{"id":8258,"date":"2025-08-19T06:26:11","date_gmt":"2025-08-19T05:26:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8258"},"modified":"2025-08-19T06:26:12","modified_gmt":"2025-08-19T05:26:12","slug":"sinais-de-vida-recente-em-marte-podem-ser-detetados-atraves-de-um-novo-simples-teste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/08\/19\/sinais-de-vida-recente-em-marte-podem-ser-detetados-atraves-de-um-novo-simples-teste\/","title":{"rendered":"Sinais de vida recente em Marte podem ser detetados atrav\u00e9s de um novo simples teste"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/photojournal.jpl.nasa.gov\/jpeg\/PIA23240.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/yRTbpuaT_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8259\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/yRTbpuaT_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/yRTbpuaT_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/yRTbpuaT_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/yRTbpuaT_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">&#8220;Selfie&#8221; do rover Curiosity em Marte.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech\/MSSS<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um estudante de doutoramento e o seu orientador desenvolveram uma forma simples de testar a exist\u00eancia de vida ativa em Marte e noutros planetas, utilizando equipamento j\u00e1 existente no rover Curiosity e planeado para utiliza\u00e7\u00e3o futura no rover Rosalind Franklin.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe um enorme interesse na possibilidade de vida passada ou presente para l\u00e1 da Terra, com as ag\u00eancias espaciais a dedicarem muito tempo e dinheiro na explora\u00e7\u00e3o de habitats extraterrestres adequados e na procura de sinais de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudante de doutoramento Solomon Hirsch e o seu orientador, o professor Mark Sephton, do Departamento de Ci\u00eancias da Terra e Engenharia do Imperial College de Londres, aperceberam-se de que um instrumento j\u00e1 existente poderia ser utilizado para detetar sinais de vida por uma fra\u00e7\u00e3o do custo do desenvolvimento de novas miss\u00f5es e instrumentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O instrumento, chamado cromat\u00f3grafo gasoso-espetr\u00f3metro de massa (CG-EM), tem sido instalado em sondas marcianas desde meados da d\u00e9cada de 1970, com as primeiras vers\u00f5es nos m\u00f3dulos Viking 1 e Viking 2. Solomon e Mark determinaram que poderia ser utilizado para detetar uma liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica nas mol\u00e9culas das membranas celulares que se encontram em muitos organismos vivos e mortos muito recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A investiga\u00e7\u00e3o foi publicada na revista Nature Space Exploration. &#8220;As ag\u00eancias espaciais, como a NASA e a ESA, n\u00e3o sabem que os seus instrumentos j\u00e1 podem fazer isto&#8221;, disse o professor Sephton. &#8220;Aqui desenvolvemos um m\u00e9todo elegante que identifica de forma r\u00e1pida e fi\u00e1vel uma liga\u00e7\u00e3o qu\u00edmica que revela a presen\u00e7a de vida vi\u00e1vel&#8221;, afirma. &#8220;O rover Curiosity acabou de fazer 13 anos em Marte, mas quem \u00e9 que diz que n\u00e3o se pode ensinar truques novos a um c\u00e3o velho?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo m\u00e9todo deteta uma sequ\u00eancia \u00fanica de \u00e1tomos que ligam as mol\u00e9culas constituintes das membranas exteriores das bact\u00e9rias vivas e das c\u00e9lulas eucari\u00f3ticas. Estas constituem a grande maioria da mat\u00e9ria biol\u00f3gica na Terra e incluem o tipo de formas de vida que os cientistas tamb\u00e9m esperam encontrar para l\u00e1 do nosso planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As assinaturas destas liga\u00e7\u00f5es encontradas em mol\u00e9culas chamadas l\u00edpidos polares intactos (LPIs) aparecem como um pico claro num gr\u00e1fico produzido pelo instrumento CG-EM.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Solomon afirma: &#8220;Quando coloc\u00e1mos os compostos l\u00edpidos polares intactos no nosso GC-EM n\u00e3o sab\u00edamos o que esperar porque estes compostos s\u00e3o normalmente analisados utilizando outras t\u00e9cnicas. A assinatura caracter\u00edstica que identific\u00e1mos fornece um indicador claro de vida vi\u00e1vel, recorrendo a equipamento pronto a usar no espa\u00e7o, j\u00e1 utilizado em muitas miss\u00f5es extraterrestres. Se encontrarmos sinais de vida para l\u00e1 da Terra, a primeira pergunta a colocar: ser\u00e1 que est\u00e1 a viver agora? \u00c9 emocionante pensar que a t\u00e9cnica que desenvolvemos aqui pode ser usada para ajudar a responder a essa pergunta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim que um organismo morre, as suas liga\u00e7\u00f5es LPI desintegram-se em poucas horas, ap\u00f3s as quais deixam de poder ser detetadas e o pico na leitura do instrumento deixa de aparecer.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9todo n\u00e3o \u00e9 apenas \u00fatil para detetar vida noutros locais do Sistema Solar, mas tamb\u00e9m para proteger a vida aqui na Terra. Grupos de cientistas de todo o mundo est\u00e3o a planear gastar v\u00e1rios milh\u00f5es de d\u00f3lares para detetar sinais de vida ativa em amostras trazidas de Marte. A sua tarefa ser\u00e1 facilitada com um m\u00e9todo r\u00e1pido e simples de rastreio de vida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O professor Sephton diz: &#8220;O nosso m\u00e9todo de dete\u00e7\u00e3o de vida ativa pode ser utilizado em Marte e nas plumas de luas geladas do Sistema Solar exterior, de onde os dados podem ser enviados para a Terra para interpreta\u00e7\u00e3o, ou em amostras enviadas para a Terra de potenciais biosferas alien\u00edgenas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Solomon diz: &#8220;A nossa expetativa de encontrar coisas vivas na superf\u00edcie marciana \u00e9 baixa devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es hostis de temperatura e radia\u00e7\u00e3o. No entanto, n\u00e3o exclu\u00edmos essa possibilidade &#8211; a vida encontra formas espantosas de sobreviver em circunst\u00e2ncias extremas. Al\u00e9m disso, futuras miss\u00f5es, como a miss\u00e3o ExoMars, planeiam perfurar a metros de profundidade na superf\u00edcie do planeta, onde a probabilidade de encontrar vida ativa \u00e9 significativamente maior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Real Martians Moment: Curious about Curiosity\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9tIZfLDUWfc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.imperial.ac.uk\/news\/267393\/signs-recent-life-mars-could-detected\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Imperial College de Londres (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s44453-025-00006-9\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Space Exploration)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cromatografia gasosa\u2013espetrometria de massa:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gas_chromatography%E2%80%93mass_spectrometry\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Curiosity:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/msl\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/MarsCuriosity\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/x.com\/NASAMars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Curiosity_(rover)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rover Rosalind Franklin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Human_and_Robotic_Exploration\/Exploration\/ExoMars\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Rosalind_Franklin_(rover)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Programa Viking:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/viking-1\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Viking 1 (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/viking-2\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Viking 2 (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Viking_program\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudante de doutoramento e o seu orientador desenvolveram uma forma simples de testar a exist\u00eancia de vida ativa em Marte e noutros planetas, utilizando equipamento j\u00e1 existente no rover Curiosity e planeado para utiliza\u00e7\u00e3o futura no rover Rosalind 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