{"id":8186,"date":"2025-07-22T06:13:19","date_gmt":"2025-07-22T05:13:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8186"},"modified":"2025-07-22T06:13:20","modified_gmt":"2025-07-22T05:13:20","slug":"a-galaxia-infinity-e-um-novo-buraco-negro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/07\/22\/a-galaxia-infinity-e-um-novo-buraco-negro\/","title":{"rendered":"A gal\u00e1xia &#8220;Infinity&#8221; e um novo buraco negro"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/GsJWBT2Z_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/GsJWBT2Z_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8187\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/GsJWBT2Z_o-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/GsJWBT2Z_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/GsJWBT2Z_o-768x512.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/GsJWBT2Z_o.jpg 1260w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A gal\u00e1xia Infinity, observada com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb. \u00c9 o resultado de uma colis\u00e3o c\u00f3smica entre duas gal\u00e1xias. A localiza\u00e7\u00e3o do poss\u00edvel buraco negro rec\u00e9m-nascido \u00e9 vista no centro, juntamente com os dois outros buracos negros que j\u00e1 estavam presentes antes da colis\u00e3o.\nCr\u00e9dito: NASA, P. van Dokkum, G. Brammer<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma equipa de investigadores descobriu um objeto no espa\u00e7o a que chamam gal\u00e1xia &#8220;Infinity&#8221; &#8211; duas gal\u00e1xias que recentemente colidiram e que, juntas, se assemelham ao s\u00edmbolo do infinito. E no centro da &#8220;Infinity&#8221;, embebido numa nuvem de g\u00e1s, dizem, est\u00e1 um buraco negro supermassivo. O achado foi descrito num novo estudo publicado na revista The Astrophysical Journal Letters.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A descoberta, dizem os investigadores, \u00e9 intrigante por v\u00e1rias raz\u00f5es. Sugere uma nova maneira dos buracos negros se formarem, fornece uma poss\u00edvel explica\u00e7\u00e3o para a exist\u00eancia de buracos negros incrivelmente massivos no Universo primitivo &#8211; e pode ser a primeira evid\u00eancia direta de um buraco negro supermassivo logo ap\u00f3s a sua forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Isto \u00e9 o mais pr\u00f3ximo de uma &#8216;arma fumegante&#8217; que provavelmente iremos obter&#8221;, disse Peter van Dokkum, professor de astronomia e de f\u00edsica na Faculdade de Artes e Ci\u00eancias da Universidade de Yale e principal autor do novo estudo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tudo acerca desta gal\u00e1xia, disse, \u00e9 invulgar. &#8220;N\u00e3o s\u00f3 tem um aspeto muito estranho, como tamb\u00e9m tem um buraco negro supermassivo que est\u00e1 a acretar muito material&#8221;, disse. &#8220;A maior surpresa de todas foi o facto de o buraco negro n\u00e3o estar localizado dentro de nenhum dos dois n\u00facleos das gal\u00e1xias em fus\u00e3o, mas no meio. Pergunt\u00e1mo-nos: como \u00e9 que isto pode fazer sentido?&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Van Dokkum e o astr\u00f3nomo Gabriel Brammer, da Universidade de Copenhaga, fizeram a descoberta enquanto estudavam imagens do levantamento COSMOS-Web, que faz parte do arquivo de dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb da NASA. Van Dokkum tamb\u00e9m realizou observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento dos dados do Webb. Al\u00e9m disso, os investigadores utilizaram dados do Observat\u00f3rio W.M. Keck e dados de arquivo do VLA (Very Large Array) e do Observat\u00f3rio de raios X Chandra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Encontrar um buraco negro que n\u00e3o esteja localizado no n\u00facleo de uma gal\u00e1xia massiva \u00e9, por si s\u00f3, invulgar, disseram os investigadores. E depois descobrir que o buraco negro se tinha acabado de formar n\u00e3o tem paralelo. &#8220;Por outras palavras, pensamos que estamos a testemunhar o nascimento de um buraco negro supermassivo &#8211; algo nunca antes visto &#8220;, disse van Dokkum. Esta descoberta tem tamb\u00e9m implica\u00e7\u00f5es no debate em curso sobre a forma\u00e7\u00e3o de buracos negros no Universo primitivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma teoria &#8211; a teoria das &#8220;sementes leves&#8221; &#8211; defende que buracos negros pequenos se formaram quando os n\u00facleos das estrelas entraram em colapso e explodiram. Eventualmente, estas &#8220;sementes leves&#8221; fundiram-se em buracos negros supermassivos. Esta teoria, no entanto, necessitaria de um tempo extraordinariamente longo para dar frutos. E o