{"id":8118,"date":"2025-06-24T06:23:11","date_gmt":"2025-06-24T05:23:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8118"},"modified":"2025-06-24T06:23:13","modified_gmt":"2025-06-24T05:23:13","slug":"as-primeiras-imagens-do-observatorio-vera-c-rubin","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/06\/24\/as-primeiras-imagens-do-observatorio-vera-c-rubin\/","title":{"rendered":"As primeiras imagens do Observat\u00f3rio Vera C. Rubin"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"539\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/g22dazYn_o-1024x539.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8119\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/g22dazYn_o-1024x539.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/g22dazYn_o-300x158.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/g22dazYn_o-768x404.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/g22dazYn_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">A regi\u00e3o sul do Enxame de Virgem, a cerca de 55 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia. Esta imagem combina 1185 exposi\u00e7\u00f5es obtidas ao longo de apenas 7 noites. <a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/publicationjpg\/noirlab2521c.jpg\">Ver aqui uma vers\u00e3o legendada<\/a>. Para ver a imagem em todo o seu esplendor, <a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/images\/noirlab2521a\/zoomable\/\">utilize esta ferramenta online<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Rubin\/NOIRLab\/SLAC\/NSF\/DOE\/AURA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Observat\u00f3rio Vera C. Rubin divulgou ontem as suas primeiras imagens num evento em Washington, D.C. As imagens mostram fen\u00f3menos c\u00f3smicos captados a uma escala sem precedentes. Em pouco mais de 10 horas de observa\u00e7\u00f5es de teste, o Observat\u00f3rio Rubin j\u00e1 captou milh\u00f5es de gal\u00e1xias e estrelas da Via L\u00e1ctea e milhares de asteroides. As imagens s\u00e3o uma pequena antevis\u00e3o da pr\u00f3xima miss\u00e3o cient\u00edfica de 10 anos do Observat\u00f3rio Rubin para explorar e compreender alguns dos maiores mist\u00e9rios do Universo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Observat\u00f3rio Rubin ir\u00e1 captar mais informa\u00e7\u00e3o sobre o nosso Universo do que todos os telesc\u00f3pios \u00f3ticos da hist\u00f3ria, juntos&#8221;, afirmou Brian Stone, diretor da NSF (National Science Foundation). &#8220;Atrav\u00e9s desta not\u00e1vel instala\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, exploraremos muitos mist\u00e9rios c\u00f3smicos, incluindo a mat\u00e9ria escura e a energia escura que permeiam o Universo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Resultado de mais de duas d\u00e9cadas de trabalho, o Observat\u00f3rio Rubin est\u00e1 situado no cume de Cerro Pach\u00f3n, no Chile, onde o ar seco e o c\u00e9u escuro proporcionam um dos melhores locais de observa\u00e7\u00e3o do mundo. O inovador telesc\u00f3pio de 8,4 metros do Rubin possui a maior c\u00e2mara digital alguma vez constru\u00edda, que alimenta um poderoso sistema de processamento de dados. Mais tarde, ainda em 2025, o Rubin iniciar\u00e1 a sua miss\u00e3o principal, o LSST (Legacy Survey of Space and Time), em que far\u00e1 uma varredura incessante do c\u00e9u todas as noites durante 10 anos para captar com precis\u00e3o todas as mudan\u00e7as vis\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"The Cosmic Treasure Chest - VIDEO - EN\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Gitit3LwQ20?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado ser\u00e1 um registo do Universo em tempo real, em campo largo e em ultra-alta defini\u00e7\u00e3o. O c\u00e9u ganhar\u00e1 vida com um tesouro de milhares de milh\u00f5es de descobertas cient\u00edficas. As imagens revelar\u00e3o asteroides e cometas, estrelas pulsantes, explos\u00f5es de supernova, gal\u00e1xias long\u00ednquas e talvez fen\u00f3menos c\u00f3smicos que ningu\u00e9m viu antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O nome do Observat\u00f3rio Rubin \u00e9 uma homenagem \u00e0 astr\u00f3noma americana Vera C. Rubin, que encontrou evid\u00eancias conclusivas da exist\u00eancia de grandes quantidades de material invis\u00edvel conhecido como mat\u00e9ria escura. O objetivo central da miss\u00e3o do Observat\u00f3rio Rubin \u00e9 compreender a natureza da mat\u00e9ria escura, da energia escura e de outros mist\u00e9rios c\u00f3smicos de grande escala. A energia escura \u00e9 o que os cientistas chamam \u00e0 for\u00e7a misteriosa e colossalmente poderosa que parece estar a fazer com que as gal\u00e1xias do Universo se afastem umas das outras a um ritmo acelerado. Embora a mat\u00e9ria escura e a energia escura constituam coletivamente 95% do Universo, as suas propriedades permanecem desconhecidas.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/publicationjpg\/noirlab2521b.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/e1\/5e\/gQWxHu2t_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem da Nebulosa da Lagoa (M8) e da Nebulosa Tr\u00edfida (M20). A imagem original tem quase 5 gigapix\u00e9is e combina 678 exposi\u00e7\u00f5es obtidas ao longo de apenas 7,2 horas de tempo de observa\u00e7\u00e3o e composta, no total, a partir de cerca de 2 bili\u00f5es de pix\u00e9is.\u00a0<a href=\"https:\/\/storage.noirlab.edu\/media\/archives\/images\/publicationjpg\/noirlab2521g.jpg\">Ver aqui uma vers\u00e3o legendada<\/a>. Para ver a imagem em todo o seu esplendor,\u00a0<a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/images\/noirlab2521b\/zoomable\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">utilize esta ferramenta online<\/a>.