{"id":8096,"date":"2025-06-17T06:16:40","date_gmt":"2025-06-17T05:16:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8096"},"modified":"2025-06-17T06:16:41","modified_gmt":"2025-06-17T05:16:41","slug":"nuvens-de-silicato-descobertas-na-atmosfera-de-um-exoplaneta-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/06\/17\/nuvens-de-silicato-descobertas-na-atmosfera-de-um-exoplaneta-distante\/","title":{"rendered":"Nuvens de silicato descobertas na atmosfera de um exoplaneta distante"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><a href=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/tG9aeeQ7_o.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"582\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/tG9aeeQ7_o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8097\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/tG9aeeQ7_o.jpg 800w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/tG9aeeQ7_o-300x218.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/tG9aeeQ7_o-768x559.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Impress\u00e3o art\u00edstica do sistema YSES-1, que consiste de uma estrela semelhante ao Sol com aproximadamente 16 milh\u00f5es de anos no centro, YSES-1 b e o seu disco circumplanet\u00e1rio poeirento (direita), e YSES-1 c com nuvens de silicato na sua atmosfera (esquerda).\nCr\u00e9dito: Ellis Bogat<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Os astrof\u00edsicos obtiveram novos e preciosos conhecimentos sobre a forma\u00e7\u00e3o de exoplanetas distantes e sobre o aspeto das suas atmosferas, depois de utilizarem o Telesc\u00f3pio James Webb para adquirirem imagens de dois exoplanetas jovens com um pormenor extraordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais descobertas contam-se a presen\u00e7a de nuvens de silicato na atmosfera de um dos planetas e um disco circumplanet\u00e1rio que se pensa alimentar material que pode formar luas \u00e0 volta do outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos mais gerais, a compreens\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o do sistema supersolar YSES-1 fornece uma vis\u00e3o mais aprofundada das origens do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar e d\u00e1-nos a oportunidade de observar e aprender, em tempo real, como um planeta semelhante a J\u00fapiter se forma.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os exoplanetas observados diretamente &#8211; planetas para l\u00e1 do nosso Sistema Solar &#8211; s\u00e3o os \u00fanicos exoplanetas que podemos fotografar&#8221;, afirmou o Dr. Evert Nasedkin, p\u00f3s-doutorado da Escola de F\u00edsica do TCD (Trinity College Dublin), coautor do artigo cient\u00edfico publicado no passado dia 10 de junho na revista Nature. &#8220;Estes exoplanetas s\u00e3o tipicamente ainda suficientemente jovens para estarem ainda quentes devido \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o e \u00e9 este calor, visto no infravermelho, que n\u00f3s, astr\u00f3nomos, observamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando instrumentos espetrosc\u00f3picos a bordo do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb, a Dra. Kielan Hoch e uma vasta equipa internacional obtiveram espetros amplos de dois exoplanetas jovens e gigantes que orbitam uma estrela semelhante ao Sol, YSES-1. Estes planetas s\u00e3o v\u00e1rias vezes maiores do que J\u00fapiter e orbitam longe da sua estrela hospedeira, real\u00e7ando a diversidade de sistemas exoplanet\u00e1rios, mesmo em torno de estrelas como o nosso pr\u00f3prio Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal objetivo da medi\u00e7\u00e3o dos espetros destes exoplanetas era compreender as suas atmosferas. Diferentes mol\u00e9culas e part\u00edculas de nuvens absorvem diferentes comprimentos de onda da luz, conferindo uma impress\u00e3o digital caracter\u00edstica ao espetro de emiss\u00e3o dos planetas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Nasedkin disse: &#8220;Quando olh\u00e1mos para o companheiro mais pequeno e mais distante, conhecido como YSES-1 c, encontr\u00e1mos a assinatura reveladora das nuvens de silicato no infravermelho m\u00e9dio. Essencialmente feitas de part\u00edculas semelhantes a areia, esta \u00e9 a mais forte caracter\u00edstica de absor\u00e7\u00e3o de silicatos observada at\u00e9 agora num exoplaneta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pensamos que isto est\u00e1 relacionado com a relativa juventude dos planetas: os planetas mais jovens t\u00eam um raio ligeiramente maior e esta atmosfera alargada pode permitir que a nuvem absorva mais da luz emitida pelo planeta. Usando modelos detalhados, conseguimos identificar a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica destas nuvens, bem como pormenores sobre as formas e tamanhos das part\u00edculas das nuvens&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O planeta interior, YSES-1 b, proporcionou outras surpresas: embora todo o sistema planet\u00e1rio seja jovem, com 16,7 milh\u00f5es de anos, \u00e9 demasiado velho para encontrar sinais do disco de forma\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria em torno da estrela hospedeira. Mas em YSES-1 b a equipa observou um disco em torno do pr\u00f3prio planeta, que se pensa que alimenta o planeta com material e serve de local de nascimento de luas &#8211; semelhante \u00e0s observadas em torno de J\u00fapiter. Apenas tr\u00eas outros discos deste tipo foram identificados at\u00e9 \u00e0 data, ambos em torno de objetos significativamente mais jovens do que YSES-1 b, levantando novas quest\u00f5es sobre como este disco pode ter uma vida t\u00e3o longa.