{"id":8282,"date":"2025-08-29T06:19:21","date_gmt":"2025-08-29T05:19:21","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8282"},"modified":"2025-08-29T06:19:22","modified_gmt":"2025-08-29T05:19:22","slug":"mapeando-manchas-estelares-com-o-kepler-e-com-o-tess","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/08\/29\/mapeando-manchas-estelares-com-o-kepler-e-com-o-tess\/","title":{"rendered":"Mapeando manchas estelares com o Kepler e com o TESS"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Q4AarM5W_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Q4AarM5W_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8283\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Q4AarM5W_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Q4AarM5W_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Q4AarM5W_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Q4AarM5W_o-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Q4AarM5W_o.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A curva de luz com &#8220;altos e baixos&#8221; de um planeta em tr\u00e2nsito quando a superf\u00edcie da estrela-m\u00e3e tem v\u00e1rias manchas. <a href=\"https:\/\/svs.gsfc.nasa.gov\/14883\/#media_group_378748\">Ver anima\u00e7\u00e3o aqui<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: Centro de Voo Espacial Goddard da NASA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas desenvolveram um novo m\u00e9todo para mapear as manchas de estrelas distantes, utilizando observa\u00e7\u00f5es de planetas em \u00f3rbita que cruzam a face das suas estrelas. O modelo baseia-se numa t\u00e9cnica que os investigadores utilizam h\u00e1 d\u00e9cadas para estudar as manchas estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao melhorar a compreens\u00e3o que os astr\u00f3nomos t\u00eam das estrelas com manchas, o novo modelo &#8211; chamado StarryStarryProcess &#8211; pode ajudar a descobrir mais sobre as atmosferas planet\u00e1rias e a sua potencial habitabilidade, utilizando dados de telesc\u00f3pios como a pr\u00f3xima miss\u00e3o Pandora da NASA.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Muitos dos modelos que os investigadores usam para analisar dados de exoplanetas, ou mundos para l\u00e1 do nosso Sistema Solar, partem do princ\u00edpio que as estrelas s\u00e3o discos uniformemente brilhantes&#8221;, disse Sabina Sagynbayeva, estudante na Universidade Stony Brook, em Nova Iorque, EUA. &#8220;Mas sabemos, s\u00f3 de olhar para o nosso pr\u00f3prio Sol, que as estrelas s\u00e3o mais complicadas do que isso. Modelar a complexidade pode ser dif\u00edcil, mas a nossa abordagem d\u00e1 aos astr\u00f3nomos uma ideia de quantas manchas uma estrela pode ter, onde est\u00e3o localizadas e qu\u00e3o brilhantes ou escuras s\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo cient\u00edfico que descreve o StarryStarryProcess, liderado por Sagynbayeva, foi publicado na passada segunda-feira, dia 25 de agosto, na revista The Astrophysical Journal.<\/p>\n\n\n\n<p>O TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite) da NASA e o telesc\u00f3pio espacial Kepler, agora aposentado, foram concebidos para identificar planetas atrav\u00e9s de tr\u00e2nsitos, ou seja, quedas no brilho estelar provocadas quando um planeta passa em frente da sua estrela.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas medi\u00e7\u00f5es revelam como a luz da estrela varia com o tempo durante cada tr\u00e2nsito, e os astr\u00f3nomos podem organiz\u00e1-las num gr\u00e1fico a que chamam curva de luz. Tipicamente, a curva de luz de um tr\u00e2nsito tra\u00e7a uma suave trajet\u00f3ria para baixo quando o planeta come\u00e7a a passar em frente \u00e0 face da estrela. Atinge um brilho m\u00ednimo quando o mundo est\u00e1 completamente em frente da estrela e depois sobe gradualmente \u00e0 medida que o planeta sai e o tr\u00e2nsito termina.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao medir o tempo entre tr\u00e2nsitos, os cientistas podem determinar a dist\u00e2ncia a que o planeta se encontra da sua estrela e estimar a temperatura da sua superf\u00edcie. A quantidade de luz em &#8220;falta&#8221; na estrela, durante um tr\u00e2nsito, pode revelar o tamanho do planeta, o que pode sugerir a sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, de vez em quando, a curva de luz de um planeta parece mais complicada, com pequenas depress\u00f5es e picos adicionados ao arco principal. Os cientistas pensam que estes representam caracter\u00edsticas escuras da superf\u00edcie, semelhantes \u00e0s manchas solares observadas no nosso pr\u00f3prio Sol &#8211; manchas estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero total de manchas do Sol varia ao longo do seu ciclo de 11 anos. Os cientistas utilizam-nas para determinar e prever o progresso desse ciclo, bem como os surtos de atividade solar que nos podem afetar aqui na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, as manchas estelares s\u00e3o zonas mais frias, escuras e tempor\u00e1rias numa superf\u00edcie estelar, cujos tamanhos e n\u00fameros mudam ao longo do tempo. A sua variabilidade tem impacto no que os astr\u00f3nomos podem aprender sobre os planetas em tr\u00e2nsito.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas j\u00e1 analisaram curvas de luz de tr\u00e2nsitos exoplanet\u00e1rios e das suas estrelas hospedeiras para observar as pequenas depress\u00f5es e picos. Isto ajuda a determinar as propriedades da estrela hospedeira, tais como o seu n\u00edvel geral de manchas, o \u00e2ngulo de inclina\u00e7\u00e3o da \u00f3rbita do planeta, a inclina\u00e7\u00e3o da rota\u00e7\u00e3o da estrela em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 nossa linha de vis\u00e3o e outros factores. O modelo de Sagynbayeva utiliza curvas de luz que incluem n\u00e3o s\u00f3 informa\u00e7\u00e3o sobre o tr\u00e2nsito, mas tamb\u00e9m sobre a rota\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria estrela, para fornecer informa\u00e7\u00e3o ainda mais detalhada sobre estas propriedades estelares.