{"id":8267,"date":"2025-08-22T06:29:58","date_gmt":"2025-08-22T05:29:58","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8267"},"modified":"2025-08-22T06:29:59","modified_gmt":"2025-08-22T05:29:59","slug":"raro-sistema-quadrulo-pode-desvendar-o-misterio-das-anas-castanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/08\/22\/raro-sistema-quadrulo-pode-desvendar-o-misterio-das-anas-castanhas\/","title":{"rendered":"Raro sistema qu\u00e1drulo pode desvendar o mist\u00e9rio das an\u00e3s castanhas"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.ras.ac.uk\/sites\/default\/files\/2025-08\/Quadruple%20star%20system.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/hkmNNajA_o-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8268\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/hkmNNajA_o-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/hkmNNajA_o-300x225.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/hkmNNajA_o-768x576.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/hkmNNajA_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Uma impress\u00e3o de artista do sistema UPM J1040-3551 contra o pano de fundo da Via L\u00e1ctea, tal como observado pelo Gaia. \u00c0 esquerda, UPM J1040-3551 Aa e Ab aparece como um distante ponto laranja brilhante, com uma inser\u00e7\u00e3o revelando estas duas estrelas do tipo M em \u00f3rbita. \u00c0 direita, em primeiro plano, um par de an\u00e3s castanhas frias &#8211; UPM J1040-3551 Ba e Bb &#8211; orbitam-se mutuamente ao longo de um per\u00edodo de d\u00e9cadas, enquanto coletivamente orbitam UPM J1040-3551 Aab numa vasta \u00f3rbita que demora mais de 100.000 anos a completar.\nCr\u00e9dito: Jiaxin Zhong\/Zenghua Zhang<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os astr\u00f3nomos, a excitante descoberta de um sistema estelar qu\u00e1druplo extremamente raro poder\u00e1 fazer avan\u00e7ar significativamente a nossa compreens\u00e3o das an\u00e3s castanhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes objetos misteriosos s\u00e3o demasiado grandes para serem considerados planetas, mas tamb\u00e9m demasiado pequenos para serem estrelas, porque n\u00e3o t\u00eam massa suficiente para continuar a fundir \u00e1tomos e para se transformarem em s\u00f3is de pleno direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Numa nova descoberta publicada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, os astr\u00f3nomos identificaram um sistema estelar qu\u00e1druplo hier\u00e1rquico extremamente raro, constitu\u00eddo por um par de an\u00e3s castanhas frias em \u00f3rbita de um par de jovens estrelas an\u00e3s vermelhas, localizado a 82 anos-luz da Terra, na dire\u00e7\u00e3o da constela\u00e7\u00e3o austral da M\u00e1quina Pneum\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema, denominado UPM J1040-3551 AabBab, foi identificado por uma equipa de investiga\u00e7\u00e3o internacional liderada pelo professor Zenghua Zhang, da Universidade de Nanjing, China.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores fizeram a sua descoberta utilizando a velocidade angular medida pelo Gaia da ESA e pelo WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA, seguida de observa\u00e7\u00f5es e an\u00e1lises espetrosc\u00f3picas exaustivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto porque este largo par bin\u00e1rio precisa de mais de 100.000 anos para completar uma \u00f3rbita \u00e0 volta um do outro, pelo que o seu movimento orbital n\u00e3o pode ser visto em termos de anos. Por isso, os investigadores tiveram de analisar como se movem na mesma dire\u00e7\u00e3o e com a mesma velocidade angular.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sistema, Aab refere-se ao par estelar mais brilhante Aa e Ab, enquanto Bab se refere ao par subestelar mais fraco Ba e Bb.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O que torna esta descoberta particularmente excitante \u00e9 a natureza hier\u00e1rquica do sistema, que \u00e9 necess\u00e1ria para que a sua \u00f3rbita se mantenha est\u00e1vel durante um longo per\u00edodo de tempo&#8221;, disse o professor Zhang.