<\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Nasedkin acrescentou: &#8220;Em geral, este trabalho real\u00e7a as capacidades incr\u00edveis do Webb para caracterizar atmosferas de exoplanetas. Com apenas um punhado de exoplanetas que podem ser diretamente fotografados, o sistema YSES-1 oferece uma vis\u00e3o \u00fanica da f\u00edsica atmosf\u00e9rica e dos processos de forma\u00e7\u00e3o destes gigantes distantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos gerais, compreender como este sistema supersolar se formou fornece uma vis\u00e3o mais aprofundada das origens do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, dando-nos a oportunidade de observar a forma\u00e7\u00e3o de um planeta semelhante a J\u00fapiter em tempo real. \u00c9 importante, para saber como eram os blocos de constru\u00e7\u00e3o do nosso pr\u00f3prio Sistema Solar, compreender o tempo que demora a forma\u00e7\u00e3o dos planetas e a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica no final desse processo. Os cientistas podem comparar estes sistemas jovens com o nosso, o que d\u00e1 pistas sobre a forma como os nossos planetas mudaram ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Dra. Kielan Hoch, bolseira Giacconi do STScI (Space Telescope Science Institute), afirmou: &#8220;Este programa foi proposto antes do lan\u00e7amento do JWST. Era \u00fanico, uma vez que coloc\u00e1mos a hip\u00f3tese de o instrumento NIRSpec do futuro telesc\u00f3pio ser capaz de observar ambos os planetas no seu campo de vis\u00e3o numa \u00fanica exposi\u00e7\u00e3o, essencialmente, dando-nos dois pelo pre\u00e7o de um. As nossas simula\u00e7\u00f5es acabaram por estar corretas ap\u00f3s o lan\u00e7amento, fornecendo o conjunto de dados mais detalhado de um sistema multiplanet\u00e1rio at\u00e9 \u00e0 data&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os planetas do sistema YSES-1 est\u00e3o tamb\u00e9m demasiado separados para serem explicados atrav\u00e9s das atuais teorias de forma\u00e7\u00e3o, pelo que as descobertas adicionais de nuvens de silicato distintas em torno de YSES-1 c e de pequeno material poeirento quente em torno de YSES-1 b levam a mais mist\u00e9rios e complexidades para determinar como os planetas se formam e evoluem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta investiga\u00e7\u00e3o foi tamb\u00e9m liderada por uma equipa de investigadores em in\u00edcio de carreira, como p\u00f3s-doutorados e estudantes, que constituem os primeiros cinco autores do artigo cient\u00edfico. Este trabalho n\u00e3o teria sido poss\u00edvel sem a sua criatividade e trabalho \u00e1rduo, que \u00e9 o que ajudou a fazer estas incr\u00edveis descobertas multidisciplinares&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.tcd.ie\/news_events\/top-stories\/featured\/silicate-clouds-discovered-in-atmosphere-of-distant-exoplanet\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Trinity College Dublin (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09174-w\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Nature)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Sistema YSES 1 (ou TYC 8998-760-1):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/exoplanetarchive.ipac.caltech.edu\/overview\/TYC%208998-760-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/simbad.u-strasbg.fr\/simbad\/sim-id?Ident=TYC+8998-760-1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Simbad<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/YSES_1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/tyc-8998-760-1-b\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YSES-1 b (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/tyc_8998_760_1_b--7303\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YSES-1 b (Exoplanet.eu)<\/a><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/exoplanet-catalog\/tyc-8998-760-1-c\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YSES-1 c (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/catalog\/tyc_8998_760_1_c--7447\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">YSES-1 c (Exoplanet.eu)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exoplanetas:<br><\/strong><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Extrasolar_planet\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de planetas (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_potential_habitable_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas potencialmente habit\u00e1veis (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_nearest_exoplanets\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas mais pr\u00f3ximos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_planet_extremes\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de extremos (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_extrasolar_candidates_for_liquid_water\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Lista de exoplanetas candidatos a albergar \u00e1gua l\u00edquida (Wikipedia)<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.openexoplanetcatalogue.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Open Exoplanet Catalogue<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanets.nasa.gov\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/exoplanet.eu\/home\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Exoplanet.eu<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JWST (Telesc\u00f3pio Espacial James Webb):<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/www.stsci.edu\/jwst\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI<\/a><br><a href=\"https:\/\/webbtelescope.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">STScI (website para o p\u00fablico)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.cosmos.esa.int\/web\/jwst\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/esawebb.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA\/Webb<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/JWST\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAWebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAWebb\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nasawebb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Instagram<\/a><br><a href=\"https:\/\/blogs.nasa.gov\/webb\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Blog do JWST (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/fgs.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRISS (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nircam.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NIRCam (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/webb.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/miri.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">MIRI (NASA)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.jwst.nasa.gov\/content\/observatory\/instruments\/nirspec.html\" 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