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Saber mais sobre a estrela, por sua vez, ajuda-nos a aprender ainda mais sobre o planeta, como um ciclo de feedback&#8221;, disse o coautor Brett Morris, engenheiro de software do STScI (Space Telescope Science Institute) em Baltimore. &#8220;Por exemplo, a temperaturas suficientemente baixas, as estrelas podem ter vapor de \u00e1gua nas suas atmosferas. Se quisermos procurar \u00e1gua nas atmosferas dos planetas \u00e0 volta dessas estrelas &#8211; um indicador chave de habitabilidade &#8211; \u00e9 melhor termos a certeza de que n\u00e3o estamos a confundir as duas coisas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para testar o seu modelo, Sagynbayeva e a sua equipa analisaram os tr\u00e2nsitos de um planeta chamado TOI-3884 b, localizado a cerca de 141 anos-luz de dist\u00e2ncia, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o setentrional de Virgem.<\/p>\n\n\n\n<p>Descoberto pelo TESS em 2022, os astr\u00f3nomos pensam que o planeta \u00e9 um gigante gasoso cerca de cinco vezes maior do que a Terra e com 32 vezes a sua massa.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do StarryStarryProcess sugere que a estrela fria e fraca do planeta &#8211; chamada TOI-3384 &#8211; tem concentra\u00e7\u00f5es de manchas no seu polo norte, que tamb\u00e9m se inclina para a Terra, de modo que o planeta passa sobre o polo da nossa perspetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os \u00fanicos conjuntos de dados dispon\u00edveis que podem ser ajustados pelo modelo de Sagynbayeva s\u00e3o no vis\u00edvel, o que exclui as observa\u00e7\u00f5es infravermelhas feitas pelo Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. Mas a pr\u00f3xima miss\u00e3o Pandora da NASA beneficiar\u00e1 de ferramentas como esta. O pequeno sat\u00e9lite Pandora vai estudar as atmosferas dos exoplanetas e a atividade das suas estrelas hospedeiras com observa\u00e7\u00f5es de longa dura\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios comprimentos de onda. O objetivo da miss\u00e3o Pandora \u00e9 determinar como as propriedades da luz de uma estrela diferem quando passa pela atmosfera de um planeta, para que os cientistas possam medir melhor essas atmosferas usando o Webb e outras miss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O sat\u00e9lite TESS descobriu milhares de planetas desde o seu lan\u00e7amento em 2018&#8221;, disse Allison Youngblood, cientista do projeto TESS no Centro de Voo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado norte-americano de Maryland. &#8220;Embora a miss\u00e3o Pandora v\u00e1 estudar cerca de 20 mundos, vai fazer avan\u00e7ar a nossa capacidade de identificar os sinais que v\u00eam das estrelas e os que v\u00eam dos planetas. Quanto mais compreendermos as partes individuais de um sistema planet\u00e1rio, melhor compreenderemos o todo &#8211; e o nosso pr\u00f3prio Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Mapping Stellar &#039;Polka Dots&#039;\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9xvH4hq7EZQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/tess\/astronomers-map-stellar-polka-dots-using-nasas-tess-kepler\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/1538-4357\/adf6be\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Manchas estelares:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Starspot\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sunspot\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Manchas solares (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TOI-3884 b:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/toi-3884-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/toi_3884_b--8461\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/TOI-3884\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">IPAC<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio Espacial Kepler:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/kepler\/overview\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Kepler_space_telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TESS (Transiting Exoplanet Survey Satellite):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/tess-transiting-exoplanet-survey-satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/tess.gsfc.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA\/Goddard<\/a><br><a href=\"https:\/\/heasarc.gsfc.nasa.gov\/docs\/tess\/proposing-investigations.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Programa de Investigadores do TESS (HEASARC da NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/archive.stsci.edu\/tess\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MAST (Arquivo Mikulski para Telesc\u00f3pios Espaciais)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanetas descobertos pelo TESS (NASA Exoplanet Archive)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Transiting_Exoplanet_Survey_Satellite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Miss\u00e3o Pandora:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/pandora\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Pandora_Mission\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os cientistas desenvolveram um novo m\u00e9todo para mapear as manchas de estrelas distantes, utilizando observa\u00e7\u00f5es de planetas em \u00f3rbita que cruzam a face das suas estrelas. 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