{"id":8214,"date":"2025-08-01T06:18:22","date_gmt":"2025-08-01T05:18:22","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8214"},"modified":"2025-08-01T06:18:23","modified_gmt":"2025-08-01T05:18:23","slug":"poeira-cosmica-abre-janela-de-conhecimento-da-antiga-atmosfera-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/08\/01\/poeira-cosmica-abre-janela-de-conhecimento-da-antiga-atmosfera-da-terra\/","title":{"rendered":"Poeira c\u00f3smica abre janela de conhecimento da antiga atmosfera da Terra"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VWoHAZbl_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VWoHAZbl_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8215\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VWoHAZbl_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VWoHAZbl_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VWoHAZbl_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VWoHAZbl_o.jpg 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem, obtida atrav\u00e9s de um microsc\u00f3pio eletr\u00f3nico, de um micrometeorito com 240 milh\u00f5es de anos. As estruturas foram formadas durante a intera\u00e7\u00e3o com a atmosfera terrestre. O oxig\u00e9nio presente no micrometeorito permite tirar conclus\u00f5es sobre a antiga atmosfera do nosso planeta. Escala: 10 micr\u00f3metros = 0,01 mil\u00edmetros.\nCr\u00e9dito: Fabian Zahnow<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde o in\u00edcio da hist\u00f3ria da Terra, pequenas part\u00edculas de rocha e metal oriundas do espa\u00e7o t\u00eam atingido o nosso planeta. Em noites claras, podemos at\u00e9 ver os seus rastos a que damos o nome familiar de estrelas cadentes. Presos em camadas de rocha, estes micrometeoritos podem permanecer preservados por milhares de milh\u00f5es de anos. Uma equipa de internacional investiga\u00e7\u00e3o liderada pela Universidade de Gotinga e incluindo a Open University, a Universidade de Pisa e a Universidade de Han\u00f4ver, desenvolveu um m\u00e9todo que lhes permite reconstruir a atmosfera do passado utilizando micrometeoritos fossilizados. Os resultados foram publicados na revista Communications Earth &amp; Environment.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando micrometeoritos met\u00e1licos oriundos do espa\u00e7o entram na atmosfera terrestre, derretem. Al\u00e9m disso, o ferro e o n\u00edquel oxidam em contacto com o oxig\u00e9nio do ar. Estes processos criam estruturas esf\u00e9ricas microsc\u00f3picas. Estas consistem em minerais de \u00f3xido cujo oxig\u00e9nio prov\u00e9m da atmosfera. In\u00fameros micrometeoritos caem para a Terra todos os anos, onde ficam depositados. Oferecem um grande potencial para tirar conclus\u00f5es sobre o passado, uma vez que os seus restos fossilizados fornecem um &#8220;arquivo qu\u00edmico&#8221; preservado da atmosfera da \u00e9poca em que c\u00e1 chegaram.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a0\/27\/oGkd6vdd_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/a0\/27\/oGkd6vdd_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Sec\u00e7\u00e3o transversal de um micrometeorito encontrado na Ant\u00e1rtida. Os v\u00e1rios minerais de \u00f3xido de ferro em tons de cinza foram formados pela oxida\u00e7\u00e3o na atmosfera terrestre. Escala: 10 micr\u00f3metros = 0,01 mil\u00edmetros.<br>Cr\u00e9dito: Fabian Zahnow<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O m\u00e9todo rec\u00e9m-desenvolvido permitiu aos investigadores do Centro de Geoci\u00eancias da Universidade de Gotinga e da Universidade de Han\u00f4ver determinar pela primeira vez, com alta precis\u00e3o, a composi\u00e7\u00e3o de is\u00f3topos de oxig\u00e9nio e ferro em min\u00fasculos micrometeoritos f\u00f3sseis de diferentes per\u00edodos geol\u00f3gicos. As propor\u00e7\u00f5es dos diferentes is\u00f3topos fornecem informa\u00e7\u00f5es sobre a composi\u00e7\u00e3o isot\u00f3pica da atmosfera primitiva. Al\u00e9m disso, os dados tamb\u00e9m permitem tirar conclus\u00f5es sobre as concentra\u00e7\u00f5es de CO2 naquela \u00e9poca e sobre a forma\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica em todo o mundo, principalmente devido \u00e0 fotoss\u00edntese das plantas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo mostra que estas pequenas esferas s\u00e3o uma adi\u00e7\u00e3o promissora aos m\u00e9todos habituais utilizados na investiga\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica clim\u00e1tica para reconstruir as concentra\u00e7\u00f5es de CO2 no passado. &#8220;As nossas an\u00e1lises mostram que os micrometeoritos intactos podem preservar vest\u00edgios fi\u00e1veis de is\u00f3topos ao longo de milh\u00f5es de anos, apesar do seu tamanho microsc\u00f3pico&#8221;, explica o autor principal, Dr. Fabian Zahnow, antigo investigador doutorado na Universidade de Gotinga, agora na Universidade de Bochum. Ao mesmo tempo, ficou claro que os processos geoqu\u00edmicos no solo e nas rochas alteram os micrometeoritos depois de terem aterrado na Terra, o que significa que \u00e9 essencial uma investiga\u00e7\u00e3o geoqu\u00edmica cuidadosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.uni-goettingen.de\/en\/3240.html?id=7871\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Gotinga (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-025-02541-5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Communications Earth &amp; Environment)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Micrometeoritos:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Micrometeorite\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/solar-system\/meteors-meteorites\/facts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Poeira espacial:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Cosmic_dust\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da hist\u00f3ria da Terra, pequenas part\u00edculas de rocha e metal oriundas do espa\u00e7o t\u00eam atingido o nosso planeta. 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