<br>Cr\u00e9dito: Observat\u00f3rio Rubin\/NOIRLab\/SLAC\/NSF\/DOE\/AURA<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Observat\u00f3rio Rubin ser\u00e1 tamb\u00e9m a m\u00e1quina de descoberta do Sistema Solar mais eficiente e eficaz alguma vez constru\u00edda. Captar\u00e1 cerca de mil imagens do c\u00e9u do hemisf\u00e9rio sul todas as noites, o que lhe permitir\u00e1 cobrir todo o c\u00e9u vis\u00edvel do hemisf\u00e9rio sul em cada tr\u00eas a quatro noites. Ao faz\u00ea-lo, encontrar\u00e1 milh\u00f5es de asteroides, cometas e objetos interestelares invis\u00edveis. O Rubin ser\u00e1 um fator de mudan\u00e7a para a defesa planet\u00e1ria ao detetar um n\u00famero muito maior de asteroides do que nunca, identificando potencialmente alguns que poder\u00e3o ter impacto na Terra ou na Lua.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quantidade de dados recolhidos pelo Observat\u00f3rio Rubin s\u00f3 no seu primeiro ano ser\u00e1 superior \u00e0 recolhida por todos os outros observat\u00f3rios \u00f3ticos juntos. Este tesouro de dados ajudar\u00e1 os cientistas a fazer in\u00fameras descobertas sobre o Universo e servir\u00e1 como um recurso incompar\u00e1vel para a explora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica durante as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O lan\u00e7amento das nossas primeiras imagens cient\u00edficas constitui um marco extraordin\u00e1rio para o Observat\u00f3rio Rubin. Representa o culminar de cerca de duas d\u00e9cadas de dedica\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o de uma equipa global&#8221;, afirmou \u017deljko Ivezi\u0107, Diretor de Constru\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio Rubin. &#8220;Com a constru\u00e7\u00e3o agora conclu\u00edda, estamos a voltar os nossos olhos totalmente para o c\u00e9u &#8211; n\u00e3o apenas para captar imagens, mas para iniciar toda uma nova era de descobertas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A c\u00e2mara LSST no cora\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio Rubin capta caracter\u00edsticas extremamente finas em gal\u00e1xias distantes, estrelas e outros objetos celestes. O instrumento tem aproximadamente o tamanho de um carro pequeno e pesa quase 2800 quilogramas. Cada imagem tirada pela c\u00e2mara LSST cobre uma \u00e1rea no c\u00e9u t\u00e3o grande como 45 Luas Cheias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A constru\u00e7\u00e3o da maior c\u00e2mara digital do mundo permitir\u00e1 aos cientistas explorar o cosmos de novas formas e a uma escala que possibilitar\u00e1 descobertas que dever\u00e3o mudar fundamentalmente a nossa compreens\u00e3o do Universo&#8221;, afirmou Aaron Roodman, Diretor da C\u00e2mara LSST. &#8220;Tal como faria com a c\u00e2mara do seu telem\u00f3vel, chegou finalmente o momento de apontar e disparar &#8211; a nossa ci\u00eancia come\u00e7a agora&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante o seu estudo de dez anos, o Rubin ir\u00e1 gerar aproximadamente 20 terabytes de dados por noite, para al\u00e9m de uma base de dados adicional de 15 petabytes. Em 10 anos, o processamento de dados do Rubin gerar\u00e1 cerca de 500 petabytes, e o conjunto final de dados ir\u00e1 conter milhares de milh\u00f5es de objetos com bili\u00f5es de medi\u00e7\u00f5es. Com a publica\u00e7\u00e3o regular de dados, os cientistas poder\u00e3o efetuar as suas pr\u00f3prias investiga\u00e7\u00f5es dos dados do Rubin \u00e0 dist\u00e2ncia, permitindo e acelerando in\u00fameras descobertas sobre o nosso Universo e fazendo avan\u00e7ar a ci\u00eancia de formas que ainda n\u00e3o podemos prever.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Rubin tamb\u00e9m leva o poder dos dados astron\u00f3micos e da aprendizagem interativa a educadores e estudantes de todo o mundo atrav\u00e9s de uma plataforma online de envolvimento p\u00fablico desenvolvida por uma equipa de astr\u00f3nomos, educadores e especialistas em design web, que fornece ferramentas e atividades para envolver e interagir com um subconjunto de dados do Observat\u00f3rio Rubin.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"A Swarm of New Asteroids - VIDEO - EN\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/DTuq-vBsDJE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/fl.rubinobservatory.org\/news\/first-imagery-rubin\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Observat\u00f3rio Vera C. Rubin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nsf.gov\/news\/first-imagery-nsf-doe-vera-c-rubin-observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NSF (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.energy.gov\/science\/articles\/ever-changing-universe-revealed-first-imagery-nsf-doe-vera-c-rubin-observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Departamento de Energia dos EUA (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/noirlab.edu\/public\/news\/noirlab2521\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ NOIRLab (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Observat\u00f3rio Vera C. Rubin:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/rubinobservatory.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">P\u00e1gina principal<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Vera_C._Rubin_Observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/rubin_observatory\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/x.com\/VRubinObs\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Enxame Gal\u00e1ctico de Virgem:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Virgo_Cluster\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.messier.seds.org\/more\/virgo.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa da Lagoa (M8):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Lagoon_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/messier.obspm.fr\/m\/m008.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nebulosa Tr\u00edfida (M20):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Trifid_Nebula\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/messier.obspm.fr\/m\/m020.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">SEDS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Observat\u00f3rio Vera C. 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