem menos energia encontram-se mais longe da estrela central. O ferro e o n\u00edquel s\u00e3o particularmente interessantes, tra\u00e7ando um par de jatos que se projetam para fora da estrela em dire\u00e7\u00f5es opostas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Curiosamente, a equipa tamb\u00e9m detetou luz emitida por mol\u00e9culas \u00e0 base de carbono conhecidas como hidrocarbonetos arom\u00e1ticos polic\u00edclicos, ou HAPs. Estas mol\u00e9culas formam estruturas planas em forma de anel, muito parecidas com as formas de favo de mel encontradas nas colmeias. Na Terra, \u00e9 frequente encontrarmos HAPs no fumo de fogueiras, no escape dos autom\u00f3veis ou em p\u00e3o torrado queimado. Dada a localiza\u00e7\u00e3o dos HAPs, a equipa de investiga\u00e7\u00e3o suspeita que estas mol\u00e9culas se formam quando uma &#8220;bolha&#8221; de vento da estrela central irrompe no g\u00e1s que a rodeia. Esta pode ser a primeira evid\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o de HAPs numa nebulosa planet\u00e1ria rica em oxig\u00e9nio, fornecendo um importante vislumbre dos detalhes da forma\u00e7\u00e3o destas mol\u00e9culas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados foram publicados na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Webb\/Webb_investigates_complex_heart_of_a_cosmic_butterfly\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/news\/weic2517\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA\/Webb (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ukatc.stfc.ac.uk\/Pages\/James-Webb-Space-Telescope-reveals-cosmic-Butterfly's-hidden-secrets.aspx\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ STFC (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/cosmic-butterfly-reveals-clues-earths-creation\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Real Sociedade Astron\u00f3mica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/542\/2\/1287\/8241385\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa Borboleta (NGC 6302):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=ngc+6302&amp;NbIdent=1&amp;Radius=10&amp;Radius.unit=arcmin&amp;jsessionid=DCF65796F2AB7059DD732710C9301F68.new\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/NGC_6302\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa planet\u00e1ria:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.ccvalg.pt\/astronomia\/nebulosas\/nebulosas_planetarias.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CCVAlg &#8211; Astronomia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Planetary_nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/nirspec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA\/ESA\/CSA revelou novos pormenores do n\u00facleo da Nebulosa Borboleta, NGC 6302. 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