telesc\u00f3pio Webb j\u00e1 identificou buracos negros supermassivos que apareceram demasiado cedo no Universo para serem explicados pela teoria das &#8220;sementes leves&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resta a teoria das &#8220;sementes pesadas&#8221;. Esta teoria sugere que buracos negros muito maiores se podem formar a partir do colapso de grandes nuvens de g\u00e1s. O ponto de disc\u00f3rdia para a teoria das &#8220;sementes pesadas&#8221; tem sido o facto de as nuvens de g\u00e1s em colapso formarem normalmente estrelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Relat\u00e1mos a primeira evid\u00eancia da forma\u00e7\u00e3o de tais sementes pesadas por colapso direto com o poder combinado do JWST e do Chandra, com a dete\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia UHZ1, quando o Universo tinha apenas 470 milh\u00f5es de anos&#8221;, disse Natarajan. &#8220;O que \u00e9 excitante na descoberta da gal\u00e1xia Infinity \u00e9 que ela sugere que a natureza provavelmente faz buracos negros atrav\u00e9s de colapso direto ao longo do tempo c\u00f3smico&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A gal\u00e1xia Infinity, no entanto, pode mostrar como condi\u00e7\u00f5es extremas &#8211; incluindo as do in\u00edcio do Universo sugeridas pela teoria das &#8220;sementes pesadas&#8221; &#8211; podem levar \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um buraco negro, disse van Dokkum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Neste caso, duas gal\u00e1xias de disco colidiram, formando as estruturas anelares de estrelas que vemos&#8221;, disse. &#8220;Durante a colis\u00e3o, o g\u00e1s no interior destas duas gal\u00e1xias choca e comprime-se. Esta compress\u00e3o pode ter sido suficiente para formar um n\u00f3 denso, que depois colapsou num buraco negro. Embora tais colis\u00f5es sejam eventos raros, pensa-se que semelhantes densidades extremas de g\u00e1s tenham sido bastante comuns nas primeiras \u00e9pocas c\u00f3smicas, quando as gal\u00e1xias se come\u00e7aram a formar&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Van Dokkum e os seus colegas sublinharam que \u00e9 necess\u00e1ria mais investiga\u00e7\u00e3o para confirmar as descobertas e o que estas auguram para a forma\u00e7\u00e3o dos buracos negros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/news.yale.edu\/2025\/07\/15\/infinity-and-beyond-look-newborn-black-hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Yale (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/blogs\/webb\/2025\/07\/15\/nasas-webb-finds-possible-direct-collapse-black-hole\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NASA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.3847\/2041-8213\/addcfe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (The Astrophysical Journal Letters)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Buraco negro supermassivo:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Supermassive_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Direct_collapse_black_hole\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Colapso direto (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>COSMOS-Web:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/cosmos.astro.caltech.edu\/page\/cosmosweb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmos2025.iap.fr\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">DR1 do Cosmos-Web<\/a><br><a href=\"https:\/\/cosmos2025.iap.fr\/fitsmap.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Visualizador interativo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio W. M. Keck:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.keckobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Keck_telescopes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>VLA (Karl G. Jansky Very Large Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.vla.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NRAO<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Very_Large_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio de raios X Chandra:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission\/chandra-x-ray-observatory\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/chandra.harvard.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Universidade de Harvard<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chandra_X-ray_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipa de investigadores descobriu um objeto no espa\u00e7o a que chamam gal\u00e1xia &#8220;Infinity&#8221; &#8211; duas gal\u00e1xias que recentemente colidiram e que, juntas, se assemelham ao s\u00edmbolo do infinito. 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