{"id":8211,"date":"2025-08-01T06:16:14","date_gmt":"2025-08-01T05:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8211"},"modified":"2025-08-01T06:16:15","modified_gmt":"2025-08-01T05:16:15","slug":"investigacao-internacional-lanca-luz-sobre-os-planetas-de-lava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/08\/01\/investigacao-internacional-lanca-luz-sobre-os-planetas-de-lava\/","title":{"rendered":"Investiga\u00e7\u00e3o internacional lan\u00e7a luz sobre os &#8220;planetas de lava&#8221;"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VerHS0J1_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VerHS0J1_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8212\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VerHS0J1_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VerHS0J1_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VerHS0J1_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/VerHS0J1_o.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o da estrutura interna de um planeta de lava num estado frio, mostrando um oceano de magma no lado diurno coberto por uma atmosfera mineral. As setas indicam a dire\u00e7\u00e3o do transporte de calor no interior do planeta e a radia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica emitida pelo seu lado noturno.\nCr\u00e9dito: Romain Jean-Jaques<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Um novo estudo publicado na revista Nature Astronomy introduz uma estrutura te\u00f3rica simples para descrever a evolu\u00e7\u00e3o do sistema acoplado interior-atmosfera de exoplanetas rochosos quentes conhecidos como &#8220;planetas de lava&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os planetas de lava est\u00e3o em configura\u00e7\u00f5es orbitais t\u00e3o extremas que o nosso conhecimento sobre planetas rochosos no Sistema Solar n\u00e3o se aplica diretamente, deixando os cientistas incertos sobre o que esperar ao observar planetas de lava&#8221;, diz o primeiro autor Charles-\u00c9douard Boukar\u00e9, professor assistente no Departamento de F\u00edsica e Astronomia da Faculdade de Ci\u00eancias da Universidade York, no Canad\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As nossas simula\u00e7\u00f5es prop\u00f5em um quadro conceptual para interpretar a sua evolu\u00e7\u00e3o e fornecem cen\u00e1rios para investigar a sua din\u00e2mica interna e as altera\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas ao longo do tempo. Estes processos, embora ampliados nos planetas de lava, s\u00e3o fundamentalmente os mesmos que moldam os planetas rochosos do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mundos ex\u00f3ticos podem revelar processos que impulsionam a evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os planetas de lava s\u00e3o mundos com tamanhos que variam entre o da Terra e o de uma super-Terra, orbitando extremamente perto das suas estrelas hospedeiras e completando uma \u00f3rbita em menos de um dia terrestre. Muito semelhantes \u00e0 Lua da Terra, espera-se que sofram acoplamento de mar\u00e9, mostrando sempre a mesma face \u00e0 sua estrela. As suas superf\u00edcies diurnas atingem temperaturas t\u00e3o extremas que as rochas silicatadas s\u00e3o derretidas \u2014 e at\u00e9 vaporizadas \u2014, criando condi\u00e7\u00f5es diferentes de tudo o que existe no nosso Sistema Solar. Estes mundos ex\u00f3ticos, facilmente observ\u00e1veis devido ao seu per\u00edodo orbital ultracurto, fornecem informa\u00e7\u00f5es \u00fanicas sobre os processos fundamentais que moldam a evolu\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Investigando os interiores planet\u00e1rios atrav\u00e9s das propriedades da atmosfera e da superf\u00edcie<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O estudo combina conhecimentos em mec\u00e2nica dos fluidos geof\u00edsicos, atmosferas exoplanet\u00e1rias e mineralogia para explorar como as composi\u00e7\u00f5es dos planetas de lava evoluem atrav\u00e9s de um processo semelhante \u00e0 destila\u00e7\u00e3o. Quando as rochas derretem ou vaporizam, elementos como magn\u00e9sio, ferro, sil\u00edcio, oxig\u00e9nio, s\u00f3dio e pot\u00e1ssio distribuem-se de forma diferente entre as fases vapor, l\u00edquida e s\u00f3lida. A configura\u00e7\u00e3o orbital \u00fanica dos planetas de lava mant\u00e9m os equil\u00edbrios vapor-l\u00edquido e s\u00f3lido-l\u00edquido ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos, impulsionando a evolu\u00e7\u00e3o qu\u00edmica a longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Usando simula\u00e7\u00f5es num\u00e9ricas sem precedentes, a equipa prev\u00ea dois estados evolutivos extremos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Interior totalmente derretido (provavelmente planetas jovens): a atmosfera reflete a composi\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria geral, e o transporte de calor dentro do interior derretido mant\u00e9m a superf\u00edcie do lado noturno quente e din\u00e2mica;<\/li>\n\n\n\n<li>Interior predominantemente s\u00f3lido (provavelmente planetas mais antigos): apenas permanece um oceano de lava raso no lado diurno, e a atmosfera fica empobrecida em elementos como s\u00f3dio, pot\u00e1ssio e ferro.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Testando hip\u00f3teses com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Boukar\u00e9 explica que esta investiga\u00e7\u00e3o sobre exoplanetas de lava come\u00e7ou como um esfor\u00e7o altamente explorat\u00f3rio, com poucas expetativas iniciais. Baseia-se numa nova abordagem de modela\u00e7\u00e3o que ele desenvolveu para estudar planetas rochosos derretidos, em colabora\u00e7\u00e3o com colegas do IPGP (Institut de physique du globe de Paris), Universidade de Paris, publicada na revista Nature no in\u00edcio deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O que come\u00e7ou como um estudo explorat\u00f3rio abriu uma nova e promissora linha de investiga\u00e7\u00e3o. As previs\u00f5es descritas neste trabalho ajudaram a garantir 100 horas de tempo de observa\u00e7\u00e3o no Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST) &#8211; o observat\u00f3rio infravermelho mais avan\u00e7ado j\u00e1 constru\u00eddo, com um espelho segmentado de 6,5 metros e instrumentos ultrassens\u00edveis capazes de sondar as gal\u00e1xias mais antigas e as atmosferas de exoplanetas distantes com uma precis\u00e3o sem precedentes. Estas pr\u00f3ximas observa\u00e7\u00f5es do JWST, lideradas pela coautora Lisa Dang, da Universidade de Waterloo, ir\u00e3o testar diretamente o quadro te\u00f3rico proposto neste estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esperamos realmente poder observar e distinguir planetas de lava antigos de planetas de lava jovens. Se conseguirmos fazer isso, ser\u00e1 um passo importante para ir al\u00e9m da tradicional vis\u00e3o instant\u00e2nea dos exoplanetas&#8221;, afirma Boukar\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.yorku.ca\/news\/2025\/07\/29\/international-research-lead-by-york-u-prof-sheds-light-on-molten-rocky-exoplanets\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade York (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41550-025-02617-4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature Astronomy)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Planeta de lava:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lava_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a 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