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estes dois pares de objetos est\u00e3o a orbitar-se um ao outro separadamente durante per\u00edodos de d\u00e9cadas, enquanto os pares est\u00e3o tamb\u00e9m a orbitar um centro de massa comum com um per\u00edodo de mais de 100.000 anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois pares est\u00e3o separados por 1,656 unidades astron\u00f3micas (UA), em que 1 UA \u00e9 igual \u00e0 dist\u00e2ncia Terra-Sol. O par mais brilhante, UPM J1040-3551 Aab, \u00e9 constitu\u00eddo por duas estrelas an\u00e3s vermelhas de massa quase igual, que parecem cor de laranja quando observadas em comprimentos de onda vis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Com uma magnitude visual de 14,6, este par \u00e9 aproximadamente 100.000 vezes mais fraco do que a Estrela Polar em comprimentos de onda \u00f3ticos. De facto, nenhuma estrela an\u00e3 vermelha \u00e9 suficientemente brilhante para ser vista a olho nu &#8211; nem mesmo Proxima Centauri, a nossa vizinha estelar mais pr\u00f3xima, a 4,2 anos-luz de dist\u00e2ncia. Para tornar UPM J1040-3551 Aab vis\u00edvel sem ajuda \u00f3tica, este par bin\u00e1rio teria de ser colocado a uma dist\u00e2ncia de 1,5 anos-luz da Terra, o que o colocaria mais perto do que qualquer outra estrela da nossa atual vizinhan\u00e7a c\u00f3smica.<\/p>\n\n\n\n<p>O par mais fraco, UPM J1040-3551 Bab, \u00e9 composto por duas an\u00e3s castanhas muito mais frias que n\u00e3o emitem praticamente nenhuma luz vis\u00edvel e aparecem cerca de 1000 vezes mais fracas do que o par Aab quando observadas nos comprimentos de onda do infravermelho pr\u00f3ximo, onde s\u00e3o mais facilmente detetadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A natureza bin\u00e1ria e \u00edntima de UPM J1040-3551 Aab foi inicialmente suspeitada devido ao seu fotocentro oscilante durante as observa\u00e7\u00f5es do Gaia e confirmada pelo seu brilho invulgar &#8211; cerca de 0,7 magnitudes mais brilhante do que uma \u00fanica estrela com a mesma temperatura \u00e0 mesma dist\u00e2ncia, uma vez que a luz combinada do par de massas quase iguais duplica efetivamente a emiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, UPM J1040-3551 Bab foi identificado como outro bin\u00e1rio pr\u00f3ximo atrav\u00e9s das suas medi\u00e7\u00f5es infravermelhas anormalmente brilhantes em compara\u00e7\u00e3o com as an\u00e3s castanhas t\u00edpicas do seu tipo espetral. A an\u00e1lise do ajuste espetral apoiou fortemente esta conclus\u00e3o, com os modelos bin\u00e1rios a fornecerem uma correspond\u00eancia significativamente melhor do que os modelos de um \u00fanico objeto.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Felipe Navarete, do Laborat\u00f3rio Nacional de Astrof\u00edsica do Brasil, liderou as observa\u00e7\u00f5es espetrosc\u00f3picas cr\u00edticas que ajudaram a caracterizar os componentes do sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando o espetr\u00f3grafo Goodman no Telesc\u00f3pio SOAR (Southern Astrophysical Research) no Observat\u00f3rio Interamericano de Cerro Tololo no Chile, um programa do NOIRLab da NSF, o Dr. Navarete obteve espetros \u00f3ticos do par mais brilhante, enquanto tamb\u00e9m capturava espetros no infravermelho pr\u00f3ximo do par mais fraco com o instrumento TripleSpec do SOAR.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estas observa\u00e7\u00f5es foram um desafio devido \u00e0 fraca luminosidade das an\u00e3s castanhas&#8221;, disse o Dr. Navarete, &#8220;mas as capacidades do SOAR permitiram-nos recolher os dados espetrosc\u00f3picos cruciais necess\u00e1rios para compreender a natureza destes objetos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A sua an\u00e1lise revelou que ambos os componentes do par mais brilhante s\u00e3o an\u00e3s vermelhas do tipo M, com temperaturas de aproximadamente 3200 K (cerca de 2900\u00b0 C) e massas de cerca de 17 por cento da do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>O par mais fraco s\u00e3o objetos mais ex\u00f3ticos: duas an\u00e3s castanhas do tipo T com temperaturas de 820 K (550\u00b0 C) e 690 K (420\u00b0 C), respetivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>As an\u00e3s castanhas s\u00e3o objetos pequenos e densos de baixa massa, sendo que as deste sistema t\u00eam tamanhos semelhantes ao planeta J\u00fapiter, mas massas estimadas em 10-30 vezes superiores. De facto, no limite inferior deste intervalo, estes objetos poderiam ser considerados objetos de &#8220;massa planet\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este \u00e9 o primeiro sistema qu\u00e1druplo alguma vez descoberto com um par de an\u00e3s castanhas do tipo T a orbitar duas estrelas&#8221;, disse a Dra. MariCruz G\u00e1lvez-Ortiz do Centro de Astrobiologia em Espanha, coautora do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A descoberta proporciona um laborat\u00f3rio c\u00f3smico \u00fanico para estudar estes objetos misteriosos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio das estrelas, as an\u00e3s castanhas arrefecem continuamente ao longo da sua vida, o que altera as suas propriedades observ\u00e1veis, como a temperatura, a luminosidade e as caracter\u00edsticas espetrais.