{"id":8105,"date":"2025-06-20T06:35:19","date_gmt":"2025-06-20T05:35:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8105"},"modified":"2025-06-20T06:35:21","modified_gmt":"2025-06-20T05:35:21","slug":"o-primeiro-eclipse-solar-artificial-da-proba-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/06\/20\/o-primeiro-eclipse-solar-artificial-da-proba-3\/","title":{"rendered":"O primeiro eclipse solar artificial da Proba-3"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2025\/06\/solar_corona_viewed_by_proba-3_s_aspiics\/26745130-1-eng-GB\/Solar_corona_viewed_by_Proba-3_s_ASPIICS.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/qXVErzB1_o-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8106\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/qXVErzB1_o-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/qXVErzB1_o-300x300.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/qXVErzB1_o-150x150.jpg 150w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/qXVErzB1_o-768x768.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/qXVErzB1_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A coroa interna do Sol aparece esverdeada nesta imagem obtida no dia 23 de maio de 2025 pelo coron\u00f3grafo ASPIICS a bordo da Proba-3, a miss\u00e3o de voo em forma\u00e7\u00e3o da ESA capaz de criar eclipses solares totais artificiais em \u00f3rbita.\nEsta imagem, captada no espetro da luz vis\u00edvel, mostra a coroa solar de forma semelhante \u00e0 que um olho humano veria durante um eclipse atrav\u00e9s de um filtro verde. As estruturas semelhantes a cabelos foram reveladas utilizando um algoritmo especializado de processamento de imagem.\nCr\u00e9dito: ESA\/Proba-3\/ASPIICS\/algoritmo WOW<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A miss\u00e3o Proba-3 da ESA revelou as suas primeiras imagens da atmosfera exterior do Sol &#8211; a coroa solar. Os dois sat\u00e9lites da miss\u00e3o, capazes de voar como uma \u00fanica nave espacial gra\u00e7as a um conjunto de tecnologias de posicionamento a bordo, conseguiram criar o seu primeiro &#8220;eclipse solar total artificial&#8221; em \u00f3rbita. As imagens coronais resultantes demonstram o potencial das tecnologias de voo em forma\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que fornecem dados cient\u00edficos de valor incalcul\u00e1vel que ir\u00e3o melhorar a nossa compreens\u00e3o do Sol e da sua enigm\u00e1tica atmosfera.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Duas naves espaciais a voar como uma s\u00f3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No passado m\u00eas de mar\u00e7o, a miss\u00e3o Proba-3 conseguiu o que nenhuma outra tinha conseguido antes &#8211; as suas duas naves espaciais, a &#8216;Coronagraph&#8217; e a &#8216;Occulter&#8217;, voaram a 150 metros de dist\u00e2ncia em forma\u00e7\u00e3o perfeita durante v\u00e1rias horas sem qualquer controlo a partir do solo.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto estiveram alinhadas, as duas naves mantiveram a sua posi\u00e7\u00e3o relativa at\u00e9 um \u00fanico mil\u00edmetro &#8211; um feito extraordin\u00e1rio possibilitado por um conjunto de tecnologias inovadoras de navega\u00e7\u00e3o e posicionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Demonstrando o grau de precis\u00e3o alcan\u00e7ado, as duas naves espaciais utilizam o seu tempo de voo em forma\u00e7\u00e3o para criar eclipses solares totais artificiais em \u00f3rbita &#8211; alinham-se com o Sol de modo a que o disco de 1,4 m de di\u00e2metro transportado pela nave &#8216;Occulter&#8217; cubra o disco brilhante do Sol para a nave &#8216;Coronagraph&#8217;, projetando uma sombra de 8 cm de di\u00e2metro sobre o seu instrumento \u00f3tico, o ASPIICS.<\/p>\n\n\n\n<p>Este instrumento, abreviatura de &#8220;Association of Spacecraft for Polarimetric and Imaging Investigation of the Corona of the Sun&#8221;, foi desenvolvido para a ESA por um cons\u00f3rcio industrial liderado pelo Centro Espacial de Li\u00e8ge, na B\u00e9lgica. Quando a sua abertura de 5 cm est\u00e1 coberta pela sombra, o instrumento capta imagens da coroa solar sem ser interrompido pela luz brilhante do Sol.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2024\/11\/proba-3_infographic_formation_flying_to_a_fingernail_s_thickness\/26469005-10-eng-GB\/Proba-3_infographic_Formation_flying_to_a_fingernail_s_thickness.