{"id":8093,"date":"2025-06-17T06:13:52","date_gmt":"2025-06-17T05:13:52","guid":{"rendered":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/?p=8093"},"modified":"2025-06-17T06:13:53","modified_gmt":"2025-06-17T05:13:53","slug":"um-vulcao-escondido-a-vista-de-todos-pode-ajudar-a-datar-marte-e-a-sua-habitabilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/2025\/06\/17\/um-vulcao-escondido-a-vista-de-todos-pode-ajudar-a-datar-marte-e-a-sua-habitabilidade\/","title":{"rendered":"Um vulc\u00e3o &#8220;escondido \u00e0 vista de todos&#8221; pode ajudar a datar Marte &#8211; e a sua habitabilidade"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/cos.gatech.edu\/sites\/default\/files\/hg\/jezerocrater3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/hsT2LK1L_o-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-8094\" srcset=\"https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/hsT2LK1L_o-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/hsT2LK1L_o-300x169.jpg 300w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/hsT2LK1L_o-768x432.jpg 768w, https:\/\/ccvalg.pt\/astronomia\/wordpress\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/hsT2LK1L_o.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ilustra\u00e7\u00e3o do poss\u00edvel aspeto da cratera Jezero h\u00e1 milhares de milh\u00f5es de anos em Marte, quando era um lago. Jezero Mons \u00e9 vis\u00edvel na parte frontal direita da orla da cratera.\nCr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Cientistas do Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia, EUA, descobriram evid\u00eancias de que uma montanha na orla da cratera Jezero &#8211; onde o rover Perseverance da NASA est\u00e1 atualmente a recolher amostras para poss\u00edvel envio \u00e0 Terra &#8211; \u00e9 provavelmente um vulc\u00e3o. Chamado Jezero Mons, tem quase metade do tamanho da cratera e pode fornecer pistas importantes sobre a habitabilidade e sobre o vulcanismo de Marte, transformando a forma como compreendemos a hist\u00f3ria geol\u00f3gica de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo foi publicado no passado m\u00eas de maio na revista Communications Earth &amp; Environment e sublinha o muito que ainda temos para aprender sobre uma das regi\u00f5es mais bem estudadas de Marte.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora principal, Sara C. Cuevas-Qui\u00f1ones, completou a investiga\u00e7\u00e3o enquanto estudante universit\u00e1ria durante um programa de ver\u00e3o no Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia; \u00e9 agora estudante na Universidade Brown. A equipa tamb\u00e9m incluiu o autor correspondente, o professor James J. Wray, a professora assistente Frances Rivera-Hern\u00e1ndez e Jacob Adler, na altura p\u00f3s-doutorado no Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia e agora professor assistente de investiga\u00e7\u00e3o na Universidade do Estado do Arizona.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O vulcanismo em Marte \u00e9 intrigante por v\u00e1rias raz\u00f5es &#8211; desde as implica\u00e7\u00f5es que tem na habitabilidade at\u00e9 a um melhor conhecimento da hist\u00f3ria geol\u00f3gica&#8221;, diz Wray. &#8220;A cratera Jezero \u00e9 um dos locais mais bem estudados de Marte. Se s\u00f3 agora estamos a identificar um vulc\u00e3o aqui, imagine-se quantos mais poder\u00e3o existir em Marte. Os vulc\u00f5es podem estar ainda mais espalhados por Marte do que pens\u00e1vamos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma montanha nas margens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Wray reparou na montanha pela primeira vez em 2007, enquanto estudava a cratera Jezero como estudante.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estava a olhar para fotografias de baixa resolu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea e reparei numa montanha na borda da cratera&#8221;, recorda. &#8220;Para mim, parecia um vulc\u00e3o, mas era dif\u00edcil obter imagens adicionais&#8221;. Na altura, a cratera Jezero tinha sido descoberta recentemente e as imagens centravam-se quase exclusivamente na sua intrigante hist\u00f3ria da \u00e1gua, que se encontra no lado oposto da cratera de 45 quil\u00f3metros de largura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, a cratera Jezero, devido a estes dep\u00f3sitos sedimentares semelhantes a lagos, foi selecionada como local de aterragem do rover Perseverance &#8211; uma miss\u00e3o da NASA ainda em curso que procura sinais de vida marciana antiga e recolhe amostras de rochas para poss\u00edvel envio \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><a href=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/38\/55\/qkLAIySh_o.jpg\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/images2.imgbox.com\/38\/55\/qkLAIySh_o.jpg\" alt=\"\"\/><\/a><figcaption class=\"wp-element-caption\">Vista de Jezero Mons. A montanha tem cerca de 21 quil\u00f3metros de di\u00e2metro.<br>Cr\u00e9dito: C. Cuevas-Qui\u00f1ones et al., 2025; Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ap\u00f3s a aterragem, algumas das primeiras rochas que o Perseverance encontrou n\u00e3o eram os dep\u00f3sitos sedimentares que se poderia esperar de uma \u00e1rea anteriormente inundada &#8211; eram vulc\u00e2nicas. Wray suspeitava que poderia saber a origem destas rochas, mas para fazer esse argumento, teria de demonstrar que a montanha na orla da cratera Jezero poderia ser, de facto, um vulc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uma nova investigadora &#8211; e dados antigos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A oportunidade surgiu v\u00e1rios meses ap\u00f3s a aterragem do Perseverance, quando Cuevas-Qui\u00f1ones se candidatou a um programa de ver\u00e3o para estudantes universit\u00e1rios organizado pela Escola de Ci\u00eancias da Terra e da Atmosfera do Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia, para trabalhar com Wray.