<\/p>\n\n\n\n<p>Este processo de arrefecimento cria um desafio fundamental na investiga\u00e7\u00e3o das an\u00e3s castanhas, conhecido como o &#8220;problema da degeneresc\u00eancia idade-massa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma an\u00e3 castanha isolada com uma determinada temperatura pode ser um objeto mais jovem e menos massivo ou um objeto mais velho e mais massivo &#8211; os astr\u00f3nomos n\u00e3o conseguem distinguir entre estas possibilidades sem informa\u00e7\u00e3o adicional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As an\u00e3s castanhas com grandes companheiras estelares, cujas idades podem ser determinadas de forma independente, s\u00e3o de valor inestim\u00e1vel para quebrar esta degeneresc\u00eancia como refer\u00eancias de idade&#8221;, explicou o professor Hugh Jones, da Universidade de Hertfordshire, coautor do artigo cient\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;UPM J1040-3551 \u00e9 particularmente valioso porque a emiss\u00e3o H-alfa do par mais brilhante indica que o sistema \u00e9 relativamente jovem, entre 300 milh\u00f5es e 2 mil milh\u00f5es de anos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa pensa que o par de an\u00e3s castanhas (UPM J1040-3551 Bab) pode, potencialmente, ser resolvido no futuro com t\u00e9cnicas de imagem de alta resolu\u00e7\u00e3o, permitindo medi\u00e7\u00f5es precisas do seu movimento orbital e massas din\u00e2micas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este sistema oferece um duplo benef\u00edcio para a ci\u00eancia das an\u00e3s castanhas&#8221;, disse o professor Adam Burgasser, da Universidade da Calif\u00f3rnia em San Diego.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pode servir como refer\u00eancia de idade para calibrar modelos de atmosfera de baixa temperatura, e como refer\u00eancia de massa para testar modelos evolutivos se conseguirmos resolver o bin\u00e1rio das an\u00e3s castanhas e seguir a sua \u00f3rbita&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta do sistema UPM J1040-3551 representa um avan\u00e7o significativo na compreens\u00e3o destes objetos elusivos e dos diversos percursos de forma\u00e7\u00e3o de sistemas estelares na vizinhan\u00e7a do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.ras.ac.uk\/news-and-press\/research-highlights\/rare-quadruple-star-system-could-unlock-mystery-brown-dwarfs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Real Sociedade Astron\u00f3mica (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/cab.inta-csic.es\/en\/news\/two-cold-brown-dwarfs-orbiting-two-young-red-dwarf\/31\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Centro de Astrobiologia em Espanha (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/mnras\/article\/542\/2\/656\/8155088?login=false\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s vermelhas:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Red_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>An\u00e3s castanhas:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Brown_dwarf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.darkstar1.co.uk\/ds3.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Andy Lloyd&#8217;s Dark Star Theory<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gaia:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.esa.int\/Our_Activities\/Space_Science\/Gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/gaia\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina da ESA para a comunidade cient\u00edfica<\/a><br><a href=\"https:\/\/gea.esac.esa.int\/archive\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Arquivo de dados do Gaia (ESA)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gaia_(spacecraft)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>WISE (ou NEOWISE):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/neowise\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/neowise.ipac.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ipac<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Wide-field_Infrared_Survey_Explorer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Telesc\u00f3pio SOAR (Southern Astrophysical Research):<br><\/strong><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/science\/programs\/ctio\/telescopes\/soar-telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NOIRLab<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Southern_Astrophysical_Research_Telescope\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De acordo com os astr\u00f3nomos, a excitante descoberta de um sistema estelar qu\u00e1druplo extremamente raro poder\u00e1 fazer avan\u00e7ar significativamente a nossa compreens\u00e3o das an\u00e3s 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