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/9c\/b4\/PbX5LtQ0_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Para formar um eclipse solar est\u00e1vel da &#8216;Occulter&#8217; para a &#8216;Coronagraph&#8217; durante as seis horas planeadas, o par tem de manter a forma\u00e7\u00e3o com uma precis\u00e3o de um mil\u00edmetro, aproximadamente a mesma espessura de uma unha comum.<br>O par faz isto de forma aut\u00f3noma, empregando um conjunto de sensores. Os rastreadores estelares e a navega\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite s\u00e3o complementados por liga\u00e7\u00f5es r\u00e1dio intersat\u00e9lite, c\u00e2maras \u00f3ticas que rastreiam LEDs, um laser refletido atrav\u00e9s de retrorefletores e, finalmente, sensores de sombra que rodeiam a abertura do ASPIICS.<br>Cr\u00e9dito: ESA-F. Zonno<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A observa\u00e7\u00e3o da coroa \u00e9 crucial para revelar o vento solar, o fluxo cont\u00ednuo de mat\u00e9ria do Sol para o espa\u00e7o exterior. \u00c9 tamb\u00e9m necess\u00e1ria para compreender o funcionamento das eje\u00e7\u00f5es de massa coronal (EMCs), explos\u00f5es de part\u00edculas enviadas pelo Sol quase todos os dias, especialmente durante per\u00edodos de grande atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Estes eventos podem criar auroras espantosas no c\u00e9u noturno, mas tamb\u00e9m representam s\u00e9rias amea\u00e7as \u00e0 tecnologia moderna. Podem perturbar significativamente as comunica\u00e7\u00f5es, a distribui\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e os sistemas de navega\u00e7\u00e3o na Terra, como aconteceu em maio de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>As imagens coronais resultantes das primeiras rondas de observa\u00e7\u00f5es do ASPIICS fornecem um vislumbre dos dados valiosos que podemos esperar desta miss\u00e3o produtora de eclipses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O misterioso halo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A ardente coroa do Sol atinge temperaturas superiores a um milh\u00e3o de graus Celsius, muito mais quente do que a superf\u00edcie por baixo dela. Esta contraintuitiva diferen\u00e7a de temperatura h\u00e1 muito que \u00e9 objeto de discuss\u00e3o na comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>O ASPIICS da Proba-3 est\u00e1 a resolver este mist\u00e9rio estudando a coroa muito perto da superf\u00edcie do Sol. Tamb\u00e9m consegue ver mais pormenores, detetando caracter\u00edsticas mais t\u00e9nues do que os coron\u00f3grafos tradicionais, gra\u00e7as a uma redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica da quantidade de luz &#8220;dispersa&#8221; que chega ao detetor.<\/p>\n\n\n\n<p>Joe Zender, cientista do projeto Proba-3, acrescenta: &#8220;Ver os primeiros dados do ASPIICS \u00e9 incrivelmente excitante. Juntamente com as medi\u00e7\u00f5es efetuadas por outro instrumento a bordo, o DARA, o ASPIICS contribuir\u00e1 para desvendar quest\u00f5es de longa data sobre a nossa estrela natal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O DARA (Digital Absolute Radiometer) medir\u00e1 a irradi\u00e2ncia solar total &#8211; exatamente a quantidade de energia que o Sol emite em cada momento. Um terceiro instrumento cient\u00edfico da miss\u00e3o Proba-3, o 3DEES (3D Energetic Electron Spectrometer), ir\u00e1 detetar eletr\u00f5es nas cinturas de radia\u00e7\u00e3o da Terra, medindo a sua dire\u00e7\u00e3o de origem e n\u00edveis de energia.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/var\/esa\/storage\/images\/esa_multimedia\/images\/2024\/11\/proba-3_infographic_new_views_of_the_sun_and_space_weather\/26475360-1-eng-GB\/Proba-3_infographic_new_views_of_the_Sun_and_space_weather.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/29\/4a\/aAvObYQ3_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">A enigm\u00e1tica coroa &#8211; muito mais quente do que o pr\u00f3prio Sol &#8211; \u00e9 onde nasce o clima espacial. J\u00e1 dispomos de instrumentos que podem estudar o Sol, a baixa coroa e a alta coroa. No entanto, entre a baixa coroa e a alta coroa existe uma regi\u00e3o &#8211; uma divis\u00e3o &#8211; onde as observa\u00e7\u00f5es s\u00e3o dif\u00edceis. Esta regi\u00e3o, at\u00e9 tr\u00eas raios solares, permanece largamente inexplorada.