{"id":8247,"date":"2025-08-15T06:16:50","date_gmt":"2025-08-15T05:16:50","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8247"},"modified":"2025-08-15T06:16:51","modified_gmt":"2025-08-15T05:16:51","slug":"a-influencia-dos-planetas-pode-atenuar-a-atividade-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/08\/15\/a-influencia-dos-planetas-pode-atenuar-a-atividade-solar\/","title":{"rendered":"A influ\u00eancia dos planetas pode atenuar a atividade solar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.hzdr.de\/db\/PicOri?pOid=75404\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/X9frUeek_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8248\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/X9frUeek_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/X9frUeek_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/X9frUeek_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/X9frUeek_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/X9frUeek_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">As eje\u00e7\u00f5es de massa coronal est\u00e3o intimamente ligadas \u00e0 atividade magn\u00e9tica do Sol. O facto dessa atividade ser significativamente reduzida em compara\u00e7\u00e3o com a de outras estrelas semelhantes ao Sol pode ser devido \u00e0 sincroniza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos efeitos de mar\u00e9 dos planetas.\nCr\u00e9dito: NASA\/GSFC\/SDO<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nosso Sol \u00e9 cerca de cinco vezes menos magneticamente ativo do que outras estrelas semelhantes &#8211; efetivamente, um caso especial. A raz\u00e3o para isso pode residir nos planetas do nosso Sistema Solar, afirmam investigadores do HZDR (Helmholtz-Zentrum Dresden-Rossendorf). Nos \u00faltimos dez anos, desenvolveram um modelo que deriva praticamente todos os ciclos de atividade conhecidos do Sol a partir da influ\u00eancia c\u00edclica das for\u00e7as de mar\u00e9 dos planetas. Agora, tamb\u00e9m conseguiram demonstrar que essa sincroniza\u00e7\u00e3o externa reduz automaticamente a atividade solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De momento, o Sol est\u00e1 a atingir um n\u00edvel m\u00e1ximo de atividade que s\u00f3 \u00e9 observado a cada onze anos, aproximadamente. \u00c9 por isso que n\u00f3s, na Terra, observamos mais auroras polares e tempestades solares, bem como um clima espacial turbulento em geral. Isto tem impacto nos sat\u00e9lites espaciais e at\u00e9 mesmo na infraestrutura tecnol\u00f3gica da Terra. Apesar disso, em compara\u00e7\u00e3o com outras estrelas semelhantes ao Sol, as erup\u00e7\u00f5es de radia\u00e7\u00e3o mais fortes do nosso Sol s\u00e3o 10 a 100 vezes mais fracas. Este ambiente relativamente tranquilo pode ser uma condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via importante para a Terra ser habit\u00e1vel. N\u00e3o menos importante por esta raz\u00e3o, os f\u00edsicos solares querem compreender o que impulsiona precisamente a atividade solar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Muitos ciclos &#8211; um modelo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sabe-se que a atividade solar tem muitos padr\u00f5es &#8211; flutua\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas mais curtas e mais longas, que variam de algumas centenas de dias a v\u00e1rios milhares de anos. Mas os investigadores t\u00eam maneiras muito diferentes de explicar os mecanismos f\u00edsicos subjacentes. O modelo desenvolvido pela equipa liderada por Frank Stefani, do Instituto de Din\u00e2mica de Fluidos do HZDR, v\u00ea os planetas como marca-passos: segundo essa compreens\u00e3o, aproximadamente a cada onze anos, V\u00e9nus, a Terra e J\u00fapiter concentram as suas for\u00e7as de mar\u00e9 combinadas no Sol. Atrav\u00e9s de um mecanismo f\u00edsico complexo, de cada vez que o fazem, d\u00e3o um pequeno empurr\u00e3o ao impulso magn\u00e9tico interno do Sol. Em combina\u00e7\u00e3o com o movimento orbital em forma de roseta do Sol, isto leva a flutua\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas sobrepostas de dura\u00e7\u00f5es vari\u00e1veis \u2013 exatamente como observado no Sol.