{"id":8173,"date":"2025-07-18T06:21:57","date_gmt":"2025-07-18T05:21:57","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8173"},"modified":"2025-07-18T06:22:20","modified_gmt":"2025-07-18T05:22:20","slug":"ligo-virgo-kagra-deteta-a-fusao-de-buracos-negros-mais-massiva-ate-a-data","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/07\/18\/ligo-virgo-kagra-deteta-a-fusao-de-buracos-negros-mais-massiva-ate-a-data\/","title":{"rendered":"LIGO-Virgo-KAGRA deteta a fus\u00e3o de buracos negros mais massiva at\u00e9 \u00e0 data"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/caltech-prod.s3.amazonaws.com\/main\/images\/LIGO-Massive-Binary-Black-Hole-Infographic-WEB.original.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"585\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/mehHwPF0_o-1024x585.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8174\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/mehHwPF0_o-1024x585.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/mehHwPF0_o-300x171.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/mehHwPF0_o-768x439.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/mehHwPF0_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Infogr\u00e1fico que detalha a nova fus\u00e3o de buracos negros GW231123.<br>Cr\u00e9dito: Simona J. Miller\/Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A Colabora\u00e7\u00e3o LIGO-Virgo-KAGRA (LVK) detetou a fus\u00e3o dos buracos negros mais massivos alguma vez observados atrav\u00e9s de ondas gravitacionais. A poderosa fus\u00e3o produziu um buraco negro final com aproximadamente 225 vezes a massa do nosso Sol. O sinal, designado GW231123, foi detetado durante a quarta campanha de observa\u00e7\u00e3o da rede LVK no dia 23 de novembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O LIGO (Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory) entrou para a hist\u00f3ria em 2015 quando fez a primeira dete\u00e7\u00e3o direta de ondas gravitacionais, ondula\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o-tempo. Nesse caso, as ondas emanavam de uma fus\u00e3o de buracos negros que resultou num buraco negro final com uma massa 62 vezes superior \u00e0 do nosso Sol. O sinal foi detetado conjuntamente pelos detetores g\u00e9meos do LIGO, um localizado em Livingston, no estado norte-americano do Louisiana, e o outro em Hanford, Washington.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, a equipa do LIGO juntou-se a parceiros do detetor Virgo, na It\u00e1lia, e do KAGRA (Kamioka Gravitational Wave Detetor), no Jap\u00e3o, para formar a Colabora\u00e7\u00e3o LVK. Estes detetores observaram coletivamente mais de 200 fus\u00f5es de buracos negros na sua quarta campanha, e cerca de 300 no total desde o in\u00edcio da primeira em 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, a fus\u00e3o de buracos negros mais massiva &#8211; produzida por um evento que teve lugar em 2021 chamado GW190521 &#8211; tinha uma massa total de 140 vezes a do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>No evento mais recente, GW231123, o buraco negro de 225 massas solares foi criado pela coalesc\u00eancia de buracos negros com massas aproximadamente 100 e 140 vezes superiores \u00e0 do Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m das suas massas elevadas, os buracos negros est\u00e3o tamb\u00e9m a girar rapidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este \u00e9 o buraco negro bin\u00e1rio mais massivo que observ\u00e1mos atrav\u00e9s de ondas gravitacionais e representa um verdadeiro desafio para a nossa compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o dos buracos negros&#8221;, diz Mark Hannam da Universidade de Cardiff e membro da Colabora\u00e7\u00e3o LVK. &#8220;Buracos negros t\u00e3o massivos s\u00e3o proibidos pelos modelos padr\u00e3o de evolu\u00e7\u00e3o estelar. Uma possibilidade \u00e9 que os dois buracos negros deste par se tenham formado atrav\u00e9s de fus\u00f5es anteriores de buracos negros mais pequenos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Dave Reitze, o diretor executivo do LIGO no Caltech, afirma: &#8220;Esta observa\u00e7\u00e3o demonstra mais uma vez como as ondas gravitacionais est\u00e3o a revelar de forma \u00fanica a natureza fundamental e ex\u00f3tica dos buracos negros em todo o Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um sistema que bate recordes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A elevada massa e a rota\u00e7\u00e3o extremamente r\u00e1pida dos buracos negros de GW231123 empurram os limites da tecnologia de dete\u00e7\u00e3o de ondas gravitacionais e os modelos te\u00f3ricos atuais. A extra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o precisa do sinal exigiu a utiliza\u00e7\u00e3o de modelos que t\u00eam em conta a intrincada din\u00e2mica dos buracos negros em alta rota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os buracos negros parecem estar a girar muito depressa &#8211; perto do limite permitido pela teoria da relatividade geral de Einstein&#8221;, explica Charlie Hoy, da Universidade de Portsmouth e membro do LVK. &#8220;Isso torna o sinal dif\u00edcil de modelar e interpretar. \u00c9 um excelente caso de estudo para fazer avan\u00e7ar o desenvolvimento das nossas ferramentas te\u00f3ricas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Os investigadores continuam a aperfei\u00e7oar a sua an\u00e1lise e a melhorar os modelos utilizados para interpretar estes fen\u00f3menos extremos. &#8220;Ser\u00e3o necess\u00e1rios anos para a comunidade desvendar completamente este intrincado padr\u00e3o de sinais e todas as suas implica\u00e7\u00f5es&#8221;, diz Gregorio Carullo, da Universidade de Birmingham e membro do LVK. &#8220;Apesar de a explica\u00e7\u00e3o mais prov\u00e1vel continuar a ser a fus\u00e3o de buracos negros, cen\u00e1rios mais complexos poder\u00e3o ser a chave para decifrar as suas caracter\u00edsticas inesperadas. Tempos excitantes \u00e0 nossa frente!