<br>Normalmente, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel observar esta regi\u00e3o durante os eclipses solares terrestres. O instrumento ASPIICS da Proba-3 aumentar\u00e1 a nossa vis\u00e3o de perto do Sol e da sua coroa de tr\u00eas raios solares para apenas 0,8 raios solares, permitindo um estudo sustentado do vento solar e das eje\u00e7\u00f5es de massa coronal.<br>Cr\u00e9dito: ESA-F. Zonno<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como criar um eclipse solar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Fiquei absolutamente entusiasmado ao ver as imagens, especialmente porque as obtivemos \u00e0 primeira tentativa&#8221;, comenta Andrei Zhukov, investigador principal do ASPIICS no Observat\u00f3rio Real da B\u00e9lgica. &#8220;Agora estamos a trabalhar para aumentar o tempo de observa\u00e7\u00e3o para seis horas em cada \u00f3rbita&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Andrei explica: &#8220;Cada imagem completa &#8211; cobrindo a \u00e1rea desde o Sol oculto at\u00e9 ao limite do campo de vis\u00e3o &#8211; \u00e9 efetivamente constru\u00edda a partir de tr\u00eas imagens. A diferen\u00e7a entre elas \u00e9 apenas o tempo de exposi\u00e7\u00e3o, que determina quanto tempo a abertura do coron\u00f3grafo \u00e9 exposta \u00e0 luz. A combina\u00e7\u00e3o das tr\u00eas imagens d\u00e1-nos a vis\u00e3o completa da coroa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As nossas imagens do &#8216;eclipse artificial&#8217; s\u00e3o compar\u00e1veis \u00e0s obtidas durante um eclipse natural. A diferen\u00e7a \u00e9 que podemos criar o nosso eclipse uma vez em cada \u00f3rbita de 19,6 horas, enquanto os eclipses solares totais s\u00f3 ocorrem naturalmente uma vez, muito raramente duas vezes por ano. Para al\u00e9m disso, os eclipses totais naturais duram apenas alguns minutos, enquanto a Proba-3 pode manter o seu eclipse artificial at\u00e9 6 horas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor da miss\u00e3o Proba-3, Damien Galano, salienta: &#8220;O facto de duas naves espaciais formarem um coron\u00f3grafo gigante no espa\u00e7o permitiu-nos captar a coroa interior com n\u00edveis muito baixos de luz dispersa nas nossas observa\u00e7\u00f5es, exatamente como esper\u00e1vamos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora ainda estejamos na fase de comissionamento, j\u00e1 conseguimos um voo de forma\u00e7\u00e3o precisa com uma exatid\u00e3o sem precedentes. Foi isto que nos permitiu captar as primeiras imagens da miss\u00e3o, que ser\u00e3o sem d\u00favida de grande valor para a comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os voos em forma\u00e7\u00e3o que conseguimos at\u00e9 agora foram realizados de forma aut\u00f3noma, mas sob a supervis\u00e3o da equipa de controlo em terra, que estava pronta a intervir para corrigir quaisquer potenciais desvios. A \u00fanica tarefa que nos resta \u00e9 alcan\u00e7ar a autonomia total, altura em que a nossa confian\u00e7a no sistema ser\u00e1 tal que nem sequer faremos uma monitoriza\u00e7\u00e3o de rotina a partir do solo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"First artificial solar eclipse in space\" width=\"618\" height=\"348\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/nhke43NPO0A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Enabling_Support\/Space_Engineering_Technology\/Proba-3\/Proba-3_s_first_artificial_solar_eclipse\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ ESA (comunicado de imprensa)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Proba-3 (Project for On-Board Autonomy 3):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Enabling_Support\/Space_Engineering_Technology\/Proba-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Enabling_Support\/Space_Engineering_Technology\/Proba_Missions\/About_Proba-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA &#8211; 2<\/a><br><a href=\"https:\/\/esamultimedia.esa.int\/docs\/technology\/esa-proba3_media_kit.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Kit para os media (PDF)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PROBA-3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sol:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Sun\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Stellar_corona\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Coroa solar (Wikipedia)<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A miss\u00e3o Proba-3 da ESA revelou as suas primeiras imagens da atmosfera exterior do Sol &#8211; a coroa solar. 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