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Um estudo anterior liderado por Briony Horgan (professora de ci\u00eancias planet\u00e1rias na Universidade de Purdue) tamb\u00e9m sugeriu que Jezero Mons poderia ser vulc\u00e2nico&#8221;, diz Cuevas-Qui\u00f1ones. &#8220;Comecei a interrogar-me se haveria uma forma de confirmar estas suspeitas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipa fez uma parceria com a coautora do estudo, Rivera-Hern\u00e1ndez, que \u00e9 especialista em caracterizar a superf\u00edcie dos planetas e a sua habitabilidade. Decidiram usar conjuntos de dados recolhidos por naves espaciais em \u00f3rbita de Marte para comparar as propriedades de Jezero Mons com outros vulc\u00f5es conhecidos. &#8220;N\u00e3o podemos visitar Marte e provar definitivamente que Jezero Mons \u00e9 um vulc\u00e3o, mas podemos mostrar que partilha as mesmas propriedades com os vulc\u00f5es existentes &#8211; tanto aqui na Terra como em Marte&#8221;, explica Wray.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Utiliz\u00e1mos dados da Mars Odyssey, da MRO (Mars Reconnaissance Orbiter), da ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter) e do rover Perseverance, todos combinados para resolver este problema&#8221;, acrescenta. &#8220;Penso que isto mostra que estas naves espaciais mais antigas podem ser extremamente valiosas muito depois do fim das suas miss\u00f5es iniciais &#8211; estas velhas naves espaciais ainda podem fazer descobertas importantes e ajudar-nos a responder a perguntas complicadas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Cuevas-Qui\u00f1ones, este facto tamb\u00e9m sublinha a import\u00e2ncia dos programas e das oportunidades para os estudantes universit\u00e1rios. &#8220;Na altura, eu era estudante universit\u00e1ria e foi a primeira vez que fiz investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma. &#8220;Foi fascinante aprender como diferentes conjuntos de dados podiam ser utilizados para descodificar a origem de uma paisagem. Depois de Jezero Mons, tornou-se claro para mim que iria continuar a estudar Marte e outros corpos planet\u00e1rios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A procura de vida &#8211; e a determina\u00e7\u00e3o da idade de Marte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A descoberta torna a cratera ainda mais intrigante na procura de vida passada em Marte. Um vulc\u00e3o t\u00e3o pr\u00f3ximo da aquosa cratera Jezero poderia acrescentar uma fonte cr\u00edtica de calor num planeta que, de outro modo, seria frio, incluindo o potencial para atividade hidrotermal &#8211; energia que a vida poderia usar para prosperar.<\/p>\n\n\n\n<p>Este tipo de sistema tamb\u00e9m tem interesse para Marte como um todo. &#8220;A coalesc\u00eancia destes dois tipos de sistemas torna Jezero mais interessante do que nunca&#8221;, partilha Wray. &#8220;Temos amostras de incr\u00edveis rochas sedimentares que podem ser de uma regi\u00e3o habit\u00e1vel, juntamente com rochas \u00edgneas com um valor cient\u00edfico importante&#8221;. Se forem enviadas \u00e0 Terra, as rochas \u00edgneas podem ser datadas com radiois\u00f3topos para conhecer a sua idade com grande precis\u00e3o. A data\u00e7\u00e3o das amostras da cratera Jezero pode ser usada para calibrar as estimativas de idade, fornecendo uma janela sem precedentes para a hist\u00f3ria geol\u00f3gica do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>A mensagem a levar para casa? &#8220;Marte \u00e9 o melhor local do nosso Sistema Solar para procurar sinais de vida e, gra\u00e7as ao rover Perseverance que recolheu amostras em Jezero, os Estados Unidos t\u00eam amostras das melhores rochas no melhor local de Marte&#8221;, diz Wray. &#8220;Se estas amostras forem enviadas \u00e0 Terra, poderemos fazer uma ci\u00eancia incr\u00edvel e inovadora com elas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cos.gatech.edu\/news\/volcano-hidden-plain-sight-could-help-date-mars-and-its-habitability\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Instituto de Tecnologia da Ge\u00f3rgia (comunicado de imprensa)<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-025-02329-7\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">\/\/ Artigo cient\u00edfico (Communications Earth &amp; Environment)<\/a><\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Saiba mais:<\/h3>\n\n\n\n<p><strong>Marte:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_(planet)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><br><a href=\"https:\/\/nineplanets.org\/mars\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">The Nine Planets<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Jezero_(crater)\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Cratera Jezero (Wikipedia)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rover Perseverance:<\/strong><br><a href=\"https:\/\/mars.nasa.gov\/mars2020\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Facebook<\/a><br><a href=\"https:\/\/twitter.com\/NASAPersevere\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">X\/Twitter<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_2020\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mars Odyssey:<\/strong><br><a href=\"http:\/\/mars.jpl.nasa.gov\/odyssey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a><br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/2001_Mars_Odyssey\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MRO (Mars Reconnaissance Orbiter):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/MRO\/main\/index.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">NASA<\/a>&nbsp;<br><a href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Mars_Reconnaissance_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ExoMars TGO (Trace Gas Orbiter):<\/strong><br><a href=\"http:\/\/exploration.esa.int\/mars\/46124-mission-overview\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">ESA<\/a><br><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/ExoMars_Trace_Gas_Orbiter\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">Wikipedia<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas descobriram evid\u00eancias de que uma montanha na orla da cratera Jezero &#8211; onde o rover Perseverance da NASA est\u00e1 atualmente a recolher amostras para poss\u00edvel envio \u00e0 Terra &#8211; \u00e9 provavelmente um vulc\u00e3o. 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