&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Investigando os limites da astronomia de ondas gravitacionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os detetores de ondas gravitacionais, como o LIGO, o Virgo e o KAGRA, foram concebidos para medir distor\u00e7\u00f5es min\u00fasculas no espa\u00e7o-tempo causadas por eventos c\u00f3smicos violentos. A quarta s\u00e9rie de observa\u00e7\u00f5es come\u00e7ou em maio de 2023, e as observa\u00e7\u00f5es adicionais da primeira metade da campanha (at\u00e9 janeiro de 2024) ser\u00e3o publicadas no final do ver\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Este evento leva as nossas capacidades de instrumenta\u00e7\u00e3o e de an\u00e1lise de dados ao limite do que \u00e9 atualmente poss\u00edvel&#8221;, afirma Sophie Bini, investigadora p\u00f3s-doutorada no Caltech e membro do LVK. &#8220;\u00c9 um exemplo poderoso de quanto podemos aprender com a astronomia de ondas gravitacionais &#8211; e de quanto mais h\u00e1 para descobrir&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"GW231123: LIGO-Virgo-KAGRA detect most massive black hole merger to date\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d76jy6Mid8M?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.ligo.caltech.edu\/news\/ligo20250715\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ LIGO (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.caltech.edu\/about\/news\/ligo-detects-most-massive-black-hole-merger-to-date\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Caltech (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cardiff.ac.uk\/news\/view\/2924617-gravitational-waves-from-most-massive-black-hole-collision-poses-challenge-to-astrophysics\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Cardiff (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.birmingham.ac.uk\/news\/2025\/birmingham-scientists-key-role-in-breakthrough-black-hole-discovery\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Birmingham (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.gla.ac.uk\/news\/headline_1195913_en.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Universidade de Glasgow (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.aei.mpg.de\/1263434\/gw231123\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto Max Planck de F\u00edsica Gravitacional (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/ligo.org\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/GW231123.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Sum\u00e1rio da descoberta (PDF)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>GW231123:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/ligo.org\/detections\/gw231123\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Colabora\u00e7\u00e3o LIGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/GW231123\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ondas gravitacionais:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/gracedb.ligo.org\/latest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">GraceDB (Gravitational Wave Candidate Event Database)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Gravitational_wave_detection\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Astronomia de ondas gravitacionais &#8211; Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127255\/gravitational-waves-101\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Ondas gravitacionais: como distorcem o espa\u00e7o &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127286\/gravitational-wave-detectors-how-they-work\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Detetores: como funcionam &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.universetoday.com\/127329\/gravitational-wave-sources\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">As fontes de ondas gravitacionais &#8211; Universe Today<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=4GbWfNHtHRg\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O que \u00e9 uma onda gravitacional (YouTube)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/ligo.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.ligo.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Caltech<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.advancedligo.mit.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Advanced LIGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/LIGO\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Virgo:<br><\/strong><a href=\"https:\/\/www.ego-gw.it\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">EGO<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Virgo_interferometer\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>KAGRA (Kamioka Gravitational Wave Detetor):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/gwcenter.icrr.u-tokyo.ac.jp\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina oficial<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/KAGRA\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Colabora\u00e7\u00e3o LIGO-Virgo-KAGRA (LVK) detetou a fus\u00e3o dos buracos negros mais massivos alguma vez observados atrav\u00e9s de ondas gravitacionais. 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