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Todos os ciclos solares identificados s\u00e3o uma consequ\u00eancia l\u00f3gica do nosso modelo; o seu poder explicativo e consist\u00eancia interna s\u00e3o realmente surpreendentes. De cada vez que refinamos o nosso modelo, descobrimos correla\u00e7\u00f5es adicionais com os per\u00edodos observados&#8221;, diz Stefani. No trabalho agora publicado, d\u00e3o o nome OQB \u2013 Oscila\u00e7\u00e3o Quasi-Bienal \u2013 uma flutua\u00e7\u00e3o aproximadamente bianual em v\u00e1rios aspetos da atividade solar. O ponto especial aqui \u00e9 que, no modelo de Stefani, a OQB n\u00e3o s\u00f3 pode ser atribu\u00edda a um per\u00edodo preciso, mas tamb\u00e9m leva automaticamente a uma atividade solar atenuada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Eventos c\u00edclicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 agora, os dados solares geralmente relatavam per\u00edodos de OQB de 1,5 a 1,8 anos. Em trabalhos anteriores, alguns investigadores sugeriram uma liga\u00e7\u00e3o entre a OQB e os chamados eventos GLE (Ground Level Enhancement). S\u00e3o ocorr\u00eancias espor\u00e1dicas durante as quais part\u00edculas solares ricas em energia provocam um aumento repentino da radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica na superf\u00edcie da Terra. &#8220;Um estudo realizado em 2018 mostra que os eventos de radia\u00e7\u00e3o medidos perto do solo ocorreram mais na fase positiva de uma oscila\u00e7\u00e3o com um per\u00edodo de 1,73 anos. Ao contr\u00e1rio da suposi\u00e7\u00e3o habitual de que essas erup\u00e7\u00f5es de part\u00edculas solares s\u00e3o fen\u00f3menos aleat\u00f3rios, esta observa\u00e7\u00e3o indica um processo c\u00edclico fundamental&#8221;, diz Stefani. \u00c9 por isso que ele e os seus colegas revisitaram a cronologia mais uma vez. Eles descobriram a maior correla\u00e7\u00e3o para um per\u00edodo de 1,724 anos. &#8220;Este valor \u00e9 notavelmente pr\u00f3ximo do valor de 1,723 anos que ocorre no nosso modelo como um ciclo de atividade completamente natural&#8221;, diz Stefani. &#8220;Presumimos que seja a OQB&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A OQB suprime a atividade geral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do campo magn\u00e9tico do Sol oscilar entre o m\u00ednimo e o m\u00e1ximo ao longo de um per\u00edodo de onze anos, a OQB imp\u00f5e um padr\u00e3o adicional de curto prazo na intensidade do campo. Isto reduz a intensidade geral do campo, pois o campo magn\u00e9tico do Sol n\u00e3o mant\u00e9m o seu valor m\u00e1ximo por tanto tempo. Um diagrama de frequ\u00eancia revela dois picos: um na intensidade m\u00e1xima do campo e outro quando a OQB oscila de volta. Este efeito \u00e9 conhecido como bimodalidade do campo magn\u00e9tico solar. No modelo de Stefani, os dois picos fazem com que a intensidade m\u00e9dia do campo magn\u00e9tico solar seja reduzida &#8211; uma consequ\u00eancia l\u00f3gica da OQB.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Este efeito \u00e9 muito importante porque o Sol \u00e9 mais ativo durante as intensidades de campo mais altas. \u00c9 quando ocorrem os eventos mais intensos, com enormes tempestades geomagn\u00e9ticas, como o evento Carrington de 1859, quando auroras polares puderam ser vistas at\u00e9 em Roma e Havana, e altas tens\u00f5es danificaram linhas telegr\u00e1ficas. Se o campo magn\u00e9tico do Sol permanecer em intensidades de campo mais baixas por um per\u00edodo significativamente mais longo, no entanto, isso reduz a probabilidade de eventos muito violentos&#8221;, explica Stefani.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.hzdr.de\/db\/Cms?pOid=75402&amp;pNid=0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ HZDR (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11207-025-02521-0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Solar Physics)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sol:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Clima espacial:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Space_weather\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Evento GLE (Ground Level Enchancement):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Ground_level_enhancement\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O nosso Sol \u00e9 cerca de cinco vezes menos magneticamente ativo do que outras estrelas semelhantes &#8211; efetivamente, um caso especial. A raz\u00e3o para isso pode residir nos planetas do nosso Sistema Solar, afirmam investigadores do HZDR (Helmholtz-Zentrum Dresden-Rossendorf). 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