{"id":8180,"date":"2025-07-18T06:27:33","date_gmt":"2025-07-18T05:27:33","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8180"},"modified":"2025-07-18T06:27:35","modified_gmt":"2025-07-18T05:27:35","slug":"astronomos-observam-pela-primeira-vez-o-nascimento-de-um-novo-sistema-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/07\/18\/astronomos-observam-pela-primeira-vez-o-nascimento-de-um-novo-sistema-solar\/","title":{"rendered":"Astr\u00f3nomos observam pela primeira vez o nascimento de um novo sistema solar"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2512a.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/zVVcwX0r_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8181\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/zVVcwX0r_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/zVVcwX0r_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/zVVcwX0r_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/zVVcwX0r_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/zVVcwX0r_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta \u00e9 HOPS-315, uma estrela beb\u00e9 onde os astr\u00f3nomos observaram evid\u00eancias das primeiras fases de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Esta imagem foi obtida com o ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro. Juntamente com dados do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, estas observa\u00e7\u00f5es mostram que minerais quentes come\u00e7am a solidificar-se.\nA laranja vemos a distribui\u00e7\u00e3o do mon\u00f3xido de carbono, que se afasta da estrela soprado por um vento em forma de borboleta. A azul, temos um jato estreito de mon\u00f3xido de sil\u00edcio, tamb\u00e9m a afastar-se da estrela. Este tipo de ventos e jatos gasosos s\u00e3o comuns em torno de estrelas beb\u00e9s como HOPS-315.\nEm conjunto, as observa\u00e7\u00f5es do ALMA e do JWST indicam que, para al\u00e9m destas caracter\u00edsticas, existe tamb\u00e9m um disco de mon\u00f3xido de sil\u00edcio gasoso em torno da estrela, que come\u00e7a a condensar-se em silicatos s\u00f3lidos: as primeiras fases de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.\nCr\u00e9dito: ALMA(ESO\/NAOJ\/NRAO)\/M. McClure et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Investigadores internacionais identificaram, pela primeira vez, o momento em que planetas se come\u00e7aram a formar em torno de uma estrela que n\u00e3o o Sol. Com o aux\u00edlio do ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro, e do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, os astr\u00f3nomos observaram a cria\u00e7\u00e3o dos primeiros n\u00f3dulos de mat\u00e9ria de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria: minerais quentes que come\u00e7am a solidificar-se. Esta descoberta marca a primeira vez que um sistema planet\u00e1rio \u00e9 identificado numa fase t\u00e3o precoce da sua forma\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que abre uma janela para o passado do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Identific\u00e1mos, pela primeira vez, o momento mais precoce em que se inicia a forma\u00e7\u00e3o de um planeta em torno de uma estrela que n\u00e3o o nosso Sol&#8221;, afirma Melissa McClure, professora da Universidade de Leiden, nos Pa\u00edses Baixos, e autora principal do novo estudo publicado na revista Nature.<\/p>\n\n\n\n<p>A coautora Merel van &#8216;t Hoff, professora na Universidade de Purdue, EUA, compara a descoberta a &#8220;uma fotografia do Sistema Solar beb\u00e9&#8221;, dizendo que &#8220;estamos a ver um sistema que se parece com o nosso Sistema Solar quando este se come\u00e7ou a formar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Este sistema planet\u00e1rio rec\u00e9m-nascido est\u00e1 a surgir em torno de HOPS-315, uma protoestrela situada a cerca de 1300 anos-luz de dist\u00e2ncia da Terra e que \u00e9 uma an\u00e1loga do nosso Sol beb\u00e9. Os astr\u00f3nomos observam frequentemente em torno destas estrelas beb\u00e9s discos de g\u00e1s e poeira, os chamados &#8220;discos protoplanet\u00e1rios&#8221;, que s\u00e3o os locais onde se formam novos planetas. Embora j\u00e1 tenham sido observados anteriormente discos jovens com planetas rec\u00e9m-formados, massivos e semelhantes a J\u00fapiter, McClure diz que &#8220;sempre soubemos que as primeiras partes s\u00f3lidas dos planetas, ou &#8216;planetesimais&#8217;, t\u00eam de se formar em fases anteriores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No nosso Sistema Solar, o primeiro material s\u00f3lido a condensar-se em torno do Sol perto da atual localiza\u00e7\u00e3o da Terra encontra-se preso em meteoritos antigos. Os astr\u00f3nomos datam estas rochas primordiais para determinar quando come\u00e7ou a forma\u00e7\u00e3o do nosso Sistema Solar. Estes meteoritos est\u00e3o cheios de minerais cristalinos que cont\u00eam mon\u00f3xido de sil\u00edcio (SiO) e que podem condensar-se \u00e0s temperaturas extremamente elevadas presentes nos discos planet\u00e1rios jovens. Com o tempo, estes s\u00f3lidos rec\u00e9m-condensados juntam-se, lan\u00e7ando as sementes para a forma\u00e7\u00e3o de planetas \u00e0 medida que ganham tamanho e massa. Os primeiros planetesimais de tamanho quilom\u00e9trico do Sistema Solar, que cresceram e se tornaram planetas como a Terra ou o n\u00facleo de J\u00fapiter, formaram-se logo ap\u00f3s a condensa\u00e7\u00e3o destes minerais cristalinos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.eso.org\/images\/large\/eso2512c.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/bf\/c3\/uPydILyT_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Esta imagem mostra jatos de mon\u00f3xido de sil\u00edcio (SiO) a afastarem-se da estrela beb\u00e9 HOPS-315. A imagem foi obtida pelo ALMA, do qual o ESO \u00e9 parceiro.<br>O jato azul aproxima-se de n\u00f3s enquanto o vermelho se afasta. Observa\u00e7\u00f5es levadas a cabo com o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb mostram SiO a mover-se com velocidades de cerca de 10 km\/s. Contudo, os jatos de SiO observados pelo ALMA movem-se cerca de 10 vezes mais depressa, o que significa que o SiO que se move lentamente deve estar localizado numa pequena \u00e1rea em torno da estrela, mais ou menos do tamanho da cintura de asteroides \u00e0 volta do nosso Sol, demasiado pequena para poder ser vista nesta imagem.<br>Al\u00e9m disso, a abund\u00e2ncia de SiO gasoso medida no jato observado pelo ALMA \u00e9 menor do que o esperado. Uma vez que a composi\u00e7\u00e3o do jato deve ser semelhante \u00e0 do disco de onde o jato emerge, isto significa que parte do SiO gasoso existente no disco est\u00e1 a condensar-se em material s\u00f3lido.<br>Cr\u00e9dito: ALMA(ESO\/NAOJ\/NRAO)\/M. McClure et al.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Com esta nova descoberta, os astr\u00f3nomos encontraram evid\u00eancias de que estes minerais quentes come\u00e7am a condensar-se no disco protoplanet\u00e1rio de HOPS-315. Os resultados mostram que o SiO est\u00e1 presente em torno desta jovem estrela no seu estado gasoso, bem como no interior destes minerais cristalinos, sugerindo que come\u00e7ou agora a solidificar-se. &#8220;Este processo nunca tinha sido observado anteriormente num disco protoplanet\u00e1rio, ou em qualquer outro lugar fora do nosso Sistema Solar&#8221;, explica o coautor do estudo Edwin Bergin, professor na Universidade de Michigan, EUA.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes minerais foram identificados pela primeira vez com o aux\u00edlio do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, um projeto conjunto das ag\u00eancias espaciais norte-americana, europeia e canadiana. Para descobrir de onde vinham exatamente os sinais, a equipa observou o sistema com o ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array), que \u00e9 operado pelo ESO em conjunto com parceiros internacionais no deserto chileno do Atacama.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os dados obtidos, os investigadores conseguiram determinar que os sinais qu\u00edmicos prov\u00eam de uma pequena regi\u00e3o do disco em torno da estrela, equivalente \u00e0 \u00f3rbita da cintura de asteroides em torno do Sol. &#8220;Estamos de facto a ver estes minerais num local deste sistema extrassolar correspondente ao s\u00edtio onde os vemos nos asteroides do nosso Sistema Solar&#8221;, diz o coautor Logan Francis, investigador de p\u00f3s-doutoramento da Universidade de Leiden.<\/p>\n\n\n\n<p>Por este motivo, o disco de HOPS-315 \u00e9 um \u00f3timo an\u00e1logo para estudar a nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria c\u00f3smica. Como diz Merel van &#8216;t Hoff, &#8220;este sistema \u00e9 um dos melhores que conhecemos para sondar realmente alguns dos processos que aconteceram no nosso Sistema Solar&#8221;, para al\u00e9m de oferecer tamb\u00e9m aos astr\u00f3nomos uma nova oportunidade para estudar a forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria precoce, uma vez que pode ser usado como substituto dos sistemas solares rec\u00e9m-nascidos da Gal\u00e1xia.<\/p>\n\n\n\n<p>A astr\u00f3noma do ESO e gestora do ALMA na Europa, Elizabeth Humphreys, que n\u00e3o participou no estudo, comenta: &#8220;Fiquei muito impressionada com este estudo, que revela uma fase muito precoce da forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, sugerindo que HOPS-315 pode ser usada para compreender melhor como o nosso pr\u00f3prio Sistema Solar se formou. Este resultado real\u00e7a bem o poder combinado do JWST e do ALMA na explora\u00e7\u00e3o de discos protoplanet\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Witnessing the dawn of a new solar system\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/0j-MH6_QlBA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2512\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/news.umich.edu\/astronomers-witness-the-dawn-of-a-new-solar-system-for-the-first-time\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Michigan (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09163-z\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/archives\/releases\/sciencepapers\/eso2512\/eso2512a.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Discos protoplanet\u00e1rios:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Protoplanetary_disk\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Nebular_hypothesis\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALMA (Atacama Large Millimeter\/submillimeter Array):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.almaobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/public.nrao.edu\/telescopes\/alma\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (NRAO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.eso.org\/public\/teles-instr\/alma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ALMA (ESO)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Atacama_Large_Millimeter_Array\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRSpec (NASA)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Investigadores internacionais identificaram, pela primeira vez, o momento em que planetas se come\u00e7aram a formar em torno de uma estrela que n\u00e3o o Sol. 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